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Mudar de carreira não é fácil, mas é possível

Segunda-feira, Junho 20th, 2011
O número de profissionais frustrados em relação à escolha profissional ou ao rumo que a carreira tomou é muito grande. Um estudo da HLCA Human Learning mostrou que 78% dos profissionais não estão felizes, depois de ouvir dez mil pessoas que têm entre 18 e 60 anos e trabalham em empresas de médio e grande porte de todo o país.

O fato é que vivemos num mundo com mudanças muito aceleradas que, na maior parte das vezes, ocorrem sem passar pelo nosso crivo. O resultado dessa aceleração é que as pessoas passam a tratar a própria vida como se fosse um estabelecimento de “fast food”. Elas pedem o “combo da vez” e esperam receber tudo instantaneamente. A qualidade, claro, fica para segundo plano, mas a necessidade de alimentação rápida é suprida. No curto prazo, tudo bem, a opção parece boa. Se pensarmos no longo prazo, no entanto, essa equação fica perigosa para a saúde.

Muita gente que passa por isso sabe que é preciso mudar. Mas quantas pessoas estão efetivamente dispostas e investir o pouco tempo que sobra depois do trabalho para pensar e executar essa mudança?

Há anos venho me dedicando à orientação profissional e de carreira e confesso que fico frustrada quando vejo pessoas que iniciam um processo de mudança profissional – com um discurso intenso e verdadeiro – e abandonam esse projeto depois de três meses.

Mudar não é trabalho fácil nem agradável e, na maioria das vezes, leva mais tempo do que gostaríamos. Ele pode, sim, levar mais de seis meses porque é praticamente um processo de reconstrução da identidade. Afinal, estamos falando de orientações e ações que vão impactar em todas as esferas da vida por muito tempo.

Um passo de cada vez – Para começar um projeto desse tipo, é preciso pensar em autoconhecimento, em reconhecimento e apropriação da própria vida e dos processos de escolha pessoal.

Também é essecial pesquisar sobre as áreas de interesse. Não é concebível, nos dias de hoje, que alguém se contente com breves descrições em guias de estudante e internet, ainda mais quando já se sentiu o dissabor de uma escolha inadequada. É preciso ir mais fundo, fazer uma boa sondagem do mercado, conversar com profissionais, conhecer o local de trabalho, saber quais são os ossos do ofício. Todo ofício tem os seus.

Outro ponto essencial é entender que mudar de atividade profissional recai em questões financeiras. Toda mudança – seja de carreira ou uma simples troca de emprego – pode gerar perdas iniciais de remuneração. Além disso, muitas vezes é preciso investir na aquisição de novos conhecimentos, com cursos de extensão, pós-graduação ou até uma nova faculdade.

Perder para ganhar – Rever seu papel dentro do contexto social em que se está inserido é outro aspecto que ser levado em consideração. Quanto você está disposto a perder do seu “status” atual para correr o risco de fazer algo diferente? Vivemos numa sociedade em que alguns rótulos são extremamente valorizados. As pessoas se acostumam com as vantagens que títulos de Executivo, Gerente, Diretor, CEO`s, CFO´s, etc podem trazer. A mudança implica em abrir mão de algumas coisas para conseguir outras. Nem sempre isso é fácil. Nem sempre é rápido.

Há ainda as pressões sociais e familiares, algumas veladas, outras explicitas,  que, direta ou indiretamente, acabam formatando nossas escolhas profissionais e pessoais. As auto-exigências em relação a conquistas de bens materiais e acúmulo financeiro, além de bem estar e qualidade de vida, também pensam.

Antes de partir para um processo de mudança, avalie se você tem o apoio de pessoas importantes e afetivamente comprometidas que incentivem sua decisão. Se a resposta for sim, converse com elas. Deixe claras as suas intenções e certifique-se de que entendeu os riscos envolvidos. Encontrar muitas resistências e dificuldades pode comprometer todos os outros aspectos do seu projeto e isso é muito sério.

Entre a insatisfação e a realização – Por tudo isso é que as questões relacionadas ao planejamento e mudança profissional e de carreira não são instantâneas, apesar de sermos pressionados por tempos curtos e resultados rápidos por todos os lados.

Refletir e planejar por alguns meses, de maneira consciente e sistemática, pode fazer toda a diferença entre continuar insatisfeito, sem perspectiva, até que chegue a aposentadoria quando se pensa “agora estou livre das obrigações e posso fazer o que quero”, ou tomar as rédeas da própria vida hoje e fazer valer seus projetos em todas as esferas o quanto antes.

Agora que você já tem uma idéia dos pontos que deve levar em consideração para programar sua jornada, mãos à obra. O momento é oportuno para iniciar novos projetos. Vamos lá?

Adriana Gomes
segunda-feira, 20 de junho de 2011

Planejamento não elimina o fator supresa

Terça-feira, Abril 26th, 2011

O novo sempre assusta. Basta lembrar situações como o primeiro encontro, o primeiro dia de aula, o primeiro dia de trabalho. O impacto e intensidade da emoção variam dependendo do momento de vida e do valor atribuído aos acontecimentos. Acredite: novidades e mudanças não são tão naturais para as pessoas quanto se imagina. A maioria busca no conhecido e na rotina o conforto necessário para apaziguar as angústias que as novidades e as mudanças trazem.
 
Não há como prever mudanças, mas há como planejar, se preparar para elas. Acontece que as pessoas, de maneira geral, não são estimuladas, a fazer planejamentos de qualquer espécie. Parecem viver sob a inspiração daquela música de Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar. Vida leva eu”. Como se a responsabilidade sobre as escolhas fosse externa, obra do acaso.
 
Muitas vezes, tenho a impressão de que não se sentir autor, agente da própria vida, exime as pessoas das possíveis culpas e responsabilidades, já que elas atribuem ao destino ou aos deuses ou a qualquer outra entidade externa as alegrias e desgraças que acontecem.
 
Talvez, exista uma má compreensão do que seja planejamento. Planejar não significa engessar a vida ou eliminar as surpresas, mas pensar estruturadamente, levantar possibilidades, criar cenários, alternativas.
Dá trabalho e pode roubar o tempo de não-trabalho conquistado com tanto suor. E esse, aliás, é um dos fatores que me levam a crer que, quando existe algum tempo de “folga”, as pessoas preferem a alienação ou a fuga para um lugar que demande menos, já que no ambiente profissional as exigências por resultados e entregas são cada vez maiores. 
 

 Adriana Gomes
terça-feira, 26 de abril de 2011 – para Clickcarreira

No Limite da Incompetência – Contrata esse mesmo!

Segunda-feira, Abril 25th, 2011

(*) Por Adriana Gomes

“Se não encontramos ninguém melhor do que ele, então contrata esse mesmo.” Infelizmente essa decisão vem sendo tomada com mais freqüência do que poderíamos aceitar. As notícias parecem promissoras. Capa da revista Exame de abril http://migre.me/4gDkH anuncia em letras garrafais “Procuram-se 8 milhões de profissionais”. Fala-se do pleno emprego, definido na matéria como o “ estágio em que a taxa de desemprego cai a níveis muito baixos e praticamente todas as pessoas qualificadas estão empregadas.”

Parece ótimo! Profissinais sendo disputados, muito trabalho para os RH’s tanto para selecionar quanto para reter seus quadros, porém, meu desconforto vem do discurso que ouço de empresários e profissionais de recursos humanos, sobre a enorme dificuldade de encontrar profissionais qualificados.

Abaixo apresento alguns dados que não devem ser esquecidos para compor o cenário que contrapõe a noção de pleno emprego:

  • O Brasil manteve o 88º lugar, mesma posição do ano passado, num total de 127 países de todo o mundo, no ranking do ensino, de acordo com o Relatório de Monitoramento Global, preparado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). O Brasil está atrás da Argentina, Chile e até mesmo Equador e Bolívia. Só para termos uma base comparativa o primeiro lugar da lista é o Japão, seguido por Reino Unido, Noruega e o Casaquistão, que aparece logo à frente de França, Itália e Suíça.
  •  Na matéria exibida pela rede globo “Sobram vagas em cursos de escolas técnicas e universidades do Brasil  http://migre.me/4gAtB os números são alarmantes. Em áreas essenciais para o momento que vivemos sobram vagas. Para engenharia civil, setor carente, 28% das vagas não são preenchidas, para engenharia eletrônica, 31% e mesmo com todo o alarde do pré-sal a engenharia de petróleo deixa vaga 52% das carteiras. 
  •   Para a área de TI, outra área em franca expansão, os números não são menos assustadores, em administração de redes, 62%  das vagas não são preenchidas e em análise de sistemas, há 79% de lugares sem dono.
  • Não é só isso, muitos dos alunos abandonam a faculdade antes da conclusão e em algumas áreas a evasão chega a 50%.“O país que peneira a mão de obra e não encontra muita coisa desperdiça lugares até nas universidades públicas. Mais de 14 mil vagas não têm dono.”
  • Em função do bom momento economico o Brasil é percebido internacionalmente como o pais das oportunidade. Além da imigração e com essa expectativa, há também o retorno de brasileiros que foram para o exterior e estão retornando para aproveitar a fase. Há também muitos profissionais que são  convidados  a trabalhar no Brasil. Em números isso quer dizer algo em torno de 180 mil profissionais dos cinco continentes aportaram no pais nos ultimos 5 anos, de acordo com levantamentosproduzidos pela Coordenação Geral de Imigração (CGI) do Ministério do trabalho http://migre.me/4gBtl. Das 11.530 autorização de trabalho concedidas  no primeiro trimestre deste ano _ um volume recorde para o período - 60% foram direcionadas a estrangeiros com diploma universitário, mestrado, doutorado e até PHD. Além disso, 80% dos vistos eram vinculados a funções técnicas ou projetos de transferência de tecnologia.
  • O Brasil tem um dos piores índices de proficiência em inglês do mundo http://migre.me/4gAJo  é o que indica pesquisa da escola e agência de intercâmbios Education First (EF), em matéria apresentada pela exame.com e facilmente confirmado em entrevistas de seleção, aliás, nem o português, pois a dificuldade para se expressar corretamente, em nosso idioma, por escrito ou verbalmente está ficando cada vez mais raro.

Minha preocupação é que para muitas posições são contratados profissionais sem a devida qualificação e, além disso, as contratantes não se preocupam em formar, treinar e desenvolver essas pessoas. Custa caro, mas custará mais caro a médio prazo. Dados de pesquisa da Dom Cabral mostram que 54% das companhias reduziram os requisitos na contratação de pessoal para a área técnica e operacional. Nos cargos estratégicos, 28% das empresas também diminuíram as exigências, como pós-graduação, fluência em idiomas e experiência.

 

Hoje, já pagamos preço alto pela falta de visão e interesse pela educação. Corremos o risco de um colapso, abreviando o Princípio de Peter, termo cunhado por Lawrence Johnston  afirma que “em um sistema hierárquico, todo funcionário tende a ser promovido até o seu nível de incompetência”. Se as contratações já estão abaixo das exigências mínimas, essa incompetência chegará muito antes das possíveis promoções que o profissional poderá ter ou pior, já estará ocupando uma posição em alto grau na escala hierárquica sem a competência necessária para isso.

Há, infelizmente, indícios que estamos muito próximos de confirmar minha tese. Um estudo indicando que as obras de nove dos 13 aeroportos que serão utilizados na Copa do Mundo 2014 não ficarão prontas até o início da competição. http://www.youtube.com/watch?v=fwNJH1xzSoU&feature=player_embedded

 Felizmente, há empresas responsáveis e profissionais conscientes que não retratam a afirmação de abertura deste artigo. Há vagas que ficam abertas por muitos meses, para desgosto e desagrado de gestores e muitos profissionais de RH. Baixar o nível de exigência não é a solução. Quantos postos de trabalho e oportunidades teremos que perder até que a lição seja aprendida.

