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Negociação:10 Dicas para o Sucesso!

Quarta-feira, Agosto 4th, 2010

Apesar do artigo ter sido escrito em 1997, continua sendo atual. Negociamos o tempo inteiro, no trabalho, com amigos, superiores, com marido, namorado, filho, pais, conosco e creio que essa última categoaria de negociação seja a mais complicada. Por isso segue mais um belo artigo nessa área. Boa leitura e boas negoaciações daqui para frente!

Um abraço,

Adriana Gomes

BIC028Por Fernando Silveira

O mundo das negociações é essencialmente mutante. Paradigmas de hoje podem não mais ser válidos amanhã. Além do seu próprio potencial negociador você deve estar sempre em constante desenvolvimento buscando antecipar-se às mudanças, administrando-as convenientemente.

O fato é que todos querem negociar bem e obter um resultado amplamente satisfatório.

Se você planeja convenientemente o processo, se identifica alternativas e vai preparado para o evento tenho aqui um roteiro para ajudá-lo a alcançar seus objetivos com mais eficácia. São 10 dicas:

1- Seja um bom ouvinte
2- Desenvolva o espírito negocial
3- Planeje
4- Mire alto
5- Seja paciente
6- Vise a satisfação
7- Tenha cuidado com a primeira oferta
8- Seja ético
9- Troque as concessões
10- Seja empático

1) Seja um bom ouvinte.
Na medida em que você ouve atentamente e sem interrupções habilita-se para decodificar a mensagem do outro lado e obter informações que poderão ser úteis ao processo.

Muitas negociações tem o elemento tempo sob forte pressão: – é um contrato que precisa ser logo fechado ou outros fatores indutores de pressa – e com isto deixa-se de ouvir convenientemente o outro negociador. Uma regra que pode ajudá-lo a ser um ouvinte cada vez melhor é a dos 70/30, ou seja: planeje-se para ouvir 70% do tempo e falar 30%.

2) Desenvolva um espírito negocial.
Muitos negociadores de sucesso tem consciência de que é possível tudo ser negociável desde que estejam em um ambiente declaradamente de negociação. A assertividade deve substituir a agressividade no processo para que se possa alcançar o objetivo planejado. Tenha em mente que por mais difícil pareça um acordo sempre haverá a possibilidade de alternativas.

Todo processo de negociação comporta uma zona de possível acordo, ZPA, que você deve identificar desde a fase de planejamento a fim de explorá-la convenientemente na fase de debates e argumentação. Por isto você deve procurar estabelecer suas alternativas antes de deflagrado o processo e estar pronto para flexibilizá-las se necessário.

3) Planeje
Ao participar de um evento negocial tenha um segmento do seu tempo para estudar e dominar todas as variáveis a interferir no mesmo. Muitas vezes será necessário pré-negociar internamente recursos, prazos, especificações, metas, condições de pagamento , etc. Portanto venha para a reunião de negociação com todo o dever de casa diligentemente realizado. Isto lhe dará muita segurança no processo.

4) Mire alto
Desde que buscados com legitimidade seus objetivos deverão ser sempre na faixa máxima . Lutando por mais mais você poderá obter mais em uma negociação. Por exemplo: se você pode vender por 1000 e o mercado paga 1200 esta será sua faixa inicial! Na outra ponta, se você pode pagar à vista mas for interessante fazê-lo em 60 dias busque inicialmente esta alternativa!

5) Seja paciente
Um dos pecados capitais do negociador brasileiro é a impaciência muitas vezes causada por metas irrealistas ou necessidade de logo fechar o acordo. Você até fecha com um resultado, digamos, razoável mas poderia torná-lo ótimo não fosse a impaciência que na realidade atropela o processo e elimina possibilidades de mais ganho. Estando com um bom planejamento você torna o processo mais produtivo e não necessita ser refém da impaciência. Ás vezes uma reunião de negociação que se estendeu por uma ou duas horas além do previsto pode trazer excelente compensação.

6) Vise a satisfação
Negociação é uma estrada de mão dupla. Tanto você quanto o outro negociador deverão estar legitimamente comprometidos na busca de um resultado altamente satisfatório. Mas… não terá sido negociação de fato se somente um lado alcançar seus objetivos e o outro ficar com a sensação de perda ou frustração.

Por isto vise a satisfação do processo como um todo e lute para obter o máximo possível. O outro lado certamente fará o mesmo e aí teremos um resultado otimizado para ambos os lados.

7) Cuidado com a primeira oferta
Se você planejou bem, se identificou claramente a zona de possível acordo e suas alternativas, é paciente e ouve bem durante o processo o seu grau de auto-confiança será elevado e a primeira oferta do outro lado será apenas um balizador para sua argumentação buscando obter concessões .

