8 coisas para fazer por sua carreira

Fevereiro 6th, 2011

Apesar da matéria ter sido publicada em dezembro no Portal Exame, o ano, de verdade, está começando agora. Assim, as dicas estão valendo e podem servir de guia para o ano inteiro. Vale a pena  Ler!

Um abraço,

Adriana Gomes

Talita Abrantes, de EXAME.com

São Paulo – EXAME.com listou as 8 atitudes que você deve tomar por sua carreira antes que 2010 dê o último suspiro.

1. Atualize seu currículo
Uma maneira prática para definir o saldo de 2010 para a trajetória profissional é atualizar o currículo. Essa missão, no entanto, não se resume a apenas colocar uma nova data no topo do documento. Para deixar seu currículo pronto para eventuais oportunidades em 2011, é preciso fazer uma criteriosa revisão das principais conquistas ao longo do último ano.

O primeiro passo para isso é criar um levantamento de todos os números que embasaram suas realizações profissionais, como o quanto o seu setor cresceu ao longo do ano. Depois, avalie sistematicamente como você trabalhou para evoluir em sua própria formação acadêmica em 2010. Seus conhecimentos em outro idioma melhoraram? Você concluiu ou, pelo menos, começou algum curso de atualização neste ano?

Elenque tudo segundo ordem de relevância para o seu crescimento profissional e adicione as informações mais importantes ao seu currículo e carta de apresentação. Mas, cuidado para não cair em um dos 7 erros fatais do currículo.

2. Organize seus contatos
Sabe aquele montanha de cartões de visita que você recebeu ao longo de 2010? Para não deixar suas práticas de networking caiam no vazio, agora é a hora de colocá-los em ordem e agregar um destino útil a cada um deles.

Para começo de conversa, não os deixe amontoados em uma das gavetas da sua mesa. Organize-os, fisicamente, em ordem alfabética (de preferência, com base no nome da empresa e setor de atuação). Depois, passe todas essas informações para uma base de dados no computador. Vale os serviços do Outlook, uma planilha de Excel ou um documento do Google Docs.

Dica útil para o resto da vida profissional: após cada troca de cartão, anote na parte traseira dele informações relevantes sobre aquele contato, como a data em que conheceu a pessoa, o contexto do encontro e, até, algumas curiosidades que possam servir de pistas para que você retome o contato posteriormente, como o tipo de comida, música ou restaurante que ela aprecia.

3. Crie linhas de comunicação (e fuja dos spams)
Aproveite o clima propício do fim do ano para reativar o relacionamento com antigos contatos profissionais ou colegas de faculdade. Agora, nada de enviar e-mails padrão de boas festas para toda a sua lista.

4. Caia na rede
Você até pode bater o pé contra isso. Mas pesquisa recente aponta: o recrutamento pela web já supera a contratação por indicação no Brasil. Por isso, acredite: para ser conhecido pelos principais recrutadores, é necessário se sobressair na internet.

Isso não significa que você precisa neste exato momento abrir uma nova janela e se cadastrar em todas as redes sociais possíveis. Neste caso, menos é mais, sim.

Por isso, escolha as mais relevantes para a sua área de atuação (nesse caso, LinkedIn é quase unanimidade) e comprometa-se a atualizá-las com freqüência.

Que tal aproveitar os próximos dias para construir sua reputação na web como especialista em sua área de atuação? Pensando nisso, Adriana sugere a criação de um blog. “O mercado de trabalho busca pessoas criativas, que tenham facilidade de relacionamento e que saibam se comunicar. Um blog é um bom meio para demonstrar isso”, diz.

No entanto, não vale apenas criar o blog, escrever alguns posts e deixá-lo às moscas. É preciso criar uma rotina de publicação periódica. Neste ponto, se seu senso de realidade alerta que a missão é quase impossível para seu cotidiano atribulado, então prefira a criação de um currículo ou portfólio na web.

“Monte uma mensagem de fim de ano mais individualizada, remeta ao último encontro que você teve com a pessoa e, em alguns casos, já proponha novo encontro ou parceria para 2011”, aconselha Fabiano Caxito, professor da FIA e autor do livro “Não deixo a vida me levar, a vida levo eu!” (Editora Saraiva).

 

Com base na lista de cartões que você acabou de organizar, defina quais daqueles contatos são realmente relevantes para a sua carreira profissional e para o seu networking.

“Crie estratégias para “cuidar” do seu relacionamento com essas pessoas ao longo de todo ano”, sugere Adriana Gomes, coordenadora da área de pessoas e do núcleo de carreiras da ESPM.

5. Faça uma sabatina consigo mesmo
A próxima tarefa para os próximos dias? Feche-se para balanço. Isso mesmo. Apesar da correria para cumprir todas as obrigações profissionais e familiares em tempo, tire algumas horas para avaliar o quanto você evoluiu nos últimos meses.

Mas, nesse processo, não se atenha apenas aos números e aos dados concretos de evolução profissional. Para avaliar de maneira concreta a quantas anda a sua carreira, é preciso engajar-se em uma trajetória para dentro de si.

“A gente precisa se olhar de tempos em tempos para definir com sobriedade a vida que vislumbra para os próximos meses”, diz Marco Túlio Zanini, professor da Fundação Dom Cabral.

Isso significa que os dias anteriores à virada devem ser dedicados para uma espécie de “jogo da verdade” individual. Você deve ser franco e analisar questões como o quanto satisfeito está com o seu trabalho, ou o quanto aquela rotina tem agregado para o desenvolvimento de suas competências profissionais e pessoais, entre outros pontos.

“A questão não é se você subiu na hierarquia, mas o quanto conseguiu evoluir em seu nível de contribuição profissional e qual o valor dado a isso”, afirma Zanini.

 6. Elabore um plano de ação
Com base nessa espécie de “confessionário” (ou muro das lamentações) individual, elabore estratégias de ação para chacoalhar sua carreira no próximo ano. Cuidado com uma lista de intenções demasiadamente abstrata e romântica.

A dica, neste ponto, é ser o mais realista e preciso possível. Ou seja, não vale afirmar que precisa fazer um MBA em uma instituição estrangeira se você não tem dinheiro suficiente para isso ou não se enquadra no perfil para se candidatar a uma bolsa de estudos.

Dessa forma, seja metódico ao elaborar essa lista de propostas para 2011. Defina prazos e meios para tirá-las do papel.

7. Saia das nuvens e coloque os pés no chão
Não espere janeiro para colocar cada item dessa lista de intenções em prática. Por exemplo, se sua ideia é começar um curso de idiomas no próximo ano, inscreva-se antes do dia 31 de dezembro.

“Se esperar até 3 de janeiro é bem provável que esqueça de todas essas resoluções”, afirma Caxito. Para ele, todos têm até o fim do ano para “ultrapassar a fronteira do passar” e dar movimento para todas decisões profissionais ou pessoais.

8. Um quase sabático
Esforce-se para sair da caixa. É comum que, com o passar do tempo, muitos profissionais se enclausurem em assuntos e rotinas apenas referentes com sua area de atuação. Mas é preciso ir além disso.

“O movimento de criatividade e inovação é feito com base na abertura para diferentes áreas e culturas”, diz Adriana. Por isso, use os últimos suspiros de 2010 para experimentar livros, filmes e lugares diferentes daqueles que já fazem parte do seu cotidiano.

Bookmark and Share

Classes C e D não querem ser como os “ricos”

Fevereiro 4th, 2011

Entender a liguagem do consumidor é importante para o eficaz treinamento da equipe.

Muitos gestores, exigem resultados mas não oferecem subisídios para a equipe poder atingir o público alvo desejado.

A matéria ilustra essa situação.

Boa leitura,

Um abraço,

Adriana Gomes

 

Supor que esse público quer imitar as classes mais altas é um dos grandes erros das empresas

São Paulo – “As classes C e D não são um setor do mercado. Elas são o mercado”. É essa a primeira ideia que as empresas precisam compreender, de acordo com o sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles. Para chegar a esse público, não basta apenas considerar que ele é uma fonte de dinheiro, mas é necessário ver também que ele tem o maior potencial para fazer as empresas lucrarem. Segundo Meirelles, as classes mais baixas representam 80% do mercado consumidor e são as classes A e B que tem se segmentado cada vez mais. Mas lidar com a “massa” ainda é mistério para muitas companhias, seja porque os estereótipos atrapalham as estratégias, seja por mera falta de conhecimento.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Data Popular, divulgada recentemente, revelou que 70% das empresas admitem ter preconceito com as classes C e D e só 20% se consideram preparadas para atingir esse público. A coordenadora acadêmica do Núcleo de Gestão de Pessoas da ESPM, Adriana Gomes, afirma que, para superar qualquer possível preconceito, os executivos – principalmente os mais focados em resultados – devem olhar para os números significativos que esse público pode representar no faturamento.

Olho no olho

Para os executivos mais resistentes, a professora recomenda a busca por mais informações sobre essas pessoas, para quebrar os estereótipos. “A partir do momento em que se define a estratégia de vender para essas classes, a empresa precisa ter um programa de desenvolvimento, mudar a cultura. É necessário conhecer esse público, ver seus interesses, sonhos, o que fazem e, então, repassar isso para toda a equipe”, afirma.

Esse acompanhamento de que Adriana fala deve ser entendido de forma literal: ir às comunidades mais pobres, subir favelas, acompanhar famílias de baixa renda no dia-a-dia e, se possível, até se hospedar na casa de uma. “Muitos executivos vêem essa experiência de conhecer as classes mais baixas como se fosse um safári, como holandeses indo conhecer a favela”, conta Renato Meirelles.

Ele afirma que essa sensação de estranhamento diante de uma realidade tão comum é o fato de que muitos executivos não são humildes, se acham o centro do mundo. Pensamento que acaba dando origem a um dos grandes erros das empresas ao criar produtos para a baixa renda. “Os executivos acham que todo pobre quer ser como eles e acham que, se fizerem um produto igual ao da classe A, os da classe C vão comprar. Não é assim. Eles querem ser ricos, mas não querem ser como os ricos”, afirma.

Outro erro exemplar causado pelos estereótipos e falta de conhecimento é o de achar que só o preço baixo importa na hora da compra. Essa crença cai por terra assim que os executivos vêem mais de perto a rotina, os costumes, necessidades e prioridades desses consumidores.

Adaptação

Além do contato contínuo com esse público, Meirelles reforça a importância da teoria no processo de mudança de cultura dentro da empresa para abraçar as classes C e D. Não se pode esquecer de promover cursos, seminários, workshops, pesquisas e consultoria para que os executivos compreendam que há outras formas de ver o mundo e, assim, saibam como tornar seus produtos mais atrativos para essas pessoas.

Apesar do ritmo ainda lento, o sócio-diretor do Data Popular acredita que a tendência das empresas é se adaptar a esse novo público-alvo. “Os executivos estão começando a enxergar e aproveitar as oportunidades de inovação, com processos de co-criação com os moradores dessas classes. O mercado está sendo obrigado a fazer isso.”, diz.