 

(*) Adriana Gomes Mestre em Psicologia, pós em Clínica, Psicóloga e Coach com mais de  20 anos de carreira.  Ex-vice-presidente da Catho. Coordenadora Acadêmica da área de Pessoas, Professora da pós-graduação e Coordenadora do Centro de Carreiras da ESPM. Colaboradora dos Blogs da HSM e Clickcarreira. Autora do Livro Mudança de Carreira e Transformação da Identidade. Diretora do Site www.vidaecarreira.com.br  

Sobre o medo do fracasso

Quarta-feira, Abril 13th, 2011

Por Adriana Gomes                                                                                                                 Ao começar novos programas, costumo conversar com os alunos para saber sobre suas expectativas. Sempre peço que eles me falem sobre um sonho, um medo e um hobby. Nos últimos anos, com alunos cada vez mais jovens nos cursos de pós-graduação, a resposta mais freqüente para o medo tem sido o medo de fracassar.

 
Jovens de 22 a 25 anos, em média, com medo de fracassar profissionalmente me deixam preocupada e me levam a levantar hipóteses dos motivos que teriam para ter esse receio:
 
·         não se sentem capazes de enfrentar desafios?
·         o que seria o sucesso? O que os faz acreditar que possa ser algo inatingível?
·         quais as referências de sucesso que os levam a crer em algo tão difícil ou distante de conquistar?
·         o que significa fracassar, exatamente?
 
As definições de sucesso e fracasso são extremamente importantes, pois a partir delas é que será possível elaborar as ações necessárias para conseguir um e evitar o outro. Quando o conceito é genérico ou difuso, fica difícil reconhecer se o que se está fazendo leva para um caminho ou outro. Quem tem medo do fracasso parece viver sob ansiedade constante. Em minha opinião, existem três reações possíveis a essa situação:
 
1.       O enfrentamento – o medo serve como mola propulsora para seguir adiante e se superar;
2.       A fuga - com a percepção de que não há energia, motivação nem condições suficientes para o enfrentamento, o risco parece maior que a capacidade de lutar. O melhor a fazer é fugir, mudar de rumo, tentar outra coisa;
3.       A paralisia - quando a percepção de que a ameaça é grande, o medo se torna insuportável e a pessoa é inundada por uma sensação de paralisia. Fica imóvel, refém de seus sentimentos, com a sensação de estar perdida e sem saber o que fazer.
 
É preciso avaliar o cenário para ver qual será sua reação.  Há casos em que abandonar é a melhor opção. Porém, o argumento não deve ser o medo e, sim, uma avaliação cuidadosa do contexto e, mais ainda, das reais condições pessoais para o enfrentamento. Com isso, quero dizer que é preciso ter consciência das competências técnicas, comportamentais, físicas e emocionais para lidar com a situação.
 
Não há dúvida que, quando se está mobilizado emocionalmente, a avaliação desses fatores torna-se mais complexa e até difícil de fazer sozinho.  Nessas ocasiões, procurar a ajuda de um profissional pode ser muito útil. Muitas vezes, um grande salto de desenvolvimento pessoal e profissional acontece em momentos dessa natureza.
 
Não é fácil expor os próprios medos. Afinal, aprendemos que nossas fragilidades devem ser escondidas. Acontece que todos, em maior ou menor grau, têm medo de fracassar, seja em uma entrevista de seleção, no desenvolvimento de uma nova tarefa, na conquista de alguém, em um exame…  Porém, é preciso analisar as conseqüências desse fracasso – o quanto isso compromete sua vida e seus projetos. É relevante levar em consideração também se houve investimento suficiente no preparo para encarar tal empreitada. Se não houve, o melhor é se dedicar melhor. Estudar, conversar com pessoas que passaram pela mesma situação e pesquisar a respeito são atitudes que minimizam o medo e aumentam a autoconfiança.
 disponível também em:
http://www.clickcarreira.com.br/Artigo.aspx?id=1408
http://www.vidaecarreira.com.br/dicas.htm

Ninguém nos ensina a envelhecer

Terça-feira, Março 22nd, 2011

Por ADRIANA GOMES

Talvez por isso o medo da senioridade. As sociedades pré-capitalistas se orientavam essencialmente para o passado e essa orientação, de certa forma, garantia uma relativa estabilidade dos usos e costumes assimilados e que mantinham de geração para geração. Agnes Heller*, afirma que: “os filhos imitavam os pais, os netos imitavam os avós. Os velhos eram os que melhor conheciam as experiências do passado e os mais capazes de resumi-los de modo útil.”

Entretanto nossa sociedade, orientada para o futuro, traz a possibilidade de produção indefinida e produz no homem a necessidade de modificar-se permanentemente, de renovar-se e transformar-se. Essa necessidade de novidade, a necessidade de transformarmos constantemente tanto a sociedade quanto a nós mesmos, é uma das maiores conquistas da história humana. Porém, com a crescente alienação, também essa conquista converte-se em seu contrário. A orientação para o futuro termina por transformar-se em moda e consequentemente o velho perde seu valor de referência.

A vida nos consome com a constante necessidade de atualização e os diários “deliverys” e, não raro, as pessoas são pegas de surpresa quando são solicitadas a fazer as contas sobre quanto tempo estão na mesma empresa, em um determinado relacionamento ou mesmo quando contabilizam o tempo de formadas.

São surpreendidas quando, num dia qualquer, sem nenhum aviso ou até negando os pequenos sinais do tempo, começam a notar alguma dificuldade para fazer a sua leitura semanal. A visão dando os primeiros sinais de cansaço – geralmente negados, desculpe o trocadilho, à primeira vista.

Somos “adestrados” desde pequenos para ingressar no mundo do trabalho. Para isso, há um longo condicionamento que começa com os primeiros anos da escola: acordar cedo, assumir responsabilidades com horários e prazos de entrega. Somos induzidos a acreditar que se fizermos “tudo direitinho”, o futuro nos brindará com uma carreira bem sucedida e teremos uma velhice tranquila e digna.

Bem, a história nem sempre tem essa bela trajetória. Não falarei da trajetória hoje, apenas do final dela. Mesmo que tenha sido assim, bonita e bem sucedida, o período de desligamento, a aposentadoria, regulamentada por lei e concedida por idade, tempo de serviço ou invalidez, é um período complexo e delicado, para o qual não há preparo.

As pessoas serão obrigadas, na maioria das vezes, a lidar solitariamente com as fortes emoções que esse período traz, como a angústia, a solidão, a falta de sentido e propósito de vida, a exclusão social e o sentimento de inutilidade.

Segundo pesquisa do site Vida e Carreira, realizada com 222 pessoas no período de Janeiro a Março de 2010:

O que você pretende fazer a partir da sua aposentadoria?
  Response Percent
Ter um negócio próprio. 35,7%
Viajar e conhecer o mundo. 47,4%
Adquirir uma franquia. 6,6%
Viver na praia ou no campo. 24,0%
Continuar a vida sem maiores mudanças. 23,5%
Estudar no exterior por prazer. 7,7%
Curtir meus hobbies. 37,8%
Fazer cursos diversos. 33,7%

Os índices são interessantes. Como a média de idade dos respondentes está entre os 18 e os 40 anos – até 30 anos (27,1%) e de 31 a 40 anos (29,4%) -, a pesquisa ainda retrata uma fase jovem da vida profissional. Os sonhos de aposentadoria retratam o desejo de viajar e conhecer o mundo em primeiro lugar (47%), depois curtir hobbies (37,8%) e em seguida o desejo de não parar de trabalhar, ou seja, montar negócio próprio (35,7%).

A realidade é que segundo o IPEA, mais de 30% dos aposentados ainda trabalham. Seis em cada dez famílias são sustentadas pelos aposentados, que além de manter familiares que estão em idade economicamente ativa, ainda concorrem no mercado de trabalho com jovens e adultos que também sofrem com o alto índice de desemprego.

O brasileiro está vivendo mais e melhor, com mais qualidade de vida. Aos 65 anos ainda é saudável e capaz para o desempenho profissional. Porém o preconceito e a falta de políticas públicas e organizacionais cuidam de minar o processo de desenvolvimento profissional. O trabalho “clandestino” é a melhor opção para que esse contingente populacional sobreviva dignamente emocional e fisicamente.

O trabalho constitui o homem. Passamos mais tempo na relação de trabalho do que em qualquer outra relação. Crescemos ouvindo que é preciso trabalhar. Mas o que se faz quando é suprimido o direito de trabalhar mesmo que ainda se tenha saúde física e mental. O que fazer quando ainda há vontade de contribuir socialmente através do trabalho? Não é só uma questão de fazer um trabalho voluntário, mas a remuneração também é um estímulo, senão, em muitos casos, uma necessidade.

Não é um caso simples de se resolver, entretanto. Em breve não seremos mais um país de jovens, a nossa pirâmide etária está diferente de 30 anos atrás e isso faz com que precisemos pensar sobre essa questão hoje.  É uma miopia social tratar a pessoa de idade como um inválido incapaz, como se o seu conhecimento acumulado fosse desprezível.

Estima-se que, apenas entre 1980 e 2000, deixaram de nascer aproximadamente 35 milhões de crianças no Brasil. Pelo menos outros 35 milhões nasceriam entre 2000 e 2010 se os níveis de fecundidade de 1980 tivessem permanecido constantes desde então. Por sua vez, o contingente de idosos brasileiros, aqui entendido como a população acima de 65 anos, aumentou em torno de 3,7 milhões entre 1980 e 2000.

Há muito que fazer. Aos profissionais voltados às áreas de RH nas organizações, também aos orientadores de carreira e mesmo aos profissionais da área da saúde e educação, há um grande mercado abrindo as portas. Aqueles que tiverem visão e perceberem as possibilidades e oportunidades relacionadas que se preparem, pois há muito por ser feito junto aos profissionais seniores.

A revolução silenciosa e o impacto na sociedade das redes sociais

Terça-feira, Março 1st, 2011

Por Adriana Gomes

Considero-me antenada e up to date com as novas tecnologias, mas um descuido, percebo que mesmo “blogando, twittando, facebookiando” e dando aula para jovens da pós-graduação ainda estou quase no fim da fila. Assisti a uma palestra sobre Inovação e Educação na Era das Mídias Sociais com um colega da ESPM o Prof. Gil Giardelli e saí de lá com sentimentos misturados: euforia, entusiasmo, insegurança e angústia.

Certamente muitos dos meus colegas também, diante da agilidade, criatividade e das inúmeras possibilidades que o mundo digital, através das redes sociais, pode promover. É a constatação da modernidade líquida a que se refere Zygmunt Bauman (Zahar 2001), que afirma que tudo é volátil, as relações humanas não são mais tangíveis e que a modernidade é caracterizada pela inconstância e pela mobilidade.

Os tempos são de contrastes e mudanças cada vez mais rápidas e mesmo achando que estou acompanhando o movimento, me dou conta que o movimento é muito mais veloz do que poderia perceber e a tomada de consciência assusta e até deixa a sensação de desconforto.

A rotina profissional nos enreda nos deveres diários, nos ocupa com os delivery e prazos, faz com que olhemos para baixo, reclamando com o próprio umbigo, do acúmulo de tarefas que se tem, enquanto um universo gravita, agitadamente, à velocidade da luz, das fibras ópticas, tudo em tempo real mas virtualmente.

Entretanto, não é só um universo de “teclantes” e nem é formado apenas por jovens da geração Y, mas de pessoas, de todas as idades, agindo e promovendo ações de protestos, de ajuda comunitária. Gente generosa doando seu tempo para ajudar outras pessoas. Uma revolução!

Essa revolução nos afeta, direta e indiretamente, tanto a vida no trabalho como a vida social.

Na semana passada, os alunos do colégio do meu filho se mobilizaram, através do Twitter, para não comprarem na cantina da escola, naquele dia, pois acharam o preço do pão de queijo abusivo.

