Mudar de carreira não é fácil, mas é possível
Junho 20th, 2011
O número de profissionais frustrados em relação à escolha profissional ou ao rumo que a carreira tomou é muito grande. Um estudo da HLCA Human Learning mostrou que 78% dos profissionais não estão felizes, depois de ouvir dez mil pessoas que têm entre 18 e 60 anos e trabalham em empresas de médio e grande porte de todo o país.O fato é que vivemos num mundo com mudanças muito aceleradas que, na maior parte das vezes, ocorrem sem passar pelo nosso crivo. O resultado dessa aceleração é que as pessoas passam a tratar a própria vida como se fosse um estabelecimento de “fast food”. Elas pedem o “combo da vez” e esperam receber tudo instantaneamente. A qualidade, claro, fica para segundo plano, mas a necessidade de alimentação rápida é suprida. No curto prazo, tudo bem, a opção parece boa. Se pensarmos no longo prazo, no entanto, essa equação fica perigosa para a saúde.
Muita gente que passa por isso sabe que é preciso mudar. Mas quantas pessoas estão efetivamente dispostas e investir o pouco tempo que sobra depois do trabalho para pensar e executar essa mudança?
Há anos venho me dedicando à orientação profissional e de carreira e confesso que fico frustrada quando vejo pessoas que iniciam um processo de mudança profissional – com um discurso intenso e verdadeiro – e abandonam esse projeto depois de três meses.
Mudar não é trabalho fácil nem agradável e, na maioria das vezes, leva mais tempo do que gostaríamos. Ele pode, sim, levar mais de seis meses porque é praticamente um processo de reconstrução da identidade. Afinal, estamos falando de orientações e ações que vão impactar em todas as esferas da vida por muito tempo.
Um passo de cada vez – Para começar um projeto desse tipo, é preciso pensar em autoconhecimento, em reconhecimento e apropriação da própria vida e dos processos de escolha pessoal.
Também é essecial pesquisar sobre as áreas de interesse. Não é concebível, nos dias de hoje, que alguém se contente com breves descrições em guias de estudante e internet, ainda mais quando já se sentiu o dissabor de uma escolha inadequada. É preciso ir mais fundo, fazer uma boa sondagem do mercado, conversar com profissionais, conhecer o local de trabalho, saber quais são os ossos do ofício. Todo ofício tem os seus.
Outro ponto essencial é entender que mudar de atividade profissional recai em questões financeiras. Toda mudança – seja de carreira ou uma simples troca de emprego – pode gerar perdas iniciais de remuneração. Além disso, muitas vezes é preciso investir na aquisição de novos conhecimentos, com cursos de extensão, pós-graduação ou até uma nova faculdade.
Perder para ganhar – Rever seu papel dentro do contexto social em que se está inserido é outro aspecto que ser levado em consideração. Quanto você está disposto a perder do seu “status” atual para correr o risco de fazer algo diferente? Vivemos numa sociedade em que alguns rótulos são extremamente valorizados. As pessoas se acostumam com as vantagens que títulos de Executivo, Gerente, Diretor, CEO`s, CFO´s, etc podem trazer. A mudança implica em abrir mão de algumas coisas para conseguir outras. Nem sempre isso é fácil. Nem sempre é rápido.
Há ainda as pressões sociais e familiares, algumas veladas, outras explicitas, que, direta ou indiretamente, acabam formatando nossas escolhas profissionais e pessoais. As auto-exigências em relação a conquistas de bens materiais e acúmulo financeiro, além de bem estar e qualidade de vida, também pensam.
Antes de partir para um processo de mudança, avalie se você tem o apoio de pessoas importantes e afetivamente comprometidas que incentivem sua decisão. Se a resposta for sim, converse com elas. Deixe claras as suas intenções e certifique-se de que entendeu os riscos envolvidos. Encontrar muitas resistências e dificuldades pode comprometer todos os outros aspectos do seu projeto e isso é muito sério.
Entre a insatisfação e a realização – Por tudo isso é que as questões relacionadas ao planejamento e mudança profissional e de carreira não são instantâneas, apesar de sermos pressionados por tempos curtos e resultados rápidos por todos os lados.
Refletir e planejar por alguns meses, de maneira consciente e sistemática, pode fazer toda a diferença entre continuar insatisfeito, sem perspectiva, até que chegue a aposentadoria quando se pensa “agora estou livre das obrigações e posso fazer o que quero”, ou tomar as rédeas da própria vida hoje e fazer valer seus projetos em todas as esferas o quanto antes.
Agora que você já tem uma idéia dos pontos que deve levar em consideração para programar sua jornada, mãos à obra. O momento é oportuno para iniciar novos projetos. Vamos lá?


Todo mundo está vivendo mais, isso é fato. Com o aumento da expectativa de vida, o tempo em que os aposentados vivem hoje é muito maior do que há alguns anos. E a tendência é continuar aumentando.

O novo sempre assusta. Basta lembrar situações como o primeiro encontro, o primeiro dia de aula, o primeiro dia de trabalho. O impacto e intensidade da emoção variam dependendo do momento de vida e do valor atribuído aos acontecimentos. Acredite: novidades e mudanças não são tão naturais para as pessoas quanto se imagina. A maioria busca no conhecido e na rotina o conforto necessário para apaziguar as angústias que as novidades e as mudanças trazem.






A grande maioria dos estudantes universitários não tem uma vasta experiência profissional para listar no currículo. É nessa hora que o trabalho voluntário pode ser boa opção para quem deseja se envolver com uma causa social e ainda ter um valioso aprendizado, tanto do ponto de vista pessoal quanto profissional.
Ana Luiza Jimenez
Quando consultamos uma vaga em um site de empregos ou outras fontes especializadas, grosso modo, deparamo-nos com os pré-requisitos técnicos exigidos pela empresa para concorrer à oportunidade. Mas uma vez ou outra você já deve ter observado também expressões do tipo “necessário trabalhar em equipe e sob pressão”. Quando não, os profissionais mais informados e perspicazes vão perceber, durante a fase presencial do processo seletivo, quais as características mais miradas pela organização para ocupar tal cargo.



