Mudar de carreira não é fácil, mas é possível

Junho 20th, 2011
O número de profissionais frustrados em relação à escolha profissional ou ao rumo que a carreira tomou é muito grande. Um estudo da HLCA Human Learning mostrou que 78% dos profissionais não estão felizes, depois de ouvir dez mil pessoas que têm entre 18 e 60 anos e trabalham em empresas de médio e grande porte de todo o país.

O fato é que vivemos num mundo com mudanças muito aceleradas que, na maior parte das vezes, ocorrem sem passar pelo nosso crivo. O resultado dessa aceleração é que as pessoas passam a tratar a própria vida como se fosse um estabelecimento de “fast food”. Elas pedem o “combo da vez” e esperam receber tudo instantaneamente. A qualidade, claro, fica para segundo plano, mas a necessidade de alimentação rápida é suprida. No curto prazo, tudo bem, a opção parece boa. Se pensarmos no longo prazo, no entanto, essa equação fica perigosa para a saúde.

Muita gente que passa por isso sabe que é preciso mudar. Mas quantas pessoas estão efetivamente dispostas e investir o pouco tempo que sobra depois do trabalho para pensar e executar essa mudança?

Há anos venho me dedicando à orientação profissional e de carreira e confesso que fico frustrada quando vejo pessoas que iniciam um processo de mudança profissional – com um discurso intenso e verdadeiro – e abandonam esse projeto depois de três meses.

Mudar não é trabalho fácil nem agradável e, na maioria das vezes, leva mais tempo do que gostaríamos. Ele pode, sim, levar mais de seis meses porque é praticamente um processo de reconstrução da identidade. Afinal, estamos falando de orientações e ações que vão impactar em todas as esferas da vida por muito tempo.

Um passo de cada vez – Para começar um projeto desse tipo, é preciso pensar em autoconhecimento, em reconhecimento e apropriação da própria vida e dos processos de escolha pessoal.

Também é essecial pesquisar sobre as áreas de interesse. Não é concebível, nos dias de hoje, que alguém se contente com breves descrições em guias de estudante e internet, ainda mais quando já se sentiu o dissabor de uma escolha inadequada. É preciso ir mais fundo, fazer uma boa sondagem do mercado, conversar com profissionais, conhecer o local de trabalho, saber quais são os ossos do ofício. Todo ofício tem os seus.

Outro ponto essencial é entender que mudar de atividade profissional recai em questões financeiras. Toda mudança – seja de carreira ou uma simples troca de emprego – pode gerar perdas iniciais de remuneração. Além disso, muitas vezes é preciso investir na aquisição de novos conhecimentos, com cursos de extensão, pós-graduação ou até uma nova faculdade.

Perder para ganhar – Rever seu papel dentro do contexto social em que se está inserido é outro aspecto que ser levado em consideração. Quanto você está disposto a perder do seu “status” atual para correr o risco de fazer algo diferente? Vivemos numa sociedade em que alguns rótulos são extremamente valorizados. As pessoas se acostumam com as vantagens que títulos de Executivo, Gerente, Diretor, CEO`s, CFO´s, etc podem trazer. A mudança implica em abrir mão de algumas coisas para conseguir outras. Nem sempre isso é fácil. Nem sempre é rápido.

Há ainda as pressões sociais e familiares, algumas veladas, outras explicitas,  que, direta ou indiretamente, acabam formatando nossas escolhas profissionais e pessoais. As auto-exigências em relação a conquistas de bens materiais e acúmulo financeiro, além de bem estar e qualidade de vida, também pensam.

Antes de partir para um processo de mudança, avalie se você tem o apoio de pessoas importantes e afetivamente comprometidas que incentivem sua decisão. Se a resposta for sim, converse com elas. Deixe claras as suas intenções e certifique-se de que entendeu os riscos envolvidos. Encontrar muitas resistências e dificuldades pode comprometer todos os outros aspectos do seu projeto e isso é muito sério.

Entre a insatisfação e a realização – Por tudo isso é que as questões relacionadas ao planejamento e mudança profissional e de carreira não são instantâneas, apesar de sermos pressionados por tempos curtos e resultados rápidos por todos os lados.

Refletir e planejar por alguns meses, de maneira consciente e sistemática, pode fazer toda a diferença entre continuar insatisfeito, sem perspectiva, até que chegue a aposentadoria quando se pensa “agora estou livre das obrigações e posso fazer o que quero”, ou tomar as rédeas da própria vida hoje e fazer valer seus projetos em todas as esferas o quanto antes.

Agora que você já tem uma idéia dos pontos que deve levar em consideração para programar sua jornada, mãos à obra. O momento é oportuno para iniciar novos projetos. Vamos lá?

Adriana Gomes
segunda-feira, 20 de junho de 2011
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A segunda carreira

Junho 17th, 2011

O tema da vida profissional na 3a. idade me agrada, apesar de perceber que as pessoas tem muita dificuldade em aceitar o evelecimento. Natural, afinal, imersos numa cultura que valoriza o novo e descarta o velho, nada parece mais natural do que tentar adiar o descarte pelo tempo que for possível. Mas, a verdade, é que não adianta dar uma de Doryan Grey, pois nosso retrato está envelhecendo esteja ele onde estiver . Melhor é tirar proveito da siyuação e vive-la plenamente.

O artigo de Edson Rodrigues segue amesma linha do meus racínio e compartilho com vocês.

Um abraço,

Adriana Gomes

Por Edson Rodriguez para o RH.com.br

Todo mundo está vivendo mais, isso é fato. Com o aumento da expectativa de vida, o tempo em que os aposentados vivem hoje é muito maior do que há alguns anos. E a tendência é continuar aumentando.

Já existe um mercado de lazer para a terceira idade e cada vez mais produtos e serviços são destinados a essa fatia da população, que não para de crescer em todo o mundo.

Ocorre que muitas pessoas aposentam-se com vigor, energia, capacidade de continuar produzindo, o que é extremamente salutar, pois os benefícios de um trabalho contínuo durante os anos de aposentadoria podem acrescentar mais de uma década na vida das pessoas.

Alguns estudos demonstram que homens e mulheres que continuam a trabalhar depois de aposentados têm mais chances de se manterem saudades e lúcidos. Aqueles que se mantiverem trabalhando após os 70 anos terão quase três vezes mais chances de estarem vivos aos 85 anos do que aqueles que pararem de trabalhar.

Foi-se o tempo em que a palavra aposentadoria designava o fim de uma vida produtiva. Pelo contrário, hoje é vista como um ponto de transição para uma nova fase da vida.

O trabalho ajuda os mais velhos a manterem suas mentes e seus corpos ativos, proporcionando interação social e encontrando assim um sentido para a vida, além de ser um momento muito interessante para o indivíduo dedicar-se àquilo que ele realmente gosta de fazer.

Entretanto poucos se preparam para esse momento, o que implica lidar tanto com as transformações da rotina diária quanto com a escolha de como ocupar o tempo que agora ficou disponível.

Para o autor do livro O Poder da Idade, Dr. Ken Dychtwald, esse momento ocorre entre os 50 e 70 anos, podendo, inclusive, ser uma época de grande frustração ou ansiedade entre os indivíduos, principalmente aqueles que trabalham em áreas ou atividades específicas onde não veem uma continuidade pós-aposentadoria. É a pergunta que se fazem, seja consciente ou inconscientemente: “O que eu vou fazer daqui pra frente?”.

Imaginemos alguém que trabalhou 35 anos em áreas fabris, desde aprendiz de oficial torneiro até chegar ao cargo de gerente de turno na aposentadoria. Aí, ele passou por um teste de perfil e descobriu que tem uma grande aptidão para áreas de comunicação e marketing, além de um gosto muito grande por viagens e novidades. Assim, com 55 anos, ele se decidiu por uma atividade como guia turístico, ou seja, lidar com pessoas. Essa é a sua nova carreira e com o vigor que ele ainda tem, provavelmente, poderá exercê-la por uns 15 anos ainda. É uma situação idealizada, mas que serve de modelo para aqueles que querem uma segunda carreira.

O planejamento para a aposentadoria, se e quando é exercido, geralmente se concentra em questões financeiras. A boa notícia é que muitas pessoas podem estar superestimando a quantidade de dinheiro que precisam, vários estudos mostram que as pessoas normalmente gastam muito menos com a idade.

De qualquer forma é extremamente válido fazer um planejamento financeiro onde os objetivos da vida possam ser definidos e programados devidamente, principalmente na segunda fase da carreira, onde se espera que o indivíduo trabalhe no que gosta e tenha mais tempo livre para isso.

Alguns conselhos úteis para você que está chegando aos 50 anos:

- Persiga suas paixões: do que você gosta realmente? Faça testes, descubra suas aptidões e o que você pode fazer que talvez nunca tenha feito.

- Experimente mais a natureza.

- Leia livros de assuntos diferentes e aumente seus horizontes.

- Viaje para lugares fora do circuito turístico.

- Siga uma religião, ou várias.

- Tenha muitos amigos.

- Cuide da sua saúde.

- Desfaça qualquer mal entendido entre amigos e parentes e, se valer a pena, resgate-os.

- Ouça música, vá ao teatro, ao cinema, divirta-se.

- Pratique sempre aquela frase na música do Frank Sinatra: “The best is yet to come”, ou seja, “O melhor ainda está por vir”… Sempre.

Edson Rodriguez
Edson Rodriguez é vice -presidente da Thomas International Brasil. É autor dos livros: Conseguindo Resultados Através de Pessoas; e Futebol para Executivos.