São adolescentes. Quase senhores das novas tecnologias, transitam nas redes sociais, varrem o mundo através dos teclados dos celulares, iPads e se organizam para fazer um movimento pacífico de não comprar lanches por um dia.

Foi parar na TV e em muitas páginas da internet. Legitimado, reconhecido, listado entre os tops trends do Twitter daquele dia. As redes sociais dão voz, agregam e empoderam grupos. Mudança social.

Há excelentes exemplos de movimentos solidários acontecendo, entre eles: a London Business School oferece curso de graça pelo Facebook. Foi anunciado que quer facilitar o acesso à educação de qualidade. Sem custo, qualquer estudante com um computador conectado pode se cadastrar para as aulas no Facebook, e só pagar se decidirem usar o curso como créditos para a faculdade. No Facebook, terão aulas em vídeo e grupos de discussões, tudo acessível se você “curtir” a página.

Unicaronas é uma rede social brasileira para universitários conseguirem e darem caronas, na ida e volta da faculdade.

Universidade Norte Dame lançou a primeira aula usando um iPad e materiais feitos para eReader no lugar de cadernos e livros tradicionais. Isso encoraja os alunos a interagirem com o conteúdo, fazerem pesquisas e participarem de discussões.

One billion minds é uma plataforma inovadora que conecta estudantes universitários do mundo todo para resolverem problemas de empresas/instituições que buscam soluções para situações reais. Há grandes prêmios para os colaboradores.

Há muito mais exemplos, basta navegar e as boas surpresas surgirão. Gente generosa que disponibiliza parte do seu tempo para investir em ajudar outras pessoas através das redes.

Acompanhando esses bons exemplos, acredito que essa revolução está nos levando para um mundo mais consciente, generoso, solidário e sustentável. É democrático e acessível. Participe você também dessa revolução.

publicado no blog da HSM

Pequena Empresa: O desafio de atrair e reter pessoas

Segunda-feira, Fevereiro 21st, 2011

Por Adriana Gomes

Como atrair e manter os profissionais nas pequenas e médias empresas? O que é preciso fazer para que a pequena empresa possa tornar suas características atrativas para os profissionais do mercado? Não há resposta simples, visto que esse também é um problema enfrentado pelas grandes organizações.

Há várias questões envolvidas nesse cenário, porém as pequenas empresas podem ser mais ágeis e muito mais próximas de suas equipes, sendo assim conseguirão tirar algumas vantagens sabendo explorar aspectos relacionados à suas políticas e ações voltadas às pessoas como:

  • Oferecimento de espaço para inovação e criatividade;
  • Desenvolvendo lideranças eficazes;
  • Utilização do “feedback” como ferramenta de gestão;
  • Investindo em programas de treinamento e desenvolvimento;
  • Atentando para a melhoria da qualidade de vida de seus colaboradores;
  • Explorando a proximidade do núcleo decisório;
  • Possibilitando oferecer conhecimento sistêmico do negócio.

Oferecendo espaço para inovação e criatividade: Escutando os dois lados empregadores e empregados, constata-se que: os empregadores desejam a energia e motivação dos jovens profissionais, mas não conseguem criar espaços minimamente facilitadores para que esses jovens consigam expressar seus talentos.

Os profissionais dessa nova geração querem fazer. São muito mais imediatistas do que foram outras gerações. Buscam mais autonomia, querem ser ouvidos, reconhecidos rapidamente. Utilizam as tecnologias de comunicação com rapidez e propriedade, cresceram plugados. Não dá nem para recriminar, nasceram no tempo dos “fast foods”. Esse é o paradigma pelo qual enxergam o mundo. O choque com a rigidez de algumas organizações chega a ser esmagador e a frustração é inevitável. Muitas vezes a empresa perde excelentes talentos, por não estar preparada para lidar com o novo, com o diferente. O discurso é de modernidade, mas as ações são convencionais.

O ritmo das empresas é outro, um pouco mais lento. Não funciona como uma partida de vídeo-game. Há processos, muitas variáveis envolvidas para a tomada de algumas decisões, principalmente as mais estratégicas, há clientes, fornecedores e dinheiro envolvidos nos processos. Resultado financeiro é a meta a ser atingida.

Não dá para descartar o lastro da história para reinventar-se em uma semana, mas também não colocar-se disposto a perceber o novo é grande miopia. Pesquisas revelam que, contrariamente ao que se pensa, salário não é o fator mais determinante para a retenção de talentos. Quais condições poderiam ser oferecidas para que novas ideias possam ser aproveitas nas organizações? Criação de fóruns internos, competição entre grupos para novas idéias, salas para “brainstorm”, enfim, já há exemplos de que esse tipo de ação provoca bons resultados.

Lideranças eficazes: O grande desafio está nas mãos dos gestores diretos desses talentos, aqueles que os acompanharão no seu dia-a-dia. Ele deve conectar-se a esses profissionais, identificando suas aspirações, necessidades, dificuldades e interesses. Essa interação contínua contribui para a criação de clima favorável e satisfatório que propicia o crescimento, através da contribuição de ideias, para que arrisquem em projetos menores, na tentativa de promover inicialmente pequenas mudanças que possam ser valorizadas.

A comunicação transparente, os objetivos e metas claramente estabelecidos, o convite para participação de eventos e a valorização do potencial, enriquecem essa relação. Para que isso aconteça o gestor deve estar aberto ao novo, para rever seus paradigmas, descentralizar, delegar e acompanhar.  Se o gestor não estiver preparado para lidar com o novo e com as características de individualidade da sua equipe, certamente desperdiçará bons profissionais, que buscarão reconhecimento e espaço em outras organizações, que acenam essa possibilidade.

“Feedback”: Ferramenta fundamental para gestão, porém ainda pouco utilizada apropriadamente, principalmente em empresas de pequeno e médio. Os gestores das empresas brasileiras ainda estão despreparados para dar “feedback”  aos funcionários.

Trata-se de uma ferramenta que quando bem aplicada, com técnica e conhecimento fortalece o relacionamento, bem como o desenvolvimento de competências e conseqüentemente a motivação para assumir novos desafios. Favorecer reflexões sobre desempenho, incentiva o auto-aprendizado, estimula a análise de situações, permite a percepção dos pontos fortes e das oportunidades de melhorias no desempenho.

A ferramenta também auxilia na otimização da comunicação interna, facilita o relacionamento interpessoal e até o planejamento no dia-a-dia. Com “feedback” adequado as pessoas tendem a fazer as coisas que os livros sobre produtividade tentam ensinar.

Investimento em treinamento e desenvolvimento: Uma das maneiras de atrair  e reter talentos é essa. Os profissionais percebem com essas ações que a empresa está acreditando que eles possam fazer mais e melhor. Educação custa caro, assim, promover programas contínuos de desenvolvimento acaba sendo percebido como grande valor e uma forma de reter e também motivar os profissionais da empresa. Identificar os objetivos de carreira do profissional ajuda a alinhar treinamentos que sejam do interesse do profissional e principalmente que atendam as necessidades da empresa. O que acontece com freqüência, entretanto, é a realização de cursos que não estão alinhados nem com os objetivos do negócio e nem com os planos de carreira do colaborador. A pequena empresa deve estar atenta para isso, visando obter os melhores resultados, em curto e médio prazo, desses investimentos.

Qualidade de Vida: Outro aspecto altamente desejado pelos profissionais é melhoria na percepção de qualidade de vida. O conceito é amplo e está relacionado àsensação de bem-estar do indivíduo”, ou seja, é proporcionada pela satisfação de condições tanto objetivas (renda, emprego, objetos possuídos, qualidade de habitação) como também as condições subjetivas (segurança, privacidade, reconhecimento, afeto), segundo Wilheim e Deak (apud Cardoso, 1999:77). Por serem menores, as pequenas e médias empresas podem tirar grande proveito desse conceito e da percepção de valor agregado que isso representa aos seus colaboradores e assim, trabalhar esses aspectos como diferenciais para a atração e retenção de talentos, flexibilizando horários por exemplo.

Proximidade do núcleo decisório: Esse é outro aspecto valorativo que pode ser percebido nas pequenas e médias organizações. O executivo principal não é uma entidade inacessível, ele pode e deve estar próximo dos colaboradores, exercendo o papel de Líder-Coach, motivando e incentivado suas equipes. É fundamental aproximar a visão de negócio dos membros da sua equipe, ser uma pessoa acessível  que  estimule os liderados à proximidade, facilitando a criação de laços e relacionamentos que gerem confiança e respeito. Estar presente e próximo promove o sentimento de pertencer a algo maior, a percepção de ser importante, valorizado e reconhecido como elemento intrínseco dos resultados da empresa. Essa também é a vantagem da pequena empresa, que pode e deve ser explorada.

A possibilidade de adquirir o conhecimento sistêmico dos negócios: Essa é sem dúvida outra grande vantagem frente às grandes organizações. Transitar em várias áreas possibilita aprendizado mais rápido e generalista dos diversos segmentos da empresa, que vão muito além da área de formação dos profissionais. Estimula também o desenvolvimento de competências tais como a iniciativa e a pró-atividade, o relacionamento interpessoal, comunicação em diversos níveis, a agilidade para propor soluções alternativas. Isto constitui vantagem para os profissionais, pois a visão de negócio se amplia enormemente e nem sempre é explorado como diferencial nas contratações.

Há, portanto, vários caminhos a serem percorridos para que a pequena  empresa seja atraente e desejada pelos profissionais do mercado. Os caminhos sugeridos indicam que investir nas pessoas é o que pode fazer a grande diferença, pois somente desenvolvendo e estimulando pessoas é que será possível assegurar os resultados organizacionais e o aumento da competitividade.

Publicado em HSM blog 21_02_2011

Pequena Empresa: Desafios de ser competitiva e atraente

Sexta-feira, Fevereiro 18th, 2011

Artigo de Estréia como blogueira do site da HSM

Por Adriana Gomes

Quando se pensa no primeiro emprego, há quase unanimidade pela escolha das grandes empresas. Fácil de observar, pois os números são reveladores. Alguns processos para Programas de Trainees, dessas grandes empresas, desejáveis como sonho de uma carreira ascendente, repleta de realizações e conquistas, arrastam mais de 32.000 jovens, para se chegar a um número por volta de 20 contratados.

As expectativas dos contratantes em ter os melhores de cada safra de formandos são altas e por parte dos candidatos, não passar nesses processos, corresponde a uma frustração maior do que a de não ser aprovado no vestibular.

Quando ingressam, entretanto, pode haver uma segunda frustração, pois apesar das perspectivas acenadas no início do processo, o que se vive no dia-a-dia, muitas vezes não corresponde aos anseios de inovação, autonomia, agilidade e possibilidade de fazer algo diferente. Muitos acabam encastelados em subáreas de sub-departamentos, muito distante dos cenários de decisões estratégicas altamente impactantes nos resultados dos negócios.

Por tradição cultural o brasileiro entende que empresas multinacionais, são melhores que as nacionais, que empresas de grande porte darão mais garantias e estabilidade além do status social e familiar. Mesmo que o cenário empresarial nacional tenha evoluído e conquistado projeção internacional, ainda há uma supervalorização do que é de fora.

Aos que não conseguiram ingressar nessas fabulosas fábricas de futuros líderes e gestores, acaba sobrando obter emprego em outras organizações, menores, familiares e geralmente sem o status que ofereceriam as maiores e melhores para se trabalhar.

Não há muitos incentivos, no período da graduação, para o empreendedorismo e a fala corrente é de que empreender no Brasil é tarefa difícil por conta das taxas tributárias, encargos sociais e trabalhistas. De fato, há muito pouco incentivo para o futuro empreendedor.