8) Seja ético
Vivemos um ambiente em que a todo momento surgem arranhões à ética: na política, na justiça e nos negócios.

A realidade mostra que agir eticamente nas negociações traz inúmeras vantagens. A maior delas tem a ver com você, que agindo com correção e exigindo respeito torna-se conhecido como um negociador confiável com o qual pode-se travar os mais duros embates na certeza de lisura e resultados concretos.

9) Troque as concessões
Lembre-se que negociar é sobretudo trocar concessões de um lado para o outro em busca da conclusão de um acordo. Tenha suas concessões estudadas na fase de planejamento e procure incluí-las no rol de suas alternativas para fechamento do negócio.

Concessões são sempre trocadas: jamais ceda alguma se não for a troco de outra mesmo que naquele momento aquela concessão não seja tão determinante. É importante você fazer com que o outro lado lute por qualquer troca de concessões criando equilíbrio no processo.

10) Seja empático
Tenha em mente que o processo de negociação é um evento fortemente alicerçado na dimensão humana: são pessoas que o fazem evoluir para um acordo. Pessoas como você, que possuem crescentes aspirações pessoais e profissionais, que carregam uma série de influências e desejam obter o melhor resultado possível.

Procure ver o outro lado como um parceiro e seja compreensivo quanto a possíveis dificuldades pessoais. Dando este toque humano ao processo você estará fazendo algo mais por uma conclusão satisfatória!

Fernando Silveira, Administrador e Advogado, é especialista em Negociação atuando desde 1982 em todo o país e pode ser acessado pelo endereço fsilveira10@msn.com30/09/2007

10 dicas para uma negociação salarial de sucesso

Quarta-feira, Agosto 4th, 2010

Negociação é um tema apaixonante, pois trata da arte de persuadir. Infelizmente não é uma matéria da grade escolar, mas em minha opinião deveria estar no currículo desde o ensino médio.

Quando a questão é salário, então, as dúvidas se agigantam e sem o devido preparo a situação pode ficar embaçada. Assim essa matéria é bem oportuna quando se trata de Gerenciamento de Carreira.

As dicas são bem oportunas.

Um abraço, boa leitura.

Adriana

 

87154Normalmente, a discussão sobre salário começa bem antes de você ser chamado para a vaga. Tudo começa na primeira conversa que você tem com o selecionador, que na maior parte dos casos é feita por telefone. É nesta “pré-entrevista” que o profissional de RH vai querer saber, entre outras coisas, quanto você quer ganhar e quanto ganhou – ou está ganhando – no último ou atual emprego. Se o seu perfil e sua pretensão salarial estiverem de acordo com a vaga pretendida, o selecionador vai marcar a primeira entrevista pessoal com você – onde a questão salarial será tratada novamente.

Para o diretor de RH da Microsiga, Flávio Balestrin, muitos candidatos ainda enfrentam relutância em falar da importância que o salário tem nas suas vidas. “Se eu faço a seguinte pergunta – Qual é a importância do dinheiro na sua vida? – muitas pessoas tremem de medo e não sabem o que dizer. É preciso ser sincero e não ter vergonha de dizer o quanto a questão salarial é importante, mas salientar também outras coisas, como a oportunidade de estar trabalhando naquela empresa, a ascensão profissional que terá nesta nova posição, entre outros aspectos”. Da mesma forma, quando o selecionador perguntar sobre o seu último ou atual salário e quanto pretende ganhar, a dica de Flávio é: não minta. “O bom entrevistador consegue identificar qual a sua remuneração real, seja pelo perfil da vaga ou pela desenvoltura com que o candidato coloca as informações”.

Na entrevista de emprego, discutir sobre o salário costuma ser o momento mais desconfortável. Antes de argumentar, é preciso lembrar que ambos os lados estão cumprindo seus papéis, então não encare este processo como uma luta entre antagonistas. Aliás, seu objetivo é mudar de lado na mesa, quebrando as barreiras e trabalhando em equipe. Assim, o processo de comunicação se abre.

Para isso, mostre o quanto você está feliz com a oportunidade e questione sobre todas as ramificações da oferta. Além de desarmar o nervosismo, suas perguntas podem ser valorizadas. Lembre-se que a negociação de salário tem uma posição importante no desenvolvimento das relações com o novo emprego. Afinal, este pode ser seu último teste. Confira 10 dicas de como tratar o tema e conseguir o que você quer:

1. Esteja preparado
Faça uma pesquisa de mercado e, levando em conta suas necessidades, estabeleça um nível razoável para salário e benefícios adicionais – como bônus, ações e férias. Certifique-se que este “pacote” atende às suas expectativas, para não ter problemas futuros. Tenha justificativas na ponta da língua para defender sua proposta, como experiência e competência.

