As armadilhas de procurar emprego quando está empregado

Setembro 1st, 2010

87020Ter coragem de mudar, dar novos rumos para a carreira é sempre importante para o profissional, e aquela velha afirmação de que o melhor momento para procurar um novo emprego é quando está empregado continua valendo. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados para que esse momento de transição aconteça de forma estruturada e sem impactos negativos.

“O primeiro ponto, talvez o mais importante, é não descuidar da produtividade na empresa atual. Não é certo voltar todas as atenções para as buscas de um novo emprego e deixar cair a produtividade na função que exerce. É importante ter isso muito claro e saber separar as coisas”, aponta Adriana Gomes, professora do Núcleo de Estudos de Gestão de Pessoas da ESPM.

Para Adriana, quando o profissional começa a procurar um novo emprego, geralmente, já está desmotivado com a atividade ou com a empresa, daí a necessidade de um cuidado ainda maior para não deixar a desejar no fechamento deste ciclo na organização. “Não pode descuidar do desempenho, para sair da empresa deixando as portas abertas, com bom relacionamento e referências profissionais”, aconselha.

Outro aspecto importante é levantado por Priscila de Azevedo Costa Martins, coordenadora da Veris Carreiras – do Grupo Ibmec Educacional – a divulgação da disponibilidade para o mercado. Ela explica que o networking é, sim, relevante para conseguir novas oportunidades na carreira, no entanto, é preciso cautela e discernimento para saber como utilizá-lo. “Temos de pensar que numa rede de contatos conhecemos uma pessoa, que conhece alguém, que conhece outro, que pode conhecer nosso chefe. Então, todo cuidado é pouco. Saber como falar e com quem falar deve ser uma preocupação do profissional neste momento de transição”, diz Priscila.

As entrevistas no horário comercial
As consequências de envio de currículos e exposição para o mercado são entrevistas de emprego. Natural que elas comecem a surgir a partir do momento em que o profissional se apresenta disponível ou interessado em novas oportunidades. Mais um aspecto delicado. Sair no meio do expediente para fazer entrevistas não é uma boa opção. Inventar mentiras, consultas médicas ou coisas do tipo, também não é aconselhável.

“Tente negociar para o horário de almoço, antes ou após o expediente. Normalmente as consultorias já estão acostumadas com essa negociação, elas sabem que a pessoa está trabalhando e não pode sair no meio do horário de trabalho”, alerta Priscila. “Isso acaba sendo bem visto, porque transparece que é um profissional que se compromete com a empresa e que não vai sair e deixar ninguém na mão”, completa.

Segundo Adriana, essa possibilidade de negociação sempre existe, basta que o candidato se posicione e deixe claro o compromisso que ainda tem de cumprir com empresa atual. “O profissional tem de mostrar para a organização que está interessada nele que vai agir com profissionalismo até o último minuto. Que da mesma forma que não faria isso na empresa em que vir a trabalhar, não fará na atual”. A professora afirma que os entrevistadores costumam valorizar atitudes como essa.

Não faça leilão
Decidiu que quer um novo emprego? Ótimo, mas não faça da sua carreira ou de seu passe um leilão. “Ser convidado para uma entrevista e chegar no gestor ameaçando, definitivamente, não é a escolha certa: fui convidado para fazer uma entrevista e a vaga paga mais, você quer fazer uma contraproposta para eu ficar?”, exemplifica Priscila. Situações assim acontecem mais do que imaginamos.

Esse leilão pode custar muito caro para o profissional. “Caso esteja avaliando outra proposta, a pessoa tem de ser ética, e mais, ela pode muito bem receber um convite para fazer uma entrevista e não ser escolhida para a vaga, aí mais um motivo para não entrar num jogo com a empresa atual”, garante Adriana.

