Archive for Maio, 2010

Falta de mão-de-obra qualificada atinge 2/3 dos empregadores no Brasil, diz pesquisa

Segunda-feira, Maio 31st, 2010

Quase dois terços dos empregadores brasileiros encontram dificuldades de encontrar pessoas qualificadas para preencher cargos disponíveis, segundo indica uma pesquisa realizada pela consultoria internacional de recursos humanos Manpower.

Segundo a pesquisa, que ouviu mais de 35 mil empre87002gadores em 36 países, a escassez de mão-de-obra qualificada no Brasil só não é maior do que a no Japão.  Entre os empresários brasileiros, 64% disseram ter dificuldades para preencher suas vagas com profissionais qualificados. No Japão, esse percentual foi de 76%. Na média dos 36 países pesquisados, 31% dos empregadores disseram ter dificuldades em encontrar profissionais qualificados.

A crise econômica mundial a partir de 2008 ajudou a reduzir o problema na maioria dos países. Em 2006, a média de empregadores que não conseguia encontrar profissionais qualificados em quantidade suficiente era de 40% nos países pesquisados.

Nos Estados Unidos, esse percentual caiu de 44% para 14% entre 2006 e 2010. Na Irlanda, país com menor escassez declarada de mão-de-obra qualificada, com 4%, tinha 32% em 2006. Na Grã-Bretanha, o percentual caiu de 42% em 2006 para 9% em 2010. A Espanha, outro país fortemente atingido pela crise, teve o percentual reduzido de 57% em 2006 para 15% neste ano.

Em movimento inverso, muitos países em desenvolvimento, que foram menos atingidos pela crise mundial, viram a escassez de mão-de-obra qualificada aumentar.

Na Argentina, 41% dos empregadores diziam ter dificuldade de preencher seus cargos com gente qualificada em 2007, primeiro ano em que o país aparece na pesquisa. Neste ano, esse percentual aumentou para 53%.

Na China, o percentual era de 24% em 2006, caiu para 15% em 2008, mas subiu a 40% em 2010. Na Índia, houve um aumento menos acentuado: de 13% em 2006 para 16%, depois de chegar a 20% em 2009

21/5/2010 – (Fonte: BBC Brasil.com)

O que é Consultor de Carreira

Quarta-feira, Maio 19th, 2010

A idéia de gerenciar a própria carreira é relativamente nova para os profissionais do nosso tempo. Até o final dos anos 80 o direcionamento das car1265657970TQBMB4reiras estava no controle das empresas, que tendo como objetivo o desenvolvimento organizacional, preparavam e encaminhavam os profissionais para as posições nas quais seriam mais úteis.

 As pessoas até então eram vistas como mais um ‘recurso’ para as empresas. Só mais tarde, quando empresas de vanguarda começam a inovar e transcender os velhos chavões de mercado, surpreendendo clientes e concorrentes, ficou evidente a importância de atrair e manter nas empresas um tipo de profissional mais autônomo, com atitude empreendedora, visão sistêmica do negócio e alta capacidade de relacionamento com os stakholders. Mais que um recurso, o profissional passou a ser visto e tratado como parceiro.

 Neste novo panorama as carreiras deixam de ser administradas exclusivamente pelas empresas e os profissionais começam a ser instigados a assumir a condução de sua trajetória profissional. O problema é que a maioria não foi preparada para fazê-lo, em nenhum momento de sua vida pessoal ou profissional.

Para os mais velhos, suas histórias nas corporações foram escritas sempre a partir das oportunidades oferecidas pela empresa. Seguir carreira sempre foi, para muitos, permanecer por uma vida inteira na mesma organização, não raro seguindo os passos de pais e avós.

 Se antigamente, a transição de carreira acontecia somente por ocasião da aposentadoria, hoje em dia são vários os momentos de mudança. Fusões, aquisições, reengenharias e downsizings são frequentes e, muitas vezes, frustram o seguimento das carreiras. São eventos críticos, que demandam grande capacidade de adaptação dos profissionais, para administrar as transições pelas quais passará dentro ou fora das empresas.

 Os profissionais mais novos, que já iniciaram a vida profissional em um mercado muito mais ágil e volátil, inclusive no que diz respeito à longevidade das empresas, aparentemente são mais desprendidos, mas quando questionados, admitem, em sua maioria, que não sabem como se planejar para o futuro, também não têm sido preparados para isso.

 A dificuldade, em qualquer das gerações, está em lidar com o desconhecido: uma carreira que nunca foi pensada, da qual o profissional ainda não se apropriou verdadeiramente. É neste cenário de complexidade que surge a figura do Consultor de Carreira, uma profissão contemporânea, alinhada às necessidades de um mercado em transformação.

O Consultor de Carreira é um especialista, que adquiriu conhecimento sobre o mercado de trabalho e tem competência para analisar carreiras, mas sobretudo desenvolveu sensibilidade para ouvir integralmente, sem julgar, a pessoa que está aconselhando e ajudá-la a reconhecer-se e organizar-se diante de sua história de vida e carreira.

Embora se encontrem muitos profissionais com formação em Psicologia, o Consultor de Carreira não é um terapeuta e grande parte de sua competência está em saber diferenciar e administrar corretamente seu papel. O Consultor de Carreira compreende que aconselhar não é interpretar a história do profissional que busca orientação, fazer inferências ou ditar regras, mas antes, espelhar o que ele está trazendo em seu discurso e apresentar dados da realidade, que serão balizadores de suas decisões.

 O Consultor de Carreira não faz ‘pelo cliente’, faz ‘com o cliente’. Ouve as demandas e propõe alternativas, que incluem informação, orientação, análise, dentro de uma metodologia que é norteadora, mas não diretiva.

 A base do trabalho está no vínculo que se estabelece entre o profissional e o Consultor, que atua como um facilitador do processo de auto-exploração e posicionamento do primeiro, diante de sua carreira e orienta seu planejamento a curto, médio e longo prazos.

Quando o objetivo do profissional é de curto prazo, como no caso de busca de recolocação no mercado de trabalho, acompanha-o ‘ombro-a-ombro’ na preparação para a busca solução de carreira adequada. Examina cuidadosamente o repertório do profissional, sua experiência, habilidades adquiridas e seus interesses e motivações e o apóia na definição dos objetivos de carreira. Em seguida, auxilia- o na análise das tendências e oportunidades do mercado e atua como coach, preparando-o para ações pragmáticas como a correta abordagem da rede de relacionamento e a apresentação em situações de entrevista de seleção. Da mesma forma, orientará o profissional na busca de alternativas de carreira como negócio próprio ou consultoria, dentre outras.

 Entretanto, jamais toma decisões pelo profissional. Tem flexibilidade suficiente para acolher as diferenças de pensar e agir de cada aconselhando e respeitar seu modo de ver e lidar com a realidade.

Sua missão é dar o apoio necessário ao profissional para que possa desenhar e trilhar o próprio caminho.

O texto da Sueli, não poderia ter sido mais fiél. Os negritos são de Adriana Gomes

Sueli Aznar  _ publicado originalmente em admnistradores.com.br