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Profissionais brasileiros agora querem atividades que tragam realização

Maio 2nd, 2011

 

Com o processo de mudança na pirâmide demográfica no Brasil, a permanência de profissionais no mercado de trabalho ganha novos sentidos. No lugar de buscar apenas um complemento de renda, os profissionais agora querem atividades que tragam realização. Autora do livro Mudança de carreira e transformação da identidade, a professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP) Adriana Gomes observa que as pessoas querem satisfação nas relações de trabalho. “Elas percebem, ao longo do tempo, que sua atividade não traz mais felicidade, mesmo que sejam bem remuneradas. Falta o aplauso interno. Aí, podem até mesmo adoecer e ficar deprimidas”, diz.

A professora do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em mercado de trabalho Débora Barem explica que, no momento da transição, as pessoas buscam liberdade. “O que mais incomoda é cumprir horário. Elas querem tempo livre para cuidar da vida. Desejam se sentir úteis sem serem constrangidas em suas atividades pessoais. A área de consultoria, por exemplo, é uma opção”, sugere. A seu ver, o trabalhador não deve pensar na mudança apenas perto da hora de se aposentar, mas planejar sua trajetória desde o momento em que sai da universidade.

Voo alto
De olho num mercado que se abre, Tânia Tiemi Komatsu, 44 anos, está cursando faculdade de administração a fim de ingressar no mercado de trabalho. “Eu me dedico aos livros em tempo integral. Quando terminar, quero atuar na minha área. Há emprego, mas falta gente capacitada”, sustenta. Após terminar o ensino médio, em 1986, ela fez vestibulares, mas não obteve sucesso. Morou no Japão, país de sua família, e trabalhou como operária. De volta ao Brasil, foi incentivada a retomar os estudos.

Colega de curso de Tânia, Paulo Henrique Ottoni Macedo, 45 anos, está no quinto semestre do curso. “O mercado exige o nível superior e estou me adequando”, justifica. Paulo ingressou no curso de psicologia em 1984, mas não o concluiu. “Agora (ao optar pela administração), notei a necessidade de estudar. Pretendo fazer ainda uma especialização. Depois, quero voar mais alto e conseguir um cargo de destaquena minha área.” 

 
Correio Brasiliense  ?  Publicação: 24/04/2011
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Planeje agora seu trabalho no futuro

Maio 2nd, 2011

 

A estudante de administração Tânia Komatsu tem 44 anos e quer atuar na área:  
A estudante de administração Tânia Komatsu tem 44 anos e quer atuar na área: “Falta gente capacitada”

Se Winston Churchill tivesse se aposentado aos 65 anos de idade, ele não teria se tornado o primeiro-ministro da Inglaterra em 1940 nem sido um dos ícones na vitória dos países aliados na Segunda Guerra Mundial. Diante do rápido processo de envelhecimento da população brasileira, hoje, se os profissionais quiserem aproveitar as oportunidades, eles deverão, a exemplo de Churchill, replanejar suas carreiras. Muito mais que estender sua temporada na vida ativa, eles terão a chance de escrever uma nova e bem-sucedida história.

No Brasil, em 2050, haverá 64 milhões de idosos (com mais de 65 anos), ante os atuais 19,6 milhões, uma mão de obra que será cada vez mais valiosa. Para especialistas em gestão de carreira, além de minimizar o rombo na Previdência Social — que apresenta um deficit anual da ordem de R$ 45 bilhões —, o alongamento do tempo do trabalho dos profissionais no país permitirá a eles desempenhar atividades que proporcionem mais prazer e qualidade de vida.

“Agora, a carreira não deve se encerrar entre os 55 e 60 anos de idade. Na faixa dos 45, por exemplo, eu posso começar a fomentar novos saltos ou rumos. Em função da maior expectativa de vida, nos países desenvolvidos as pessoas têm em mente a hipótese de continuar no mercado até os 70 anos”, afirma João Lins Pereira Filho, sócio responsável pela área de Consultoria de Recursos Humanos da PricewaterhouseCoopers Brasil (PwC).

Na avaliação do especialista, as possibilidades são infinitas. O trabalhador pode continuar no seu ramo de atividade, mudar completamente de área, aposentar-se e abrir um negócio ou ainda atuar em projetos sociais, entre outras opções. Em todos os casos, a regra de ouro é estar atento às mudanças em curso no país e no mundo, e se capacitar constantemente. A velocidade das inovações tecnológicas também impõe a necessidade de atualização.

Aos 58 anos de idade, o consultor comercial Agnelo Oliveira é um retrato do novo Brasil. Ainda sem pensar em pendurar as chuteiras, ele decidiu voltar para o banco da escola. “Concluí a faculdade de administração em 1981 e fiquei um bom tempo parado. Mesmo assim, no ano passado, consegui terminar minha pós-graduação em Organização e Gestão de Eventos”, conta. Para Agnelo, a tendência é que o mercado de trabalho acolha cada vez mais pessoas com idade superior a 45 anos. “Hoje em dia, a experiência também conta muito. Só que há mais competição”, argumenta.
Preconceito
Na opinião de Thaís Melo, sócia da empresa de Recursos Humanos Romancini Treinamento & Desenvolvimento, o preconceito ainda é uma das principais barreiras para a permanência dos profissionais maduros no mercado de trabalho. “É uma cultura que tende a mudar na medida em que essas pessoas se fizerem mais presentes nas companhias. Hoje, ainda há uma preferência pelos jovens. Mas esse grupo se tornará escasso ao longo do tempo”, prevê. Nos últimos cinco anos, a média da idade das pessoas que fazem cursos na Romancini passou da faixa de 20 a 25 anos para a de 30 a 35 anos.

Adriana Gomes, coordenadora do Centro de Carreiras da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP), considera que existe uma miopia em relação à “senhoridade” no mercado de trabalho. “As pessoas estão vivendo mais e é até leviandade achar que um profissional de 40 ou mais anos é velho para produzir. Mas a proposta, hoje, é que a educação seja contínua. Há muito tempo, apenas a graduação já não garante a qualificação de uma pessoa”, ressalta.

O sócio da PwC diz que as empresas não podem olhar o trabalho do futuro com os óculos do passado. Antes, grande parte das atividades exigia vigor físico. A partir de agora, tanto a atualidade quanto o futuro demandarão mais conhecimento do que força. E aí, diz Pereira Filho, entram as descobertas da neurociência e da psicologia. Trabalhadores mais experientes contarão com um bônus, por exemplo, para assumir cargos de chefia. “Apesar de o cérebro, a partir dos 40, começar a perder velocidade e capacidade de memória de curto prazo, ele mantém e até aprimora a capacidade de solução de problemas e o potencial criativo. Isso muda a lógica para se pensar em plano de carreira daqui para frente”, analisa.

Reinvente-se

Na hora de replanejar a carreira, o profissional deve tomar uma série de cuidados. Confira os passos importantes
 
Partida
Pense em quem você é, onde está e aonde quer chegar. O profissional
deve fazer um trabalho de autoconhecimento para identificar seus valores, crenças e elaborar um novo projeto de vida.

Mapeamento
Levante informações sobre o mercado em que deseja atuar. Conheça as empresas, quem trabalha nelas, quais são os salários, as demandas, as dificuldades e o perfil exigido do profissional no setor. A partir disso, identifique suas fragilidades e trabalhe para se tornar mais competitivo.

Metas
Trace um plano de ação. Defina o que é preciso a curto, a médio e a longo prazo para começar a trabalhar na área, o que inclui finanças, contatos e capacitação. A transição não é simples: demora cerca de dois anos (quando não exige uma nova graduação) e deve ser bem pensada.

Fonte: Adriana Gomes, coordenadora do Centro de Carreiras da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP) e consultora

Matéria de Cristiane Bonfanti

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2011/04/24/internas_economia,249288/planeje-agora-seu-trabalho-no-futuro.shtml

Publicação: 24/04/2011

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Planejamento não elimina o fator supresa

Abril 26th, 2011

O novo sempre assusta. Basta lembrar situações como o primeiro encontro, o primeiro dia de aula, o primeiro dia de trabalho. O impacto e intensidade da emoção variam dependendo do momento de vida e do valor atribuído aos acontecimentos. Acredite: novidades e mudanças não são tão naturais para as pessoas quanto se imagina. A maioria busca no conhecido e na rotina o conforto necessário para apaziguar as angústias que as novidades e as mudanças trazem.
 
Não há como prever mudanças, mas há como planejar, se preparar para elas. Acontece que as pessoas, de maneira geral, não são estimuladas, a fazer planejamentos de qualquer espécie. Parecem viver sob a inspiração daquela música de Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar. Vida leva eu”. Como se a responsabilidade sobre as escolhas fosse externa, obra do acaso.
 
Muitas vezes, tenho a impressão de que não se sentir autor, agente da própria vida, exime as pessoas das possíveis culpas e responsabilidades, já que elas atribuem ao destino ou aos deuses ou a qualquer outra entidade externa as alegrias e desgraças que acontecem.
 
Talvez, exista uma má compreensão do que seja planejamento. Planejar não significa engessar a vida ou eliminar as surpresas, mas pensar estruturadamente, levantar possibilidades, criar cenários, alternativas.
Dá trabalho e pode roubar o tempo de não-trabalho conquistado com tanto suor. E esse, aliás, é um dos fatores que me levam a crer que, quando existe algum tempo de “folga”, as pessoas preferem a alienação ou a fuga para um lugar que demande menos, já que no ambiente profissional as exigências por resultados e entregas são cada vez maiores. 
 

