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O que é Consultor de Carreira

Quarta-feira, Maio 19th, 2010

A idéia de gerenciar a própria carreira é relativamente nova para os profissionais do nosso tempo. Até o final dos anos 80 o direcionamento das car1265657970TQBMB4reiras estava no controle das empresas, que tendo como objetivo o desenvolvimento organizacional, preparavam e encaminhavam os profissionais para as posições nas quais seriam mais úteis.

 As pessoas até então eram vistas como mais um ‘recurso’ para as empresas. Só mais tarde, quando empresas de vanguarda começam a inovar e transcender os velhos chavões de mercado, surpreendendo clientes e concorrentes, ficou evidente a importância de atrair e manter nas empresas um tipo de profissional mais autônomo, com atitude empreendedora, visão sistêmica do negócio e alta capacidade de relacionamento com os stakholders. Mais que um recurso, o profissional passou a ser visto e tratado como parceiro.

 Neste novo panorama as carreiras deixam de ser administradas exclusivamente pelas empresas e os profissionais começam a ser instigados a assumir a condução de sua trajetória profissional. O problema é que a maioria não foi preparada para fazê-lo, em nenhum momento de sua vida pessoal ou profissional.

Para os mais velhos, suas histórias nas corporações foram escritas sempre a partir das oportunidades oferecidas pela empresa. Seguir carreira sempre foi, para muitos, permanecer por uma vida inteira na mesma organização, não raro seguindo os passos de pais e avós.

 Se antigamente, a transição de carreira acontecia somente por ocasião da aposentadoria, hoje em dia são vários os momentos de mudança. Fusões, aquisições, reengenharias e downsizings são frequentes e, muitas vezes, frustram o seguimento das carreiras. São eventos críticos, que demandam grande capacidade de adaptação dos profissionais, para administrar as transições pelas quais passará dentro ou fora das empresas.

 Os profissionais mais novos, que já iniciaram a vida profissional em um mercado muito mais ágil e volátil, inclusive no que diz respeito à longevidade das empresas, aparentemente são mais desprendidos, mas quando questionados, admitem, em sua maioria, que não sabem como se planejar para o futuro, também não têm sido preparados para isso.

 A dificuldade, em qualquer das gerações, está em lidar com o desconhecido: uma carreira que nunca foi pensada, da qual o profissional ainda não se apropriou verdadeiramente. É neste cenário de complexidade que surge a figura do Consultor de Carreira, uma profissão contemporânea, alinhada às necessidades de um mercado em transformação.

O Consultor de Carreira é um especialista, que adquiriu conhecimento sobre o mercado de trabalho e tem competência para analisar carreiras, mas sobretudo desenvolveu sensibilidade para ouvir integralmente, sem julgar, a pessoa que está aconselhando e ajudá-la a reconhecer-se e organizar-se diante de sua história de vida e carreira.

Embora se encontrem muitos profissionais com formação em Psicologia, o Consultor de Carreira não é um terapeuta e grande parte de sua competência está em saber diferenciar e administrar corretamente seu papel. O Consultor de Carreira compreende que aconselhar não é interpretar a história do profissional que busca orientação, fazer inferências ou ditar regras, mas antes, espelhar o que ele está trazendo em seu discurso e apresentar dados da realidade, que serão balizadores de suas decisões.

 O Consultor de Carreira não faz ‘pelo cliente’, faz ‘com o cliente’. Ouve as demandas e propõe alternativas, que incluem informação, orientação, análise, dentro de uma metodologia que é norteadora, mas não diretiva.

 A base do trabalho está no vínculo que se estabelece entre o profissional e o Consultor, que atua como um facilitador do processo de auto-exploração e posicionamento do primeiro, diante de sua carreira e orienta seu planejamento a curto, médio e longo prazos.