Veja mais dicas das especialistas:

  • Cuidado com quem comenta sobre o seu interesse em mudar de emprego e saiba a melhor forma de falar isso. Evite falar com colaboradores da mesma empresa.
  • Nunca use e-mail ou telefones corporativos nos dados para contato dispostos no currículo. Use informações pessoais.
  • Sempre tente negociar o horário das entrevistas e evite ao máximo sair no meio do expediente para tratar desses assuntos.
  • Não deixe a sua produtividade cair, mantenha uma imagem positiva na empresa.
  • Cumpra as suas responsabilidades até o último dia na empresa, seja ético e profissional.
  • Nunca fale mal da empresa ou gestor atual.

por Viviane Macedo _ UOL  Em São Paulo     25/08/2010 – 16h02

O outro lado: cinco pecados dos entrevistadores

Agosto 25th, 2010

*Adriana Gomes entrevista trabalho

Sempre há expectativas de que os profissionais de cada área sejam bons naquilo a que se propõem fazer. Há mais de 20 anos trabalhando na área de RH, entretanto, sempre ouço queixas sobre a atitude de entrevistadores. As queixas e comentários de frustrações com entrevistas de trabalho são constantes e vão das consultorias especializadas aos departamentos de recrutamento e seleção das empresas, desde os níveis iniciantes até os altos executivos envolvidos no processo.

Entrevistar é, sem dúvida, uma competência pouco desenvolvida pelas organizações. Não há muito investimento para o desenvolvimento dessa ferramenta de trabalho, pois se imagina que seja uma conversa e que com algumas perguntas já seja possível identificar as principais características de uma determinada pessoa. Engano!

Entrevistar requer prática, treinamento da escuta, atenção aos detalhes, observação atenta, concentração e preparo. Uma entrevista bem feita pode economizar tempo no final do processo, mas ela não é rápida. Claro que entendo a pressão pelas demandas, porém, é importante não negligenciar a parte mais nobre do processo. O contato pessoal traz ao entrevistador dezenas de informações que certamente contribuirão para a confirmação, ou não, do que foi obtido pelo currículo e testes pré-entrevista. Assim, o entrevistador não pode se esquecer da responsabilidade que está em suas mãos.

Selecionar profissionais adequados para as vagas é estratégico. Custa caro para as empresas contratar o profissional errado. Causa frustração para o contratante e para o contratado. Ingressar em uma empresa por erro na seleção representa prejuízos financeiros, perda de tempo inestimável para o profissional e para a empresa. Ao contrário, processos bem conduzidos, com entrevistas bem realizadas, quando o contratante e, consequentemente, o entrevistador têm clareza das competências desejadas para o bom desempenho da função, visão e conhecimento do negócio e da área, favorecem os melhores resultados.

Listei alguns que considero os principais pecados dos entrevistadores:

1. Não compreender o perfil da vaga: erro comum. O entrevistador é a ponta do processo, precisa ser proativo e questionar o solicitante sobre as expectativas do cargo e da pessoa. Geralmente a solicitação tende a ser breve, quando não é feita eletronicamente. Quando há uma reunião para isso, costuma ser travada em nível subjetivo e o entrevistador tende a “achar” que está entendendo o que está sendo solicitado. Aí começam os ruídos de comunicação.

2. Não se preparar para a entrevista: imprescindível ler o currículo do candidato atentamente. Parece óbvio, mas nem sempre é isso o que acontece. Muitos contam com a capacidade de improvisação e com a previsível pergunta: “me fale sobre sua experiência profissional”. Porém o candidato percebe quando seu currículo foi lido pela qualidade das perguntas e muitas vezes pelas expressões do entrevistador de surpresa ou frustração, por exemplo, ao mencionar uma informação que já consta no currículo.

3. Arrogância: Muitos entrevistadores se acham donos e senhores das vagas; assim, todo aquele que se apresenta para essa “autoridade” deve submeter-se aos seus desejos. Horas de espera, mudanças de datas de última hora sem justificativa plausível, olhar de superioridade, pouca ou nenhuma empatia e criação de clima de terror na entrevista. Esse tipo de atitude desperta no entrevistado reação de defesa e pouca ou nenhuma atitude contributiva, mesmo que ele precise e deseje aquela posição. Com esse comportamento, consciente ou não por parte do entrevistador, ele corre o severo risco de não obter o melhor dos candidatos em processo de entrevista.

4. Perguntas pouco estruturadas ou indutivas: Apesar do modelo de seleção por competências ser uma forte tendência, ainda há muitos profissionais da área que não se utilizam desse modelo — que se baseia em obter informações das experiências passadas dos candidatos. Fazer perguntas indutivas do tipo: “Você acredita que trabalhar sobre pressão, atualmente, seja importante?” pode enviesar a qualidade da resposta. Algumas perguntas hipotéticas também são questionáveis do tipo “o que faria se encontrasse uma caixa no seu caminho?” não é lenda. Essa pergunta aconteceu. Qual o objetivo da pergunta? O que você quer efetivamente saber? É importante para avaliar o candidato? Uma boa entrevista é resultado de ótimas perguntas.