 Adriana Gomes
terça-feira, 26 de abril de 2011 – para Clickcarreira
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No Limite da Incompetência – Contrata esse mesmo!

Abril 25th, 2011

(*) Por Adriana Gomes

“Se não encontramos ninguém melhor do que ele, então contrata esse mesmo.” Infelizmente essa decisão vem sendo tomada com mais freqüência do que poderíamos aceitar. As notícias parecem promissoras. Capa da revista Exame de abril http://migre.me/4gDkH anuncia em letras garrafais “Procuram-se 8 milhões de profissionais”. Fala-se do pleno emprego, definido na matéria como o “ estágio em que a taxa de desemprego cai a níveis muito baixos e praticamente todas as pessoas qualificadas estão empregadas.”

Parece ótimo! Profissinais sendo disputados, muito trabalho para os RH’s tanto para selecionar quanto para reter seus quadros, porém, meu desconforto vem do discurso que ouço de empresários e profissionais de recursos humanos, sobre a enorme dificuldade de encontrar profissionais qualificados.

Abaixo apresento alguns dados que não devem ser esquecidos para compor o cenário que contrapõe a noção de pleno emprego:

  • O Brasil manteve o 88º lugar, mesma posição do ano passado, num total de 127 países de todo o mundo, no ranking do ensino, de acordo com o Relatório de Monitoramento Global, preparado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). O Brasil está atrás da Argentina, Chile e até mesmo Equador e Bolívia. Só para termos uma base comparativa o primeiro lugar da lista é o Japão, seguido por Reino Unido, Noruega e o Casaquistão, que aparece logo à frente de França, Itália e Suíça.
  •  Na matéria exibida pela rede globo “Sobram vagas em cursos de escolas técnicas e universidades do Brasil  http://migre.me/4gAtB os números são alarmantes. Em áreas essenciais para o momento que vivemos sobram vagas. Para engenharia civil, setor carente, 28% das vagas não são preenchidas, para engenharia eletrônica, 31% e mesmo com todo o alarde do pré-sal a engenharia de petróleo deixa vaga 52% das carteiras. 
  •   Para a área de TI, outra área em franca expansão, os números não são menos assustadores, em administração de redes, 62%  das vagas não são preenchidas e em análise de sistemas, há 79% de lugares sem dono.
  • Não é só isso, muitos dos alunos abandonam a faculdade antes da conclusão e em algumas áreas a evasão chega a 50%.“O país que peneira a mão de obra e não encontra muita coisa desperdiça lugares até nas universidades públicas. Mais de 14 mil vagas não têm dono.”
  • Em função do bom momento economico o Brasil é percebido internacionalmente como o pais das oportunidade. Além da imigração e com essa expectativa, há também o retorno de brasileiros que foram para o exterior e estão retornando para aproveitar a fase. Há também muitos profissionais que são  convidados  a trabalhar no Brasil. Em números isso quer dizer algo em torno de 180 mil profissionais dos cinco continentes aportaram no pais nos ultimos 5 anos, de acordo com levantamentosproduzidos pela Coordenação Geral de Imigração (CGI) do Ministério do trabalho http://migre.me/4gBtl. Das 11.530 autorização de trabalho concedidas  no primeiro trimestre deste ano _ um volume recorde para o período - 60% foram direcionadas a estrangeiros com diploma universitário, mestrado, doutorado e até PHD. Além disso, 80% dos vistos eram vinculados a funções técnicas ou projetos de transferência de tecnologia.
  • O Brasil tem um dos piores índices de proficiência em inglês do mundo http://migre.me/4gAJo  é o que indica pesquisa da escola e agência de intercâmbios Education First (EF), em matéria apresentada pela exame.com e facilmente confirmado em entrevistas de seleção, aliás, nem o português, pois a dificuldade para se expressar corretamente, em nosso idioma, por escrito ou verbalmente está ficando cada vez mais raro.

Minha preocupação é que para muitas posições são contratados profissionais sem a devida qualificação e, além disso, as contratantes não se preocupam em formar, treinar e desenvolver essas pessoas. Custa caro, mas custará mais caro a médio prazo. Dados de pesquisa da Dom Cabral mostram que 54% das companhias reduziram os requisitos na contratação de pessoal para a área técnica e operacional. Nos cargos estratégicos, 28% das empresas também diminuíram as exigências, como pós-graduação, fluência em idiomas e experiência.

 

Hoje, já pagamos preço alto pela falta de visão e interesse pela educação. Corremos o risco de um colapso, abreviando o Princípio de Peter, termo cunhado por Lawrence Johnston  afirma que “em um sistema hierárquico, todo funcionário tende a ser promovido até o seu nível de incompetência”. Se as contratações já estão abaixo das exigências mínimas, essa incompetência chegará muito antes das possíveis promoções que o profissional poderá ter ou pior, já estará ocupando uma posição em alto grau na escala hierárquica sem a competência necessária para isso.

Há, infelizmente, indícios que estamos muito próximos de confirmar minha tese. Um estudo indicando que as obras de nove dos 13 aeroportos que serão utilizados na Copa do Mundo 2014 não ficarão prontas até o início da competição. http://www.youtube.com/watch?v=fwNJH1xzSoU&feature=player_embedded

 Felizmente, há empresas responsáveis e profissionais conscientes que não retratam a afirmação de abertura deste artigo. Há vagas que ficam abertas por muitos meses, para desgosto e desagrado de gestores e muitos profissionais de RH. Baixar o nível de exigência não é a solução. Quantos postos de trabalho e oportunidades teremos que perder até que a lição seja aprendida.

 

(*) Adriana Gomes Mestre em Psicologia, pós em Clínica, Psicóloga e Coach com mais de  20 anos de carreira.  Ex-vice-presidente da Catho. Coordenadora Acadêmica da área de Pessoas, Professora da pós-graduação e Coordenadora do Centro de Carreiras da ESPM. Colaboradora dos Blogs da HSM e Clickcarreira. Autora do Livro Mudança de Carreira e Transformação da Identidade. Diretora do Site www.vidaecarreira.com.br  

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Como não frustrar alguém que deixou de ser promovido

Abril 15th, 2011

Gestores precisam ser transparentes para não alimentar falsas expectativas sobre promoções

 Luciana Carvalho 

Para evitar frustrações, o melhor é mostrar com clareza como é o processo de sucessão de executivos

São Paulo – Se Tito Martins, presidente da Inco, subsidiária canadense da Vale, tivesse sido promovido a presidente da empresa, no lugar de Roger Agnelli, seu salário poderia subir de cerca de 11 milhões de reais, para quase 16 milhões por ano, incluindo ganhos fixos e variáveis. Mas, mais importante do que qualquer aumento milionário, teria sido o prestígio de comandar a segunda maior mineradora do mundo.

Apesar de todas as especulações do mercado, a posse de Martins no posto de Agnelli não passou disso. No dia 4 de abril, Murilo Ferreira, que não era cotado em nenhuma das listas que circularam pela imprensa e pelo mercado, foi anunciado como o próximo presidente da empresa, enviando Martins para o time dos inúmeros executivos que já passaram pela expectativa de uma promoção iminente, mas tiveram seus planos frustrados.

A rotina de qualquer empresa envolve situações como esta – a de lidar com a frustração de funcionários que eram candidatos a promoção, mas que, por um motivo ou outro, não conquistaram o novo posto. Por isso, tão importante quanto escolher o melhor nome para uma promoção, é lidar com as expectativas de quem participou do processo, mas não foi escolhido. Até porque, se o executivo teve seu nome considerado, é um sinal de que possui competências importantes para a empresa, mesmo não sendo o indicado.

Segundo os especialistas, a única coisa que a empresa pode fazer, nesta hora, é dar apoio também aos candidatos que não foram promovidos. “A transparência no processo de seleção deve ser trabalhada. É difícil lidar com a frustração, e é por isso que a empresa deve dar feedback, coaching, mostrar quais competências precisam ser desenvolvidas”, diz Adriana Gomes, professora de gestão de pessoas da ESPM.

Apoiar esses profissionais não é apenas um prêmio de consolação. É também estratégico para que a empresa continue desenvolvendo lideranças. Afinal, se o candidato perdeu a promoção por alguma habilidade que ainda precisa desenvolver, nada melhor do que treiná-lo e tê-lo à mão para repor uma vaga rapidamente. Nunca é demais lembrar que, com o aquecimento da economia, as companhias enfrentam dificuldades crescentes para encontrar e reter talentos.

Motivação

O professor da FGV, Marco Túlio Zanini, afirma que a empresa precisa mostrar como é feito o processo sucessório, quem dá a palavra final – entre acionistas e conselho, quais são as competências exigidas para a ocupação do cargo, os objetivos da empresa e as oportunidades que ela possui para o funcionário. Se a seleção for feita de forma transparente, a companhia não precisa se preocupar com uma possível falta de motivação do profissional. “A motivação dele está baseada em vários fatores. Quando o executivo sabe que está ranqueado e pelo menos está na lista dos possíveis sucessores, a frustração não é muito grande”, afirma.