Por Luciana Carvalho, de Exame.com  | 20/01/2011 17:22

Bookmark and Share

Sete pecados na hora de procurar emprego

Fevereiro 3rd, 2011
Veja como evitar alguns erros em processos seletivos

Inglês fluente, diploma de uma boa universidade, cursos de especialização, amplo conhecimento sobre a área na qual quer trabalhar. Tudo isso pode virar pó se, na hora da entrevista para programas de estágio ou trainee, o candidato cometer gafes ou se comportar de modo inadequado.

Segundo consultores de RH ouvidos pelo Estadão.edu, é preciso ficar atento não apenas na entrevista em si, mas em todo o processo seletivo, até mesmo na hora de enviar o currículo. Eles afirmam que é normal ficar ansioso, especialmente em processos altamente concorridos – como o da Nestlé, que recebeu mais de 26 mil inscrições para 35 vagas. Mas garantem que a maioria dos erros pode ser evitada com cuidados simples. Veja os pecados mais comuns e como evitá-los.

1. Atirar para todo lado

Ao fazer a inscrição, evite candidatar-se sem critério e escolha uma empresa que combina com o seu perfil. “O erro não é se inscrever em tudo, mas se inscrever em qualquer coisa”, diz Denise Asnis, gerente do Escritório de Liderança da Natura

2. Não conhecer a empresa

“Ir sem saber quem é o presidente ou em quais países a empresa está soa como desinteresse”, afirma Denise. “Consultar o site da companhia e os funcionários é um bom começo”, diz Fábia Barros, gerente do Grupo Foco

3. Currículo exagerado

Ter inglês médio e se candidatar a uma vaga que pede avançado é um engano. Uma hora a pessoa vai precisar do idioma”, diz Fábia. Não ter a qualificação exigida ainda pode levar a outros problemas. “Já detectamos candidatos que copiaram projetos ou colaram”, conta Denise

4. Tentar ser o que não é

Tenho 20 anos, ouço música clássica e vou a museus nas horas livres.” Fábia cita este exemplo hipotético como o de um candidato tentando mostrar o que não é. “Jovem que se preze ouve música clássica, vai a museu, mas também vai

na balada. Tem gente que acha que dizer que vai na balada denigre, mas não é verdade.”

5. Tagarelar na entrevista

A tese de que para se sair bem numa entrevista é preciso falar bastante pode ser um tiro no pé. “Se procuro alguém mais centrado, o expansivo perde. Na dúvida, seja você mesmo”, aconselha Fábia. Para Denise, quem quer participar a todo minuto corre o risco de falar demais e dizer bobagem. “Tente se conter e falar apenas na hora certa.”

6. Mostrar-se superior

Na tentativa de se destacar em meio a vários concorrentes, alguns candidatos acabam parecendo petulantes. “Eles tentam mascarar a ansiedade e parecer melhor que os outros; tornam-se arrogantes”, diz Adriana Gomes, coordenadora do Núcleo de Pessoas e do Centro de Carreiras da pós-graduação da ESPM. A atitude de superioridade pode aparecer não só no momento de falar em uma dinâmica de grupo, mas também no relacionamento do candidato com os colegas. “Se ele não sabe se comportar de forma adequada na seleção, que dirá na empresa”, alerta Adriana

7. Falar demais na internet

É comum os candidatos formarem grupos de discussão na internet sobre as empresas nas quais estão fazendo seleção. Por um lado, pode ser positivo, porque é uma forma de trocar experiências. Por outro. quem se comportar de forma inadequada no fórum pode acabar sendo pego. “Tem candidato que não gostou de determinada atividade na dinâmica e resolve falar mal dos selecionadores, o que é, no mínimo, deselegante. E muitas vezes os selecionadores acabam descobrindo, já que costumam acompanhar esses grupos”, avisa Adriana.

Larissa Linder

Bookmark and Share

O que escrever no currículo para atrair o recrutador

Fevereiro 2nd, 2011

 

O que escrever no CurriculoEsse é um tema recorrente em meus artigos_ Currículo. Por mais que haja informações em execesso na Web, o grande drama é colocar em palavras, de maneira direta e objetiva, levando-se em conta o objetivo e as demandas do mercado, aquilo que se sabe fazer.

Foram muitas as ocasiões em que falei sobre as dificuldades para se elaborar um bom currículo. Um clássico do meu site é o famoso artigo: Curriculo: Quem é você? – disponível no site na seção Dicas http://www.vidaecarreira.com.br/dicas_abr05.htm

O artigo abaixo só reforça a idéia do estratégico. Porém o estratégico tem suas variações individuais.

Vale a pena ler o artigo abaixo e o do site para ajudar nesse árduo trabalho!

As dicas estão à mão, só falta colocar em prática.

Sucesso!!

Adriana Gomes

Destacar a formação e a experiência profissional é mais eficaz que utilizar chavões como espírito de equipe e foco em resultados.

Por Rômulo Martins

Na ânsia por fisgar o recrutador grande parte dos profissionais recorre a expressões que viraram clichês no mundo corporativo. O Linkedin, rede de relacionamento profissional, divulgou recentemente os 10 termos mais utilizados nos perfis dos brasileiros em 2010. São eles: dinâmico, ampla experiência, inovador, motivado, proativo, focado em resultados, empreendedor, trabalho em equipe, multitarefado, valor agregado.

Para o especialista em carreira Lindsey Pollak, “expressões como ‘ampla experiência’ e ‘experiência comprovada’ podem parecer vazias para um empregador potencial e prejudicar mais do que ajudar um perfil ou currículo”. Segundo ele, “o melhor é destacar anos de experiência, conquistas e resultados, como um aumento significativo nas vendas.”

Matilde Berna, diretora de transição e gestão de carreiras da Right Management, afirma que um currículo, para chamar a atenção do selecionador, deve exibir a história profissional de maneira estratégica. “O importante não é a quantidade de informações, mas as informações estratégicas.”

Seria irrelevante para o diretor de uma empresa, por exemplo, destacar experiências de estágio. “A informação deve ser coerente ao contexto profissional. É fundamental informar no currículo os resultados obtidos ao longo da carreira”, diz Matilde.

Na visão de Giuliana Hyppolito, consultora de recursos humanos da DMRH, na busca por uma vaga de emprego vale mencionar características pessoais valorizadas pelo mercado, mesmo que este não seja o principal foco do currículo. Segundo ela, o dado pode ser útil tanto para o candidato como para o selecionador. “Um profissional que diz ser dinâmico não vai querer trabalhar em uma empresa monótona.”

Giuliana destaca que os interesses ou as competências comportamentais do candidato devem ser descritas em um campo específico. No entanto, a consultora salienta que a informação é opcional. Ela ressalta que o indivíduo deve conhecer bem suas habilidades antes de expô-las no currículo. “O candidato deve exibir as competências descritas no documento durante a entrevista de emprego. Vender uma falsa imagem é um risco.”

Meio Digital

Os sites de emprego e as redes sociais têm se mostrado ferramentas efetivas e facilitadoras na busca por emprego, atesta Giuliana. De acordo com ela, a internet é o primeiro canal utilizado pelas empresas para comunicar suas vagas. “Mas é preciso expor o conteúdo com cautela para não prejudicar a imagem profissional”, adverte.

“Tudo o que surge no mercado como uma modernidade deve ser rapidamente incorporado pelo profissional. A internet tem ajudado muito as pessoas a ampliarem o network”, destaca Matilde Berna, da Right Management.

Fonte: Empregos – www.empregos.com.br

Bookmark and Share

Depoimento – Importancia da Orientação Profissional

Fevereiro 1st, 2011

Profª Adriana Gomes, Acredito não ter agradecido o suficiente seus sábios conselhos profissionais depois da nossa conversa. Mesmo que já faça um bom tempo, imagino o quanto gratificante seja saber o que acontece depois da sua orientação. Vou ser breve e dizer apenas o essencial, hoje me vejo como uma profissional pronta para alçar vôos cada vez maiores. Mesmo realizando o sonho de ir a Disney no final de 2010 com meu pai, fui sabia e tratei de economizar cada centavo e fazer escolhas certas.

Escolhas que levam ao real motivo deste email, desejo que seja uma das primeiras a saber que, começarei neste mês o curso de Mestrado de Psicologia na São Marcos. Claro que haverá um grande desafio, pois desejo focar em Psicologia de Consumo e traçar um perfil do consumidor brasileiro.

Este email é na realidade um depoimento do como é importante uma orientação profissional de carreira, ou seja, como foi importante ter reencontrado em seu consultório. Um carinhoso abraço e desejo de muito sucesso para você. Obrigada,

Masilvia Diniz -  BV Financeira

Bookmark and Share

Como recrutar os melhores profissionais para sua startup

Dezembro 15th, 2010

Como ex-headhunter, eu sei o quanto é difícil encontrar as pessoas certas para os lugares certos. Entretanto há um movimento interessante acontecendo. Pequenas empresas podem ser bons investimentos de carreira e não apenas multinacionais como o destino certo para crescer e se desnvolver profissionalmente. Há vantagens de se trabalhar nas pequenas empresas. A metéria  da Priscila Zuini, de EXAME.com vale a pena .

Um abraço, Boa leitura!

Adriana Gomes

As startups podem ser uma boa oportunidade no mercado de trabalho, por isso, o movimento de candidatos a vagas nesse tipo de empreendimento têm crescido. É a chance de usar a veia empreendedora sem abrir o próprio negócio.

Para as empresas iniciantes, não ter um departamento dedicado ao assunto pode ser um fator positivo na hora da contratação. “Elas têm chance de começar um novo modelo diferente do que está acontecendo que não tem funcionado. A pequena não precisa desconstruir para construir, ela pode começar desde já”, explica Jaqueline Weigel, diretora geral da Weigel Coaching.

Para Adriana Gomes, coordenadora acadêmica da área de pessoas e do centro de carreiras da pós-graduação da ESPM, a atração é a parte mais complicada para as empresas menores. “Mas hoje os jovens estão percebendo que as pequenas empresas podem ter um grande potencial”, diz.

Participe
Como as startups não contam com grandes equipes de recursos humanos, é essencial que o empreendedor participe da seleção. “O responsável direto pelo trabalho precisa participar do processo. No futuro, quem vai contratar é o gestor e a equipe, como acontece no Google hoje”, opina Jaqueline.

O perfil do novo funcionário também não pode ser aleatório. Por isso, a participação do empreendedor é fundamental. “Na hora da contratação, é preciso ter o máximo de foco possível em duas coisas: na habilidade do profissional, buscar pessoas com muita técnica, e na atitude, precisa ter uma visão empreendedora também”, explica o diretor operacional da Desix, André Assef.

Um dos riscos de não acompanhar de perto a contratação é deixar passar algumas características comportamentais indesejadas. Uma dica é “buscar gente com o mesmo perfil de quem começou o negócio, mas com foco em resultados”, assegura Assef. “Algumas características importantes são proatividade, criatividade, objetividade, prática, energia empreendedora e comprometimento com resultado. Essas características têm que estar muito presentes na hora da seleção porque não vai dar tempo de buscar o aperfeiçoamento das pessoas do grupo”, diz o executivo.

Salário
Com um orçamento apertado, grande parte das startups não tem condições de atrair os mais qualificados pelo salário. Para a especialista Jaqueline Weigel, isso não é tão ruim assim. “Uma pesquisa feita no começo do ano sobre o que é importante para as pessoas no cenário de trabalho indicou que os talentos querem, neste ordem, empresas onde são reconhecidos e valorizados, oportunidade de crescimento, aprendizado constante, modelos de liderança e, então, um bom salário”, diz.