2. Seja firme
A maioria dos negociadores procura escapar com reações hostis. Evite esta cilada fazendo uma oferta razoável e apropriada e permaneça nesta posição até a outra parte oferecer uma boa razão para você mudar.

3. Seja prudente
Mantenha sua proposta em mente. O objetivo é atingir um acordo que satisfaça a ambas as partes. Se a discussão está longe de um acordo, pense em outra proposta. Use sua energia para criar soluções, não para armar uma batalha.

4. Controle a ansiedade
Deixe a negociação para o fim da entrevista. Deixe a conversa rolar, conquiste o empregador e então fale sobre valores.

5. Primeiro, a empresa
Quando o empregador faz a proposta antes, você tem a oportunidade de revisar sua própria proposta. Compare o valor posto na mesa com a faixa salarial do mercado para chegar a uma conclusão satisfatória.

6. “Quanto você tem em mente?”
Para responder a pergunta, dê uma resposta mais ampla, sem citar valores específicos. Você pode dizer “Em procuro algo em torno de X reais”. Deixe claro que você está familiarizado com a média do mercado.

7. Comece com o tom certo
Deixe a pessoa saber que você vai ouvir e procurar entender o ponto de vista da empresa. Ao mesmo tempo, mostre que você espera o mesmo. Assim, vocês trabalham em conjunto para chegar a um consenso. Evite ultimatos, ameaças e outros comportamentos rígidos.

8. Tenha uma carta na manga
Crie possíveis soluções para um impasse e coloque-as na mesa. Juntos, sem compromisso formal, empresa e candidato podem decidir qual é a mais vantajosa para ambos.

9. Deixe claro seus interesses
A negociação deve satisfazer uma lista de necessidades, não apenas a salarial. Outros tipos de compensação podem ser válidos – como divisão de lucros, ações, bônus, mais responsabilidade, uma agenda de promoções, férias maiores ou horários flexíveis.

10. Foque em um critério
É muito mais fácil persuadir alguém quando a proposta é fundamentada em um critério objetivo, como pagamento por experiência, competência ou tempo de casa. Procure saber em qual linha você se encaixa na empresa.

Após a negociação, reflita sobre os pontos que você acertou e os que errou. Com esta auto-análise, o processo será mais tranqüilo da próxima vez.

http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/ge/entrevista/pratica/141003-negociacao_salario.shtm

Sete dicas para se sair bem em negociações

Terça-feira, Junho 8th, 2010

Negociar é uma competência importantíssima para qualquer profissional.  Como dou aulas sobre técnicas de negociação percebo o quanto as pessoas são pouco preparadas para enfrentar essa situação, mesmo que tenham que negociar diáriamente.  As negociações tendem a ser intuitivas e com pouca técnica.

Segue um artigo que achei interessante para compartilhar com os leitores, visando oferecer subsídio para o desenvolvimento desta competência. É preciso, entretanto aplicar os conceitos na prática.

Um abraço,aperto de mão

 

 Especialistas ensinam como os profissionais podem tirar vantagem das interações, em especial se conseguirem ser excelentes ouvintes CSO/EUA Publicada em 02 de junho de 2010 às 09h45 Quem tem hoje uma função de gestão nas empresas precisa negociar o tempo todo com outras pessoas – sejam fornecedores, parceiros, membros da equipe, outras áreas da empresas e superiores. Se isso representa um desafio, por outro lado, pode ser uma excelente oportunidade para se destacar na organização e no mercado. No livro “Crisis Intervention: Using Active Listening Skills in Negotiations” (Intervenção em momentos de crise: Como usar as habilidades de ouvinte em situações de negociação – em tradução livre), escrito por Gary Noesner e Mike Webster, especialistas em negociação do FBI (agência de inteligência dos Estados Unidos) apontam que a habilidade de ouvir é um dos requisitos-chave nesse processo de negociação. A seguir, leia as sete dicas imprescindíveis para um bom ouvinte e para garantir um lugar de destaque:

 1. Demonstre interesse: O corpo fala. Assim, é importante demonstrar ao interlocutor que está envolvido na questão, inclusive com a postura corporal e respostas que denotem preocupação e empenho. Frases curtas, tais como “sim”, “ok” ou “entendo” são sinais claros de que o ouvinte não está prestando atenção no que é dito

2. Parafraseie. Em outras palavras, dê a entender que está acompanhando a mensagem com breves confirmações e até repetições do que foi dito.

 3. Defina as emoções do outro: Ou seja, tente atribuir ao que é dito certa emoção. Além de, novamente, demonstrar que está prestando atenção de corpo e alma, atitudes assim mostram que há empatia por sua parte e ajudam a definir quais as motivações que embasam atitudes e ações.