Se o ego falar mais alto e o executivo se sentir desvalorizado por não ter conseguido a tão almejada vaga e desejar sair da empresa, a professora Adriana Gomes recomenda às empresas acatarem a demissão. “As reações podem ser variadas, desde aceitação, até a saída do profissional. Se ele quer ir, o melhor é sair mesmo. É um peso grande para a empresa carregar, pois a produtividade pode piorar e ninguém vai ficar feliz, nem a empresa, nem o profissional”, diz. É por isso que, mais uma vez, as regras do jogo precisam estar claras e os profissionais precisam entender que nem sempre a vaga será deles.

http://exame.abril.com.br/negocios/gestao/noticias/como-nao-frustrar-alguem-que-deixou-de-ser-promovido

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Estilo e personalidade são diferenciais em entrevistas de emprego

Abril 15th, 2011

Especialista dá dicas de como se vestir e se comportar para conquistar o cargo desejado

Fonte: Divulgação

 

Entrevistas de emprego ainda tiram o sono de muitos candidatos para diferentes funções. O motivo de tanta preocupação é não corresponder ao perfil desejado pela empresa, errar no vestuário ou não ter um bom desempenho nas dinâmicas de grupo. Adriana Gomes, psicóloga especializada em carreira e autora do livro Mudança de Carreira e Transformação da Identidade, ensina como lidar com a insegurança e não perder a grande chance.

Faça do guarda-roupa um aliado

As roupas revelam muito da personalidade da mulher e dá ao entrevistador as primeiras impressões sobre atitude e postura. Antes de escolher as peças para a entrevista, é importante fazer uma breve pesquisa sobre a cultura da empresa e o local em que se apresentará. “Obter essas informações é de grande valia. Em caso de dúvida prefira um esporte fino, maquiagem leve, pouco perfume e nada de roupas justas e muito sensuais. Você deve ser escolhida pelas competências profissionais”, aconselha a especialista.

Em dinâmicas de grupo, mantenha o equilíbrio

Falar em público é um pesadelo para muita gente. No entanto, algumas empresas optam por dinâmicas entre seus candidatos para selecionar alguém. A dica é não falar muito, nem pouco, mas falar bem. “É importante ser pertinente e contributivo, conseguir transmitir suas ideias e ainda conciliar a opinião dos demais. Não há regras. Cada empresa busca características diferentes para cada posição. O importante é ser verdadeira e espontânea, e não ficar sempre por último nas apresentações”.

Cuide para que a timidez não atrapalhe

As empresas buscam pessoas com energia e que demonstrem vontade de aprender. A timidez em excesso pode dificultar a interação entre entrevistador e entrevistado, afastando as chances de conseguir uma vaga. “A passividade não conquista e nem cativa os entrevistadores. Pesquise sobre a empresa, produtos e serviços. Faça perguntas sobre o que a empresa espera do profissional que ocupará aquela posição, demonstre entusiasmo e vontade de estar lá e de aprender”, sugere Adriana.

Não tenha medo de ser você mesma

É importante ser sincera e não esconder a personalidade. É impossível ser o que não é por muito tempo, além de exigir um esforço desnecessário. “Seja sincera, demonstre suas qualidades, qualificações e competências. Nada melhor do que trabalhar em um lugar onde você possa ser o que é tendo afinidade com a cultura da empresa. Por isso tente identificar empresas que você tenha afinidade. É muito diferente escolher uma empresa para trabalhar do que ser escolhida”, conclui.

http://www.maisrevistamulher.com.br/artigos/ver/86/estilo-e-personalidade-sao-diferenciais-em-entrevistas-de-emprego

Por: Redação – 11:53:58 – 15/04/2011

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Cinco pontos fundamentais para gestão da própria carreira

Abril 15th, 2011

Ter critérios claros para analisar uma nova proposta de trabalho ajuda a evitar escolhas inadequadas, entretanto além dos critérios objetivos, o autoconhecimento é sua melhor bússula para escolhas adequadas.

a matéria abaixo pode servir como ponto de partida.

um abraço,

Adriana Gomes

Saiba que critérios usar na hora de avaliar se vale a pena trocar de posto de trabalho.

Tomar decisões sobre o curso da carreira nunca é fácil, esteja o profissional procurando por um novo emprego ou avaliando a oferta de um empregador em potencial.

É por isso que ter um guia objetivo para a tomada de grandes decisões relacionadas à carreira é importante. A recrutadora da empresa norte-americana de RH Russel Reynolds Associates, Shawn Banerji, aconselha os executivos a seguirem cinco critérios na avaliação de uma oferta de emprego: posição, pessoas, plataforma, lugar e pagamento. “Esses são os cinco pontos que devem ser levados obrigatoriamente em consideração”, diz Banerji.

Essa metodologia ajuda a reduzir a complexidade da decisão direcionar o foco da análise e levar o executivo a refletir se vale mesmo a pena deixar a posição atual.

Confira os detalhes sobre cada ponto a ser a avaliado:

1 – Posição – Para determinar se a posição que está sendo oferecida é a certa para o profissional, ele deve ter respostas claras para uma série de perguntas: qual será seu papel efetivo na nova empresa? Quais serão as responsabilidades do papel e as expectativas para com o mesmo? Está confiante que pode ser bem sucedido no papel? Para quem se reportará? Qual a importância do cargo na escala de valor da companhia? Terá o poder necessário para fazer as realizações que espera?

2 – Pessoas – O profissional se dá bem com as pessoas com as quais trabalha atualmente ou com as quais pode vir a trabalhar? Banerji ressalta que isso é muito importante, já que o tempo gasto com os colegas chega a ser maior do que o investido em família e amigos.

3 – Plataforma – O profissional conta com uma plataforma com a qual se sente confiante e pronto para dar contribuição material? É importante considerar os objetivos de negócios da companhia: ela está passando por uma reformulação? Crescimento? Aquisições ou alienação? Banerji diz que essencial é entender como as habilidades e competências do profissional se alinham com a direção dos negócios.

4 – Lugar – Onde a vaga está localizada fisicamente? O mercado imobiliário na região facilita a realocação para assumir o novo cargo? O novo empregador ajudará com a mudança?

5 – Pagamento – O retorno da investida é proporcional ao risco que se está tomando ou a contribuição que será feita?

E o leitor? Que critérios utiliza para determinar se deixar a vaga atual para um outro emprego é a coisa certa a se fazer?

Apesar de os conselhos de Banerji terem sido direcionados aos executivos, eles se aplicam a profissionais de todos os níveis. Tente aplicá-los.

Meredith Levinson, CIO/EUA

Publicada em 12 de abril de 2011

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Sobre o medo do fracasso

Abril 13th, 2011

Por Adriana Gomes                                                                                                                 Ao começar novos programas, costumo conversar com os alunos para saber sobre suas expectativas. Sempre peço que eles me falem sobre um sonho, um medo e um hobby. Nos últimos anos, com alunos cada vez mais jovens nos cursos de pós-graduação, a resposta mais freqüente para o medo tem sido o medo de fracassar.

 
Jovens de 22 a 25 anos, em média, com medo de fracassar profissionalmente me deixam preocupada e me levam a levantar hipóteses dos motivos que teriam para ter esse receio:
 
·         não se sentem capazes de enfrentar desafios?
·         o que seria o sucesso? O que os faz acreditar que possa ser algo inatingível?
·         quais as referências de sucesso que os levam a crer em algo tão difícil ou distante de conquistar?
·         o que significa fracassar, exatamente?
 
As definições de sucesso e fracasso são extremamente importantes, pois a partir delas é que será possível elaborar as ações necessárias para conseguir um e evitar o outro. Quando o conceito é genérico ou difuso, fica difícil reconhecer se o que se está fazendo leva para um caminho ou outro. Quem tem medo do fracasso parece viver sob ansiedade constante. Em minha opinião, existem três reações possíveis a essa situação:
 
1.       O enfrentamento – o medo serve como mola propulsora para seguir adiante e se superar;
2.       A fuga - com a percepção de que não há energia, motivação nem condições suficientes para o enfrentamento, o risco parece maior que a capacidade de lutar. O melhor a fazer é fugir, mudar de rumo, tentar outra coisa;
3.       A paralisia - quando a percepção de que a ameaça é grande, o medo se torna insuportável e a pessoa é inundada por uma sensação de paralisia. Fica imóvel, refém de seus sentimentos, com a sensação de estar perdida e sem saber o que fazer.
 
É preciso avaliar o cenário para ver qual será sua reação.  Há casos em que abandonar é a melhor opção. Porém, o argumento não deve ser o medo e, sim, uma avaliação cuidadosa do contexto e, mais ainda, das reais condições pessoais para o enfrentamento. Com isso, quero dizer que é preciso ter consciência das competências técnicas, comportamentais, físicas e emocionais para lidar com a situação.
 
Não há dúvida que, quando se está mobilizado emocionalmente, a avaliação desses fatores torna-se mais complexa e até difícil de fazer sozinho.  Nessas ocasiões, procurar a ajuda de um profissional pode ser muito útil. Muitas vezes, um grande salto de desenvolvimento pessoal e profissional acontece em momentos dessa natureza.
 
Não é fácil expor os próprios medos. Afinal, aprendemos que nossas fragilidades devem ser escondidas. Acontece que todos, em maior ou menor grau, têm medo de fracassar, seja em uma entrevista de seleção, no desenvolvimento de uma nova tarefa, na conquista de alguém, em um exame…  Porém, é preciso analisar as conseqüências desse fracasso – o quanto isso compromete sua vida e seus projetos. É relevante levar em consideração também se houve investimento suficiente no preparo para encarar tal empreitada. Se não houve, o melhor é se dedicar melhor. Estudar, conversar com pessoas que passaram pela mesma situação e pesquisar a respeito são atitudes que minimizam o medo e aumentam a autoconfiança.
 disponível também em:
http://www.clickcarreira.com.br/Artigo.aspx?id=1408
http://www.vidaecarreira.com.br/dicas.htm
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Conheça as melhores profissões para mulheres que querem ser mães

Abril 5th, 2011

Saiba quais profissões permitem que a mulher faça parte do dia a dia dos filhos e ainda tenha uma carreira. O iG consultou duas especialistas, Adriana Gomes, consultora de carreira e diretora do site Vida e Carreira (www.vidaecarreira.com.br) , e Flora Victoria, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, que indicaram algumas das melhores profissões para quem deseja ser uma mãe participativa, daquelas que levam os filhos ao colégio ou ao médico, e não deixar de lado a vida profissional.