Ainda há enraizado no coletivo social que empreender é a falta de ter conseguido um lugar melhor para se estar. O empreendedor não é visto como agente de mudança na economia, mas quase como falha na obtenção de um lugar digno para se trabalhar. O brasileiro empreende motivado pelo desemprego, pela falta de reconhecimento na empresa onde trabalha ou pela baixa remuneração, não exatamente por ter algum projeto em que acredite e que planeje estrategicamente para iniciar suas atividades. É preciso mudar essa ideia. Peter Druker afirma que empreendedores são aqueles que aproveitam as oportunidades para criar as mudanças.

O momento é propício para isso. Há possibilidades de realizar negócios em praticamente todos os segmentos. É fato. A economia projeta possibilidades otimistas de crescimentos de até 6% ao ano. Bom sinal, porém, também um alerta.  Pode faltar mão-de-obra qualificada.

Há também, o mito de que não existem políticas de financiamento ao empreendedorismo no Brasil, mas existem e, por vezes o dinheiro destinado sobra por falta de bons projetos. O SEBRAE oferece apoio à inovação e incentivo aos pequenos e micro-empresários através de diversos programas tais como: Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas (SBRT), Clínicas Tecnológicas, Via Design, Projeto de Extensão Industrial Exportadora (PEIEX), Programa do Alimento Seguro (PAS) e Tecnologias Industriais Básicas (TIB), entre outros. (mais informações disponíveis no Blog Faça Diferente SEBRAE).

Os movimentos de terceirização e “Business Partner” favorecem o trabalho conjunto a grandes empresas. Desta forma há gravitação de inúmeras empresas parceiras e prestadoras de serviços de menor porte atuando como facilitadoras da realização dos serviços de grandes organizações. Mais uma chance para enxergar nas pequenas e médias empresas oportunidade para contribuir com o processo de inovação das grandes organizações e perspectivas de crescimento pessoal e profissional.

Artigo original em http://www.hsm.com.br/blog/2011/02/revista-especial-brasil-presenca-na-gestao-que-da-certo/#comments

Classes C e D não querem ser como os “ricos”

Sexta-feira, Fevereiro 4th, 2011

Entender a liguagem do consumidor é importante para o eficaz treinamento da equipe.

Muitos gestores, exigem resultados mas não oferecem subisídios para a equipe poder atingir o público alvo desejado.

A matéria ilustra essa situação.

Boa leitura,

Um abraço,

Adriana Gomes

 

Supor que esse público quer imitar as classes mais altas é um dos grandes erros das empresas

São Paulo – “As classes C e D não são um setor do mercado. Elas são o mercado”. É essa a primeira ideia que as empresas precisam compreender, de acordo com o sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles. Para chegar a esse público, não basta apenas considerar que ele é uma fonte de dinheiro, mas é necessário ver também que ele tem o maior potencial para fazer as empresas lucrarem. Segundo Meirelles, as classes mais baixas representam 80% do mercado consumidor e são as classes A e B que tem se segmentado cada vez mais. Mas lidar com a “massa” ainda é mistério para muitas companhias, seja porque os estereótipos atrapalham as estratégias, seja por mera falta de conhecimento.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Data Popular, divulgada recentemente, revelou que 70% das empresas admitem ter preconceito com as classes C e D e só 20% se consideram preparadas para atingir esse público. A coordenadora acadêmica do Núcleo de Gestão de Pessoas da ESPM, Adriana Gomes, afirma que, para superar qualquer possível preconceito, os executivos – principalmente os mais focados em resultados – devem olhar para os números significativos que esse público pode representar no faturamento.

Olho no olho

Para os executivos mais resistentes, a professora recomenda a busca por mais informações sobre essas pessoas, para quebrar os estereótipos. “A partir do momento em que se define a estratégia de vender para essas classes, a empresa precisa ter um programa de desenvolvimento, mudar a cultura. É necessário conhecer esse público, ver seus interesses, sonhos, o que fazem e, então, repassar isso para toda a equipe”, afirma.

Esse acompanhamento de que Adriana fala deve ser entendido de forma literal: ir às comunidades mais pobres, subir favelas, acompanhar famílias de baixa renda no dia-a-dia e, se possível, até se hospedar na casa de uma. “Muitos executivos vêem essa experiência de conhecer as classes mais baixas como se fosse um safári, como holandeses indo conhecer a favela”, conta Renato Meirelles.

Ele afirma que essa sensação de estranhamento diante de uma realidade tão comum é o fato de que muitos executivos não são humildes, se acham o centro do mundo. Pensamento que acaba dando origem a um dos grandes erros das empresas ao criar produtos para a baixa renda. “Os executivos acham que todo pobre quer ser como eles e acham que, se fizerem um produto igual ao da classe A, os da classe C vão comprar. Não é assim. Eles querem ser ricos, mas não querem ser como os ricos”, afirma.

Outro erro exemplar causado pelos estereótipos e falta de conhecimento é o de achar que só o preço baixo importa na hora da compra. Essa crença cai por terra assim que os executivos vêem mais de perto a rotina, os costumes, necessidades e prioridades desses consumidores.

Adaptação

Além do contato contínuo com esse público, Meirelles reforça a importância da teoria no processo de mudança de cultura dentro da empresa para abraçar as classes C e D. Não se pode esquecer de promover cursos, seminários, workshops, pesquisas e consultoria para que os executivos compreendam que há outras formas de ver o mundo e, assim, saibam como tornar seus produtos mais atrativos para essas pessoas.

Apesar do ritmo ainda lento, o sócio-diretor do Data Popular acredita que a tendência das empresas é se adaptar a esse novo público-alvo. “Os executivos estão começando a enxergar e aproveitar as oportunidades de inovação, com processos de co-criação com os moradores dessas classes. O mercado está sendo obrigado a fazer isso.”, diz.

Por Luciana Carvalho, de Exame.com  | 20/01/2011 17:22

O que escrever no currículo para atrair o recrutador

Quarta-feira, Fevereiro 2nd, 2011

 

O que escrever no CurriculoEsse é um tema recorrente em meus artigos_ Currículo. Por mais que haja informações em execesso na Web, o grande drama é colocar em palavras, de maneira direta e objetiva, levando-se em conta o objetivo e as demandas do mercado, aquilo que se sabe fazer.

Foram muitas as ocasiões em que falei sobre as dificuldades para se elaborar um bom currículo. Um clássico do meu site é o famoso artigo: Curriculo: Quem é você? – disponível no site na seção Dicas http://www.vidaecarreira.com.br/dicas_abr05.htm

O artigo abaixo só reforça a idéia do estratégico. Porém o estratégico tem suas variações individuais.

Vale a pena ler o artigo abaixo e o do site para ajudar nesse árduo trabalho!

As dicas estão à mão, só falta colocar em prática.

Sucesso!!

Adriana Gomes

Destacar a formação e a experiência profissional é mais eficaz que utilizar chavões como espírito de equipe e foco em resultados.

Por Rômulo Martins

Na ânsia por fisgar o recrutador grande parte dos profissionais recorre a expressões que viraram clichês no mundo corporativo. O Linkedin, rede de relacionamento profissional, divulgou recentemente os 10 termos mais utilizados nos perfis dos brasileiros em 2010. São eles: dinâmico, ampla experiência, inovador, motivado, proativo, focado em resultados, empreendedor, trabalho em equipe, multitarefado, valor agregado.

Para o especialista em carreira Lindsey Pollak, “expressões como ‘ampla experiência’ e ‘experiência comprovada’ podem parecer vazias para um empregador potencial e prejudicar mais do que ajudar um perfil ou currículo”. Segundo ele, “o melhor é destacar anos de experiência, conquistas e resultados, como um aumento significativo nas vendas.”

Matilde Berna, diretora de transição e gestão de carreiras da Right Management, afirma que um currículo, para chamar a atenção do selecionador, deve exibir a história profissional de maneira estratégica. “O importante não é a quantidade de informações, mas as informações estratégicas.”

Seria irrelevante para o diretor de uma empresa, por exemplo, destacar experiências de estágio. “A informação deve ser coerente ao contexto profissional. É fundamental informar no currículo os resultados obtidos ao longo da carreira”, diz Matilde.

Na visão de Giuliana Hyppolito, consultora de recursos humanos da DMRH, na busca por uma vaga de emprego vale mencionar características pessoais valorizadas pelo mercado, mesmo que este não seja o principal foco do currículo. Segundo ela, o dado pode ser útil tanto para o candidato como para o selecionador. “Um profissional que diz ser dinâmico não vai querer trabalhar em uma empresa monótona.”

Giuliana destaca que os interesses ou as competências comportamentais do candidato devem ser descritas em um campo específico. No entanto, a consultora salienta que a informação é opcional. Ela ressalta que o indivíduo deve conhecer bem suas habilidades antes de expô-las no currículo. “O candidato deve exibir as competências descritas no documento durante a entrevista de emprego. Vender uma falsa imagem é um risco.”

Meio Digital

Os sites de emprego e as redes sociais têm se mostrado ferramentas efetivas e facilitadoras na busca por emprego, atesta Giuliana. De acordo com ela, a internet é o primeiro canal utilizado pelas empresas para comunicar suas vagas. “Mas é preciso expor o conteúdo com cautela para não prejudicar a imagem profissional”, adverte.

“Tudo o que surge no mercado como uma modernidade deve ser rapidamente incorporado pelo profissional. A internet tem ajudado muito as pessoas a ampliarem o network”, destaca Matilde Berna, da Right Management.

Fonte: Empregos – www.empregos.com.br

Como se ajudar e obter ajuda durante a carreira profissional

Segunda-feira, Novembro 8th, 2010

Autor do Livro, Fui Promovido e agora, ecreveu este texto exclusivamente para os leitores do nosso blog. Nele Ruban, dá dicas preciosas sobre como conduzir sua carreira.  Aproveitem a leitura.

Um abraço,

Adriana Gomes

 Está indo para onde?

Quem não sabe para onde quer ir não pode ser ajudado!

Se acreditar nessa máxima, já estará dando um passo importante para alavancar sua carreira profissional, afinal, ninguém chega muito longe sem ajuda nos dias atuais.

No meu livro “Fui Promovido! E Agora?” utilizei o diálogo entre Alice e o Gato (Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll) para exemplificar esse conceito:

O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”, diz Alice
     “Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.
     “Não me importo muito para onde…”, retrucou Alice.
     “Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.

Portanto, a primeira dica é que a maior ajuda que poderá obter virá de você mesmo.

A outra dica é afastar-se das crenças inúteis ou que lhe afastarão de suas metas pessoais.

Existem algumas crenças muito inapropriadas para quem quer  maximizar as chances de obter sucesso profissional. Essas crenças podem atrapalhar mais do que ajudar. Vejamos três delas:

  • Sucesso é o mesmo que ocupar cargos cada vez mais elevados na empresa.

Nem sempre. Claro que isso pode ser verdade para alguns, mas lembre-se que a definição de sucesso deve ser estabelecida por você. Não caia na tentação de definir sucesso com base nas expectativas de sua família, amigos, colegas, seu chefe, etc.

Não deixe que lhe digam o que significa sucesso no seu caso.

O que lhe tornaria realizado e feliz profissionalmente?

 O que está buscando, além de salários e benefícios cada vez melhores?

Pode ser muito difícil avaliar uma proposta de promoção, onde haja uma mudança radical de área, se você não souber qual o seu destino. Por exemplo, se pretende se tornar o melhor técnico em sua área, talvez não seja boa idéia aceitar uma promoção para uma função gerencial. Esse tipo de posicionamento deve, entretanto, ser muito claro e seu líder deve compreender os fatores motivacionais que embasam sua decisão.

Onde se imagina daqui uns 10, 15, 20 anos? Esse exercício não é fácil, mas se conseguir definir sucesso em longo prazo, de forma verdadeira, terá dado um grande passo, pois saberá para onde quer ir…

Se souber qual o destino, como quando planeja uma  viagem, poderá ser ajudado, poderá buscar ajuda. Poderá estabelecer metas intermediárias ( seus pontos de controle no mapa…)  e “medir” o avanço rumo aos seus objetivos maiores.

  • Sucesso no passado é forte garantia de sucesso no futuro.