Mas, vale lembrar, é importante fazer uma pesquisa no mercado para não cair no “vício de contratar barato”. Além disso, parte da retenção de colaboradores depende da oportunidade de crescer junto com a empresa. “Não precisa começar com uma remuneração muito alta mas oferecer participação do funcionário no crescimento”, conta Jaqueline.

O cumprimento de objetivos e o foco em resultados ajuda a segurar os bons funcionários. “Nessas empresas, você vende o seu sonho. É importantíssimo mostrar que os objetivos prometidos no começo estão acontecendo”, explica Assef. “É uma aposta. É uma decisão de estilo de vida. O risco é maior e o retorno também”, conta Pedro Motoryn, cofundador do Mais Startup.

Para manter o colaborador na empresa, alguns pontos são essenciais, segundo os especialistas. “Oferecer espaço para inovação e criatividade, desenvolver lideranças eficazes, investir em programas de treinamento e desenvolvimento, melhorar a qualidade de vida dos funcionários e manter a proximidade do núcleo de poder e de decisão”, diz Adriana. “Os colaboradores podem esperar para o futuro realização profissional e pessoal, qualidade de vida, flexibilidade, inovação e escolher com quem você vai trabalhar”, afirma Motoryn.

Questionar o candidato sobre o plano de carreira é essencial. Mesmo que a empresa ainda seja bastante iniciante, o funcionário espera percorrer um caminho dentro do negócio. “Pergunte qual o plano de carreira: se ele tem um ou vai jogar essa responsabilidade nas mãos da empresa. É importante que ele mesmo tenha um plano”, diz Jaqueline. “Ele precisa pensar no plano de carreira e saber que existem outras opções além das multinacionais”, explica Adriana.

Canais
É na internet que se concentram boa parte das forma de contato entre os empreendedores e os candidatos. “Facebook e Linkedin são canais diretos com quem está buscando trabalho”, diz Jaqueline. O site Mais Startup é um desses canais. A proposta é conectar futuros funcionários e empresas iniciantes.

Criado há nove meses, o portal reúne 192 startups oferecendo oportunidades todos os dias. A ideia foi do executivo Pedro Motoryn , que trabalha em um fundo de private equity, e sua sócia no projeto, a consultora de estratégia Maria Isabel Miranda. Eles perceberam a necessidade de uma ferramenta que ajudasse esses empreendimentos.

Perfil
Segundo dados do Mais Startup, empresas brasileiras deste tipo têm faturamento médio de 200 mil a 600 mil reais anuais, empregam de 5 a 25 funcionários e concentram-se nos segmentos de tecnologia e mídia.

A maioria delas (55%) oferece empregos fixos, enquanto 15% buscam profissionais freelancer e 15%, estagiários. As startups procuram gente em início de carreira – 40% querem pessoas com até 2 anos de experiência e outras 40%, com até 5 -, o que se reflete também no perfil das vagas oferecidas – 83% são para analistas, programadores e gerentes junior. O perfil dos empregados pelas startups é jovem e conectado. Oito em cada dez tem menos de 28 anos e 90% têm perfil no Twitter.

Bookmark and Share

Foi chamado para avaliar o chefe? Saiba como dar este feedback!

Dezembro 15th, 2010

Esse é um tema espinhento: Dar feedback ao chefe. Porém, a medida que as empresas e os gestores compreendem que essa é uma ferramenta de mão dupla e que é uma fonte para autoconhecimento e autodesenvolvimento.

Dar feedback ao superior passa a ser fundamental. Pode ser uma quebra de paradigma em muitas organizações. Mas quem não percebeu que o mundo mudo, que não é um senho sabe tudo, que tem que estar aberto ao novo e que ele pode aprender com seus colaboradores. Aliás, aprender sempre!!

Boa Leitura!

Adriana

 Em algumas empresas, além dos profissionais serem avaliados periodicamente, eles também avaliam o chefe. Mas, antes da dar o feedback sobre o líder, é necessário ter alguns cuidados.

O sócio-diretor e fundador da Muttare, Tatsumi Roberto Ebina, explica que, antes de falar abertamente sobre o gestor, é necessário analisar os valores da empresa. ”Se for uma empresa que emprega a transparência, o que a pessoa falar será considerado importante”, diz.

Já se a empresa ou o chefe não compartilham destes valores e não enxergam o feedback como algo importante para a carreira, o mais indicado é que o profissional não fale nada que possa comprometê-lo.

O que dizer

Ao dar o feedback ao líder, Ebina aconselha que o profissional descreva uma determinada situação e como o chefe se comportou. ”Esta situação deve ser apresentada com frequência pelo chefe. Não vale dizer sobre um comportamento de único dia. Além disso, o profissional deve falar sobre como isso refletiu sobre ele. Nunca falar pelo grupo ou sobre a reação dos colegas”, diz.

a coordenadora de Carreiras e professora do Núcleo de Gestão de Pessoas da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Adriana Gomes, alerta que a pessoa nunca faça um julgamento de valor sobre o chefe.

Ela acrescenta que o feedback deve ser uma análise do comportamento observado. “O feedback é uma percepção do outro. Ele não é uma verdade absoluta”, diz.

Sugestão

Sobre dar sugestão para o chefe melhorar, os especialistas concordam que é indicado quando a relação entre chefe e funcionário for aberta e positiva.

De acordo com Adriana, para dar o feedback, não é preciso agendar uma data específica. “O feedback deve ser dado sempre que for necessário. Deve ser feito no dia a dia. O mais importante é se preparar para isso. Vale destacar que é uma execelente ferramenta de gestão”, finaliza Adriana

Bookmark and Share

Como se ajudar e obter ajuda durante a carreira profissional

Novembro 8th, 2010

Autor do Livro, Fui Promovido e agora, ecreveu este texto exclusivamente para os leitores do nosso blog. Nele Ruban, dá dicas preciosas sobre como conduzir sua carreira.  Aproveitem a leitura.

Um abraço,

Adriana Gomes

 Está indo para onde?

Quem não sabe para onde quer ir não pode ser ajudado!

Se acreditar nessa máxima, já estará dando um passo importante para alavancar sua carreira profissional, afinal, ninguém chega muito longe sem ajuda nos dias atuais.

No meu livro “Fui Promovido! E Agora?” utilizei o diálogo entre Alice e o Gato (Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll) para exemplificar esse conceito:

O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”, diz Alice
     “Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.
     “Não me importo muito para onde…”, retrucou Alice.
     “Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.

Portanto, a primeira dica é que a maior ajuda que poderá obter virá de você mesmo.

A outra dica é afastar-se das crenças inúteis ou que lhe afastarão de suas metas pessoais.

Existem algumas crenças muito inapropriadas para quem quer  maximizar as chances de obter sucesso profissional. Essas crenças podem atrapalhar mais do que ajudar. Vejamos três delas:

  • Sucesso é o mesmo que ocupar cargos cada vez mais elevados na empresa.

Nem sempre. Claro que isso pode ser verdade para alguns, mas lembre-se que a definição de sucesso deve ser estabelecida por você. Não caia na tentação de definir sucesso com base nas expectativas de sua família, amigos, colegas, seu chefe, etc.

Não deixe que lhe digam o que significa sucesso no seu caso.

O que lhe tornaria realizado e feliz profissionalmente?

 O que está buscando, além de salários e benefícios cada vez melhores?

Pode ser muito difícil avaliar uma proposta de promoção, onde haja uma mudança radical de área, se você não souber qual o seu destino. Por exemplo, se pretende se tornar o melhor técnico em sua área, talvez não seja boa idéia aceitar uma promoção para uma função gerencial. Esse tipo de posicionamento deve, entretanto, ser muito claro e seu líder deve compreender os fatores motivacionais que embasam sua decisão.

Onde se imagina daqui uns 10, 15, 20 anos? Esse exercício não é fácil, mas se conseguir definir sucesso em longo prazo, de forma verdadeira, terá dado um grande passo, pois saberá para onde quer ir…

Se souber qual o destino, como quando planeja uma  viagem, poderá ser ajudado, poderá buscar ajuda. Poderá estabelecer metas intermediárias ( seus pontos de controle no mapa…)  e “medir” o avanço rumo aos seus objetivos maiores.

  • Sucesso no passado é forte garantia de sucesso no futuro.

Nem sempre. As empresas não são um ambiente necessariamente justo.

Ao atingir uma meta intermediária, poderá sentir que o reconhecimento que vivencia não é proporcional ao esforço para ter chegado até esse ponto. Poderá até mesmo não sentir reconhecimento algum, afinal, ao ser promovido, em poucos minutos – sim, provavelmente durante a própria reunião com seu líder onde estaria sendo comunicado da promoção- receberá a lista de expectativas para sua nova posição.

O que tiver feito no passado ficará guardado lá mesmo, no arquivo morto de sua carreira. Não poderá ser utilizado para compensar fracassos futuros. Certamente todos nós queremos que o sucesso de nosso passado seja uma referência para o presente, como nosso cartão de visitas, servindo de instrumento motivador em nossa vida profissional, mas isso não será uma garantia de sucesso no futuro.

Quer realmente se ajudar, pergunte-se “para que foi promovido”. Não caia na tentação de perguntar por que. Ao perguntarpor que” estaria buscando razões, explicações para sua promoção, que em nada lhe ajudariam no novo cargo. Ao perguntar-se para que foi promovido, estará definindo as verdadeiras expectativas que a empresa coloca sobre você. Claro que é muito útil perguntar isso ao seu líder, mas não deixe de avaliar, com seus próprios meios, o que mais poderia fazer para ajudar a empresa em suas metas estratégicas de curto, médio e longo prazos.

  • Será reconhecido pelo seu conhecimento, suas competências e esforço pessoal.

Nem sempre. O seu esforço, suas competências e conhecimento são muito importantes, se forem utilizados como os meios para obter os resultados esperados.

Será, na maioria das vezes, julgado pelo resultado.

Como disse Vince Lombardi, um legendário treinador de futebol americano:

”Alguns de nós faremos nossos trabalhos bem e alguns não, mas seremos julgados por apenas uma coisa: o resultado.”

Lembre-se ainda que a ajuda que necessita para crescer profissionalmente poderá vir tanto de seu superior, colegas, amigos, profissionais, cursos, livros como também dos seus liderados. Quanto melhor for seu time e quanto melhor for sua competência para orientá-los corretamente sobre as metas prioritárias, melhor será a chance de crescimento profissional para eles e para você. Trabalhe para torná-los seus aliados e não apenas liderados.

Desenvolva aliados também entre seus pares, superiores, clientes e fornecedores. Parece difícil, mas trata-se apenas de se doar um pouco, de ser integro e justo sempre, de não tentar tirar vantagem pessoal nunca, de não tirar proveito das fragilidades dos outros…  Trata-se de investir tempo ensinando o que sabe aos que se beneficiarão disso, mesmo que não veja o retorno imediato. Trata-se de ser humilde para aprender, estudar, perguntar, abrir-se para mudanças. Os aliados estarão lá para defendê-lo quando precisar.

Finalmente, desenvolva a capacidade de se comunicar bem. Não acredito em grandes líderes que se comunicam mal.

Boa carreira.