Quando o objetivo do profissional é de curto prazo, como no caso de busca de recolocação no mercado de trabalho, acompanha-o ‘ombro-a-ombro’ na preparação para a busca solução de carreira adequada. Examina cuidadosamente o repertório do profissional, sua experiência, habilidades adquiridas e seus interesses e motivações e o apóia na definição dos objetivos de carreira. Em seguida, auxilia- o na análise das tendências e oportunidades do mercado e atua como coach, preparando-o para ações pragmáticas como a correta abordagem da rede de relacionamento e a apresentação em situações de entrevista de seleção. Da mesma forma, orientará o profissional na busca de alternativas de carreira como negócio próprio ou consultoria, dentre outras.

 Entretanto, jamais toma decisões pelo profissional. Tem flexibilidade suficiente para acolher as diferenças de pensar e agir de cada aconselhando e respeitar seu modo de ver e lidar com a realidade.

Sua missão é dar o apoio necessário ao profissional para que possa desenhar e trilhar o próprio caminho.

O texto da Sueli, não poderia ter sido mais fiél. Os negritos são de Adriana Gomes

Sueli Aznar  _ publicado originalmente em admnistradores.com.br 

 

Tendências de Carreiras para 2020

Sexta-feira, Abril 30th, 2010

87004DELPHI PROFUTURO PROSPECTA CARREIRAS DO FUTURO E TENDÊNCIAS DO EMPREENDEDORISMO PARA 2020

 Tendências que podem ser identificadas hoje moldarão o trabalho do futuro, criando oportunidades para diversas carreiras, com nomes que muitas vezes ainda nem existem.

 Associado às mudanças no mercado de trabalho, outro fenômeno pode ser identificado: o crescimento do empreendedorismo. De acordo com o GlobalEIntrepreneurship Monitor, o Brasil apresenta um taxa média de atividade empreendedora de 12,8% da população economicamente ativa, uma das mais altas do mundo. Ainda que grande parte seja de empreendedorismo por necessidade, e não por oportunidade, a ação empreendedora é muito importante para a criação de riqueza, tanto a partir de novos negócios em empresas já estabelecidas e como também a partir da criação de novas empresas.

 Nesse contexto, esta pesquisa Delphi1 procurou responder quais serão as carreiras do futuro e onde estarão as oportunidades de negócios para no horizonte de tempo até 2020. Para tanto, foram realizadas duas rodadas de consulta a especialistas, com 112 respondentes.

 Os resultados finais apontaram que a ênfase crescente na inovação, a busca por qualidade de vida e a preocupação com o meio ambiente serão importantes impulsionadores na determinação das carreiras mais promissoras nos próximos anos. É vislumbrado um futuro no qual será possível interagir com profissionais como Gerentes de Eco-Relações, Chief Innovation Officer e Bioinformationists, conforme mostra abaixo o Quadro de Carreiras.

 QUADRO DAS 6 CARREIRAS EMERGENTES MAIS PROMISSORAS ATÉ 2020

 Carreiras                                          % de respondentes  que indicaram a carreira

 1 Gerente de Eco- Relações                                          72

Profissional que irá se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.

 2 Chief Innovation Officer                                              67

Interagirá com os funcionários em diferentes áreas da organização para pesquisar, projetar e aplicar inovações.

 3 Gerente de Marketing e-Commerce                         46

Gerencia o desenvolvimento e implementação de estratégias de web sites para vender produtos e serviços.

 4 Conselheiros de Aposentadoria                               39

Profissionais responsáveis por ajudar a planejar a aposentadoria.

 5 Coordenador de Desenvolvimento                         35

da Força de Trabalho e Educação Continuada

 Coordenador responsável por gerenciar programas para ajudar funcionários qualificados a atingir níveis avançados em suas áreas de especialização.

 6 Bioinformationists                                                        34

 Cientistas que trabalharão com informação genética, servindo como uma ponte para cientistas que trabalham com o desenvolvimento de medicamentos e técnicas clínicas.

 Para 38% dos respondentes, a inovação será um fator cada vez mais crítico para a competitividade das empresas, colocando ênfase em no desenvolvimento tecnológico, na educação continuada e no desenvolvimento de novos conhecimentos. Haverá maior consciência quanto à manutenção da capacidade produtiva e intelectual das pessoas, ampliando a longevidade profissional e, portanto estendendo o período de formação. Isto promoverá soluções em educação para outras faixas etárias.