Danielle Nordi, iG São Paulo

Arquiteta consegue negociar prazos de projetos para poder participar do dia a dia dos filhos.  Arquiteta Se possui escritório próprio ou presta serviço para algumas empresas, consegue fazer sua agenda de modo que consiga negociar datas para entrega de projetos e participar da rotina dos filhos

 Dentista Pode conciliar os horários dos filhos com seu horário de atendimento no consultório

Advogada Quando tem seu escritório ou presta serviço, possui flexibilidade de horário para ajustar sua rotina de trabalho com as atividades das crianças.

 Webdesigner Pode trabalhar remotamente e atender seus clientes sem sair de casa. É importante observar que para trabalhar em casa é necessário ter bastante disciplina.

Psicóloga Se for clínica, terá mais autonomia, pois poderá fazer seu horário de atendimento. Se for educacional, pode determinar dias da semana para prestar serviço às escolas.

 Professora universitária Pode dar aulas quantas vezes quiser na semana. Também tem a possibilidade de escolher o período.

Tradutora intérprete Outra profissão que permite que o trabalho seja feito em casa.

Nutricionista Pode organizar sua agenda, seja no consultório ou nas empresas onde presta serviço, de maneira que possa passar mais tempo com os filhos.

 Fisioterapeuta Mais uma profissão que possibilita à mulher ter seu consultório. Também é possível realizar atendimentos em domicílio de acordo com a disponibilidade de horários dos filhos.

 Jornalista É possível trabalhar como freelancer, ou seja, quando a profissional é paga por trabalho executado, sem ter uma carga horária a ser cumprida diariamente.

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É possível conciliar maternidade e carreira

Abril 5th, 2011

 Especialistas dizem que decidir ser uma mãe presente no dia a dia das crianças não significa deixar de lado a vida profissional

Danielle Nordi, iG São Paulo

Foto: Getty Images Ampliar

Dentista: uma das profissões apontadas pelas especialistas

Trabalhar fora e ter filhos não é uma situação incomum. Muito pelo contrário. Grande parte das mulheres cria seus filhos, dá atenção aos familiares e ainda consegue um jeito de realizar as tarefas domésticas. Entretanto, as que não possuem jornada de trabalho flexível precisam ser verdadeiras equilibristas para dar conta de tanta coisa. Será que existem profissões mais indicadas para quem sonha ter filhos e ser presente na rotina diária das crianças? Especialistas dizem que sim.

“Como sou dentista e possuo um consultório próprio posso fazer os meus horários. Tenho dois filhos e fico o período da manhã com eles. Começo a trabalhar depois de deixá-los na escola. Não pensava nisso quando escolhi a minha profissão, mas hoje vejo que acertei”, conta Lígia Capeloza Annibale, 33. Ela tem dois filhos, com quatro e dois anos, e faz questão de levá-los para a natação e para o colégio.

- Veja aqui profissões indicadas para quem quer ter filho, trabalhar e estar presente na rotina da criança

De acordo com a consultora de carreira e diretora do site Vida e Carreira, Adriana Gomes, mesmo que a mulher não tenha um emprego onde ela não pode fazer seus horários, é possível ser mãe e participar. “Depende muito de cada gestor. Existem casos que se pode compensar uma saída para acompanhar o filho no pediatra, por exemplo. Mas, ainda hoje, muitos chefes não compreendem esta necessidade e são inflexíveis. Nestes casos, o melhor a ser feito é investir na qualidade do tempo passado com as crianças”, ressalta.

A consultora de carreira acredita que muitas empresas consideram a gravidez de uma funcionária como um problema. “O Brasil vem melhorando neste sentido, mas ainda há muito preconceito”, diz Adriana. Flora Victoria, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, lembra ainda que arcar com as despesas da gravidez de uma funcionária ainda é malvisto em algumas empresas. “Em termos financeiros a grávida gera custos para a organização. Ela acaba faltando para ir ao médico e outra pessoa precisa assumir suas funções durante a licença-maternidade, seja alguém que acumula funções ou um temporário. Entretanto, se ela for competente este custo não será um problema.”

Quando contar que está grávida?
O momento correto de falar sobre gravidez vai depender bastante do cargo ocupado pela mulher. Segundo Flora, quanto mais alto, mais a mulher precisa adiantar essa conversa. “Considero esconder a gravidez sempre ruim. Geralmente, quem tem medo de contar é porque não está obtendo bons resultados e não se considera essencial para a organização. Se uma executiva, por exemplo, não conta, a empresa pode ver essa omissão como uma traição ou falta de comprometimento com o bom andamento do trabalho no futuro.”

Flora explica que em algumas empresas existe o “plano de sucessão” para altos executivos. Se esta for uma política oficial da empresa, as executivas, quando planejam ficar grávidas, já devem informar aos seus superiores sua intenção e designar uma pessoa a ser treinada para substituí-la durante a licença-maternidade. Ela ressalta que o universo de empresas que adotam esta postura é restrito e nem sempre isso é feito de forma aberta. Muitas vezes as empresas preferem manter sob sigilo a decisão de suas altas executivas de engravidar.

iG Delas

iG

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Por que o trabalho voluntário pode contar pontos no currículo

Abril 3rd, 2011
A grande maioria dos estudantes universitários não tem uma vasta experiência profissional para listar no currículo.  É nessa hora que o trabalho voluntário pode ser boa opção para quem deseja se envolver com uma causa social e ainda ter um valioso aprendizado, tanto do ponto de vista pessoal quanto profissional.

  Segundo Adriana Gomes, coordenadora do ESPM Carreiras, as atividades desenvolvidas no trabalho voluntário podem contribuir – e muito – para o desempenho do estudante em seu programa de estágio ou trainee. “Em um estágio, o estudante entra em contato com a rotina de trabalho. Já no voluntariado ele desenvolve competências que poderão ser utilizadas na rotina de trabalho,” diz ela. “Toda experiência conta pontos para o desenvolvimento de iniciativa, capacidade de lidar com pessoas diferentes e habilidade de comunicação, competências que podem ser usadas no dia a dia do trabalho.”

 Juventude Engajada

Presente em 7 cidades brasileiras, a ONG Sonhar Acordado promove eventos e encontros para ajudar crianças carentes. O que diferencia o trabalho da organização de outras iniciativas é que, para participar, é preciso ter entre 15 e 30 anos. Roberta Sampaio, diretora de voluntários da ONG, explica que o limite de idade tem como objetivo envolver a juventude nos problemas sociais e criar atividades interessantes tanto para as crianças quanto para os voluntários.

 Segundo Roberta os jovens mais engajados, que participam dos projetos mensais, aprendem muito. “Os voluntários passam por um processo de um desenvolvimento de liderança e formação de valores. Além disso, aprendem a trabalhar em grupo, lidar com altas cargas de responsabilidade e falar em público”, diz ela.

 Unindo o útil ao agradável

Estudante do 5° ano de Engenharia de Produção, Arthur Junghans, é um dos 300 voluntários que participam mensalmente das atividades organizadas pela Sonhar Acordado. Além de fazer parte da coordenação do Amigos para Sempre, projeto que leva mais de 3000 crianças para passar o dia em um parque de diversões, o universitário faz estágio na área de supply management da Unilever.

 Artur conta que seu trabalho como voluntário foi um grande aprendizado. Ele não só ajudou as crianças, mas também teve a chance de desenvolver competências como adaptação, relacionamento interpessoal e capacidade de comunicação. “Expressar minhas ideias, pedir instrução e falar em público são habilidades que eu desenvolvi no Sonhar Acordado. Eu era muito tímido, aprendi a trabalhar minha comunicação.”

 Quando estava procurando um estágio, o estudante de Engenharia conta que nunca deixou de incluir o trabalho voluntário no currículo, e sabia da importância de detalhar suas funções para ter sucesso em uma seleção. “Ter participado dos projetos da Sonhar Acordado me ajudou tanto a ser escolhido no processo seletivo, quanto no dia a dia do trabalho. No trabalho voluntário, tive que entrar em contato com empresas, organizar eventos e resolver problemas, sempre lidando com pontos de vista diferentes. É muito parecido com o ambiente de uma empresa.”, conclui. 

Ana Luiza Jimenez
quinta-feira, 24 de março de 2011 para CLICK Carreira
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Funcionários altruístas tendem a ser rejeitados pelo grupo

Março 26th, 2011

 Essa matéria me fez pensar sobre a questão da atitude de um profissional em grupo e quanto a iniciativa deliberada e até o desejo de ajudar outras pessoas da equipe podem ser interpretada erroneamente.

Um elemento que queira fazer mais, mesmo sem intensão de incomodar ao grupo, apenas para ter mais experiência pode se tornar um elemento desagregador, porém minha percepção é que essa atitude podesaer interpretada de maneira diferente dependendo da cultura organizacional em que ele está inserido.

Vale a pena ler e pensar a respeito.