 

(*) Roberto Ruban

(*) Engenheiro Químico pela Escola de Engenharia Mauá, em 1978 e Engenheiro  da Qualidade certificado pela American Society for Quality Control (ASQC) e pela Associação Brasileira de Controle da Qualidade (ABCQ). Com cursos de extensão no IMD (Suiça), Insead ( França) e Universidade de Toronto ( Canadá). Atualmente ocupa o cargo de Diretor de Contas Globais da Divisão Seara do Grupo Marfrig. Autor do livro : “Fui Promovido! E Agora?  Como Turbinar e Acelerar seu Autodesenvolvimento Profissional”.

Bookmark and Share

Vantagens do trabalho no exterior

Novembro 5th, 2010

Sim, há vantagens na experiência internacional. Meu alerta diz respeito ao grau de expectativa na ocasião do regresso ao Brasil. Não é só a vivência internacional que conta, é preciso desenvolver competências técnicas e comportamentais, mas é um investimento interessante pensando, além do desenvolvimento do idioma, na aquisição de cultura internacional.

Um abraço,

Adriana Gomes

Programas, voltados especialmente a universitários, garantem vivência multicultural, impulsionando a carreira

Quando percebeu que precisava aprimorar seu inglês, mas que seu orçamento não seria suficiente para arcar com os custos de uma viagem de estudo, Marcelo Barbarulo Borgheresi decidiu apostar em um programa de trabalho no exterior, também conhecido como Work&Travel. Depois de avaliar algumas alternativas, Borgheresi, que na época cursava o terceiro ano de Engenharia Civil, embarcou para Lutsen, no estado americano de Minnesota. “Contratei uma agência que dá suporte e já acerta o acordo de trabalho. Fui para um hotel estação de ski com garantia de, no mínimo, 30 horas semanais de trabalho”, conta o engenheiro.

  Pouco depois de chegar, em dezembro de 2003, Borgheresi buscou outras atividades e chegou a ter três empregos. “No hotel eu atuava em serviços gerais. Além disso, consegui uma vaga no restaurante e na lavanderia. Trabalhava cerca de 15 horas por dia”, afirma. Com tanto esforço, ele conseguiu recuperar o valor investido na viagem, comprar algumas coisas e ainda voltar para casa com reserva. “Quem trabalha as 30 horas semanais consegue cobrir os custos da viagem”, diz.

O que Borgheresi trouxe de mais valioso foi a experiência de quatro meses de trabalho em um outro país, relacionando-se com pessoas de diversas nacionalidades. “É possível aprender a dinâmica da empresa e ver como as pessoas se organizam no dia a dia”, afirma.

Para a coordenadora acadêmica da área de pessoas e da pós-graduação da ESPM, Adriana Gomes, o mercado, cada vez mais, busca esse profissional flexível, com a mente aberta e capacidade de adaptação. “Há demandas por profissionais multiculturais, já que o mercado hoje é global”, diz. A possibilidade de desenvolver a capacidade de lidar com diversas culturas e com situações novas é um dos grandes benefícios desse tipo de programa. “Essa modalidade permite um contato mais intenso com a cultura, pois possibilita entender o ritmo de trabalho, as crenças etc”, afirma. Na opinião de Adriana, quanto mais cedo o jovem tiver uma experiência dessa – considerando a idade mínima de 18 anos na maioria dos casos – melhor. “As empresas gostam de contratar os jovens para que eles se desenvolvam na companhia. E a vivência no exterior conta pontos.” No mundo A vivência de trabalho no exterior, além de aperfeiçoar o idioma e permitir o contato com outras culturais, ajuda a ampliar o nivel de independência do jovem.

 ”Ele aprende a resolver diversas situações e a administrar seu dinheiro”, diz Fabricio Valverde, diretor da regional São Paulo da agência World Study. Ele explica que a maioria das oportunidade de emprego é para atividades mais operacionais. “Muitos dos jovens têm dificuldades com a língua, por isso se dedicam a funções que exigem menos interação”, afirma. Entre os locais mais procurados, segundo Valverde, estão Canadá, Austrália e Irlanda. “No Canadá o jovem pode ficar até um ano e o custo é atraente”, afirma.

De acordo com o diretor, um programa de Work & Travel custa em média US$ 2,5 mil para três meses nos Estados Unidos, incluindo documentação, colocação no emprego, passagem aérea e consultoria da World Travel. O valor para o Canadá, que inclui documentação e assessoria do parceiro da World Study é, aproximadamente, US$ 2,8 mil para um ano. A acomodação, cobrada à parte, pode ser encontrada após a chegada do profissional.

 Como cada país tem suas regras para esse programa, o melhor é decidir para onde pretende ir e avaliar cuidadosamente as condições.

IG CARREIRAS

 Roberta Gonçalves, iG São Paulo | 29/10/2010 05:50

http://economia.ig.com.br/carreiras/vantagens+do+trabalho+no+exterior/n1237814327085.html Replicado em MS Noticias http://noticias.meu-site.net/index.php/2010/10/vantagens-do-trabalho-no-exterior/70134/

Bookmark and Share

Qual o momento certo de procurar novo emprego?

Outubro 26th, 2010


O melhor momento para se procurar emprego é enquanto você ainda está empregado. Porém, há alguns cuidados, entre eles ser profissional até o último minuto de empresa.  

É possível buscar o que é melhor para você a ainda manter boas referências profissionais. 

Boa leitura,  

Adriana Gomes 

Se estiver empregado, tome alguns cuidados se decidir dar novo rumo à sua carreira
 

Ter coragem de dar novos rumos para a carreira é sempre importante para o profissional, e aquela velha afirmação de que o melhor momento para procurar um novo emprego é quando está empregado continua valendo. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados para que esse momento de transição aconteça de forma estruturada e sem impactos negativos.

“O primeiro ponto, talvez o mais importante, é não descuidar da produtividade na empresa atual. Não é certo voltar todas as atenções para as buscas de um novo emprego e deixar cair a produtividade na função que exerce. É importante ter isso muito claro e saber separar as coisas”, aponta Adriana Gomes, professora do Núcleo de Estudos de Gestão de Pessoas da ESPM.

Para Adriana, quando o profissional começa a procurar um novo emprego, geralmente, já está desmotivado com a atividade ou com a empresa, daí a necessidade de um cuidado ainda maior para não deixar a desejar no fechamento deste ciclo na organização. “Não pode descuidar do desempenho, para sair da empresa deixando as portas abertas, com bom relacionamento e referências profissionais”, aconselha.

Outro aspecto importante é levantado por Priscila de Azevedo Costa Martins, coordenadora da Veris Carreiras – do Grupo Ibmec Educacional – a divulgação da disponibilidade para o mercado. Ela explica que o networking é, sim, relevante para conseguir novas oportunidades na carreira, no entanto, é preciso cautela e discernimento para saber como utilizá-lo. “Temos de pensar que numa rede de contatos conhecemos uma pessoa, que conhece alguém, que conhece outro, que pode conhecer nosso chefe. Então, todo cuidado é pouco. Saber como falar e com quem falar deve ser uma preocupação do profissional neste momento de transição”, diz Priscila.

Entrevistas 

As consequências de envio de currículos e exposição para o mercado são entrevistas de emprego. Natural que elas comecem a surgir a partir do momento em que o profissional se apresenta disponível ou interessado em novas oportunidades. Mais um aspecto delicado. Sair no meio do expediente para fazer entrevistas não é uma boa opção. Inventar mentiras, consultas médicas ou coisas do tipo, também não é aconselhável.

“Tente negociar para o horário de almoço, antes ou após o expediente. Normalmente as consultorias já estão acostumadas com essa negociação, elas sabem que a pessoa está trabalhando e não pode sair no meio do horário de trabalho”, alerta Priscila. “Isso acaba sendo bem visto, porque transparece que é um profissional que se compromete com a empresa e que não vai sair e deixar ninguém na mão”, completa.

Segundo Adriana, essa possibilidade de negociação sempre existe, basta que o candidato se posicione e deixe claro o compromisso que ainda tem de cumprir com empresa atual. “O profissional tem de mostrar para a organização que está interessada nele que vai agir com profissionalismo até o último minuto. Que da mesma forma que não faria isso na empresa em que vir a trabalhar, não fará na atual”. A professora afirma que os entrevistadores costumam valorizar atitudes como essa.

leilão

Decidiu que quer um novo emprego? Ótimo, mas não faça da sua carreira ou de seu passe um leilão. “Ser convidado para uma entrevista e chegar no gestor ameaçando, definitivamente, não é a escolha certa: fui convidado para fazer uma entrevista e a vaga paga mais, você quer fazer uma contraproposta para eu ficar?”, exemplifica Priscila. Situações assim acontecem mais do que imaginamos.

Esse leilão pode custar muito caro para o profissional. “Caso esteja avaliando outra proposta, a pessoa tem de ser ética, e mais, ela pode muito bem receber um convite para fazer uma entrevista e não ser escolhida para a vaga, aí mais um motivo para não entrar num jogo com a empresa atual”, garante Adriana.

Veja mais dicas das especialistas

Cuidado com quem comenta sobre o seu interesse em mudar de emprego e saiba a melhor forma de falar isso. Evite falar com colaboradores da mesma empresa.

Nunca use e-mail ou telefones corporativos nos dados para contato dispostos no currículo. Use informações pessoais.

Sempre tente negociar o horário das entrevistas e evite ao máximo sair no meio do expediente para tratar desses assuntos.

Não deixe a sua produtividade cair, mantenha uma imagem positiva na empresa.

Cumpra as suas responsabilidades até o último dia na empresa, seja ético e profissional.

Nunca fale mal da empresa ou gestor atual. 

O LIBERAL (PA) • PODER • 25/10/2010

 

Bookmark and Share

Beleza e poder

Outubro 22nd, 2010

Não há como negar, vivemos numa sociedade de imagens. A aparência é uma forma de se apresentar ao mundo.

A matéria apresenta uma pesquisa que: afirma quem é belo ganha mais, ou tem mais vantagens.

Minha opinião é clara, pode até ajudar mas não resolve sem estar aliada à competência.

Boa leitura.

Um abraço,

Adriana Gomes

Até que ponto o visual de uma presidente influi no sucesso de sua empresa? Algumas líderes revelam o que enfrentam pelo fato de serem bonitas

Uma das obras-primas de Vinicius de Moraes é um poema chamado Receita de mulher. O primeiro verso diz: “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” Há quem enxergue na frase cunhada pelo poetinha uma certa dose de machismo, mas, no mundo corporativo, ela tem se tornado decisiva. Executivas em cargos elevados e de beleza indiscutivelmente fora do comum parecem saber disso muito bem. E nenhuma nega que capricha em cada detalhe de seu visual para comparecer de modo atraente às reuniões nas quais representa sua empresa. Em outras palavras, elas vão vestidas para vender.

 O cliente duvidou que Mônica Ferro fosse a dona da empresa O capricho delas é, na verdade, um complexo conjunto de escolhas que inclui roupas, penteado, maquiagem, postura, perfume, gestos, linguagem e muito mais. Isso, queiram elas ou não, vai despertar os sentidos de cada um dos presentes às reuniões. E a expectativa, sem sombra de dúvida, é de que todo esse cuidado as ajude a atingir as metas de suas companhias.