5. Evite preconceitos: Mais do que qualquer outro profissional, o selecionador deve evitar a todo custo os rótulos e prejulgamentos. Há profissionais que se formaram em áreas diferentes daquelas tradicionais requisitadas pelo solicitante e que são ótimos profissionais, que desejam fortemente mudar de área e o profissional da área de seleção deve ser aquele que consegue perceber além do óbvio, além das aparências, e isso só será possível quando se libertar dos crivos e do convencional. Uma das características mais desejáveis nas organizações de ponta é ter em seu time pessoas multifacetadas, com interesses diversos e com grande capacidade de adaptação e flexibilidade. Se quem seleciona pensa dentro da caixa, como identificar esses profissionais?

*Adriana Gomes é coordenadora acadêmica de Pessoas da pós-graduação da ESPM, coordenadora do ESPM Carreiras e diretora do site http://www.vidaecarreira.com.br, psicóloga, mestra em Psicologia, consultora sênior de RH, orientadora de carreira, além de palestrante autora do livro “Mudança de carreira e transformação da identidade”, editora LCTE.

Dez tendências que revolucionarão os modelos de trabalho

Agosto 10th, 2010

Artigo interessante sugestivo. Mais mudanças no mundo do trabalho, algumas delas já em prática. O cuidado fica, em minha opinião está no item 10 da lista Caem barreiras entre vida profissional e pessoal. Não é uma questão nova, mas saber administrar essa situação será fundamental para a saúde, física e mental. 

Boa leitura,

Um abraço,

Adriana Gomes87020

 

 A consultoria Gartner elabora lista com as questões que mudarão a forma como as empresas atuam e que devem impactar diretamente a TI

O mundo do trabalho já sofreu alterações profundas nos últimos 20 anos, graças às tecnologias e à evolução das práticas de gestão. E, de acordo com a consultoria Gartner, mudanças ainda maioires estão por vir nos próximos dez anos, quando questões como a falta de rotina e a hiperconectividade afetarão diretamente o mercado e as empresas. Para a Gartner, um dos principais pontos de mudança será o fato de que as organizações terão menos rotinas. Até 2015, a consultoria projeta que 40% ou mais das corporações trabalharão dessa forma, contra menos de 25% neste ano.

Além disso, as pessoas dependerão cada vez mais do trabalho em equipe, o que exigirá tecnologias que garantam a comunicação e a interação entre as pessoas. Para ajudar as companhias a prever cenários futuros e se preparar para novos ambientes de trabalho, a Gartner listou as dez grandes mudanças para os próximos anos, que impactarão diretamente na TI.

 1 – Valorização do trabalho que depende da interação humana O principal valor das pessoas estará na capacidade de realizar processos que fujam da rotina. As contribuições humanas que resultem em descobertas e inovações estão incluídas nessa categoria. O foco do uso da tecnologia, nesse caso, deve ser muito bem direcionado para estimular uma integração e interação entre os profissionais para estimular ideias e discussões.

2 – Grupos de trabalho A Gartner prevê também uma disseminação dos trabalhos em grupo para atacar, de forma rápida, problemas específicos e difícil solução. Segundo a consultoria, esse formato de trabalho será muito mais valorizado e premiado que as ações individuais. Além disso, tende a mudar o atual forma do trabalho em equipe, já que dependerá de pessoas de diversas áreas da organização.

 3 – Relacionamento em cadeia Com a adesão aos modelos de trabalho em grupo, os profissionais têm de lidar melhor com as relações em cadeia. Assim, as pessoas precisam explorar o networking (rede de contatos) para buscar os indivíduos mais adequados para resolver problemas e buscar alternativas. Essa postura é crucial para o sucesso das iniciativas em grupo e para o consequente resultado para os negócios.

4 – Equipes externas A organização não tem controle sobre alguns grupos informais externos de pessoas que podem ter impacto direto no sucesso ou no fracasso da empresa. Esses grupos estão ligados por interesses comuns, incidentes específicos, entre outras razões. Os executivos mais habilidosos sabem conviver com um ecossistema de negócios fora do controle da companhia, com seu poder de influência. Esse poder depende do entendimento sobre o potencial coletivo e da identificação das pessoas-chave nos grupos informais, já que é fundamental reunir inteligência de marketing por meio desses grupos. Igualmente importante é descobrir como usar os grupos para definir segmentos de mercado, produtos e diversas estratégias de negócios.