Nem sempre. As empresas não são um ambiente necessariamente justo.

Ao atingir uma meta intermediária, poderá sentir que o reconhecimento que vivencia não é proporcional ao esforço para ter chegado até esse ponto. Poderá até mesmo não sentir reconhecimento algum, afinal, ao ser promovido, em poucos minutos – sim, provavelmente durante a própria reunião com seu líder onde estaria sendo comunicado da promoção- receberá a lista de expectativas para sua nova posição.

O que tiver feito no passado ficará guardado lá mesmo, no arquivo morto de sua carreira. Não poderá ser utilizado para compensar fracassos futuros. Certamente todos nós queremos que o sucesso de nosso passado seja uma referência para o presente, como nosso cartão de visitas, servindo de instrumento motivador em nossa vida profissional, mas isso não será uma garantia de sucesso no futuro.

Quer realmente se ajudar, pergunte-se “para que foi promovido”. Não caia na tentação de perguntar por que. Ao perguntarpor que” estaria buscando razões, explicações para sua promoção, que em nada lhe ajudariam no novo cargo. Ao perguntar-se para que foi promovido, estará definindo as verdadeiras expectativas que a empresa coloca sobre você. Claro que é muito útil perguntar isso ao seu líder, mas não deixe de avaliar, com seus próprios meios, o que mais poderia fazer para ajudar a empresa em suas metas estratégicas de curto, médio e longo prazos.

  • Será reconhecido pelo seu conhecimento, suas competências e esforço pessoal.

Nem sempre. O seu esforço, suas competências e conhecimento são muito importantes, se forem utilizados como os meios para obter os resultados esperados.

Será, na maioria das vezes, julgado pelo resultado.

Como disse Vince Lombardi, um legendário treinador de futebol americano:

”Alguns de nós faremos nossos trabalhos bem e alguns não, mas seremos julgados por apenas uma coisa: o resultado.”

Lembre-se ainda que a ajuda que necessita para crescer profissionalmente poderá vir tanto de seu superior, colegas, amigos, profissionais, cursos, livros como também dos seus liderados. Quanto melhor for seu time e quanto melhor for sua competência para orientá-los corretamente sobre as metas prioritárias, melhor será a chance de crescimento profissional para eles e para você. Trabalhe para torná-los seus aliados e não apenas liderados.

Desenvolva aliados também entre seus pares, superiores, clientes e fornecedores. Parece difícil, mas trata-se apenas de se doar um pouco, de ser integro e justo sempre, de não tentar tirar vantagem pessoal nunca, de não tirar proveito das fragilidades dos outros…  Trata-se de investir tempo ensinando o que sabe aos que se beneficiarão disso, mesmo que não veja o retorno imediato. Trata-se de ser humilde para aprender, estudar, perguntar, abrir-se para mudanças. Os aliados estarão lá para defendê-lo quando precisar.

Finalmente, desenvolva a capacidade de se comunicar bem. Não acredito em grandes líderes que se comunicam mal.

Boa carreira.

 

(*) Roberto Ruban

(*) Engenheiro Químico pela Escola de Engenharia Mauá, em 1978 e Engenheiro  da Qualidade certificado pela American Society for Quality Control (ASQC) e pela Associação Brasileira de Controle da Qualidade (ABCQ). Com cursos de extensão no IMD (Suiça), Insead ( França) e Universidade de Toronto ( Canadá). Atualmente ocupa o cargo de Diretor de Contas Globais da Divisão Seara do Grupo Marfrig. Autor do livro : “Fui Promovido! E Agora?  Como Turbinar e Acelerar seu Autodesenvolvimento Profissional”.

Vantagens do trabalho no exterior

Sexta-feira, Novembro 5th, 2010

Sim, há vantagens na experiência internacional. Meu alerta diz respeito ao grau de expectativa na ocasião do regresso ao Brasil. Não é só a vivência internacional que conta, é preciso desenvolver competências técnicas e comportamentais, mas é um investimento interessante pensando, além do desenvolvimento do idioma, na aquisição de cultura internacional.

Um abraço,

Adriana Gomes

Programas, voltados especialmente a universitários, garantem vivência multicultural, impulsionando a carreira

Quando percebeu que precisava aprimorar seu inglês, mas que seu orçamento não seria suficiente para arcar com os custos de uma viagem de estudo, Marcelo Barbarulo Borgheresi decidiu apostar em um programa de trabalho no exterior, também conhecido como Work&Travel. Depois de avaliar algumas alternativas, Borgheresi, que na época cursava o terceiro ano de Engenharia Civil, embarcou para Lutsen, no estado americano de Minnesota. “Contratei uma agência que dá suporte e já acerta o acordo de trabalho. Fui para um hotel estação de ski com garantia de, no mínimo, 30 horas semanais de trabalho”, conta o engenheiro.

  Pouco depois de chegar, em dezembro de 2003, Borgheresi buscou outras atividades e chegou a ter três empregos. “No hotel eu atuava em serviços gerais. Além disso, consegui uma vaga no restaurante e na lavanderia. Trabalhava cerca de 15 horas por dia”, afirma. Com tanto esforço, ele conseguiu recuperar o valor investido na viagem, comprar algumas coisas e ainda voltar para casa com reserva. “Quem trabalha as 30 horas semanais consegue cobrir os custos da viagem”, diz.

O que Borgheresi trouxe de mais valioso foi a experiência de quatro meses de trabalho em um outro país, relacionando-se com pessoas de diversas nacionalidades. “É possível aprender a dinâmica da empresa e ver como as pessoas se organizam no dia a dia”, afirma.

Para a coordenadora acadêmica da área de pessoas e da pós-graduação da ESPM, Adriana Gomes, o mercado, cada vez mais, busca esse profissional flexível, com a mente aberta e capacidade de adaptação. “Há demandas por profissionais multiculturais, já que o mercado hoje é global”, diz. A possibilidade de desenvolver a capacidade de lidar com diversas culturas e com situações novas é um dos grandes benefícios desse tipo de programa. “Essa modalidade permite um contato mais intenso com a cultura, pois possibilita entender o ritmo de trabalho, as crenças etc”, afirma. Na opinião de Adriana, quanto mais cedo o jovem tiver uma experiência dessa – considerando a idade mínima de 18 anos na maioria dos casos – melhor. “As empresas gostam de contratar os jovens para que eles se desenvolvam na companhia. E a vivência no exterior conta pontos.” No mundo A vivência de trabalho no exterior, além de aperfeiçoar o idioma e permitir o contato com outras culturais, ajuda a ampliar o nivel de independência do jovem.

 ”Ele aprende a resolver diversas situações e a administrar seu dinheiro”, diz Fabricio Valverde, diretor da regional São Paulo da agência World Study. Ele explica que a maioria das oportunidade de emprego é para atividades mais operacionais. “Muitos dos jovens têm dificuldades com a língua, por isso se dedicam a funções que exigem menos interação”, afirma. Entre os locais mais procurados, segundo Valverde, estão Canadá, Austrália e Irlanda. “No Canadá o jovem pode ficar até um ano e o custo é atraente”, afirma.

De acordo com o diretor, um programa de Work & Travel custa em média US$ 2,5 mil para três meses nos Estados Unidos, incluindo documentação, colocação no emprego, passagem aérea e consultoria da World Travel. O valor para o Canadá, que inclui documentação e assessoria do parceiro da World Study é, aproximadamente, US$ 2,8 mil para um ano. A acomodação, cobrada à parte, pode ser encontrada após a chegada do profissional.

 Como cada país tem suas regras para esse programa, o melhor é decidir para onde pretende ir e avaliar cuidadosamente as condições.

IG CARREIRAS

 Roberta Gonçalves, iG São Paulo | 29/10/2010 05:50

http://economia.ig.com.br/carreiras/vantagens+do+trabalho+no+exterior/n1237814327085.html Replicado em MS Noticias http://noticias.meu-site.net/index.php/2010/10/vantagens-do-trabalho-no-exterior/70134/

Qual o momento certo de procurar novo emprego?

Terça-feira, Outubro 26th, 2010


O melhor momento para se procurar emprego é enquanto você ainda está empregado. Porém, há alguns cuidados, entre eles ser profissional até o último minuto de empresa.  

É possível buscar o que é melhor para você a ainda manter boas referências profissionais. 

Boa leitura,  

Adriana Gomes 

Se estiver empregado, tome alguns cuidados se decidir dar novo rumo à sua carreira
 

Ter coragem de dar novos rumos para a carreira é sempre importante para o profissional, e aquela velha afirmação de que o melhor momento para procurar um novo emprego é quando está empregado continua valendo. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados para que esse momento de transição aconteça de forma estruturada e sem impactos negativos.

“O primeiro ponto, talvez o mais importante, é não descuidar da produtividade na empresa atual. Não é certo voltar todas as atenções para as buscas de um novo emprego e deixar cair a produtividade na função que exerce. É importante ter isso muito claro e saber separar as coisas”, aponta Adriana Gomes, professora do Núcleo de Estudos de Gestão de Pessoas da ESPM.

Para Adriana, quando o profissional começa a procurar um novo emprego, geralmente, já está desmotivado com a atividade ou com a empresa, daí a necessidade de um cuidado ainda maior para não deixar a desejar no fechamento deste ciclo na organização. “Não pode descuidar do desempenho, para sair da empresa deixando as portas abertas, com bom relacionamento e referências profissionais”, aconselha.

Outro aspecto importante é levantado por Priscila de Azevedo Costa Martins, coordenadora da Veris Carreiras – do Grupo Ibmec Educacional – a divulgação da disponibilidade para o mercado. Ela explica que o networking é, sim, relevante para conseguir novas oportunidades na carreira, no entanto, é preciso cautela e discernimento para saber como utilizá-lo. “Temos de pensar que numa rede de contatos conhecemos uma pessoa, que conhece alguém, que conhece outro, que pode conhecer nosso chefe. Então, todo cuidado é pouco. Saber como falar e com quem falar deve ser uma preocupação do profissional neste momento de transição”, diz Priscila.

Entrevistas 

As consequências de envio de currículos e exposição para o mercado são entrevistas de emprego. Natural que elas comecem a surgir a partir do momento em que o profissional se apresenta disponível ou interessado em novas oportunidades. Mais um aspecto delicado. Sair no meio do expediente para fazer entrevistas não é uma boa opção. Inventar mentiras, consultas médicas ou coisas do tipo, também não é aconselhável.

“Tente negociar para o horário de almoço, antes ou após o expediente. Normalmente as consultorias já estão acostumadas com essa negociação, elas sabem que a pessoa está trabalhando e não pode sair no meio do horário de trabalho”, alerta Priscila. “Isso acaba sendo bem visto, porque transparece que é um profissional que se compromete com a empresa e que não vai sair e deixar ninguém na mão”, completa.

Segundo Adriana, essa possibilidade de negociação sempre existe, basta que o candidato se posicione e deixe claro o compromisso que ainda tem de cumprir com empresa atual. “O profissional tem de mostrar para a organização que está interessada nele que vai agir com profissionalismo até o último minuto. Que da mesma forma que não faria isso na empresa em que vir a trabalhar, não fará na atual”. A professora afirma que os entrevistadores costumam valorizar atitudes como essa.

leilão

Decidiu que quer um novo emprego? Ótimo, mas não faça da sua carreira ou de seu passe um leilão. “Ser convidado para uma entrevista e chegar no gestor ameaçando, definitivamente, não é a escolha certa: fui convidado para fazer uma entrevista e a vaga paga mais, você quer fazer uma contraproposta para eu ficar?”, exemplifica Priscila. Situações assim acontecem mais do que imaginamos.

Esse leilão pode custar muito caro para o profissional. “Caso esteja avaliando outra proposta, a pessoa tem de ser ética, e mais, ela pode muito bem receber um convite para fazer uma entrevista e não ser escolhida para a vaga, aí mais um motivo para não entrar num jogo com a empresa atual”, garante Adriana.