 Nessa discussão, que é quase um tabu entre as executivas, não há um consenso. Patrícia Gaia, 43 anos, a presidente do grupo Armani no Brasil, tem certeza absoluta de que, no setor em que trabalha, o da moda e do luxo, a aparência é, sim, fundamental. “A beleza ajuda muito, sim. Não no fechamento de um negócio, mas ajuda”, afirma ela. Já a empresária Gisela Mac Laren, 42 anos, presidente do estaleiro Mac Laren Oil, empresa com faturamento de US$ 50 milhões, tem uma visão oposta. “Beleza é algo que desprezo”, diz, com uma voz ríspida, para deixar claro que não quer ter essa imagem associada à sua empresa.

O fato é que, independentemente da crença de cada uma, a aparência tem um papel importante tanto para o bem como para o mal. “A beleza tem, sim, influência”, diz à DINHEIRO o economista americano Daniel Hamermesh, professor da universidade do Texas e da universidade de Maastrich, na Holanda. Patrícia Gaia não tem dúvida: no mundo dos negócios, beleza ajuda Ele estuda isso há décadas e publicou seu primeiro trabalho sobre o assunto especialmente para o governo americano.

 A pesquisa contou com a ajuda de um grupo, formado por quatro pessoas, que classificou as fotos de 4.400 recém-formados de uma faculdade de direito em cinco categorias que iam do feio ao belíssimo. Periodicamente, esses ex-alunos informavam seu nível salarial à faculdade e, a partir dessa base, foi possível determinar uma forte correlação entre beleza e rendimentos. “Esse fato já está cientificamente comprovado: gente bonita ganha melhor.

O que estamos estudando, agora, é como isso está ocorrendo em diferentes profissões e o que produz esses efeitos.” Se por um lado pode abrir portas, por outro a beleza cria situações constrangedoras. É o que relata Mônica Ferro, 43 anos, dona da loja de iluminação Wall Lamps, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Bonita e dona de um negócio que este ano pode faturar R$ 12 milhões, Mônica já apareceu em várias reportagens. Em uma delas, foi fotografada de saia. Pouco tempo depois, foi procurada por um cliente que disse ter lido o texto e pedia uma reunião. “Eu o atendi junto com outra pessoa e, minutos depois, concluí que ele não estava totalmente interessado nos produtos”, conta ela, rindo. “Pelo teor da conversa, notei que aquilo não ia terminar num negócio. Mesmo assim, continuei a reunião, mas houve uma hora em que ele não resistiu e falou ‘mas a senhora tem umas pernas…’ e continuou a conversa. Curiosamente, nesse dia eu usava calça comprida. Se perceber assédio, Renata de Abreu diz que interrompe qualquer negociação Eu, polidamente, agradeci, e felizmente ele nunca mais voltou. Mas essas coisas são assim: os homens jogam. Se colar, colou”, completa.

Para não ter de enfrentar essas situações, a dona da Kapeh Cosméticos, Vanessa Vilela, 32 anos, toma certos cuidados no seu dia a dia de executiva. O primeiro é vestir-se com discrição: decotes sempre abreviados, às vezes uma echarpe no pescoço, tailleurs e calça comprida de corte social. Outro recurso: sempre que possível, leva sua sócia e o marido dessa sócia para as reuniões. “Um homem que tenha quase ultrapassado os limites dos assuntos comerciais comigo deve ter sido muito sutil. Em geral, são muito bem-comportados e educados”, diz Vanessa.

Para reforçar sua blindagem ao assédio, ela deixa claro que o assunto tratado é exclusivamente aquele que motivou a reunião. “O objetivo de nossas pautas é sempre atingir as metas de qualidade e vendas da Kapeh, que este ano deve faturar R$ 1 milhão”, diz Vanessa. A dona da rede Spa Mais Vida, a ex- triatleta Renata de Abreu, 32 anos, uma loira de 1,79 m de altura, nunca se sentiu assediada: “Acho que até pela minha postura, pela minha maneira discreta de vestir, pela seriedade nas conversas”, conta. Mas ela sabe que corre esse risco. “Acho que dei sorte”, diz. E sabe como se desvencilhar de uma brincadeira de mau gosto. “Se isso acontecer, não acho que será difícil contornar. É o caso de interromper a reunião na mesma hora, pedir licença, desconversar, adiar tudo”, completa. Por precaução, Vanessa Vilela costuma ir sempre acompanhada às reuniões.

Pode parecer mero detalhe, mas a questão da beleza feminina no universo executivo, predominantemente tomado por homens, ajuda a forjar o comportamento de algumas empresárias. Gisela Mac Laren, que desde 2000 comanda o Estaleiro Mac Laren Oil, de Niterói, é uma delas. Considerada a “diva” do setor naval brasileiro, é igualmente bonita e discreta, mas quem a conhece das reuniões de negócios sabe que nem de longe sua imagem deve ser associada a falta de conhecimento do setor naval ou a fragilidade. Para deixar claro qual é sua posição, ela age com firmeza nas negociações e é conhecida por seu aperto de mão ao estilo “quebra ossos”, como descreve um empresário dessa área.

Com o tom de voz beirando a rispidez, ela afirma que sua beleza não é vantagem alguma. Mas, evidentemente, sabe o poder que a aparência tem sobre os interlocutores. Tanto é que, como atua em um setor machista, criou algumas regras de conduta dentro da sua empresa. Sempre vestida com terninhos pretos da marca americana Theory, ela instituiu tanto a cor preta quanto as roupas discretas como obrigatórias para todas as mulheres da empresa. No estaleiro Mac Laren, as mulheres se vestem como Gisela, a presidente: o preto é obrigatório Em poucas palavras, Gisela não quer nenhuma ousadia. Apesar disso, não abre mão de detalhes pessoais, como maquiagem, joias reluzentes e tilintantes e, às vezes, um toque do Sensuelle, da Chanel. “Não acho que a beleza traga qualquer vantagem nos negócios nem para quem trabalha”, diz a empresária. “A elegância, a vestimenta, o comportamento, a qualidade da comunicação, o respeito, isso sim.

 Tudo isso ajuda a compor a imagem pública de cada pessoa”, completa. Uma funcionária como a porto-riquenha Debrahlee Lorenzana, que até agosto do ano passado trabalhava numa agência do Citibank, em Nova York, dificilmente teria espaço na empresa de Gisela. A voluptuosa moça usava roupas curtas no ambiente de trabalho. Seus trajes incluíam decotes generosos para valorizar um busto tamanho 46, construído com duas cirurgias plásticas, e curvas realçadas por duas lipoaspirações. Foi demitida sem explicações e, por isso, abriu um processo contra o banco. O verdadeiro motivo, alega seu advogado, foi o “ambiente de trabalho hostil criado por causa do seu estilo de vestir”.

O caso de Debrahlee reflete o outro lado da moeda: entre os efeitos que a boa aparência de uma executiva pode provocar está a incredulidade de certos homens na competência delas. Debrahlee Lorenzana exagerou nos atrativos e perdeu o emprego no Citi Vanessa Vilela, da Kapeh, já viu um cliente quase virar as costas por não a reconhecer, num evento, como a dona da empresa. “Ele queria mais informações sobre os produtos e pediu para falar com alguém ‘superior’, embora eu já estivesse ali”, conta.

A situação é idêntica à enfrentada por Mônica Ferro em uma reunião com um arquiteto: “Ele achou que eu era um bibelô, que estava na reunião só de enfeite, e disse à minha vendedora que queria falar com alguém mais graduado. Bem, aí eu tive de dizer quem eu era. Na hora ele abaixou a cabeça e ficou bem sem-graça”, comenta. “Em certos casos, acho que os homens querem passar por cima da gente”, diz. A consultora de etiqueta e comportamento Cláudia Matarazzo faz questão de salientar que, num primeiro momento, a beleza ou a ausência dela são cruciais. “Você leva apenas 20 segundos para formar sua impressão sobre uma pessoa. Dentro dessa impressão, a imagem representa 60%. Depois, vem o tom de voz, com mais uns 30%. Nos 10% que faltam está o restante dos aspectos”, diz a consultora. “E, quando essa primeira impressão é boa, pode até mascarar qualidades ruins da pessoa.” Mas não por muito tempo. De acordo com Patrícia Gaia, da Armani, o resultado pode ser desastroso. “Uma pessoa que não seja bonita e também não seja capacitada é perdoada. Mas uma pessoa bonita e não capacitada é considerada uma ‘boba’”, afirma.

É mais ou menos o que pensa a psicóloga Adriana Gomes, coordenadora de pós-graduação da faculdade ESPM, de São Paulo. “A beleza não permeia a decisão. Pode ser um facilitador no início das negociações, mas não no seu final. E a competência da pessoa deve ser consistente”, afirma.

 Renata de Abreu, do Spa Mais Vida, sabe disso e usa sua aparência como um cartão de visita. “Como vendo, tenho de ser o exemplo”, admite. “Do mesmo modo, ninguém iria se animar com um personal trainer fora do peso.” Ela tem resultados para mostrar: este ano, seus spas vão faturar R$ 6 milhões, em sete endereços, e até 2012 ela deve abrir outras 27 filiais. “É inegável que a beleza de uma mulher influencia o mundo do trabalho.

Não quer dizer que essa beleza torne as coisas mais fáceis. Mas a verdade é que aspectos subjetivos como esse têm um peso muito maior do que os executivos gostariam de reconhecer”, garante o consultor Boanerges Freire, da Boanerges & Cia. “Todos falam de objetividade nos negócios e nas reuniões, mas as relações comerciais acontecem entre as pessoas. Somos influenciados por aspectos subjetivos.” O cirurgião plástico Alexandre Senra, de São Paulo, que diariamente atende executivos de ambos os sexos, revela quanto essa questão aflige as pessoas.

Uma de suas pacientes, executiva bonita que se aproximava dos 40 anos, resolveu investir numa plástica para defender sua posição na empresa. “Ela estava em uma companhia que iria ser absorvida por outra. Pelo que me contou, ela corria o risco de ser demitida por causa da idade assim que isso acontecesse”, diz Senra. Afinal de contas, profissionais mais jovens estavam a caminho. “O que a moça fez: veio ao meu consultório e optou por uma plástica. Até onde eu sei, depois da fusão ela continuou na equipe, não foi dispensada”, afirma. 

 Siga a DINHEIRO no Twitter

Bookmark and Share

Vantagens e desvantagens de trabalhar em casa

Outubro 8th, 2010

87088
Trabalhar em casa pode ser ótimo, mas não é para qualquer um. A matéria abaixo epresenta informações e dicas importantes para quem pensa em trabalhar em home office.

Boa leitura!

Um abraço,

Adriana Gomes

O publicitário Paulo Levy, 42 anos, trabalhou vários anos como redator em agências de publicidade, onde exerceu cargos de comando, e também foi diretor comercial em editoras, até que no fim de 2008, a crise econômica mundial lhe tomou o cargo de executivo, mas ofereceu a oportunidade de aproveitar a infância dos filhos, não perder mais tempo no trânsito e resgatar o antigo sonho de ter seu próprio negócio. Chegava a hora de iniciar uma carreira solo.