 5 – Processos informais As empresas precisam detectar todo tipo de processo que foge da rotina, mas que contribui para a tomada de decisões. Segundo a Gartner, essas ações informais tendem a ganhar cada vez mais força no longo prazo. E a única forma das organizações se prepararem para isso é criar rascunhos com os principais modelos de processos.

6 – Trabalho espontâneo Outro conceito incluído na descrição do novo ambiente das empresas é o trabalho espontâneo, o qual não depende de processos ou de funções específicas. A consultoria prevê que boa parte dos projetos tende a nascer a partir desse tipo de iniciativa não programada.

7 – Simulação e experimentação A imersão em ambientes simulados, similares aos que puderam ser visto no filme Minority Report, substituirá a extensa análise de células em planilhas. O ambiente simulado será construído a partir de tecnologias que consigam identificar como reunir elementos baseados na forma como as pessoas interagem com o conteúdo. As pessoas, por sua vez, têm a possibilidade de manipular uma série de parâmetros para reformular o mundo virtual.

 8 – Sensibilidade a novos padrões O mundo dos negócios está ficando mais volátil e já não admite uma postura linear, na qual as experiências passadas baseiam modelos futuros. A tendência é de um mercado cada vez menos previsível, razão pela qual algumas organizações já criam grupos especificamente para detectar padrões emergentes, avaliar essas tendências e desenvolver cenários sobre a influência das grandes mudanças e como explorá-las.

 9 – Hiperconectividade O caráter hiperconectado já está presente na maioria das organizações, que abrangem redes em cima de redes, sobre as quais é difícil manter controle. Com esse cenário, haverá cada vez mais misturas entre relações formais e informais nas relações corporativas, impactando an forma como as pessoas trabalham e na função do departamento de TI, que deve estar preparado para apoiar e aumentar as conexões.

 10 – Caem barreiras entre vida profissional e pessoal O local de trabalho é cada vez mais virtual e os encontros de negócios acontecem entre pessoas que mal se conhecem. Mas o funcionário ainda terá seu local físico de trabalho, mesmo que seja em casa. Com isso, a tendência de muitos é que as linhas que separam vida pessoal, profissional, social e familiar desapareçam. Cada indivíduo precisa gerenciar a complexidade criada por demandas que se sobrepõem. Quem não souber administrar essa situação pode ter o desempenho comprometido, pois acabará se deparando com o excesso de informação.

Redação da Computerworld Publicada em 05 de agosto de 2010 às 08h15

Negociação:10 Dicas para o Sucesso!

Agosto 4th, 2010

Apesar do artigo ter sido escrito em 1997, continua sendo atual. Negociamos o tempo inteiro, no trabalho, com amigos, superiores, com marido, namorado, filho, pais, conosco e creio que essa última categoaria de negociação seja a mais complicada. Por isso segue mais um belo artigo nessa área. Boa leitura e boas negoaciações daqui para frente!

Um abraço,

Adriana Gomes

BIC028Por Fernando Silveira

O mundo das negociações é essencialmente mutante. Paradigmas de hoje podem não mais ser válidos amanhã. Além do seu próprio potencial negociador você deve estar sempre em constante desenvolvimento buscando antecipar-se às mudanças, administrando-as convenientemente.

O fato é que todos querem negociar bem e obter um resultado amplamente satisfatório.

Se você planeja convenientemente o processo, se identifica alternativas e vai preparado para o evento tenho aqui um roteiro para ajudá-lo a alcançar seus objetivos com mais eficácia. São 10 dicas:

1- Seja um bom ouvinte
2- Desenvolva o espírito negocial
3- Planeje
4- Mire alto
5- Seja paciente
6- Vise a satisfação
7- Tenha cuidado com a primeira oferta
8- Seja ético
9- Troque as concessões
10- Seja empático

1) Seja um bom ouvinte.
Na medida em que você ouve atentamente e sem interrupções habilita-se para decodificar a mensagem do outro lado e obter informações que poderão ser úteis ao processo.

