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Negociação – Dê o tom na negociação

Terça-feira, Abril 27th, 2010
As dicas são de Daniel Shapiro, psicólogo e professor da Harvard Medical School/McLean Hospital, em Boston, e diretor do programa Harvard International Negotiation Initiative. 

 Veja uma estrutura que pode ser usada de imediato para tornar mais construtivas as emoções numa negociação

 

Usar as emoções para obter valor em uma negociação pode se tornar um desafio para estabelecer relacionamentos duráveis e promover ganhos mútuos numa negociação. Você pode dar o tom emocional numa negociação e estimular emoções positivas para que todos saiam ganhando. Confira abaixo cinco considerações para chegar neste caminho:

1. Apreço ou reconhecimento – Normalmente, as pessoas não gostam de sentir-se pouco apreciadas, incompreendidas, desvalorizadas ou desconsideradas. O apreço tem grande impacto nas emoções. Por isso, compreender o ponto de vista alheio, achar mérito no que os outros pensam, sentem ou fazem, e comunicar o nosso entendimento são três elementos que ajudam a ter apreço por alguém. Quando a valorização é mútua, a cooperação aumenta. Dentro das organizações, uma das principais razões para o fracasso nas negociações, é que as pessoas não se sentem reconhecidas. É preciso saber extrair o valor do apreço, e o caminho está em saber escutar a outra parte, perceber a resposta emocional do outro, e passar sua mensagem de modo claro.

2. Autonomia - Quando a sua autonomia é cerceada, você para de ouvir o outro e passa a falar com você mesmo. E isso dificulta o sim do outro lado. Este é um ponto muito poderoso e as partes devem estar em pé de igualdade na tomada de decisão. A falta de autonomia é a principal fonte de fortes emoções negativas para muitas pessoas nas empresas. Sempre respeite e consulte antes de decidir. 

3. Filiação – É conexão emocional estabelecida entre você e o outro. A filiação tem forte impacto nas emoções. Quando você sente qualquer tipo de sentimento de exclusão ou rejeição, ativa a mesma região do cérebro que é responsável pela dor. O impacto é semelhante a um soco no estômago. E neste momento você fica incapacitado de tomar uma boa decisão. Até que ponto você e o outro lado se sentem incluídos em uma negociação? Transforme o adversário num colega, estabelecendo conexões estruturais e diminuindo a distância pessoal. Ao se identificar uma conexão, o outro é humanizado e então você constrói uma ponte.

4. Status – Qual a sua posição em relação ao outro? Esta posição pode ser social ou particular. Ela está conosco o tempo todo e tem muito impacto para se alcançar a cooperação ou os malefícios das emoções negativas. Se você firmar o seu status sem firmar o status dos outros, você pode perdê-lo de repente. Reconheça o status da outra parte antes de falar do seu próprio. As pessoas querem que seu status seja reconhecido e emoções negativas surgem, se houver competição por status.

5. Papel – Transforme o seu papel em algo realizador. O problema é que representamos papéis preestabelecidos. A estratégia, neste caso, é moldar os seus papéis e os de seus oponentes. Você deve escolher um papel na negociação que preencha suas necessidades e seus padrões de apreciação, afiliação, autonomia e status, isto é, que descreva quem você é. Shapiro explicou que um papel deve ter um propósito claro que oriente o comportamento, ser pessoalmente significativo e incorporar habilidades, interesses e valores ao desafio de negociar.

HSM Online
26/04/2010

Desenvolvimento profissional É melhor investir em MBAs ou no prazer dos cursos livres?