 1 O DELPHI consiste em um questionário circulado repetidas vezes a um grupo de especialistas. Após cada rodada são apresentadas as respostas e é efetuado um tratamento estatístico simples, buscando identificar a tendência central das respostas (mediana) e a região onde se encontram as respostas da maioria dos painelistas, obtida por exclusão das respostas extremas (faixa entre o primeiro e terceiro quartis).

 O conjunto de respostas é devolvido aos painelistas para nova apreciação, agora feita em face da opinião coletiva dos outros participantes. Tal processo permite intercâmbio de idéias de forma anônima e estruturada, evitando pressões de grupo e o efeito da capacidade de argumentação de um debatedor. Geralmente, após duas rodadas, é formado um consenso em torno da maioria das questões, sendo que o Delphi estabelece a troca de opiniões e leva a uma compreensão melhor e convergência das opiniões.

 Nesta pesquisa, 88 especialistas participaram das duas rodadas. As áreas de Biotecnologia, Nanotecnologia, Saúde e Medicina serão especialmente promissoras. O desenvolvimento tecnológico exigirá cada vez mais profissionais capacitados para transformar as novidades tecnológicas em negócios e em aplicações rentáveis.

Já para 26% dos respondentes, as pessoas buscarão mais qualidade de vida,

demandando serviços que facilitem as suas vidas e tragam comodidade. O crescimento da Internet, com maior acesso, mais pessoas fazendo compras e pesquisas pela rededevem alavancar os serviços de Internet. A empresa que desejar permanecer no mercado terá cada vez mais que desenvolver site, SAC e atendimento on-line eficientes.

 Para 18% dos painelistas o conceito de Sustentabilidade ganhará força, justificando a atuação de profissionais nas áreas ambientais. Haverá pressão pela busca de alternativas de baixo impacto ambiental, seja na fase de desenvolvimento, produção/processo ou mesmo na fase de descarte ou, no limite, na redução da poluição resultante.

 Tais tendências, conforme indicado nas justificativas, não atuarão de forma isolada e sim interdependente. Isto significa que a ação de uma pode ter efeito sobre as outras, como, por exemplo, a busca de qualidade de vida e preocupação com o meio ambiente pressionando por inovações em diversas áreas.

 Quanto ao empreendedorismo, os respondentes projetaram a sua participação no mercado de trabalho como de 15% a 20% ( mediana = 17%) da População Economicamente Ativa em 2020, representando uma elevação significativa em relação aos atuais 12,8%.

 Há uma expectativa geral de aumento da participação das atividades empreendedoras no mundo do trabalho, uma vez que todos os cortes analíticos do grupo de respondentes apontam uma Taxa de Atividade Empreendedora maior que a atual. As seguintes tendências justificam as projeções :

 Nova configuração nas relações de trabalho (com 54% dos respondentes, esta é a justificativa preponderante)

As relações de trabalho sofrerão alterações significativas. Haverá uma diminuição dos postos de trabalho formais implicando que muitos profissionais terão que criar seu próprio emprego. Novas formas de venda das habilidades individuais surgirão e estarão cada vez mais direcionadas às formas autônomas.

 Melhoria da Educação e Ênfase na Formação de Empreendedores (21% dos respondentes)

Com a melhora da educação e dos índices sociais, além do incentivo e orientação do governo e de órgãos como o Sebrae haverá uma tendência de aumento da atividade empreendedora no Brasil. Até 2020 teremos um número maior de profissionais com ensino superior no Brasil e há um crescimento de palestras, seminários, revistas e livros sobre o assunto.

Empresas, Universidades e cursos de MBA enfatizam a necessidade de empreender, preparando profissionais e aguçando os talentos.

 Motivações pessoais (7% dos respondentes)

 Uma série de motivações relacionadas diretamente aos indivíduos foi apontada pelos especialistas consultados, dentre elas: busca por satisfação pessoal e independência, aumento da renda familiar e busca de alternativa de trabalho após a aposentadoria.