Um abraço,

Adriana Gomes

Jupiter Images/Getty Images 

Título oficial: The Desire to Expel Unselfish Members From the Group

Publicação: Journal of Personality and Social Psychology

Quem fez: Craig D. Parks e Asako B. Stone

Instituição: Washington State University e Desert Research Institute

Dados de amostragem: 140 estudantes, em quatro estudos diferentes

Resultado: Há duas motivações diferentes que fazem dos colegas de trabalho altruístas indesejados. A primeira delas, classificada como mundana, se refere a uma crença de que a pessoa não consegue compreender claramente seu trabalho ou que ela tenha um comportamento imprevisível. A segunda, é a de que ou esse colega não é um bom parâmetro para sua imagem no escritório ou ele simplesmente não consegue aderir às regras locais de comportamento.

A história da maçã podre que estraga todas as demais dentro do cesto de frutas também pode ser usada, com uma inversão de papéis, para explicar algumas relações entre funcionários dentro de uma empresa. Na teoria levantada no estudo The Desire to Expel Unselfish Members from the Group (O Desejo de Expulsar Membros Altruístras do Grupo, em tradução livre), quem faz o papel de maçã podre é o funcionário altruísta, que está sempre disposto a ajudar e a ensinar quem quer que seja – principalmente quando isso não é sua obrigação.

Quanto mais ele se prontifica para afazeres impopulares, mais é odiado pelos colegas, criando um clima de competição e podendo, até mesmo, “contaminar” o ambiente de trabalho. Na maioria dos casos, esse funcionário dito altruísta é mal visto pelo resto do grupo, por “elevar” o nível do trabalho, e corre o risco de ser rejeitado por eles.

O desequilíbrio causado no grupo com a entrada de um funcionário com esse perfil é simples. Mais disposto a colaborar, a ajudar e a fazer aquilo que ninguém gosta de fazer, ele fica com a imagem de ser mais eficiente que os demais – o que pode irritar alguns. “Esses indivíduos generosos acabam fazendo com que os demais fiquem mal vistos no ambiente de trabalho”, afirmam Craig Parks e Asako Stone, autores do trabalho. De acordo com os dois, no convívio corporativo se espera uma participação igualitária entre todos os membros, mesmo que algum deles seja capaz de mais. Além de deixar o lugar mais homogêneo e menos competitivo (pelo menos na teoria), essa linearidade também seria a responsável por amenizar defeitos, falhas e limitações de algumas pessoas.

Segundo a pesquisa, durante um dilema social é bastante comum que os envolvidos acabem se esquecendo dos seus objetivos e se foquem apenas em avaliações pessoais um dos outros. Por isso, a maçã podre daquele grupo pode acabar sendo expulsa da cesta de frutas. Para Parks e Stone, essa  possível expulsão acontece por dois motivos básicos. Sem a figura que eleva o nível do trabalho, acaba a necessidade de competição. A segunda delas, no entanto, diz respeito às normais internas. Alguém que coloca em risco as regras preestabelecidas e que tem idéias para mudá-las é um perigo que deve ser descartado.

 Publicado originalmente em Veja on line  em 29/10/2010

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Ninguém nos ensina a envelhecer

Março 22nd, 2011

Por ADRIANA GOMES

Talvez por isso o medo da senioridade. As sociedades pré-capitalistas se orientavam essencialmente para o passado e essa orientação, de certa forma, garantia uma relativa estabilidade dos usos e costumes assimilados e que mantinham de geração para geração. Agnes Heller*, afirma que: “os filhos imitavam os pais, os netos imitavam os avós. Os velhos eram os que melhor conheciam as experiências do passado e os mais capazes de resumi-los de modo útil.”

Entretanto nossa sociedade, orientada para o futuro, traz a possibilidade de produção indefinida e produz no homem a necessidade de modificar-se permanentemente, de renovar-se e transformar-se. Essa necessidade de novidade, a necessidade de transformarmos constantemente tanto a sociedade quanto a nós mesmos, é uma das maiores conquistas da história humana. Porém, com a crescente alienação, também essa conquista converte-se em seu contrário. A orientação para o futuro termina por transformar-se em moda e consequentemente o velho perde seu valor de referência.

A vida nos consome com a constante necessidade de atualização e os diários “deliverys” e, não raro, as pessoas são pegas de surpresa quando são solicitadas a fazer as contas sobre quanto tempo estão na mesma empresa, em um determinado relacionamento ou mesmo quando contabilizam o tempo de formadas.

São surpreendidas quando, num dia qualquer, sem nenhum aviso ou até negando os pequenos sinais do tempo, começam a notar alguma dificuldade para fazer a sua leitura semanal. A visão dando os primeiros sinais de cansaço – geralmente negados, desculpe o trocadilho, à primeira vista.

Somos “adestrados” desde pequenos para ingressar no mundo do trabalho. Para isso, há um longo condicionamento que começa com os primeiros anos da escola: acordar cedo, assumir responsabilidades com horários e prazos de entrega. Somos induzidos a acreditar que se fizermos “tudo direitinho”, o futuro nos brindará com uma carreira bem sucedida e teremos uma velhice tranquila e digna.

Bem, a história nem sempre tem essa bela trajetória. Não falarei da trajetória hoje, apenas do final dela. Mesmo que tenha sido assim, bonita e bem sucedida, o período de desligamento, a aposentadoria, regulamentada por lei e concedida por idade, tempo de serviço ou invalidez, é um período complexo e delicado, para o qual não há preparo.

As pessoas serão obrigadas, na maioria das vezes, a lidar solitariamente com as fortes emoções que esse período traz, como a angústia, a solidão, a falta de sentido e propósito de vida, a exclusão social e o sentimento de inutilidade.

Segundo pesquisa do site Vida e Carreira, realizada com 222 pessoas no período de Janeiro a Março de 2010:

O que você pretende fazer a partir da sua aposentadoria?
  Response Percent
Ter um negócio próprio. 35,7%
Viajar e conhecer o mundo. 47,4%
Adquirir uma franquia. 6,6%
Viver na praia ou no campo. 24,0%
Continuar a vida sem maiores mudanças. 23,5%
Estudar no exterior por prazer. 7,7%
Curtir meus hobbies. 37,8%
Fazer cursos diversos. 33,7%

Os índices são interessantes. Como a média de idade dos respondentes está entre os 18 e os 40 anos – até 30 anos (27,1%) e de 31 a 40 anos (29,4%) -, a pesquisa ainda retrata uma fase jovem da vida profissional. Os sonhos de aposentadoria retratam o desejo de viajar e conhecer o mundo em primeiro lugar (47%), depois curtir hobbies (37,8%) e em seguida o desejo de não parar de trabalhar, ou seja, montar negócio próprio (35,7%).

A realidade é que segundo o IPEA, mais de 30% dos aposentados ainda trabalham. Seis em cada dez famílias são sustentadas pelos aposentados, que além de manter familiares que estão em idade economicamente ativa, ainda concorrem no mercado de trabalho com jovens e adultos que também sofrem com o alto índice de desemprego.

O brasileiro está vivendo mais e melhor, com mais qualidade de vida. Aos 65 anos ainda é saudável e capaz para o desempenho profissional. Porém o preconceito e a falta de políticas públicas e organizacionais cuidam de minar o processo de desenvolvimento profissional. O trabalho “clandestino” é a melhor opção para que esse contingente populacional sobreviva dignamente emocional e fisicamente.

O trabalho constitui o homem. Passamos mais tempo na relação de trabalho do que em qualquer outra relação. Crescemos ouvindo que é preciso trabalhar. Mas o que se faz quando é suprimido o direito de trabalhar mesmo que ainda se tenha saúde física e mental. O que fazer quando ainda há vontade de contribuir socialmente através do trabalho? Não é só uma questão de fazer um trabalho voluntário, mas a remuneração também é um estímulo, senão, em muitos casos, uma necessidade.

Não é um caso simples de se resolver, entretanto. Em breve não seremos mais um país de jovens, a nossa pirâmide etária está diferente de 30 anos atrás e isso faz com que precisemos pensar sobre essa questão hoje.  É uma miopia social tratar a pessoa de idade como um inválido incapaz, como se o seu conhecimento acumulado fosse desprezível.

Estima-se que, apenas entre 1980 e 2000, deixaram de nascer aproximadamente 35 milhões de crianças no Brasil. Pelo menos outros 35 milhões nasceriam entre 2000 e 2010 se os níveis de fecundidade de 1980 tivessem permanecido constantes desde então. Por sua vez, o contingente de idosos brasileiros, aqui entendido como a população acima de 65 anos, aumentou em torno de 3,7 milhões entre 1980 e 2000.

Há muito que fazer. Aos profissionais voltados às áreas de RH nas organizações, também aos orientadores de carreira e mesmo aos profissionais da área da saúde e educação, há um grande mercado abrindo as portas. Aqueles que tiverem visão e perceberem as possibilidades e oportunidades relacionadas que se preparem, pois há muito por ser feito junto aos profissionais seniores.

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7 competências fundamentais na carreira

Março 17th, 2011
Alguns profissionais do mercado indiam 7 competências fundamentais para se desenvolver profissionalmente. Estou de acordo com os colegas, mas não nessa ordem. O autoconhecimento é, em minha percepção, o elemento mais importante para se gerenciar bem a carreira, pois as escolhas mais adequadas dependem desse fator.
Bom começo para reflexão.
Um abraço, boa leitura
Adriana

 

Visão de negócio, trabalho em equipe e liderança estão entre as características mais buscadas nos profissionais.