Terça-feira, Março 30th, 2010

Desenvolvimento profissional É melhor investir em MBAs ou no prazer dos cursos livres? O mercado de trabalho exige cada vez mais profissionais altamente qualificados. Para enfrentar essa competitividade, aumenta o número de pessoas que buscam cursos de pós-graduação, como os MBAs e os de especialização. MBAs: cursos de gestão de negócios MBA (Master in Business Administration) é uma sigla americana que, traduzida para o português, significa Mestre em Administração de Negócios. Esse tipo de curso é voltado para executivos de áreas de gestão de negócios, como Administração, Marketing, Finanças e Recursos Humanos. Os MBAs podem ter vários objetivos, como: aprimoramento e crescimento profissional, mudança de trajetória de carreira, administração de negócios próprios, entre outros. A professora da disciplina “Liderança e Gestão de Pessoas” da grade de pós-graduação da Escola de Propaganda e Marketing (ESPM) de São Paulo, Adriana Gomes, apoia investimentos em cursos de MBA para o progresso de uma carreira profissional, mesmo que seus custos sejam altos. “Com o MBA, a pessoa está sempre atualizada, podendo, assim, ampliar seu desempenho pessoal e profissional. Além disso, o curso é uma ótima oportunidade de networking – contato com pessoas de outras empresas – e troca de conhecimento, podendo até despertar uma decisão de mudança de trajetória de carreira”, explica ela. Quando um profissional resolve fazer um curso de MBA, além de ser importante pesquisar uma instituição reconhecida e com credibilidade no mercado, a questão de decidir o tempo certo para a sua realização também é primordial. “Para fazer um MBA, a pessoa já precisa ter uma experiência profissional, de pelo menos cinco anos, para poder tirar o máximo proveito do curso sem perda de tempo e de dinheiro”, opina Adriana. Adriana também afirma que um bom profissional é aquele que equilibra a teoria e a prática, ou seja, não basta apenas ter um ótimo currículo acadêmico (com cursos de graduação, pós-graduação, extensão e etc), é importante também estar inserido na dinâmica do mercado de sua área de atuação. “O que faz a diferença é ter uma visão global e não só local”, aponta. Em contrapartida, o presidente da Empreenda Consultoria, Cézar Souza, não concorda que os cursos de MBA sejam primordiais na vida profissional de uma pessoa. “Este aumento de oferta encontra-se banalizado e pronto para atender à população interessada em colocar no currículo um curso voltado à área de negócios, como se fosse uma exigência do mercado.

Cursos livres: programas educacionais rápidos Os cursos livres são programas educacionais de curta duração voltados à transmissão de informações específicas sobre diversos assuntos, podendo atender diferentes áreas profissionais. Para Adriana, estes cursos também têm sido muito procurados e são válidos para o conhecimento e aperfeiçoamento profissional. “Fazer um curso é sempre positivo e a escolha dele vai depender do “foco e objetivo profissional no mercado.” Já para César, somente os cursos livres rápidos, além de eventos e seminários, “focados em atender necessidades específicas, possibilitam mudanças e a criação de um networking promissor. Investir em conhecimento não significa apenas fazer cursos, mas ler, pesquisar, selecionar boas fontes na Internet para atualização, trocar ideias com pessoas interessantes e com experiência nos assuntos do seu segmento de atuação.”

Copyright Scriptorio Comunicação, originalmente publicado em https://www.valia.com.br/

O medo paralisa. O que fazer?

Quinta-feira, Fevereiro 11th, 2010

42-15241806É impressionante o quanto o medo pode ser paralisante na vida de um profissional, de qualquer idade. Os medos não são apenas do fracasso, como pode se imaginar, mas de ser avaliado, julgado e até de dar certo, por incrível que possa parecer.

Se a proposta, projeto, negócio der certo, para algumas pessoas pode implicar em ter que se posicionar diante de si para lidar com um cenário pouco comum e até desconfortável, que é a exposição. Ser visto.

Estar sob o olhar de outras pessoas pode ser um grande incomodo e não um prazer como muitos imaginam. A torcida interna para não dar certo muitas vezes é maior do que pelo sucesso. É preciso coragem para estar à frente de alguma coisa e principalmente para lidar com as consequencias disso.

Existe uma frase em psicologia que é a tal da “profecia auto-realizadora” quando internamente a pessoa deseja que dê certo ou errado e quando se concretiza na realidade da vida ela diz: ” Eu tinha certeza de isso aconteceria. “Eu disse que isso aconteceria.”  ”É sempre assim!”

Muitas pessoas, inconscientemente se auto-sabotam para não conseguir aquilo que desejam ou almejam, simplesmente por mêdo de não saber o que  fazer ou como lidar com a situação.

Muitas vezes, evitam tais situações ou simplemente abandonam projetos pois a ansiedade as domina e a angústia é tão intensa que se torna insuportável conviver com a situação.

O autoconhecimento é um caminho para evitar essas ciladas. Um processo diário e que pode parcialmente ser realizado através de autoreflexão, mas se torna mais intenso e dinâmico quando praticado com alguém de sua confiança. Um orientador profissional ou  um coach, por exemplo.

www.vidaecarreira.com.br