Hoje, Paulo comanda a Editora Bússola, cuja sede é em um escritório dentro de casa, onde edita livros, faz produção cultural e capta recursos para diversos projetos. “Perdi a segurança de um emprego formal, do salário fixo no fim do mês, mas ganhei qualidade de vida e convívio com minha família. A perda do holerite mensal se tornou um fator menor”, avalia.

Segundo dados deste ano da Sociedade Brasileira de Teletrabalho, a Sobratt, instituição que reúne pesquisas sobre atividades e trabalho à distância, assim como Paulo, mais de um milhão de brasileiros fogem da rotina de escritórios para exercerem suas profissões em casa, bem distante do estresse (e do porto seguro) dos trabalhadores com carteira assinada.

“A tendência é que essa estatística aumente cada vez mais, pois esse é um reflexo do que ocorre no cenário econômico, com alta demanda no setor de serviços, maior flexibilização nas relações e nos horários de trabalho e mais facilidades tecnológicas”, afirma Adriana Gomes, professora do núcleo de estudos em gestão de pessoas da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Além disso, mais empresas têm procurado quem trabalhe em casa e, por consequência, arque com os custos de aluguel, telefone e mobiliário, o que representa uma economia de 30% nos gastos mensais de uma corporação, segundo a especialista.

Saiba dosar


A internet facilita a comunicação por meio de e-mails,videoconferências, conexões de voz via IP e escritórios virtuais possibilitam que pessoas trabalhem à distância, de qualquer lugar, o que antes era inviável. Mas, segundo Adriana, é preciso colocar limites nesta tecnologia toda.

“A internet é um ganho, porque possibilita transações internacionais num mundo que funciona 24 horas por dia. Porém, se o profissional não souber diferenciar o que é urgente e gerir o próprio tempo, não aguenta.”

E não não são todos que têm perfil para trabalhar em casa. A docente da ESPM, que há 20 anos está envolvida com recursos humanos e orientação vocacional, alerta para a necessidade de muita disciplina, organização, foco em resultados, ser automotivado, objetivo, não misturar questões profissionais com pessoais e, principalmente, ter bom senso de autogestão. “As pessoas pensam que trabalhar em casa é sinônimo de não ter chefe, mas sentem falta de grupo e de orientação para saber o que fazer.”

Como toda decisão que se toma na vida, é preciso analisar prós e os contras para ver se vale a pena trocar a rotina formal. “Para mim, a maior vantagem de trabalhar em casa é de estar mais próximo da família e também tem a questão do trânsito, relevante numa cidade como São Paulo, onde ficar uma ou duas horas dentro de um carro é comum. A grande desvantagem é ficar fora do convívio profissional diário, o que pode ser substituído por um networking ativo, uma vez que existem muitos como eu, instalados em seu home office”, argumenta Paulo Levy.

YAHOO (SP) • MANCHETES • 7/10/2010 • 20:28:00
Por Ângela Janoni, especial para o Yahoo! Brasil

Bookmark and Share

Não aguento mais! Saiba como pedir para trocar de atividade

Outubro 7th, 2010

vmo0257

Quando não se está satisfeito com a atividade que está desenvolvendo é possível tentar negociar alguma mudança dentro da empresa. Isso é possível, mas nem sempre é fácil e rápido. Vale a pena tentar antes de prospectar oportunidades fora da empresa.  Veja algumas dicas no artigo abaixo.

Um abraço,

Adriana Gomes

 A rotina faz parte da vida profissional. Em busca de novos desafios, alguns profissionais pensam em pedir para trocar de atividade ou até mesmo de área na empresa.

Antes de tomar esta decisão, a consultora em Recursos Humanos do Grupo Soma Desenvolvimento Corporativo, Juliana Saldanha, afirma que o colaborador deve analisar quais os motivos que os incentivam a fazer esta mudança.

“Existem duas situações. A primeira é que o profissional está desmotivado, seja com a atividade, com o gestor ou até mesmo com a empresa. Já a segunda é que a pessoa não se identifica com a área em que trabalha”, diz.

Ocasiões diferentes

Caso o profissional esteja desanimado com o trabalho, a especialista aconselha que a mudança não seja tão radical, como mudar de área, já que o problema pode ser resolvido com pequenos ajustes.

Em relação à falta de identificação com a área, Juliana indica que, antes de conversar com o líder, o profissional reflita sobre a ideia e faça cursos para se especializar, como uma pós-graduação.

“É muito importante saber qual é a razão para a mudança. Essa será a primeira coisa que o chefe irá perguntar. O profissional tem de deixar claro os motivos”, diz Juliana.
Cultura da empresa

Após a reflexão sobre os motivos da mudança, o profissional tem de analisar a cultura da empresa, já que em algumas a possibilidade de realocação é mais fácil. É o que afirma a professora do Núcleo de Estudos em Gestão de Pessoas da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Adriana Gomes.

“A conversa irá depender da cultura da empresa. Algumas podem achar que a troca de atividades ou de área é ruim, pois leva um tempo para o profissional se adaptar. Tudo isso é uma grande miopia, já que a pessoa desmotivada reduz a sua produtividade”, explica Adriana.

Como pedir

Caso a empresa possibilite este diálogo, a especialista aconselha que o profissional se mostre interessado em outras atividades ou áreas. Uma dica é sugerir que seja incluído em alguns projetos.

Durante a conversa, é importante ressaltar que não deixará de fazer as suas atividades, mas gostaria de conhecer outras. “Isso fará que o processo de transição de área ou cargo amadureça”, diz Adriana.

O profissional também deve considerar a situação da empresa, já que pedidos de mudança não são bem vistos em momentos de reestruturação da equipe ou da área e se a empresa estiver com funcionários a menos.

“As pessoas querem respostas imediatas, mas elas têm de pensar na empresa. É importante lembrar que a equipe tem de ser um time. Não pode pensar só no seu lado. Mas o fundamental é que o profissional entenda realmente quais são os seus objetivos de carreira”, finaliza.

SÃO PAULO             06/10/2010 – 13h55

 

Bookmark and Share

Aprenda a fazer networking

Outubro 4th, 2010

imagesCAJF9NECTodos falam que é preciso cultivar sua rede de relacionamento. Entretanto, como fazer isso da maneira correta sem paracer chato, inconveniente ou inoportuno? O artigo abaixo, publicado no portal Empregos.com.br é um bom começo, mas é preciso ser pró-ativo e valorizar a sua rede de relacionamento, entender que seu melhor ativo profissional são as pessoas que você conhece e que te conhecem também.

Boa leitura,

Um abraço,

Adriana Gomes

Ter uma boa rede de contatos é a melhor maneira de ser visto e lembrado. Mas é preciso bom senso para não “queimar” a imagem profissional.

Networking é uma rede de relacionamento profissional. Um instrumento formal e informal para criar laços entre pessoas com interesses similares e gerar oportunidade de negócio. Segundo consultores de carreira é a maneira mais eficaz de despertar holofotes.

Em diversas ocasiões salva profissionais que estão na berlinda, devido às intempéries do mercado de trabalho. O networking mal construído, entretanto, provoca o efeito contrário. Vira “netburning”. Ou seja, queima a imagem profissional.

Para você fazer certo o Empregos.com.br conversou com Olavo Henrique Furtado, coordenador de pós-graduação e MBA da Trevisan Escola de Negócios, e com a especialista em treinamentos comportamentais Reginah Araújo, autora de “A arte de pagar micos e King Kongs – como viver sem culpa”. Eles dão as dicas.

 1. Não confunda networking com amizade Networking não é apenas uma conversa entre amigos de áreas similares. Isso não quer dizer que amigos não possam fazer negócios junto. O objetivo do networking, contudo, é proporcionar benefícios profissionais e, consequentemente, pessoais.

2. Faça networking em locais diversos. Congressos, palestras, reuniões com clientes não são os únicos lugares para fazer networking. O relacionamento profissional pode ser edificado em uma mesa de bar, parques ou clubes. Esses encontros também trazem resultados.

3. Esteja prevenido. Se o networking pode ser realizado em múltiplos locais, o profissional deve ficar atento às oportunidades. Portanto, esteja preparado para construir relações com pessoas de interesse comum. Quando for ao cinema, teatro, restaurante não deixe de levar o seu cartão de visita.

 4. Mantenha sua rede viva.  Acionar sua rede apenas quando está em apuros não é networking, é “netburning”. Se você age desse modo corre o risco de ficar sem emprego e ninguém ficar sabendo. Por isso, mantenha a brasa acesa. Convide os contatos profissionais para um happy hour, cinema, teatro etc.

5. Diversifique seus relacionamentos. Ir sempre aos mesmos eventos todo o ano vira mesmice. É importante frequentar novos lugares que o forcem a conhecer pessoas. Senão sempre encontrará as mesmas caras. Poderá perder oportunidades de negócio por falta de novos contatos.

 6. Na internet, escolha a rede certa. Siga pessoas que conhece em redes de cunho profissional – Linkedin, por exemplo – ou voltadas ao público de sua área. Você pode adicionar pessoas por indicação. Nesse caso, sinalize o contato. Cuidado com o que é postado em seu perfil. Evite defender causas contrárias à opinião pública. Isso, certamente, vai queimar o seu filme.

Por Rômulo Martins    Fonte:Empregos.com.br

http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/noticias/aprendaafazernetworking.shtm&utm_source=EMP_BOL&utm_medium=BOL_CARR&utm_content=BOL_CARR_1_29092010&utm_campaign=BOL_CARR_1_29092010

Bookmark and Share

Como negociar seu salário

Setembro 29th, 2010

São dicas que eu mesma costumo dar aos meus clientes. Agora expressas pelo colega Robert Wong.

São boas as dicas.

Boa sorte!

Um abraço,

Adriana

87056O salário é importante, mas o ideal é buscar um equilíbrio entre esses três fatores. Quem só pensa na compensação acaba sendo tachado de “mercenário”. Conforme Robert Wong, em uma negociação salarial, mais importante do que você pede é COMO você pede. Por isso, ele recomenda observar os seguintes passos: – Planeje, planeje, planeje!

Pesquise a política salarial da empresa, faixas salariais do mercado, benchmarks.

- Procure um aconselhamento profissional com um especialista. Pode ser um consultor, um headhunter.

-Trate do assunto com quem decide. Queixar-se de problemas salariais com a área de RH e com os colegas não ajuda.

- No momento da negociação, tente ver as coisas sob a ótica de seu chefe.

 - Lembre-se sempre que o salário é uma questão profissional, e não pessoal. As pessoas lembram mais dos fracassos do que das realizações, por isso fale de seus sucessos profissionais, seus resultados. Reforce com provas concretas (números). Jamais fale em aumento salarial porque aumentou a escola do filho, ou porque você precisa trocar de carro, etc.

- Saiba a hora certa para pleitear qualquer aumento. Se a empresa está indo mal, não é um bom momento. Se o seu chefe está passando por um período turbulento, também pode não ser um bom momento.

- Ajude o seu chefe a ficar bem na foto. Se ele subir, você também poderá subir. Não se trata de “puxar o saco”, mas sim de ter uma relação respeitosa e profissional.

- Deixe sempre a empresa fazer a primeira oferta

- Considere que o importante é otimizar e não maximizar a sua compensação.

- Mesmo que a proposta não seja a desejada, agradeça e deixe as portas abertas para uma eventual nova negociação. Nunca feche as portas.