Muitas negociações tem o elemento tempo sob forte pressão: – é um contrato que precisa ser logo fechado ou outros fatores indutores de pressa – e com isto deixa-se de ouvir convenientemente o outro negociador. Uma regra que pode ajudá-lo a ser um ouvinte cada vez melhor é a dos 70/30, ou seja: planeje-se para ouvir 70% do tempo e falar 30%.

2) Desenvolva um espírito negocial.
Muitos negociadores de sucesso tem consciência de que é possível tudo ser negociável desde que estejam em um ambiente declaradamente de negociação. A assertividade deve substituir a agressividade no processo para que se possa alcançar o objetivo planejado. Tenha em mente que por mais difícil pareça um acordo sempre haverá a possibilidade de alternativas.

Todo processo de negociação comporta uma zona de possível acordo, ZPA, que você deve identificar desde a fase de planejamento a fim de explorá-la convenientemente na fase de debates e argumentação. Por isto você deve procurar estabelecer suas alternativas antes de deflagrado o processo e estar pronto para flexibilizá-las se necessário.

3) Planeje
Ao participar de um evento negocial tenha um segmento do seu tempo para estudar e dominar todas as variáveis a interferir no mesmo. Muitas vezes será necessário pré-negociar internamente recursos, prazos, especificações, metas, condições de pagamento , etc. Portanto venha para a reunião de negociação com todo o dever de casa diligentemente realizado. Isto lhe dará muita segurança no processo.

4) Mire alto
Desde que buscados com legitimidade seus objetivos deverão ser sempre na faixa máxima . Lutando por mais mais você poderá obter mais em uma negociação. Por exemplo: se você pode vender por 1000 e o mercado paga 1200 esta será sua faixa inicial! Na outra ponta, se você pode pagar à vista mas for interessante fazê-lo em 60 dias busque inicialmente esta alternativa!

5) Seja paciente
Um dos pecados capitais do negociador brasileiro é a impaciência muitas vezes causada por metas irrealistas ou necessidade de logo fechar o acordo. Você até fecha com um resultado, digamos, razoável mas poderia torná-lo ótimo não fosse a impaciência que na realidade atropela o processo e elimina possibilidades de mais ganho. Estando com um bom planejamento você torna o processo mais produtivo e não necessita ser refém da impaciência. Ás vezes uma reunião de negociação que se estendeu por uma ou duas horas além do previsto pode trazer excelente compensação.

6) Vise a satisfação
Negociação é uma estrada de mão dupla. Tanto você quanto o outro negociador deverão estar legitimamente comprometidos na busca de um resultado altamente satisfatório. Mas… não terá sido negociação de fato se somente um lado alcançar seus objetivos e o outro ficar com a sensação de perda ou frustração.

Por isto vise a satisfação do processo como um todo e lute para obter o máximo possível. O outro lado certamente fará o mesmo e aí teremos um resultado otimizado para ambos os lados.

7) Cuidado com a primeira oferta
Se você planejou bem, se identificou claramente a zona de possível acordo e suas alternativas, é paciente e ouve bem durante o processo o seu grau de auto-confiança será elevado e a primeira oferta do outro lado será apenas um balizador para sua argumentação buscando obter concessões .

8) Seja ético
Vivemos um ambiente em que a todo momento surgem arranhões à ética: na política, na justiça e nos negócios.

A realidade mostra que agir eticamente nas negociações traz inúmeras vantagens. A maior delas tem a ver com você, que agindo com correção e exigindo respeito torna-se conhecido como um negociador confiável com o qual pode-se travar os mais duros embates na certeza de lisura e resultados concretos.

9) Troque as concessões
Lembre-se que negociar é sobretudo trocar concessões de um lado para o outro em busca da conclusão de um acordo. Tenha suas concessões estudadas na fase de planejamento e procure incluí-las no rol de suas alternativas para fechamento do negócio.

Concessões são sempre trocadas: jamais ceda alguma se não for a troco de outra mesmo que naquele momento aquela concessão não seja tão determinante. É importante você fazer com que o outro lado lute por qualquer troca de concessões criando equilíbrio no processo.

10) Seja empático
Tenha em mente que o processo de negociação é um evento fortemente alicerçado na dimensão humana: são pessoas que o fazem evoluir para um acordo. Pessoas como você, que possuem crescentes aspirações pessoais e profissionais, que carregam uma série de influências e desejam obter o melhor resultado possível.