Por Rômulo Martins 

7 competências fundamentais na carreiraQuando consultamos uma vaga em um site de empregos ou outras fontes especializadas, grosso modo, deparamo-nos com os pré-requisitos técnicos exigidos pela empresa para concorrer à oportunidade. Mas uma vez ou outra você já deve ter observado também expressões do tipo “necessário trabalhar em equipe e sob pressão”. Quando não, os profissionais mais informados e perspicazes vão perceber, durante a fase presencial do processo seletivo, quais as características mais miradas pela organização para ocupar tal cargo.

As competências exigidas vão depender do cargo, área e ramo da empresa, dizem especialistas em carreira e recursos humanos. Mas algumas delas são tão necessárias e importantes que serão requeridas em quaisquer companhias. O sócio-diretor da DRH Talent Search, Carlos Bitinas, e a professora de MBA da Brazilian Business School, Irene Azevedo, falam sobre elas.

1. Visão de negócio
É preciso ver além da mesa, diz Carlos Bitinas. À medida que o profissional cresce em sua área de atuação precisa adquirir visão de negócio, ou seja, enxergar o funcionamento do seu departamento, o cliente, a empresa, o mercado. Quem quer subir degraus na carreira também precisa ter esta competência.

2. Trabalho em equipe
Atividades em grupo requerem aptidão para lidar com gente, que possuem personalidades e modos diferentes de trabalhar. O desafio aqui é alcançar os resultados em grupo, administrando as diferenças, sendo flexível.

3. Liderança
Existe técnica para liderar, afirma Bitinas. Aqui entra o ingrediente que é o poder de influenciar a relação entre as pessoas, ou seja, conduzir pessoas ou projetos em direção a um objetivo.

4. Autoconhecimento
O bom profissional deve ter consciência de suas habilidades e pontos frágeis. Segundo Bitinas, é preciso descobrir quais são suas fontes de motivação. O nível de excelência no trabalho depende disso, afirma o sócio-diretor da DRH Talent Search.

5. Atitude ( o A do CHA)
O profissional completo reúne o que se chama de CHA (conhecimentos, habilidades, atitude). Para Irene Azevedo, da BBS, o A do CHA, ou seja, a atitude, é uma das principais competências exigidas do profissional hoje.

6. Voltado a resultados
Ninguém sobrevive no mercado de trabalho sem entregar resultados. Salvo os profissionais privilegiados, esta entrega se dá em curto prazo. Vale para todas as posições. Quem está no início de carreira não deve deixar de pensar nisso.

7. Resiliência; adaptabilidade
Irene diz que é preciso resiliência para suportar as pressões do mercado de trabalho. É necessário ainda adaptar-se à cultura e aos mecanismos de funcionamento de sua área para sobreviver no mundo corporativo, aponta a professora da BBS.

Fonte:Empregos.com.br

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Depoimento Rogério Salazar

Março 17th, 2011

É normal na vida de todos passarmos por momentos de transição de carreira, quando cito transição de carreira não quer dizer unicamente troca de emprego, fazer um curso de idiomas, graduação, viagem a trabalho  ou o desligamento da empresa em que você esta atuando no momento .

 Portanto neste momento percebemos a necessidade de ter um bom assessoramento na recolocação, pois montar um bom currículum , efetuar prospecção ativa , fortalecer o networking e se preparar  para entrevistas  são itens  que parecem básicos mas que merecem toda atenção e  formarão  a diferença no final do projeto.

 Sendo assim, agradeço a Adriana Gomes que me assistiu  em meu período de recolocação com toda ética, seriedade e comprometimento .

 Rogério Salazar

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A revolução silenciosa e o impacto na sociedade das redes sociais

Março 1st, 2011

Por Adriana Gomes

Considero-me antenada e up to date com as novas tecnologias, mas um descuido, percebo que mesmo “blogando, twittando, facebookiando” e dando aula para jovens da pós-graduação ainda estou quase no fim da fila. Assisti a uma palestra sobre Inovação e Educação na Era das Mídias Sociais com um colega da ESPM o Prof. Gil Giardelli e saí de lá com sentimentos misturados: euforia, entusiasmo, insegurança e angústia.

Certamente muitos dos meus colegas também, diante da agilidade, criatividade e das inúmeras possibilidades que o mundo digital, através das redes sociais, pode promover. É a constatação da modernidade líquida a que se refere Zygmunt Bauman (Zahar 2001), que afirma que tudo é volátil, as relações humanas não são mais tangíveis e que a modernidade é caracterizada pela inconstância e pela mobilidade.

Os tempos são de contrastes e mudanças cada vez mais rápidas e mesmo achando que estou acompanhando o movimento, me dou conta que o movimento é muito mais veloz do que poderia perceber e a tomada de consciência assusta e até deixa a sensação de desconforto.

A rotina profissional nos enreda nos deveres diários, nos ocupa com os delivery e prazos, faz com que olhemos para baixo, reclamando com o próprio umbigo, do acúmulo de tarefas que se tem, enquanto um universo gravita, agitadamente, à velocidade da luz, das fibras ópticas, tudo em tempo real mas virtualmente.

Entretanto, não é só um universo de “teclantes” e nem é formado apenas por jovens da geração Y, mas de pessoas, de todas as idades, agindo e promovendo ações de protestos, de ajuda comunitária. Gente generosa doando seu tempo para ajudar outras pessoas. Uma revolução!

Essa revolução nos afeta, direta e indiretamente, tanto a vida no trabalho como a vida social.

Na semana passada, os alunos do colégio do meu filho se mobilizaram, através do Twitter, para não comprarem na cantina da escola, naquele dia, pois acharam o preço do pão de queijo abusivo.

São adolescentes. Quase senhores das novas tecnologias, transitam nas redes sociais, varrem o mundo através dos teclados dos celulares, iPads e se organizam para fazer um movimento pacífico de não comprar lanches por um dia.

Foi parar na TV e em muitas páginas da internet. Legitimado, reconhecido, listado entre os tops trends do Twitter daquele dia. As redes sociais dão voz, agregam e empoderam grupos. Mudança social.

Há excelentes exemplos de movimentos solidários acontecendo, entre eles: a London Business School oferece curso de graça pelo Facebook. Foi anunciado que quer facilitar o acesso à educação de qualidade. Sem custo, qualquer estudante com um computador conectado pode se cadastrar para as aulas no Facebook, e só pagar se decidirem usar o curso como créditos para a faculdade. No Facebook, terão aulas em vídeo e grupos de discussões, tudo acessível se você “curtir” a página.

Unicaronas é uma rede social brasileira para universitários conseguirem e darem caronas, na ida e volta da faculdade.

Universidade Norte Dame lançou a primeira aula usando um iPad e materiais feitos para eReader no lugar de cadernos e livros tradicionais. Isso encoraja os alunos a interagirem com o conteúdo, fazerem pesquisas e participarem de discussões.

One billion minds é uma plataforma inovadora que conecta estudantes universitários do mundo todo para resolverem problemas de empresas/instituições que buscam soluções para situações reais. Há grandes prêmios para os colaboradores.

Há muito mais exemplos, basta navegar e as boas surpresas surgirão. Gente generosa que disponibiliza parte do seu tempo para investir em ajudar outras pessoas através das redes.

Acompanhando esses bons exemplos, acredito que essa revolução está nos levando para um mundo mais consciente, generoso, solidário e sustentável. É democrático e acessível. Participe você também dessa revolução.

publicado no blog da HSM

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Pequena Empresa: O desafio de atrair e reter pessoas

Fevereiro 21st, 2011

Por Adriana Gomes

Como atrair e manter os profissionais nas pequenas e médias empresas? O que é preciso fazer para que a pequena empresa possa tornar suas características atrativas para os profissionais do mercado? Não há resposta simples, visto que esse também é um problema enfrentado pelas grandes organizações.

Há várias questões envolvidas nesse cenário, porém as pequenas empresas podem ser mais ágeis e muito mais próximas de suas equipes, sendo assim conseguirão tirar algumas vantagens sabendo explorar aspectos relacionados à suas políticas e ações voltadas às pessoas como:

  • Oferecimento de espaço para inovação e criatividade;
  • Desenvolvendo lideranças eficazes;
  • Utilização do “feedback” como ferramenta de gestão;
  • Investindo em programas de treinamento e desenvolvimento;
  • Atentando para a melhoria da qualidade de vida de seus colaboradores;
  • Explorando a proximidade do núcleo decisório;
  • Possibilitando oferecer conhecimento sistêmico do negócio.

Oferecendo espaço para inovação e criatividade: Escutando os dois lados empregadores e empregados, constata-se que: os empregadores desejam a energia e motivação dos jovens profissionais, mas não conseguem criar espaços minimamente facilitadores para que esses jovens consigam expressar seus talentos.

Os profissionais dessa nova geração querem fazer. São muito mais imediatistas do que foram outras gerações. Buscam mais autonomia, querem ser ouvidos, reconhecidos rapidamente. Utilizam as tecnologias de comunicação com rapidez e propriedade, cresceram plugados. Não dá nem para recriminar, nasceram no tempo dos “fast foods”. Esse é o paradigma pelo qual enxergam o mundo. O choque com a rigidez de algumas organizações chega a ser esmagador e a frustração é inevitável. Muitas vezes a empresa perde excelentes talentos, por não estar preparada para lidar com o novo, com o diferente. O discurso é de modernidade, mas as ações são convencionais.

O ritmo das empresas é outro, um pouco mais lento. Não funciona como uma partida de vídeo-game. Há processos, muitas variáveis envolvidas para a tomada de algumas decisões, principalmente as mais estratégicas, há clientes, fornecedores e dinheiro envolvidos nos processos. Resultado financeiro é a meta a ser atingida.