 - Trabalhe continuamente a sua atitude, pois você é normalmente contratado por suas competências técnicas e demitido por suas incompetências pessoais (ou não se deu bem com pessoas na empresa ou com clientes, ou fez intrigas, ou mostrou destempero emocional, etc.).

- E, por fim, lembre-se que o aumento é atrelado ao desempenho, à meritocracia. Sem resultados, não há como negociar salário.

 HSM Online

Bookmark and Share

Mercado requer idioma acompanhado da cultura

Setembro 28th, 2010

imagesCAJF9NECDe fato, mais do que dominar um idioma é importantíssimo o conhecimento dos hábitos e costumes dos países. Isso faz a diferença no momento de realizar negócios. Quem entende os aspectos culturais, valores e crenças, leva vantagem. A matéria é bem interessante e reafirma minha posição.

Por  Mariana Celle

Ter fluência no idioma inglês não é mais diferencial no mercado de trabalho. Além da vivência na língua de Shakespeare, as empresas também buscam a habilidade em uma segunda ou terceira língua estrangeira aliada ao conhecimento da cultura de outros países. Foi o que aconteceu com Jerome Ly, que conquistou aos 28 anos o cargo de sócio-diretor da Ludatrade. com, parceiro brasileiro do Alibaba.com, site de comércio eletrônico mundial que promove negócios entre empresas. Ly temorigemasiática e viveu na França até os 23 anos, depois morou nos EstadosUnidos,Hong Kong e há um ano está no Brasil. Na lista de idiomas do jovem executivo, estão o francês, inglês, chaozhou (dialeto chinês), mandarim e cambojano, os quais tem fluência; ainda há espaço de conhecimentos moderados do cantonês, espanhol e português. Conhecer não apenas a língua, mas tambémos hábitos e as particularidades culturais é essencial para tornar um negócio bem-sucedido, acredita Ly. Cada país tem sua particularidade e conhecê-las é uma vantagemcompetitiva , diz. Diferenças culturais Uma negociação não acontece da mesma forma em todos os países. Na China, por exemplo, geralmente você fecha um negócio enquanto está jantando e cantando com seu chefe. Na França ou nos Estados Unidos, essas relações são muito mais formais , afirma o executivo. Devido a essas circunstâncias, Ignacio Bao, presidente da Signium Internacional, consultoria em recursos humanos, alerta que saber apenas a língua não é satisfatório no meio corporativo. O conhecimento do idioma deve ser suficiente para gerir a empresa e a equipe, não apenas para conversar em um jantar , diz. Ohábito de improvisar também não, assegura Adriana Gomes, coordenadora do ESPM Carreiras, serviço de apoio ao desenvolvimento profissional dos alunos da Escola Superior de Propaganda e Marketing. Arriscar no portunhol não é suficiente nas relações de trabalho , afirma. Companhias internacionalizadas A demanda por profissionais que sejam efetivamente fluentes em outros idiomas não é apenas externa, mas tambémde empresas brasileiras interessadas em serem globais. Hoje muitas companhias podemser consideradas transnacionais, pois têm fornecedores, clientes, parceiros e concorrentes de outros países , afirma Bao. Desta forma, a crescente procura interna é uma boa chance de alavancar a carreira. A fluência em inglês e em espanhol gera remuneração mais alta e crescimento acelerado , diz Adriana. A especialista ainda indica que caso o profissional não consiga se comunicar de forma razoável é melhor não citar o idioma no currículo. É preciso conseguir, pelo menos, comentar sobre suas realizações e informações que constam no currículo apresentado , afirma. Estrangeiras Caso um profissional não saiba se comunicar em inglês ou em espanhol, idiomas mais difundidos nas escolas de idiomas no país, ainda há boas oportunidades no mercado. Se uma pessoa é fluenteemfrancês ouemalemão, por exemplo, e conhece a cultura desses países, é uma grande vantagem , diz Adriana. Antes de tudo: o português Desde o início deste ano, a procura pelo curso de redação empresarial cresceu 50% em relação ao ano passado na Catho Online, empresa de oferta de currículos e empregos pela internet. No prazo de quatro anos, mais de 20 mil profissionais já fizeram o curso para aprimorar a língua portuguesa. Os números são apenas uma fatia do mercado que demonstra que a habilidade com o próprio idioma nem sempre pode ser garantida apenas pelo conhecimento do vocabulário técnico. Hoje as empresas esperam que, com o curso, o profissional possa expressar competência ao comunicar, pois muitos têm dificuldade de escrever e-mails e relatórios , diz Etiene Carvalho de Castro, coordenadora comercial da Catho Educação. O comando do próprio idioma é fundamental para organizar o pensamento e expressar ideias com mais precisão, segundo Adriana Gomes, coordenadora da ESPM Carreiras. Falar e escrever bem o português é pré-requisito número um , diz.

M.C. _ mcelle@brasileconomico.com.br

BRASIL ECONÔMICO (SP) • BRASIL • 28/9/2010

Bookmark and Share

Gerenciamento de carreira em tempos de incerteza

Setembro 21st, 2010

87054

O artigo de André Massaro, publicado na HSM, é bem interessante. Eu realizei uma palestra com o mesmo tema há cerca de um ano, porém ele faz comaprações bélicas e militar no trado da gestão da carreira, que considerei interessante e oportuna.  Vale refletir sobre o posciocionamento. Por isso compatilho com vocês.

Um abraço,

Adriana Gomes

  O que alguém que vem da área de finanças e de mercado de capitais tem a ensinar sobre como conduzir um plano de carreira? O dinamismo e a incerteza dos mercados financeiros nos fazem ver as coisas de uma forma um pouco diferentes do habitual.

 Qualquer tentativa de antecipar os movimentos futuros do mercado é futilidade, ingenuidade ou, em situações mais extremas, puro charlatanismo. Uma das primeiras lições que aprendemos no mercado (e geralmente essa lição vem com um pouco de dor) é: o que realmente importa não é o que você vai fazer, mas sim “o que fará se aquilo que queria fazer der errado”.

Essa visão vem ainda ao encontro dos primórdios da minha vida acadêmica. Quando entrei na faculdade, no final dos anos 80, era o auge da infame “reengenharia”. A minha geração profissional foi formada em uma situação, no mínimo, ambígua. Aprendíamos sobre as coisas que o mercado buscava em um profissional. E ao mesmo tempo assistíamos “de camarote” a executivos (às vezes os próprios pais dos colegas de escola) caírem como moscas.

Eram aqueles executivos que haviam feito “tudo direitinho”, feito todos os cursos, lido todos os manuais, fizeram aquilo que lhes disseram que era certo. De uma hora para a outra a realidade mudou, todos ficaram obsoletos e foram devidamente “reengenheirados”.

 Muitas das práticas corporativas mais populares vêm da doutrina militar. Termos como “estratégia” e “posicionamento” tem alta conotação bélica, mas até a doutrina militar mudou. Hoje se fala em “guerra assimétrica”, onde o inimigo não é mais um exército organizado, e sim um terrorista em um ambiente urbano caótico, onde não é possível distingui-lo de cidadãos comuns e inocentes.

A zona de guerra é um ambiente mais dinâmico e incerto do que jamais foi, e muitos teóricos militares dizem que estamos deixando a “era da estratégia” e entrando na “era das contingências”. Hoje um bom plano de contingência vale tanto ou mais que uma boa estratégia.

Saindo um pouco do front e voltando para a nossa realidade profissional, o Brasil hoje passa por um momento econômico promissor. A economia está aquecida, e alguns entendidos do assunto dizem que o mercado de trabalho também está. Estamos em uma situação “confortável”.

Talvez tão confortável quanto nos dias “pré-reengenharia”, onde o gerenciamento da carreira não era uma coisa com que se preocupar. Mas há algo, no mínimo, estranho no ar. Os sábios chineses já diziam que “o rabo não balança o cachorro”.

O Brasil está indo bem enquanto os EUA e a Europa Ocidental naufragam, e até mesmo os chineses começam a apresentar sinais de cansaço. Podemos, muito em breve, ter um novo “chacoalhão” por aqui. O que vamos fazer dessa vez?

 Um bom plano de carreira para situações de incerteza e contingências deve se apoiar em duas coisas: uma honesta e profunda avaliação de nossas realizações e fraquezas, e um plano de aprendizado e desenvolvimento pessoal que dê ênfase na versatilidade e na capacidade de adquirir novas habilidades rapidamente. À medida que a realidade à nossa volta fica mais caótica e dinâmica, as carreiras deverão, igualmente, ficar menos lineares rumo às posições de topo das organizações.

 O plano de carreira será, cada vez mais, um plano de aprendizado, pois faremos muitas coisas novas e que não prevíamos. E será preciso dar ênfase não às habilidades em si, mas sim às chamadas “meta-habilidades”, que são “habilidades que criam habilidades”.

São normalmente as habilidades relacionadas ao aprendizado e a comunicação. Conhecer “de cor e salteado” os mais modernos modismos gerenciais, todas as atuais práticas contáveis e para que serve cada função daquele ERP de última geração tem o seu valor, mas esse tipo de habilidade rapidamente fica obsoleta e perde valor.

Agora, ter a capacidade de aprender e compreender os próximos modismos, práticas contábeis e sistemas que vêm por aí mais rápido e com mais eficiência que seus colegas, é algo cujo valor só aumenta. E você? Já fez o seu plano de aprendizado?

 André Massaro (Especialista em finanças pessoais e autor do livro MoneyFit (Matrix Editora) www.moneyfit.com.br – Twitter: @andremassaro)

Bookmark and Share

A administração da carreira enfrenta um novo desafio

Setembro 13th, 2010

Jovens empreendedores*Joyce Ajuz Coelho , apresenta uma boa refelexão sobre a importância do planejamento da carreira. Concordo com a sua afirmação: ” Hoje, um plano de carreira se equivale a um plano de vida. Logo, o ideal é ter objetivos claros em todos os papéis que representamos: pessoal, profissional, familiar e social.” ótima contribuição. Boa leitura,

Um abraço,

Adriana Gomes

Após anos de inserção no mercado de trabalho, chega um momento em que o profissional sente a necessidade de ampliar ou reciclar seus conhecimentos na área de atuação ou mesmo repensar a trajetória da sua carreira. De acordo com recentes notícias, o mercado de trabalho está aquecido, entretanto, faltam profissionais qualificados para ocupar as vagas existentes. A crescente oferta de oportunidades deve contribuir para cada profissional rever a sua estratégia, elaborando um plano de vida.

 Hoje, um plano de carreira se equivale a um plano de vida. Logo, o ideal é ter objetivos claros em todos os papéis que representamos: pessoal, profissional, familiar e social. Estabelecer as competências necessárias para cada objetivo e estipular prazos para atingir as metas definidas são os princípios do desenvolvimento pessoal e profissional.

 A análise da carreira e a avaliação de possíveis ganhos profissionais devem ser contínuas. A hora de mudar de atividade é quando não há mais desafios ou novas aprendizagens. Neste caso, é preciso pesquisar o que o mercado tem exigido, para se aperfeiçoar e valorizar o currículo.

