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A importância de manter o networking ativo

Quarta-feira, Julho 21st, 2010

 Nunca as redes de relacionamento foram tão movimentadas, acessadas, comentadas e até estudadas, porém, ninguém ensina como desenvolver e cuidar das redes de contato. Isso costuma ser feito intuitivamente. Ouve-se apenas o conselho, “desenvolva e ou cuida de sua rede de contatos”, porém, como fazr isso, adequadamente. A matéria a seguir, ajuda a levar luz sobre o tema. Meu posicionamento, equanto consultora de carreira está alinhado com o texto de Clarice Pereira*.  Um abraço,

Adriana Gomes995748___network__

 Quem pensa que contatar várias pessoas em redes sociais ou distribuir uma coleção de cartões corporativos são garantias para manter ativo seu networking, está enganado! Qualidade no relacionamento é melhor que quantidade no momento de montar sua rede de contatos.

Na atualidade, com mercado altamente competitivo, manter uma rede de relacionamento pode fazer a diferença no momento de procurar um emprego ou realizar novos negócios. Mas de nada adianta distribuir cartões de apresentação, ter muitos contatos virtuais, se você não mantém o vínculo com seu networking. “O principal objetivo de se relacionar com outras pessoas é a troca de conhecimento, informações e cooperação”, justifica a jornalista e especialista em marketing Clarice Pereira, da Link Portal da Comunicação. Para a profissional não é de bom grado procurar as pessoas apenas quando precisa de um favor. “Ao invés de passar uma imagem positiva, a atitude pode causar uma impressão contrária”, avalia. “Ganhar a confiança do outro leva tempo e investimento pessoal”, acredita. Por isso fica difícil cultivar um relacionamento verdadeiro com centenas e milhares de pessoas simultaneamente. Nesses casos, as relações serão superficiais e no momento necessário, esses contatos não se motivarão por sua causa.

A internet pode ser um meio de contato com novas pessoas, as redes sociais provam isso. Porém, se achar que adicionar simplesmente contatos sem nenhum critério aumenta seu poder de relacionar-se no mundo analógico, você pode sofrer alguma decepção. Fazer networking é mais que isso. Redes como Linkedin e Facebook podem ser úteis quando são bem utilizadas. Elas ajudam encontrar pessoas que tenham interesses parecidos e isto pode contribuir na troca de experiências.

A Web pulverizou o networking. Saber como utilizá-la a seu favor é fundamental para aprofundar, difundir, trocar conhecimentos e saber o que acontece na sua área. Mas, o contato on-line, com sua facilidade de uso, rapidez e instantaneidade, não pode substituir o convívio presencial.

Reuniões, palestras, cursos, eventos, conferências, atividades de lazer, entre outras formas de aproximação, continuam os melhores caminhos para se construir relacionamentos duradouros. “Mesmo com as vantagens que a internet nos trouxe, o contato pessoal é imprescindível”, afirma Clarice. “Devemos nos lembrar que as decisões são tomadas fora do ambiente virtual”, completa.

O networking é uma ferramenta, que se bem utilizada, pode trazer vários ganhos: oportunidade de trabalho, informações relevantes, divulgação do seu trabalho, ganhar novos clientes, enriquecimento pessoal, além de proporcionar novas oportunidades, seja nos negócios ou na vida pessoal.

Algumas dicas são essenciais para não cometer erros no momento de fazer seu marketing pessoal:

 • Planejar é fundamental;

• Defina uma área que lhe interesse;

• Monte uma lista das pessoas relacionadas ao assunto;

• Saiba quais os eventos que acontecem sobre o tema, e se possível, esteja presente;

• Faça o contato personalizado com cada um das pessoas;

• Estude o assunto para não cometer gafes;

• Tenha à mão seus cartões pessoais;

• Introduza conversas, troque ideias;

• Quando abordar uma determinada matéria, seja claro e natural;

• No caso de precisar de um favor, perceba se a pessoa entendeu suas intenções.

• Marque presença junto à sua rede de relacionamentos;

• Esteja aberto para novos contatos;

• Avalie se o novo contato vai lhe acrescentar algo, lembre-se que a relação é de troca.

• Não fale mal dos outros;

• Mantenha atualizada sua rede de relacionamentos.