Veja mais dicas das especialistas

Cuidado com quem comenta sobre o seu interesse em mudar de emprego e saiba a melhor forma de falar isso. Evite falar com colaboradores da mesma empresa.

Nunca use e-mail ou telefones corporativos nos dados para contato dispostos no currículo. Use informações pessoais.

Sempre tente negociar o horário das entrevistas e evite ao máximo sair no meio do expediente para tratar desses assuntos.

Não deixe a sua produtividade cair, mantenha uma imagem positiva na empresa.

Cumpra as suas responsabilidades até o último dia na empresa, seja ético e profissional.

Nunca fale mal da empresa ou gestor atual. 

O LIBERAL (PA) • PODER • 25/10/2010

 

Beleza e poder

Sexta-feira, Outubro 22nd, 2010

Não há como negar, vivemos numa sociedade de imagens. A aparência é uma forma de se apresentar ao mundo.

A matéria apresenta uma pesquisa que: afirma quem é belo ganha mais, ou tem mais vantagens.

Minha opinião é clara, pode até ajudar mas não resolve sem estar aliada à competência.

Boa leitura.

Um abraço,

Adriana Gomes

Até que ponto o visual de uma presidente influi no sucesso de sua empresa? Algumas líderes revelam o que enfrentam pelo fato de serem bonitas

Uma das obras-primas de Vinicius de Moraes é um poema chamado Receita de mulher. O primeiro verso diz: “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” Há quem enxergue na frase cunhada pelo poetinha uma certa dose de machismo, mas, no mundo corporativo, ela tem se tornado decisiva. Executivas em cargos elevados e de beleza indiscutivelmente fora do comum parecem saber disso muito bem. E nenhuma nega que capricha em cada detalhe de seu visual para comparecer de modo atraente às reuniões nas quais representa sua empresa. Em outras palavras, elas vão vestidas para vender.

 O cliente duvidou que Mônica Ferro fosse a dona da empresa O capricho delas é, na verdade, um complexo conjunto de escolhas que inclui roupas, penteado, maquiagem, postura, perfume, gestos, linguagem e muito mais. Isso, queiram elas ou não, vai despertar os sentidos de cada um dos presentes às reuniões. E a expectativa, sem sombra de dúvida, é de que todo esse cuidado as ajude a atingir as metas de suas companhias.

 Nessa discussão, que é quase um tabu entre as executivas, não há um consenso. Patrícia Gaia, 43 anos, a presidente do grupo Armani no Brasil, tem certeza absoluta de que, no setor em que trabalha, o da moda e do luxo, a aparência é, sim, fundamental. “A beleza ajuda muito, sim. Não no fechamento de um negócio, mas ajuda”, afirma ela. Já a empresária Gisela Mac Laren, 42 anos, presidente do estaleiro Mac Laren Oil, empresa com faturamento de US$ 50 milhões, tem uma visão oposta. “Beleza é algo que desprezo”, diz, com uma voz ríspida, para deixar claro que não quer ter essa imagem associada à sua empresa.

O fato é que, independentemente da crença de cada uma, a aparência tem um papel importante tanto para o bem como para o mal. “A beleza tem, sim, influência”, diz à DINHEIRO o economista americano Daniel Hamermesh, professor da universidade do Texas e da universidade de Maastrich, na Holanda. Patrícia Gaia não tem dúvida: no mundo dos negócios, beleza ajuda Ele estuda isso há décadas e publicou seu primeiro trabalho sobre o assunto especialmente para o governo americano.

 A pesquisa contou com a ajuda de um grupo, formado por quatro pessoas, que classificou as fotos de 4.400 recém-formados de uma faculdade de direito em cinco categorias que iam do feio ao belíssimo. Periodicamente, esses ex-alunos informavam seu nível salarial à faculdade e, a partir dessa base, foi possível determinar uma forte correlação entre beleza e rendimentos. “Esse fato já está cientificamente comprovado: gente bonita ganha melhor.

O que estamos estudando, agora, é como isso está ocorrendo em diferentes profissões e o que produz esses efeitos.” Se por um lado pode abrir portas, por outro a beleza cria situações constrangedoras. É o que relata Mônica Ferro, 43 anos, dona da loja de iluminação Wall Lamps, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Bonita e dona de um negócio que este ano pode faturar R$ 12 milhões, Mônica já apareceu em várias reportagens. Em uma delas, foi fotografada de saia. Pouco tempo depois, foi procurada por um cliente que disse ter lido o texto e pedia uma reunião. “Eu o atendi junto com outra pessoa e, minutos depois, concluí que ele não estava totalmente interessado nos produtos”, conta ela, rindo. “Pelo teor da conversa, notei que aquilo não ia terminar num negócio. Mesmo assim, continuei a reunião, mas houve uma hora em que ele não resistiu e falou ‘mas a senhora tem umas pernas…’ e continuou a conversa. Curiosamente, nesse dia eu usava calça comprida. Se perceber assédio, Renata de Abreu diz que interrompe qualquer negociação Eu, polidamente, agradeci, e felizmente ele nunca mais voltou. Mas essas coisas são assim: os homens jogam. Se colar, colou”, completa.

Para não ter de enfrentar essas situações, a dona da Kapeh Cosméticos, Vanessa Vilela, 32 anos, toma certos cuidados no seu dia a dia de executiva. O primeiro é vestir-se com discrição: decotes sempre abreviados, às vezes uma echarpe no pescoço, tailleurs e calça comprida de corte social. Outro recurso: sempre que possível, leva sua sócia e o marido dessa sócia para as reuniões. “Um homem que tenha quase ultrapassado os limites dos assuntos comerciais comigo deve ter sido muito sutil. Em geral, são muito bem-comportados e educados”, diz Vanessa.

Para reforçar sua blindagem ao assédio, ela deixa claro que o assunto tratado é exclusivamente aquele que motivou a reunião. “O objetivo de nossas pautas é sempre atingir as metas de qualidade e vendas da Kapeh, que este ano deve faturar R$ 1 milhão”, diz Vanessa. A dona da rede Spa Mais Vida, a ex- triatleta Renata de Abreu, 32 anos, uma loira de 1,79 m de altura, nunca se sentiu assediada: “Acho que até pela minha postura, pela minha maneira discreta de vestir, pela seriedade nas conversas”, conta. Mas ela sabe que corre esse risco. “Acho que dei sorte”, diz. E sabe como se desvencilhar de uma brincadeira de mau gosto. “Se isso acontecer, não acho que será difícil contornar. É o caso de interromper a reunião na mesma hora, pedir licença, desconversar, adiar tudo”, completa. Por precaução, Vanessa Vilela costuma ir sempre acompanhada às reuniões.

Pode parecer mero detalhe, mas a questão da beleza feminina no universo executivo, predominantemente tomado por homens, ajuda a forjar o comportamento de algumas empresárias. Gisela Mac Laren, que desde 2000 comanda o Estaleiro Mac Laren Oil, de Niterói, é uma delas. Considerada a “diva” do setor naval brasileiro, é igualmente bonita e discreta, mas quem a conhece das reuniões de negócios sabe que nem de longe sua imagem deve ser associada a falta de conhecimento do setor naval ou a fragilidade. Para deixar claro qual é sua posição, ela age com firmeza nas negociações e é conhecida por seu aperto de mão ao estilo “quebra ossos”, como descreve um empresário dessa área.

Com o tom de voz beirando a rispidez, ela afirma que sua beleza não é vantagem alguma. Mas, evidentemente, sabe o poder que a aparência tem sobre os interlocutores. Tanto é que, como atua em um setor machista, criou algumas regras de conduta dentro da sua empresa. Sempre vestida com terninhos pretos da marca americana Theory, ela instituiu tanto a cor preta quanto as roupas discretas como obrigatórias para todas as mulheres da empresa. No estaleiro Mac Laren, as mulheres se vestem como Gisela, a presidente: o preto é obrigatório Em poucas palavras, Gisela não quer nenhuma ousadia. Apesar disso, não abre mão de detalhes pessoais, como maquiagem, joias reluzentes e tilintantes e, às vezes, um toque do Sensuelle, da Chanel. “Não acho que a beleza traga qualquer vantagem nos negócios nem para quem trabalha”, diz a empresária. “A elegância, a vestimenta, o comportamento, a qualidade da comunicação, o respeito, isso sim.

 Tudo isso ajuda a compor a imagem pública de cada pessoa”, completa. Uma funcionária como a porto-riquenha Debrahlee Lorenzana, que até agosto do ano passado trabalhava numa agência do Citibank, em Nova York, dificilmente teria espaço na empresa de Gisela. A voluptuosa moça usava roupas curtas no ambiente de trabalho. Seus trajes incluíam decotes generosos para valorizar um busto tamanho 46, construído com duas cirurgias plásticas, e curvas realçadas por duas lipoaspirações. Foi demitida sem explicações e, por isso, abriu um processo contra o banco. O verdadeiro motivo, alega seu advogado, foi o “ambiente de trabalho hostil criado por causa do seu estilo de vestir”.

O caso de Debrahlee reflete o outro lado da moeda: entre os efeitos que a boa aparência de uma executiva pode provocar está a incredulidade de certos homens na competência delas. Debrahlee Lorenzana exagerou nos atrativos e perdeu o emprego no Citi Vanessa Vilela, da Kapeh, já viu um cliente quase virar as costas por não a reconhecer, num evento, como a dona da empresa. “Ele queria mais informações sobre os produtos e pediu para falar com alguém ‘superior’, embora eu já estivesse ali”, conta.

A situação é idêntica à enfrentada por Mônica Ferro em uma reunião com um arquiteto: “Ele achou que eu era um bibelô, que estava na reunião só de enfeite, e disse à minha vendedora que queria falar com alguém mais graduado. Bem, aí eu tive de dizer quem eu era. Na hora ele abaixou a cabeça e ficou bem sem-graça”, comenta. “Em certos casos, acho que os homens querem passar por cima da gente”, diz. A consultora de etiqueta e comportamento Cláudia Matarazzo faz questão de salientar que, num primeiro momento, a beleza ou a ausência dela são cruciais. “Você leva apenas 20 segundos para formar sua impressão sobre uma pessoa. Dentro dessa impressão, a imagem representa 60%. Depois, vem o tom de voz, com mais uns 30%. Nos 10% que faltam está o restante dos aspectos”, diz a consultora. “E, quando essa primeira impressão é boa, pode até mascarar qualidades ruins da pessoa.” Mas não por muito tempo. De acordo com Patrícia Gaia, da Armani, o resultado pode ser desastroso. “Uma pessoa que não seja bonita e também não seja capacitada é perdoada. Mas uma pessoa bonita e não capacitada é considerada uma ‘boba’”, afirma.

É mais ou menos o que pensa a psicóloga Adriana Gomes, coordenadora de pós-graduação da faculdade ESPM, de São Paulo. “A beleza não permeia a decisão. Pode ser um facilitador no início das negociações, mas não no seu final. E a competência da pessoa deve ser consistente”, afirma.

 Renata de Abreu, do Spa Mais Vida, sabe disso e usa sua aparência como um cartão de visita. “Como vendo, tenho de ser o exemplo”, admite. “Do mesmo modo, ninguém iria se animar com um personal trainer fora do peso.” Ela tem resultados para mostrar: este ano, seus spas vão faturar R$ 6 milhões, em sete endereços, e até 2012 ela deve abrir outras 27 filiais. “É inegável que a beleza de uma mulher influencia o mundo do trabalho.

Não quer dizer que essa beleza torne as coisas mais fáceis. Mas a verdade é que aspectos subjetivos como esse têm um peso muito maior do que os executivos gostariam de reconhecer”, garante o consultor Boanerges Freire, da Boanerges & Cia. “Todos falam de objetividade nos negócios e nas reuniões, mas as relações comerciais acontecem entre as pessoas. Somos influenciados por aspectos subjetivos.” O cirurgião plástico Alexandre Senra, de São Paulo, que diariamente atende executivos de ambos os sexos, revela quanto essa questão aflige as pessoas.