Procure ver o outro lado como um parceiro e seja compreensivo quanto a possíveis dificuldades pessoais. Dando este toque humano ao processo você estará fazendo algo mais por uma conclusão satisfatória!

Fernando Silveira, Administrador e Advogado, é especialista em Negociação atuando desde 1982 em todo o país e pode ser acessado pelo endereço fsilveira10@msn.com30/09/2007

10 dicas para uma negociação salarial de sucesso

Agosto 4th, 2010

Negociação é um tema apaixonante, pois trata da arte de persuadir. Infelizmente não é uma matéria da grade escolar, mas em minha opinião deveria estar no currículo desde o ensino médio.

Quando a questão é salário, então, as dúvidas se agigantam e sem o devido preparo a situação pode ficar embaçada. Assim essa matéria é bem oportuna quando se trata de Gerenciamento de Carreira.

As dicas são bem oportunas.

Um abraço, boa leitura.

Adriana

 

87154Normalmente, a discussão sobre salário começa bem antes de você ser chamado para a vaga. Tudo começa na primeira conversa que você tem com o selecionador, que na maior parte dos casos é feita por telefone. É nesta “pré-entrevista” que o profissional de RH vai querer saber, entre outras coisas, quanto você quer ganhar e quanto ganhou – ou está ganhando – no último ou atual emprego. Se o seu perfil e sua pretensão salarial estiverem de acordo com a vaga pretendida, o selecionador vai marcar a primeira entrevista pessoal com você – onde a questão salarial será tratada novamente.

Para o diretor de RH da Microsiga, Flávio Balestrin, muitos candidatos ainda enfrentam relutância em falar da importância que o salário tem nas suas vidas. “Se eu faço a seguinte pergunta – Qual é a importância do dinheiro na sua vida? – muitas pessoas tremem de medo e não sabem o que dizer. É preciso ser sincero e não ter vergonha de dizer o quanto a questão salarial é importante, mas salientar também outras coisas, como a oportunidade de estar trabalhando naquela empresa, a ascensão profissional que terá nesta nova posição, entre outros aspectos”. Da mesma forma, quando o selecionador perguntar sobre o seu último ou atual salário e quanto pretende ganhar, a dica de Flávio é: não minta. “O bom entrevistador consegue identificar qual a sua remuneração real, seja pelo perfil da vaga ou pela desenvoltura com que o candidato coloca as informações”.

Na entrevista de emprego, discutir sobre o salário costuma ser o momento mais desconfortável. Antes de argumentar, é preciso lembrar que ambos os lados estão cumprindo seus papéis, então não encare este processo como uma luta entre antagonistas. Aliás, seu objetivo é mudar de lado na mesa, quebrando as barreiras e trabalhando em equipe. Assim, o processo de comunicação se abre.

Para isso, mostre o quanto você está feliz com a oportunidade e questione sobre todas as ramificações da oferta. Além de desarmar o nervosismo, suas perguntas podem ser valorizadas. Lembre-se que a negociação de salário tem uma posição importante no desenvolvimento das relações com o novo emprego. Afinal, este pode ser seu último teste. Confira 10 dicas de como tratar o tema e conseguir o que você quer:

1. Esteja preparado
Faça uma pesquisa de mercado e, levando em conta suas necessidades, estabeleça um nível razoável para salário e benefícios adicionais – como bônus, ações e férias. Certifique-se que este “pacote” atende às suas expectativas, para não ter problemas futuros. Tenha justificativas na ponta da língua para defender sua proposta, como experiência e competência.

2. Seja firme
A maioria dos negociadores procura escapar com reações hostis. Evite esta cilada fazendo uma oferta razoável e apropriada e permaneça nesta posição até a outra parte oferecer uma boa razão para você mudar.

3. Seja prudente
Mantenha sua proposta em mente. O objetivo é atingir um acordo que satisfaça a ambas as partes. Se a discussão está longe de um acordo, pense em outra proposta. Use sua energia para criar soluções, não para armar uma batalha.

4. Controle a ansiedade
Deixe a negociação para o fim da entrevista. Deixe a conversa rolar, conquiste o empregador e então fale sobre valores.

5. Primeiro, a empresa
Quando o empregador faz a proposta antes, você tem a oportunidade de revisar sua própria proposta. Compare o valor posto na mesa com a faixa salarial do mercado para chegar a uma conclusão satisfatória.