O grande desafio é encontrar o significado do trabalho nas atividades organizacionais. De acordo com a pesquisadora canadense Estelle Morin, um trabalho significativo tem um propósito social claro, uma moral justificável, desenvolve aprendizagem, utiliza as suas potencialidades, dá autonomia, reconhecimento e desenvolve relações pessoais positivas.

 Você já avaliou se a sua atividade profissional é significativa? O que você está fazendo para atingir os seus objetivos? As atividades do trabalho e do lazer estão cada vez mais ligadas, criando desequilíbrios na vida pessoal daqueles que não conseguem encontrar prazer nas atividades profissionais.

O grande desafio hoje é administrar o desejo de status e reconhecimento com qualidade de vida. Os profissionais não estão conseguindo atingir os seus objetivos pessoais — como atenção à família, espaço para reunião de amigos e realização de viagens, devido às exigências cada vez mais prementes de dedicação às organizações, conexão permanente e 24h online.

As ferramentas modernas de comunicação, da mesma forma que facilitam a interação, também criam uma relação de dependência que torna difícil a não interferência do trabalho na vida particular. O grande desafio hoje é atender a demanda de profissionais competentes e qualificados, sem, entretanto, abdicar de qualidade de vida e dos objetivos pessoais. É importante avaliar em cada etapa do desenvolvimento profissional o objetivo que deve ser priorizado e estar consciente das escolhas e das mudanças necessárias para encontrar a autorrealização e a felicidade. *Joyce Ajuz Coelho é diretora do curso de Administração da ESPM-RJ.

• 9/9/2010 Portal Profissional em Foco

Bookmark and Share

As armadilhas de procurar emprego quando está empregado

Setembro 1st, 2010

87020Ter coragem de mudar, dar novos rumos para a carreira é sempre importante para o profissional, e aquela velha afirmação de que o melhor momento para procurar um novo emprego é quando está empregado continua valendo. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados para que esse momento de transição aconteça de forma estruturada e sem impactos negativos.

“O primeiro ponto, talvez o mais importante, é não descuidar da produtividade na empresa atual. Não é certo voltar todas as atenções para as buscas de um novo emprego e deixar cair a produtividade na função que exerce. É importante ter isso muito claro e saber separar as coisas”, aponta Adriana Gomes, professora do Núcleo de Estudos de Gestão de Pessoas da ESPM.

Para Adriana, quando o profissional começa a procurar um novo emprego, geralmente, já está desmotivado com a atividade ou com a empresa, daí a necessidade de um cuidado ainda maior para não deixar a desejar no fechamento deste ciclo na organização. “Não pode descuidar do desempenho, para sair da empresa deixando as portas abertas, com bom relacionamento e referências profissionais”, aconselha.

Outro aspecto importante é levantado por Priscila de Azevedo Costa Martins, coordenadora da Veris Carreiras – do Grupo Ibmec Educacional – a divulgação da disponibilidade para o mercado. Ela explica que o networking é, sim, relevante para conseguir novas oportunidades na carreira, no entanto, é preciso cautela e discernimento para saber como utilizá-lo. “Temos de pensar que numa rede de contatos conhecemos uma pessoa, que conhece alguém, que conhece outro, que pode conhecer nosso chefe. Então, todo cuidado é pouco. Saber como falar e com quem falar deve ser uma preocupação do profissional neste momento de transição”, diz Priscila.

As entrevistas no horário comercial
As consequências de envio de currículos e exposição para o mercado são entrevistas de emprego. Natural que elas comecem a surgir a partir do momento em que o profissional se apresenta disponível ou interessado em novas oportunidades. Mais um aspecto delicado. Sair no meio do expediente para fazer entrevistas não é uma boa opção. Inventar mentiras, consultas médicas ou coisas do tipo, também não é aconselhável.

“Tente negociar para o horário de almoço, antes ou após o expediente. Normalmente as consultorias já estão acostumadas com essa negociação, elas sabem que a pessoa está trabalhando e não pode sair no meio do horário de trabalho”, alerta Priscila. “Isso acaba sendo bem visto, porque transparece que é um profissional que se compromete com a empresa e que não vai sair e deixar ninguém na mão”, completa.

Segundo Adriana, essa possibilidade de negociação sempre existe, basta que o candidato se posicione e deixe claro o compromisso que ainda tem de cumprir com empresa atual. “O profissional tem de mostrar para a organização que está interessada nele que vai agir com profissionalismo até o último minuto. Que da mesma forma que não faria isso na empresa em que vir a trabalhar, não fará na atual”. A professora afirma que os entrevistadores costumam valorizar atitudes como essa.

Não faça leilão
Decidiu que quer um novo emprego? Ótimo, mas não faça da sua carreira ou de seu passe um leilão. “Ser convidado para uma entrevista e chegar no gestor ameaçando, definitivamente, não é a escolha certa: fui convidado para fazer uma entrevista e a vaga paga mais, você quer fazer uma contraproposta para eu ficar?”, exemplifica Priscila. Situações assim acontecem mais do que imaginamos.

Esse leilão pode custar muito caro para o profissional. “Caso esteja avaliando outra proposta, a pessoa tem de ser ética, e mais, ela pode muito bem receber um convite para fazer uma entrevista e não ser escolhida para a vaga, aí mais um motivo para não entrar num jogo com a empresa atual”, garante Adriana.

Veja mais dicas das especialistas:

  • Cuidado com quem comenta sobre o seu interesse em mudar de emprego e saiba a melhor forma de falar isso. Evite falar com colaboradores da mesma empresa.
  • Nunca use e-mail ou telefones corporativos nos dados para contato dispostos no currículo. Use informações pessoais.
  • Sempre tente negociar o horário das entrevistas e evite ao máximo sair no meio do expediente para tratar desses assuntos.
  • Não deixe a sua produtividade cair, mantenha uma imagem positiva na empresa.
  • Cumpra as suas responsabilidades até o último dia na empresa, seja ético e profissional.
  • Nunca fale mal da empresa ou gestor atual.

por Viviane Macedo _ UOL  Em São Paulo     25/08/2010 – 16h02

Bookmark and Share

O outro lado: cinco pecados dos entrevistadores

Agosto 25th, 2010

*Adriana Gomes entrevista trabalho

Sempre há expectativas de que os profissionais de cada área sejam bons naquilo a que se propõem fazer. Há mais de 20 anos trabalhando na área de RH, entretanto, sempre ouço queixas sobre a atitude de entrevistadores. As queixas e comentários de frustrações com entrevistas de trabalho são constantes e vão das consultorias especializadas aos departamentos de recrutamento e seleção das empresas, desde os níveis iniciantes até os altos executivos envolvidos no processo.

Entrevistar é, sem dúvida, uma competência pouco desenvolvida pelas organizações. Não há muito investimento para o desenvolvimento dessa ferramenta de trabalho, pois se imagina que seja uma conversa e que com algumas perguntas já seja possível identificar as principais características de uma determinada pessoa. Engano!

Entrevistar requer prática, treinamento da escuta, atenção aos detalhes, observação atenta, concentração e preparo. Uma entrevista bem feita pode economizar tempo no final do processo, mas ela não é rápida. Claro que entendo a pressão pelas demandas, porém, é importante não negligenciar a parte mais nobre do processo. O contato pessoal traz ao entrevistador dezenas de informações que certamente contribuirão para a confirmação, ou não, do que foi obtido pelo currículo e testes pré-entrevista. Assim, o entrevistador não pode se esquecer da responsabilidade que está em suas mãos.

Selecionar profissionais adequados para as vagas é estratégico. Custa caro para as empresas contratar o profissional errado. Causa frustração para o contratante e para o contratado. Ingressar em uma empresa por erro na seleção representa prejuízos financeiros, perda de tempo inestimável para o profissional e para a empresa. Ao contrário, processos bem conduzidos, com entrevistas bem realizadas, quando o contratante e, consequentemente, o entrevistador têm clareza das competências desejadas para o bom desempenho da função, visão e conhecimento do negócio e da área, favorecem os melhores resultados.

Listei alguns que considero os principais pecados dos entrevistadores:

1. Não compreender o perfil da vaga: erro comum. O entrevistador é a ponta do processo, precisa ser proativo e questionar o solicitante sobre as expectativas do cargo e da pessoa. Geralmente a solicitação tende a ser breve, quando não é feita eletronicamente. Quando há uma reunião para isso, costuma ser travada em nível subjetivo e o entrevistador tende a “achar” que está entendendo o que está sendo solicitado. Aí começam os ruídos de comunicação.

2. Não se preparar para a entrevista: imprescindível ler o currículo do candidato atentamente. Parece óbvio, mas nem sempre é isso o que acontece. Muitos contam com a capacidade de improvisação e com a previsível pergunta: “me fale sobre sua experiência profissional”. Porém o candidato percebe quando seu currículo foi lido pela qualidade das perguntas e muitas vezes pelas expressões do entrevistador de surpresa ou frustração, por exemplo, ao mencionar uma informação que já consta no currículo.

3. Arrogância: Muitos entrevistadores se acham donos e senhores das vagas; assim, todo aquele que se apresenta para essa “autoridade” deve submeter-se aos seus desejos. Horas de espera, mudanças de datas de última hora sem justificativa plausível, olhar de superioridade, pouca ou nenhuma empatia e criação de clima de terror na entrevista. Esse tipo de atitude desperta no entrevistado reação de defesa e pouca ou nenhuma atitude contributiva, mesmo que ele precise e deseje aquela posição. Com esse comportamento, consciente ou não por parte do entrevistador, ele corre o severo risco de não obter o melhor dos candidatos em processo de entrevista.

4. Perguntas pouco estruturadas ou indutivas: Apesar do modelo de seleção por competências ser uma forte tendência, ainda há muitos profissionais da área que não se utilizam desse modelo — que se baseia em obter informações das experiências passadas dos candidatos. Fazer perguntas indutivas do tipo: “Você acredita que trabalhar sobre pressão, atualmente, seja importante?” pode enviesar a qualidade da resposta. Algumas perguntas hipotéticas também são questionáveis do tipo “o que faria se encontrasse uma caixa no seu caminho?” não é lenda. Essa pergunta aconteceu. Qual o objetivo da pergunta? O que você quer efetivamente saber? É importante para avaliar o candidato? Uma boa entrevista é resultado de ótimas perguntas.

5. Evite preconceitos: Mais do que qualquer outro profissional, o selecionador deve evitar a todo custo os rótulos e prejulgamentos. Há profissionais que se formaram em áreas diferentes daquelas tradicionais requisitadas pelo solicitante e que são ótimos profissionais, que desejam fortemente mudar de área e o profissional da área de seleção deve ser aquele que consegue perceber além do óbvio, além das aparências, e isso só será possível quando se libertar dos crivos e do convencional. Uma das características mais desejáveis nas organizações de ponta é ter em seu time pessoas multifacetadas, com interesses diversos e com grande capacidade de adaptação e flexibilidade. Se quem seleciona pensa dentro da caixa, como identificar esses profissionais?

*Adriana Gomes é coordenadora acadêmica de Pessoas da pós-graduação da ESPM, coordenadora do ESPM Carreiras e diretora do site http://www.vidaecarreira.com.br, psicóloga, mestra em Psicologia, consultora sênior de RH, orientadora de carreira, além de palestrante autora do livro “Mudança de carreira e transformação da identidade”, editora LCTE.

Bookmark and Share