Uma de suas pacientes, executiva bonita que se aproximava dos 40 anos, resolveu investir numa plástica para defender sua posição na empresa. “Ela estava em uma companhia que iria ser absorvida por outra. Pelo que me contou, ela corria o risco de ser demitida por causa da idade assim que isso acontecesse”, diz Senra. Afinal de contas, profissionais mais jovens estavam a caminho. “O que a moça fez: veio ao meu consultório e optou por uma plástica. Até onde eu sei, depois da fusão ela continuou na equipe, não foi dispensada”, afirma. 

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O outro lado: cinco pecados dos entrevistadores

Quarta-feira, Agosto 25th, 2010

*Adriana Gomes entrevista trabalho

Sempre há expectativas de que os profissionais de cada área sejam bons naquilo a que se propõem fazer. Há mais de 20 anos trabalhando na área de RH, entretanto, sempre ouço queixas sobre a atitude de entrevistadores. As queixas e comentários de frustrações com entrevistas de trabalho são constantes e vão das consultorias especializadas aos departamentos de recrutamento e seleção das empresas, desde os níveis iniciantes até os altos executivos envolvidos no processo.

Entrevistar é, sem dúvida, uma competência pouco desenvolvida pelas organizações. Não há muito investimento para o desenvolvimento dessa ferramenta de trabalho, pois se imagina que seja uma conversa e que com algumas perguntas já seja possível identificar as principais características de uma determinada pessoa. Engano!

Entrevistar requer prática, treinamento da escuta, atenção aos detalhes, observação atenta, concentração e preparo. Uma entrevista bem feita pode economizar tempo no final do processo, mas ela não é rápida. Claro que entendo a pressão pelas demandas, porém, é importante não negligenciar a parte mais nobre do processo. O contato pessoal traz ao entrevistador dezenas de informações que certamente contribuirão para a confirmação, ou não, do que foi obtido pelo currículo e testes pré-entrevista. Assim, o entrevistador não pode se esquecer da responsabilidade que está em suas mãos.

Selecionar profissionais adequados para as vagas é estratégico. Custa caro para as empresas contratar o profissional errado. Causa frustração para o contratante e para o contratado. Ingressar em uma empresa por erro na seleção representa prejuízos financeiros, perda de tempo inestimável para o profissional e para a empresa. Ao contrário, processos bem conduzidos, com entrevistas bem realizadas, quando o contratante e, consequentemente, o entrevistador têm clareza das competências desejadas para o bom desempenho da função, visão e conhecimento do negócio e da área, favorecem os melhores resultados.

Listei alguns que considero os principais pecados dos entrevistadores:

1. Não compreender o perfil da vaga: erro comum. O entrevistador é a ponta do processo, precisa ser proativo e questionar o solicitante sobre as expectativas do cargo e da pessoa. Geralmente a solicitação tende a ser breve, quando não é feita eletronicamente. Quando há uma reunião para isso, costuma ser travada em nível subjetivo e o entrevistador tende a “achar” que está entendendo o que está sendo solicitado. Aí começam os ruídos de comunicação.

2. Não se preparar para a entrevista: imprescindível ler o currículo do candidato atentamente. Parece óbvio, mas nem sempre é isso o que acontece. Muitos contam com a capacidade de improvisação e com a previsível pergunta: “me fale sobre sua experiência profissional”. Porém o candidato percebe quando seu currículo foi lido pela qualidade das perguntas e muitas vezes pelas expressões do entrevistador de surpresa ou frustração, por exemplo, ao mencionar uma informação que já consta no currículo.

3. Arrogância: Muitos entrevistadores se acham donos e senhores das vagas; assim, todo aquele que se apresenta para essa “autoridade” deve submeter-se aos seus desejos. Horas de espera, mudanças de datas de última hora sem justificativa plausível, olhar de superioridade, pouca ou nenhuma empatia e criação de clima de terror na entrevista. Esse tipo de atitude desperta no entrevistado reação de defesa e pouca ou nenhuma atitude contributiva, mesmo que ele precise e deseje aquela posição. Com esse comportamento, consciente ou não por parte do entrevistador, ele corre o severo risco de não obter o melhor dos candidatos em processo de entrevista.

4. Perguntas pouco estruturadas ou indutivas: Apesar do modelo de seleção por competências ser uma forte tendência, ainda há muitos profissionais da área que não se utilizam desse modelo — que se baseia em obter informações das experiências passadas dos candidatos. Fazer perguntas indutivas do tipo: “Você acredita que trabalhar sobre pressão, atualmente, seja importante?” pode enviesar a qualidade da resposta. Algumas perguntas hipotéticas também são questionáveis do tipo “o que faria se encontrasse uma caixa no seu caminho?” não é lenda. Essa pergunta aconteceu. Qual o objetivo da pergunta? O que você quer efetivamente saber? É importante para avaliar o candidato? Uma boa entrevista é resultado de ótimas perguntas.

5. Evite preconceitos: Mais do que qualquer outro profissional, o selecionador deve evitar a todo custo os rótulos e prejulgamentos. Há profissionais que se formaram em áreas diferentes daquelas tradicionais requisitadas pelo solicitante e que são ótimos profissionais, que desejam fortemente mudar de área e o profissional da área de seleção deve ser aquele que consegue perceber além do óbvio, além das aparências, e isso só será possível quando se libertar dos crivos e do convencional. Uma das características mais desejáveis nas organizações de ponta é ter em seu time pessoas multifacetadas, com interesses diversos e com grande capacidade de adaptação e flexibilidade. Se quem seleciona pensa dentro da caixa, como identificar esses profissionais?

*Adriana Gomes é coordenadora acadêmica de Pessoas da pós-graduação da ESPM, coordenadora do ESPM Carreiras e diretora do site http://www.vidaecarreira.com.br, psicóloga, mestra em Psicologia, consultora sênior de RH, orientadora de carreira, além de palestrante autora do livro “Mudança de carreira e transformação da identidade”, editora LCTE.

Dez tendências que revolucionarão os modelos de trabalho

Terça-feira, Agosto 10th, 2010

Artigo interessante sugestivo. Mais mudanças no mundo do trabalho, algumas delas já em prática. O cuidado fica, em minha opinião está no item 10 da lista Caem barreiras entre vida profissional e pessoal. Não é uma questão nova, mas saber administrar essa situação será fundamental para a saúde, física e mental. 

Boa leitura,

Um abraço,

Adriana Gomes87020

 

 A consultoria Gartner elabora lista com as questões que mudarão a forma como as empresas atuam e que devem impactar diretamente a TI

O mundo do trabalho já sofreu alterações profundas nos últimos 20 anos, graças às tecnologias e à evolução das práticas de gestão. E, de acordo com a consultoria Gartner, mudanças ainda maioires estão por vir nos próximos dez anos, quando questões como a falta de rotina e a hiperconectividade afetarão diretamente o mercado e as empresas. Para a Gartner, um dos principais pontos de mudança será o fato de que as organizações terão menos rotinas. Até 2015, a consultoria projeta que 40% ou mais das corporações trabalharão dessa forma, contra menos de 25% neste ano.

Além disso, as pessoas dependerão cada vez mais do trabalho em equipe, o que exigirá tecnologias que garantam a comunicação e a interação entre as pessoas. Para ajudar as companhias a prever cenários futuros e se preparar para novos ambientes de trabalho, a Gartner listou as dez grandes mudanças para os próximos anos, que impactarão diretamente na TI.

 1 – Valorização do trabalho que depende da interação humana O principal valor das pessoas estará na capacidade de realizar processos que fujam da rotina. As contribuições humanas que resultem em descobertas e inovações estão incluídas nessa categoria. O foco do uso da tecnologia, nesse caso, deve ser muito bem direcionado para estimular uma integração e interação entre os profissionais para estimular ideias e discussões.

2 – Grupos de trabalho A Gartner prevê também uma disseminação dos trabalhos em grupo para atacar, de forma rápida, problemas específicos e difícil solução. Segundo a consultoria, esse formato de trabalho será muito mais valorizado e premiado que as ações individuais. Além disso, tende a mudar o atual forma do trabalho em equipe, já que dependerá de pessoas de diversas áreas da organização.

 3 – Relacionamento em cadeia Com a adesão aos modelos de trabalho em grupo, os profissionais têm de lidar melhor com as relações em cadeia. Assim, as pessoas precisam explorar o networking (rede de contatos) para buscar os indivíduos mais adequados para resolver problemas e buscar alternativas. Essa postura é crucial para o sucesso das iniciativas em grupo e para o consequente resultado para os negócios.

4 – Equipes externas A organização não tem controle sobre alguns grupos informais externos de pessoas que podem ter impacto direto no sucesso ou no fracasso da empresa. Esses grupos estão ligados por interesses comuns, incidentes específicos, entre outras razões. Os executivos mais habilidosos sabem conviver com um ecossistema de negócios fora do controle da companhia, com seu poder de influência. Esse poder depende do entendimento sobre o potencial coletivo e da identificação das pessoas-chave nos grupos informais, já que é fundamental reunir inteligência de marketing por meio desses grupos. Igualmente importante é descobrir como usar os grupos para definir segmentos de mercado, produtos e diversas estratégias de negócios.

 5 – Processos informais As empresas precisam detectar todo tipo de processo que foge da rotina, mas que contribui para a tomada de decisões. Segundo a Gartner, essas ações informais tendem a ganhar cada vez mais força no longo prazo. E a única forma das organizações se prepararem para isso é criar rascunhos com os principais modelos de processos.

6 – Trabalho espontâneo Outro conceito incluído na descrição do novo ambiente das empresas é o trabalho espontâneo, o qual não depende de processos ou de funções específicas. A consultoria prevê que boa parte dos projetos tende a nascer a partir desse tipo de iniciativa não programada.

7 – Simulação e experimentação A imersão em ambientes simulados, similares aos que puderam ser visto no filme Minority Report, substituirá a extensa análise de células em planilhas. O ambiente simulado será construído a partir de tecnologias que consigam identificar como reunir elementos baseados na forma como as pessoas interagem com o conteúdo. As pessoas, por sua vez, têm a possibilidade de manipular uma série de parâmetros para reformular o mundo virtual.

 8 – Sensibilidade a novos padrões O mundo dos negócios está ficando mais volátil e já não admite uma postura linear, na qual as experiências passadas baseiam modelos futuros. A tendência é de um mercado cada vez menos previsível, razão pela qual algumas organizações já criam grupos especificamente para detectar padrões emergentes, avaliar essas tendências e desenvolver cenários sobre a influência das grandes mudanças e como explorá-las.

 9 – Hiperconectividade O caráter hiperconectado já está presente na maioria das organizações, que abrangem redes em cima de redes, sobre as quais é difícil manter controle. Com esse cenário, haverá cada vez mais misturas entre relações formais e informais nas relações corporativas, impactando an forma como as pessoas trabalham e na função do departamento de TI, que deve estar preparado para apoiar e aumentar as conexões.

 10 – Caem barreiras entre vida profissional e pessoal O local de trabalho é cada vez mais virtual e os encontros de negócios acontecem entre pessoas que mal se conhecem. Mas o funcionário ainda terá seu local físico de trabalho, mesmo que seja em casa. Com isso, a tendência de muitos é que as linhas que separam vida pessoal, profissional, social e familiar desapareçam. Cada indivíduo precisa gerenciar a complexidade criada por demandas que se sobrepõem. Quem não souber administrar essa situação pode ter o desempenho comprometido, pois acabará se deparando com o excesso de informação.

Redação da Computerworld Publicada em 05 de agosto de 2010 às 08h15

Entrevista comO matemático Marshall Goldsmith, que há 30 anos treina executivos

Terça-feira, Agosto 3rd, 2010

VOCE S/A – O Seu portal de gestao de carreira.