Nos comentários apresentados pelos respondentes da pesquisa, foram apontados fatores que podem limitar o crescimento da Taxa de Atividade Empreendedora. Há uma relação de dependência entre o aumento da TAE e a taxa de juros, o acesso ao capital de risco e a redução nos entraves legais e tributários.

 As oportunidades de negócios estarão no setor de Serviços, apontado por 95% dos respondentes, em áreas como Saúde e Qualidade de Vida, Turismo e Lazer, Alimentação, Serviços para a Terceira Idade e Consultorias Especializadas (Sustentabilidade, Desenvolvimento de Carreira, Consultoria Pessoal, Planejamento Financeiro e Consultoria Empresarial).

Programa de Estudos do Futuro

www.fia.com.br/profuturo

Negociação – Dê o tom na negociação

Terça-feira, Abril 27th, 2010
As dicas são de Daniel Shapiro, psicólogo e professor da Harvard Medical School/McLean Hospital, em Boston, e diretor do programa Harvard International Negotiation Initiative. 

 Veja uma estrutura que pode ser usada de imediato para tornar mais construtivas as emoções numa negociação

 

Usar as emoções para obter valor em uma negociação pode se tornar um desafio para estabelecer relacionamentos duráveis e promover ganhos mútuos numa negociação. Você pode dar o tom emocional numa negociação e estimular emoções positivas para que todos saiam ganhando. Confira abaixo cinco considerações para chegar neste caminho:

1. Apreço ou reconhecimento – Normalmente, as pessoas não gostam de sentir-se pouco apreciadas, incompreendidas, desvalorizadas ou desconsideradas. O apreço tem grande impacto nas emoções. Por isso, compreender o ponto de vista alheio, achar mérito no que os outros pensam, sentem ou fazem, e comunicar o nosso entendimento são três elementos que ajudam a ter apreço por alguém. Quando a valorização é mútua, a cooperação aumenta. Dentro das organizações, uma das principais razões para o fracasso nas negociações, é que as pessoas não se sentem reconhecidas. É preciso saber extrair o valor do apreço, e o caminho está em saber escutar a outra parte, perceber a resposta emocional do outro, e passar sua mensagem de modo claro.

2. Autonomia - Quando a sua autonomia é cerceada, você para de ouvir o outro e passa a falar com você mesmo. E isso dificulta o sim do outro lado. Este é um ponto muito poderoso e as partes devem estar em pé de igualdade na tomada de decisão. A falta de autonomia é a principal fonte de fortes emoções negativas para muitas pessoas nas empresas. Sempre respeite e consulte antes de decidir. 

3. Filiação – É conexão emocional estabelecida entre você e o outro. A filiação tem forte impacto nas emoções. Quando você sente qualquer tipo de sentimento de exclusão ou rejeição, ativa a mesma região do cérebro que é responsável pela dor. O impacto é semelhante a um soco no estômago. E neste momento você fica incapacitado de tomar uma boa decisão. Até que ponto você e o outro lado se sentem incluídos em uma negociação? Transforme o adversário num colega, estabelecendo conexões estruturais e diminuindo a distância pessoal. Ao se identificar uma conexão, o outro é humanizado e então você constrói uma ponte.

4. Status – Qual a sua posição em relação ao outro? Esta posição pode ser social ou particular. Ela está conosco o tempo todo e tem muito impacto para se alcançar a cooperação ou os malefícios das emoções negativas. Se você firmar o seu status sem firmar o status dos outros, você pode perdê-lo de repente. Reconheça o status da outra parte antes de falar do seu próprio. As pessoas querem que seu status seja reconhecido e emoções negativas surgem, se houver competição por status.

5. Papel – Transforme o seu papel em algo realizador. O problema é que representamos papéis preestabelecidos. A estratégia, neste caso, é moldar os seus papéis e os de seus oponentes. Você deve escolher um papel na negociação que preencha suas necessidades e seus padrões de apreciação, afiliação, autonomia e status, isto é, que descreva quem você é. Shapiro explicou que um papel deve ter um propósito claro que oriente o comportamento, ser pessoalmente significativo e incorporar habilidades, interesses e valores ao desafio de negociar.

HSM Online
26/04/2010