 4. Reflita sobre o que é dito: Repetir as últimas palavras é um indicativo de interesse na questão. Alguém diz, por exemplo, “estou cansado de ser pressionado o tempo todo”, ao que você responde: “a pressão está grande, é? Sei.” Essa resposta é especialmente eficaz em estágios iniciais de negociação, quando o negociador procura estabelecer uma presença livre de confronto, coletar informações, e precisa ter uma perspectiva da situação.

 5. Incentive o outro a falar: Como? Com perguntas que não sejam do tipo “por quê”. Usar questões desse tipo confere à negociação um ar de interrogatório. Se você falar mais que o outro, diminui a oportunidade de conhecer seu oponente. Use recursos como “fale-me mais sobre isso” ou “não compreendo, você poderia ser mais específico?” e “Pode me contar mais sobre o que aconteceu com você hoje?”

 6. Seja “Você”. Negociadores devem evitar a todo custo parecer provocativos ao expressar como se sentem a respeito do que é dito. A dica é a de usar a palavrinha “eu” nas frases e respostas, deixando de lado a imagem institucional que paira sobre sua cabeça e atribuir um tom pessoal à conversa.

 7. Silêncio ajuda: Qualquer bom entrevistador sabe do poder que uma boa e duradoura pausa tem em uma situação de negociação. As pessoas têm tendência a preencher os espaços, e, para tal, falam. Fique atento a isso e crie situações propositalmente, em que o outro é tentado a falar e acaba por fornecer informações valiosas. (Constantine von Hoffman)

Negociação – Dê o tom na negociação

Terça-feira, Abril 27th, 2010
As dicas são de Daniel Shapiro, psicólogo e professor da Harvard Medical School/McLean Hospital, em Boston, e diretor do programa Harvard International Negotiation Initiative. 

 Veja uma estrutura que pode ser usada de imediato para tornar mais construtivas as emoções numa negociação

 

Usar as emoções para obter valor em uma negociação pode se tornar um desafio para estabelecer relacionamentos duráveis e promover ganhos mútuos numa negociação. Você pode dar o tom emocional numa negociação e estimular emoções positivas para que todos saiam ganhando. Confira abaixo cinco considerações para chegar neste caminho:

1. Apreço ou reconhecimento – Normalmente, as pessoas não gostam de sentir-se pouco apreciadas, incompreendidas, desvalorizadas ou desconsideradas. O apreço tem grande impacto nas emoções. Por isso, compreender o ponto de vista alheio, achar mérito no que os outros pensam, sentem ou fazem, e comunicar o nosso entendimento são três elementos que ajudam a ter apreço por alguém. Quando a valorização é mútua, a cooperação aumenta. Dentro das organizações, uma das principais razões para o fracasso nas negociações, é que as pessoas não se sentem reconhecidas. É preciso saber extrair o valor do apreço, e o caminho está em saber escutar a outra parte, perceber a resposta emocional do outro, e passar sua mensagem de modo claro.

2. Autonomia - Quando a sua autonomia é cerceada, você para de ouvir o outro e passa a falar com você mesmo. E isso dificulta o sim do outro lado. Este é um ponto muito poderoso e as partes devem estar em pé de igualdade na tomada de decisão. A falta de autonomia é a principal fonte de fortes emoções negativas para muitas pessoas nas empresas. Sempre respeite e consulte antes de decidir. 

3. Filiação – É conexão emocional estabelecida entre você e o outro. A filiação tem forte impacto nas emoções. Quando você sente qualquer tipo de sentimento de exclusão ou rejeição, ativa a mesma região do cérebro que é responsável pela dor. O impacto é semelhante a um soco no estômago. E neste momento você fica incapacitado de tomar uma boa decisão. Até que ponto você e o outro lado se sentem incluídos em uma negociação? Transforme o adversário num colega, estabelecendo conexões estruturais e diminuindo a distância pessoal. Ao se identificar uma conexão, o outro é humanizado e então você constrói uma ponte.

4. Status – Qual a sua posição em relação ao outro? Esta posição pode ser social ou particular. Ela está conosco o tempo todo e tem muito impacto para se alcançar a cooperação ou os malefícios das emoções negativas. Se você firmar o seu status sem firmar o status dos outros, você pode perdê-lo de repente. Reconheça o status da outra parte antes de falar do seu próprio. As pessoas querem que seu status seja reconhecido e emoções negativas surgem, se houver competição por status.

5. Papel – Transforme o seu papel em algo realizador. O problema é que representamos papéis preestabelecidos. A estratégia, neste caso, é moldar os seus papéis e os de seus oponentes. Você deve escolher um papel na negociação que preencha suas necessidades e seus padrões de apreciação, afiliação, autonomia e status, isto é, que descreva quem você é. Shapiro explicou que um papel deve ter um propósito claro que oriente o comportamento, ser pessoalmente significativo e incorporar habilidades, interesses e valores ao desafio de negociar.

HSM Online
26/04/2010