Não dá para descartar o lastro da história para reinventar-se em uma semana, mas também não colocar-se disposto a perceber o novo é grande miopia. Pesquisas revelam que, contrariamente ao que se pensa, salário não é o fator mais determinante para a retenção de talentos. Quais condições poderiam ser oferecidas para que novas ideias possam ser aproveitas nas organizações? Criação de fóruns internos, competição entre grupos para novas idéias, salas para “brainstorm”, enfim, já há exemplos de que esse tipo de ação provoca bons resultados.

Lideranças eficazes: O grande desafio está nas mãos dos gestores diretos desses talentos, aqueles que os acompanharão no seu dia-a-dia. Ele deve conectar-se a esses profissionais, identificando suas aspirações, necessidades, dificuldades e interesses. Essa interação contínua contribui para a criação de clima favorável e satisfatório que propicia o crescimento, através da contribuição de ideias, para que arrisquem em projetos menores, na tentativa de promover inicialmente pequenas mudanças que possam ser valorizadas.

A comunicação transparente, os objetivos e metas claramente estabelecidos, o convite para participação de eventos e a valorização do potencial, enriquecem essa relação. Para que isso aconteça o gestor deve estar aberto ao novo, para rever seus paradigmas, descentralizar, delegar e acompanhar.  Se o gestor não estiver preparado para lidar com o novo e com as características de individualidade da sua equipe, certamente desperdiçará bons profissionais, que buscarão reconhecimento e espaço em outras organizações, que acenam essa possibilidade.

“Feedback”: Ferramenta fundamental para gestão, porém ainda pouco utilizada apropriadamente, principalmente em empresas de pequeno e médio. Os gestores das empresas brasileiras ainda estão despreparados para dar “feedback”  aos funcionários.

Trata-se de uma ferramenta que quando bem aplicada, com técnica e conhecimento fortalece o relacionamento, bem como o desenvolvimento de competências e conseqüentemente a motivação para assumir novos desafios. Favorecer reflexões sobre desempenho, incentiva o auto-aprendizado, estimula a análise de situações, permite a percepção dos pontos fortes e das oportunidades de melhorias no desempenho.

A ferramenta também auxilia na otimização da comunicação interna, facilita o relacionamento interpessoal e até o planejamento no dia-a-dia. Com “feedback” adequado as pessoas tendem a fazer as coisas que os livros sobre produtividade tentam ensinar.

Investimento em treinamento e desenvolvimento: Uma das maneiras de atrair  e reter talentos é essa. Os profissionais percebem com essas ações que a empresa está acreditando que eles possam fazer mais e melhor. Educação custa caro, assim, promover programas contínuos de desenvolvimento acaba sendo percebido como grande valor e uma forma de reter e também motivar os profissionais da empresa. Identificar os objetivos de carreira do profissional ajuda a alinhar treinamentos que sejam do interesse do profissional e principalmente que atendam as necessidades da empresa. O que acontece com freqüência, entretanto, é a realização de cursos que não estão alinhados nem com os objetivos do negócio e nem com os planos de carreira do colaborador. A pequena empresa deve estar atenta para isso, visando obter os melhores resultados, em curto e médio prazo, desses investimentos.

Qualidade de Vida: Outro aspecto altamente desejado pelos profissionais é melhoria na percepção de qualidade de vida. O conceito é amplo e está relacionado àsensação de bem-estar do indivíduo”, ou seja, é proporcionada pela satisfação de condições tanto objetivas (renda, emprego, objetos possuídos, qualidade de habitação) como também as condições subjetivas (segurança, privacidade, reconhecimento, afeto), segundo Wilheim e Deak (apud Cardoso, 1999:77). Por serem menores, as pequenas e médias empresas podem tirar grande proveito desse conceito e da percepção de valor agregado que isso representa aos seus colaboradores e assim, trabalhar esses aspectos como diferenciais para a atração e retenção de talentos, flexibilizando horários por exemplo.

Proximidade do núcleo decisório: Esse é outro aspecto valorativo que pode ser percebido nas pequenas e médias organizações. O executivo principal não é uma entidade inacessível, ele pode e deve estar próximo dos colaboradores, exercendo o papel de Líder-Coach, motivando e incentivado suas equipes. É fundamental aproximar a visão de negócio dos membros da sua equipe, ser uma pessoa acessível  que  estimule os liderados à proximidade, facilitando a criação de laços e relacionamentos que gerem confiança e respeito. Estar presente e próximo promove o sentimento de pertencer a algo maior, a percepção de ser importante, valorizado e reconhecido como elemento intrínseco dos resultados da empresa. Essa também é a vantagem da pequena empresa, que pode e deve ser explorada.

A possibilidade de adquirir o conhecimento sistêmico dos negócios: Essa é sem dúvida outra grande vantagem frente às grandes organizações. Transitar em várias áreas possibilita aprendizado mais rápido e generalista dos diversos segmentos da empresa, que vão muito além da área de formação dos profissionais. Estimula também o desenvolvimento de competências tais como a iniciativa e a pró-atividade, o relacionamento interpessoal, comunicação em diversos níveis, a agilidade para propor soluções alternativas. Isto constitui vantagem para os profissionais, pois a visão de negócio se amplia enormemente e nem sempre é explorado como diferencial nas contratações.

Há, portanto, vários caminhos a serem percorridos para que a pequena  empresa seja atraente e desejada pelos profissionais do mercado. Os caminhos sugeridos indicam que investir nas pessoas é o que pode fazer a grande diferença, pois somente desenvolvendo e estimulando pessoas é que será possível assegurar os resultados organizacionais e o aumento da competitividade.

Publicado em HSM blog 21_02_2011

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Pequena Empresa: Desafios de ser competitiva e atraente

Fevereiro 18th, 2011

Artigo de Estréia como blogueira do site da HSM

Por Adriana Gomes

Quando se pensa no primeiro emprego, há quase unanimidade pela escolha das grandes empresas. Fácil de observar, pois os números são reveladores. Alguns processos para Programas de Trainees, dessas grandes empresas, desejáveis como sonho de uma carreira ascendente, repleta de realizações e conquistas, arrastam mais de 32.000 jovens, para se chegar a um número por volta de 20 contratados.

As expectativas dos contratantes em ter os melhores de cada safra de formandos são altas e por parte dos candidatos, não passar nesses processos, corresponde a uma frustração maior do que a de não ser aprovado no vestibular.

Quando ingressam, entretanto, pode haver uma segunda frustração, pois apesar das perspectivas acenadas no início do processo, o que se vive no dia-a-dia, muitas vezes não corresponde aos anseios de inovação, autonomia, agilidade e possibilidade de fazer algo diferente. Muitos acabam encastelados em subáreas de sub-departamentos, muito distante dos cenários de decisões estratégicas altamente impactantes nos resultados dos negócios.

Por tradição cultural o brasileiro entende que empresas multinacionais, são melhores que as nacionais, que empresas de grande porte darão mais garantias e estabilidade além do status social e familiar. Mesmo que o cenário empresarial nacional tenha evoluído e conquistado projeção internacional, ainda há uma supervalorização do que é de fora.

Aos que não conseguiram ingressar nessas fabulosas fábricas de futuros líderes e gestores, acaba sobrando obter emprego em outras organizações, menores, familiares e geralmente sem o status que ofereceriam as maiores e melhores para se trabalhar.

Não há muitos incentivos, no período da graduação, para o empreendedorismo e a fala corrente é de que empreender no Brasil é tarefa difícil por conta das taxas tributárias, encargos sociais e trabalhistas. De fato, há muito pouco incentivo para o futuro empreendedor.

Ainda há enraizado no coletivo social que empreender é a falta de ter conseguido um lugar melhor para se estar. O empreendedor não é visto como agente de mudança na economia, mas quase como falha na obtenção de um lugar digno para se trabalhar. O brasileiro empreende motivado pelo desemprego, pela falta de reconhecimento na empresa onde trabalha ou pela baixa remuneração, não exatamente por ter algum projeto em que acredite e que planeje estrategicamente para iniciar suas atividades. É preciso mudar essa ideia. Peter Druker afirma que empreendedores são aqueles que aproveitam as oportunidades para criar as mudanças.

O momento é propício para isso. Há possibilidades de realizar negócios em praticamente todos os segmentos. É fato. A economia projeta possibilidades otimistas de crescimentos de até 6% ao ano. Bom sinal, porém, também um alerta.  Pode faltar mão-de-obra qualificada.

Há também, o mito de que não existem políticas de financiamento ao empreendedorismo no Brasil, mas existem e, por vezes o dinheiro destinado sobra por falta de bons projetos. O SEBRAE oferece apoio à inovação e incentivo aos pequenos e micro-empresários através de diversos programas tais como: Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas (SBRT), Clínicas Tecnológicas, Via Design, Projeto de Extensão Industrial Exportadora (PEIEX), Programa do Alimento Seguro (PAS) e Tecnologias Industriais Básicas (TIB), entre outros. (mais informações disponíveis no Blog Faça Diferente SEBRAE).

Os movimentos de terceirização e “Business Partner” favorecem o trabalho conjunto a grandes empresas. Desta forma há gravitação de inúmeras empresas parceiras e prestadoras de serviços de menor porte atuando como facilitadoras da realização dos serviços de grandes organizações. Mais uma chance para enxergar nas pequenas e médias empresas oportunidade para contribuir com o processo de inovação das grandes organizações e perspectivas de crescimento pessoal e profissional.

Artigo original em http://www.hsm.com.br/blog/2011/02/revista-especial-brasil-presenca-na-gestao-que-da-certo/#comments

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