 *Clarice Pereira é jornalista, formada pela USP – universidade de São Paulo e especialista em marketing, pela ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing. Atualmente comanda a Link Portal da Comunicação, assessoria de comunicação integrada, fundada há mais de dez anos. E-mail: linkcomunicacao@linkportal.com.br

Tempo de Escolher

Quinta-feira, Julho 1st, 2010

 

Ne87126ste artigo, Tom Coelho trata a questão das escolhas sob uma perspectiva bem interessante. Todos nós fazemos escolhas diáriamente, algumas com maior impacto em nossas vidas outras triviais. O que escolher e como fazemos nossas escolhas? Quais os critérios, crenças e valores por trás daquilo que efetivamente fazemos. Eis a questão

* por Tom Coelho

Muitos amigos leitores têm solicitado minha opinião acerca de qual rumo dar às suas carreiras. Alguns apreciam seu trabalho, mas não a empresa onde estão. Outros admiram a harmonia conquistada, mas não têm qualquer prazer no exercício de suas atividades. Uns recebem propostas para mudar de emprego, financeiramente desfavoráveis, porém desafiadoras. Outros têm diante de si um vasto leque de opções, muitas coisas por fazer, mas não conseguem abraçar a tudo.

 Todas estas pessoas têm algo em comum: a necessidade premente de escolhas. Lembro-me de Clarice Lispector: “Entre o sim e o não, só existe um caminho: escolher”.

 Acredito que quase todas as pessoas passam ao longo de sua trajetória pelo “dilema da virada”. Um momento especial em que uma decisão específica e irrevogável tem que ser tomada apenas porque a vida não pode continuar como está. Algumas pessoas passam por isso aos 15 anos, outras, aos 50. Algumas talvez nunca tomem esta decisão, e outras o façam várias vezes no decorrer de sua existência.

 Fazer escolhas implica renunciar a alguns desejos para viabilizar outros. Você troca segurança por desafio, dinheiro por satisfação, o pouco certo ao muito duvidoso. Assim, uma companhia que lhe oferece estabilidade com apatia pode dar lugar a uma dotada de instabilidade com ousadia. Analogamente, a aventura de uma vida de solteiro pode ceder espaço ao conforto de um casamento.

Prazer e Vocação

 Os anos ensinaram-me algumas lições. A primeira delas vem de Leonardo da Vinci que dizia: “A sabedoria da vida não está em fazer aquilo que se gosta, mas em gostar daquilo que se faz”. Sempre imaginei que fosse o contrário. Porém, refletindo, passei a compreender que quando estimamos aquilo que fazemos, podemos nos sentir completos, satisfeitos e plenos, ao passo que se apenas procurarmos fazer o que gostamos, sempre estaremos numa busca insaciável, porque o que gostamos hoje não será o mesmo que prezaremos amanhã.

 Todavia, é indiscutível a importância de alinhar o prazer às nossas aptidões. Encontrar o talento que reside dentro de cada um de nós ao que chamamos vocação. Oriunda do latim vocatione, e traduzida literalmente por “chamado”, simboliza uma espécie de predestinação imanente a cada pessoa, algo revestido de certa magia e divindade. Uma voz imaginária que soa latente, capaz de converter advogados em músicos, fazer engenheiros virarem suco. É um lugar no tempo e no espaço onde a felicidade tem sua morada.

 Escolhas são feitas com base em nossas preferências. E aí torno a recorrer à etimologia para descobrir que o verbo “preferir” vem do latim praeferere e significa “levar à frente”. Parece-me uma indicação clara de que nossas escolhas devem ser feitas com os olhos no futuro, no uso de nosso livre-arbítrio.

 O mundo corporativo nos reserva muitas armadilhas. Trocar de empresa ou mudar de atribuição, por exemplo, são convites permanentes. O problema de recusá-los é passar o resto da vida se perguntando: “O que teria acontecido se eu tivesse aceitado?”. Prefiro não carregar comigo o benefício da dúvida. Por isso, opto por assumir riscos calculados e seguir adiante. Somos livres para escolher, porém prisioneiros das consequências.

 Para aqueles insatisfeitos com seu ambiente de trabalho, uma alternativa à mudança de empresa é postular a melhoria do ambiente interno atual. Dialogar e apresentar propostas são um bom caminho. De nada adianta assumir uma postura defensiva e crítica. Lembre-se de que as pessoas não estão contra você, mas a favor delas.

 Por fim, combata a mediocridade em todas as suas vertentes. A mediocridade de trabalhos desconectados com sua vocação, de empresas que não lhe valorizam, de relacionamentos falidos. Sob este aspecto, como diria Tolstoi, “Não se pode ser bom pela metade”. Meias-palavras, meias-verdades, mentiras inteiras, meio caminho para o fim.

 Os gregos não escreviam obituários. Quando um homem morria, faziam uma pergunta: “Ele viveu com paixão?”.

 Qual seria a resposta para você?

 * Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br.