Administrar um time de estrelas requer habilidade, cuidado e sensibilidade por parte dos gestores

Segunda-feira, Junho 21st, 2010

Por Márcio Jardim

 Desde que anunciou a escalação da seleção brasileira, o técnico Dunga tem sido alvo de críticas. O motivo: falta de craques na equipe. Dunga deixou de fora os atacantes Adriano, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Ganso e Neymar, todos reconhecidos por seu brilho raro em campo e alguns pela indisciplina decorrente de certo excesso de estrelismo. As motivações do técnico para excluí-los são um mistério, mas a escolha de profissionais especialmente talentosos, seguros de seu valor e com comportamentos controversos pode ser um desafio para diversas corporações. Afinal, administrar talentos fora de série, motivá-los e enquadrá-los em trabalhos de equipe requer habilidade, cuidado e sensibilidade por parte dos gestores.

 O diretor de Recursos Humanos da Google para América Latina, Deli Matsuo, conhece bem a realidade de administrar profissionais brilhantes. A Google é uma empresa que só contrata colaboradores com formação de primeira linha, altamente capazes e com um perfil extremamente realizador. Para mantê-los, portanto, precisa oferecer condições de trabalho condizentes com seus talentos, perspectivas de crescimento e uma série de outros benefícios que suportem as exigências desses profissionais. “Administrar um time de estrelas é como namorar uma garota linda: é preciso fazer de tudo para agradá-la”, resume.

 A afirmação é delicada, mas a diferença é que a namorada é apenas uma e a Google tem 250 colaboradores no Brasil e 23 mil no mundo. Haja paixão! Mas é isso mesmo o que se precisa. Matsuo diz que os gestores precisam ter um amor incondicional por suas equipes, perceber o que cada membro necessita e procurar atender ao máximo seus desejos. “Quando uma empresa tem profissionais de peso, a organização precisa suportar esse grupo, ela tem que saber dar oportunidades e propor desafios interessantes, atrair a participação e oferecer benefícios adequados para cada um”, afirma.

 Segundo Matsuo, o gestor tem a responsabilidade de saber o que os profissionais almejam para se sentirem felizes e o RH precisa dar apoio para ações que visem a proporcionar essa felicidade. É por isso que ele defende a existência de Departamentos de RH adequados aos objetivos da corporação. “Se a empresa tem um profissional de RH para cada 500 colaboradores, não dá para atender bem.”

 Durante o Congresso de RH promovido pela Febraban, no dia 25 de maio, ele comentou, ainda, que embora a geração Y, dos nascidos depois dos anos 1990, seja caracterizada por sua avidez por uma ascensão rápida na carreira, salários e promoções não são os únicos instrumentos de motivação. “Tem gente que quer ser promovido, mas há outros que gostariam de ter experiências internacionais, outros preferem ter mais qualidade de vida e querem horários flexíveis para administrarem melhor seu tempo e há, ainda, os que não querem mudar de cargo porque sabem que deixariam de realizar as tarefas técnicas que desenvolvem”, observa. Para ele, o importante é compreender essas dinâmicas.

 Exigências excessivas

 1909adriana032Um RH atento aos desejos dos colaboradores é positivo, o problema é quando os profissionais adotam comportamentos excessivamente exigentes, infantis e até megalomaníacos na empresa por acreditarem que podem ou sabem mais dos que os colegas. A psicóloga Adriana Rodrigues Gomes, da consultoria Vida e Carreira, adverte que esse tipo de atitude é condenada pelos gestores, ainda que a capacidade técnica do profissional seja excelente. “As acompanhias já perceberam que, no médio prazo, colaboradores com essa característica sempre trazem problemas”, comenta. Adriana observa que hoje em dia executivos com habilidades no relacionamento interpessoal são muito mais bem vistos no mercado de trabalho, eventualmente até mais do que outros com melhores qualidades técnicas e humor indomável.

 A psicóloga analisa, ainda, que a egotrip de alguns profissionais, inclusive os que assumem cargos mais elevados, pode estar relacionada com mecanismos de defesa contra críticas. “Adotar uma postura de distanciamento e até agressividade com os demais colegas é uma forma de ficar à margem de contestações”, observa. No entanto, o preço de jamais ser criticado é a solidão e o excesso de tarefas, uma vez que a tendência dos demais colegas é evitar aquele profissional arrogante e cheio de si. “Quando o comportamento da pessoa não é aceito pela maioria, a tendência é de que seus companheiros de trabalho deixem de ser solícitos e não dividam as tarefas”, analisa.

O conselho de Adriana é que as pessoas estejam atentas a seus comportamentos porque muitas vezes as estrelas sequer percebem que são desagradáveis e acabam provocando desgastes que poderiam ser evitado.

Canal RH VR 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pós-graduação: qual o melhor caminho para mim?

Terça-feira, Junho 8th, 2010

Uma dúvida muito comum entre os profissionais em relação ao Planejamento da Carreira, está relacionada à continuidade dos estudos. Conhecer as caracteristicas e vantagens de cada um deles é fundamental para fazer uma boa escolha, em termos de aplicabilidade, tempo e investimento financeiro. O artigo de Simão Vieira, é bem útil nesse sentido.

Um abraço,

Adriana Gomes42-20458541

 

Terminar um curso superior já não é mais garantia de competitividade no mercado de trabalho. Está cada vez mais comum a exigência de pelo menos uma pós-graduação, principalmente em empresas de grande porte e alguns setores da administração pública.

Além disso, do ponto de vista da remuneração, pós-graduados recebem, em média, 66% a mais que os graduados. Escolher o tipo de pós-graduação a fazer nem sempre é fácil. Mas essa decisão, indiscutivelmente, deve ser tomada levando em consideração os planos e metas a serem traçados do ponto de vista profissional. Por isso, antes de decidir pela especialização, mestrado ou MBA, é bom ter alguma noção do que quer ser. “Sem dúvida a opção profissional é o principal determinante e, portanto, deve estar definida antes mesmo de se escolher o curso de pós-graduação”, afirma Celina Ramalho, professora de planejamento e análise econômica da FGV-SP.

Os cursos de pós-graduação se dividem em duas vertentes principais, que têm, também, suas subdivisões. Grosso modo, na categoria stricto sensu, estão os mestrados e doutorados, voltados, principalmente, para a Academia, embora alguns profissionais de outras áreas busquem essas alternativas para formação continuada.

Já as especializações e MBAs se encaixam na definição lato sensu, que têm foco no mercado de trabalho, e são procurados por quem pretende seguir carreira em empresas. “Os cursos lato senso levam à formação do aluno uma visão mais abrangente das empresas em que atuam e dos seus processos”, afirma Ramalho. A professora complementa: “Já o profissional (recém-formado) que pretende desenvolver-se academicamente deve buscar a seleção em um programa de mestrado”. Com as crescentes exigências do mercado por formação continuada dos seus profissionais, é recomendado estar em constante atualização e melhoramento.

A ideia é nunca parar, cursar outras especializações, participar de eventos na área etc. “Esta modalidade (a educação continuada), a mais moderna, é aplicada esperando-se que o profissional nunca pare de estudar e assim esteja sistematicamente e ininterruptamente se atualizando das novas aplicações de conceitos e tecnologias em seu meio profissional”, afirma Ramalho. Por outro lado, a professor não aconselha que o profissional curse mais de uma pós-graduação ao mesmo tempo. “Conciliar duas ao mesmo tempo não se recomenda, grosso modo, até pela necessidade de gestão do tempo a ser dedicado às atividades requeridas em qualquer um dos programas de pós-graduação”, afirma.

 Veja abaixo qual tipo de pós-graduação melhor se encaixa no seu perfil.

Mestrado Acadêmico Para quem pretende fazer carreira dentro da Academia, como professor e/ou pesquisador, o mestrado stricto sensu ou Acadêmico é a melhor opção. O tempo para conclusão desse tipo de curso é, em média, de 2 anos, com duração mínima de um e máxima de 4. Em instituições privadas, o investimento pode chegar a R$ 1500,00, mas a maioria dos mestrados é oferecida gratuitamente por universidades públicas, com preenchimento de vagas através de seleção.

 Mestrado Profissional Também stricto sensu, esse tipo de mestrado tem foco no melhoramento profissional, com prioridade no mercado de trabalho. Com a mesma validade do mestrado acadêmico, confere ao formado o título de mestre e dá-lhe aptidão para ensinar em universidades, também.

Doutorado Embora indicado, principalmente, para professores e pesquisadores com mestrado que já atuam no setor, algumas universidades permitem o ingresso de não mestres. Mas, via de regra, é uma opção para quem está na carreira acadêmica e se dedica a uma área de conhecimento muito específica. A duração é, em média, de 4 anos, apesar de a exigência mínima do Ministério da Educação ser de 1 ano.

 Especialização Pós-graduação lato sensu, especializa o profissional em uma área do conhecimento. Muito comum, esse tipo de pós é indicado tanto para profissionais que procuram aprofundar-se no setor em que atuam quanto para aqueles que querem um rumo diferente do dado à graduação. A duração mínima para a especialização é de 360 horas, e é importante ficar atento às muito curtas, pois podem não ser reconhecidas pela Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – órgão do Ministério da Educação responsável pela regulamentação da pós-graduação no Brasil.

MBA – Master in Business Administration (Mestre em Administração de Negócios) Também do tipo lato sensu, o MBA é, como já diz o próprio nome, voltado para a gestão de negócios, com aprofundamento em disciplinas como administração, marketing e economia. Embora na designação haja o termo Master, o MBA não é equivalente a um mestrado. A duração segue a mesma regra das especializações. O curso é voltado para quem trabalha ou quer trabalhar em empresas, independente de serem públicas ou privadas.

Por Simão Vieira, www.administradores.com.br

Falta de mão-de-obra qualificada atinge 2/3 dos empregadores no Brasil, diz pesquisa

Segunda-feira, Maio 31st, 2010

Quase dois terços dos empregadores brasileiros encontram dificuldades de encontrar pessoas qualificadas para preencher cargos disponíveis, segundo indica uma pesquisa realizada pela consultoria internacional de recursos humanos Manpower.

Segundo a pesquisa, que ouviu mais de 35 mil empre87002gadores em 36 países, a escassez de mão-de-obra qualificada no Brasil só não é maior do que a no Japão.  Entre os empresários brasileiros, 64% disseram ter dificuldades para preencher suas vagas com profissionais qualificados. No Japão, esse percentual foi de 76%. Na média dos 36 países pesquisados, 31% dos empregadores disseram ter dificuldades em encontrar profissionais qualificados.

A crise econômica mundial a partir de 2008 ajudou a reduzir o problema na maioria dos países. Em 2006, a média de empregadores que não conseguia encontrar profissionais qualificados em quantidade suficiente era de 40% nos países pesquisados.

Nos Estados Unidos, esse percentual caiu de 44% para 14% entre 2006 e 2010. Na Irlanda, país com menor escassez declarada de mão-de-obra qualificada, com 4%, tinha 32% em 2006. Na Grã-Bretanha, o percentual caiu de 42% em 2006 para 9% em 2010. A Espanha, outro país fortemente atingido pela crise, teve o percentual reduzido de 57% em 2006 para 15% neste ano.

Em movimento inverso, muitos países em desenvolvimento, que foram menos atingidos pela crise mundial, viram a escassez de mão-de-obra qualificada aumentar.

Na Argentina, 41% dos empregadores diziam ter dificuldade de preencher seus cargos com gente qualificada em 2007, primeiro ano em que o país aparece na pesquisa. Neste ano, esse percentual aumentou para 53%.

Na China, o percentual era de 24% em 2006, caiu para 15% em 2008, mas subiu a 40% em 2010. Na Índia, houve um aumento menos acentuado: de 13% em 2006 para 16%, depois de chegar a 20% em 2009

21/5/2010 – (Fonte: BBC Brasil.com)