6. “Quanto você tem em mente?”
Para responder a pergunta, dê uma resposta mais ampla, sem citar valores específicos. Você pode dizer “Em procuro algo em torno de X reais”. Deixe claro que você está familiarizado com a média do mercado.

7. Comece com o tom certo
Deixe a pessoa saber que você vai ouvir e procurar entender o ponto de vista da empresa. Ao mesmo tempo, mostre que você espera o mesmo. Assim, vocês trabalham em conjunto para chegar a um consenso. Evite ultimatos, ameaças e outros comportamentos rígidos.

8. Tenha uma carta na manga
Crie possíveis soluções para um impasse e coloque-as na mesa. Juntos, sem compromisso formal, empresa e candidato podem decidir qual é a mais vantajosa para ambos.

9. Deixe claro seus interesses
A negociação deve satisfazer uma lista de necessidades, não apenas a salarial. Outros tipos de compensação podem ser válidos – como divisão de lucros, ações, bônus, mais responsabilidade, uma agenda de promoções, férias maiores ou horários flexíveis.

10. Foque em um critério
É muito mais fácil persuadir alguém quando a proposta é fundamentada em um critério objetivo, como pagamento por experiência, competência ou tempo de casa. Procure saber em qual linha você se encaixa na empresa.

Após a negociação, reflita sobre os pontos que você acertou e os que errou. Com esta auto-análise, o processo será mais tranqüilo da próxima vez.

http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/ge/entrevista/pratica/141003-negociacao_salario.shtm

Entrevista comO matemático Marshall Goldsmith, que há 30 anos treina executivos

Agosto 3rd, 2010

VOCE S/A – O Seu portal de gestao de carreira.

Conheça algumas armadilhas em anúncios de vagas

Agosto 2nd, 2010

Em época  mercado aquecido ou não, a busca por uma colocação é sempre um desafio. 87178 Há algumas armadilhas que pegam desavisados aqueles mais ansiosos ou desinformados. O artigo abaixo oferece algumas dicas para evitar ciladas na hora de buscar um lugar ao sol no mercado de trabalho.

Um abraço,

Adriana Gomes

 

Por: Flávia Furlan Nunes

SÃO PAULO – Quem procura emprego em jornais deve tomar cuidado. Mesmo no desespero para conseguir uma vaga, é preciso ter consciência de que existem pessoas que aplicam fraudes por meio de anúncios, apesar de todo o controle de jornais para que isso não aconteça. Para evitar golpes, o candidato deve identificar qual a empresa que está anunciando. Procure o número de telefone e, se tiver tempo, vá até o local para verificar se a empresa está mesmo à procura de profissionais. Afinal, o currículo a ser enviado contém dados pessoais, que podem cair na mão de pessoas de má fé. Consultorias Em alguns casos, são consultorias que prometem milagres nos anúncios, mas que não mostram os valores de seus serviços. “Fique esperto com o discurso de que a empresa vai fazer com que você consiga o emprego dos sonhos. Essas empresas até cobram para fazer testes”, disse a consultora de planejamento de carreira da Manager, Carina Daniel. Anúncios fechados De acordo com a gerente de desenvolvimento da Caliper, Alessandra dos Santos Moura, as companhias costumam fazer anúncios fechados – nos quais não revelam os nomes -, por ser estratégico ou por ser uma substituição. “Nesse caso, não saber qual a empresa é pior porque o profissional não vai poder se preparar muito bem para a entrevista. Uma das dicas para se dar bem em seleções é conhecer e estudar a empresa”, afirmou. Ainda no caso da empresa com anúncio fechado, o profissional pode cair em uma cilada. “A pessoa vê que o perfil e a capacitação desejada são os mesmos que possui e pode estar mandando currículo para a própria empresa”, disse a consultora da Manager.

 

01/10/07 – 08h46 InfoMoney

A importância de manter o networking ativo

Julho 21st, 2010

 Nunca as redes de relacionamento foram tão movimentadas, acessadas, comentadas e até estudadas, porém, ninguém ensina como desenvolver e cuidar das redes de contato. Isso costuma ser feito intuitivamente. Ouve-se apenas o conselho, “desenvolva e ou cuida de sua rede de contatos”, porém, como fazr isso, adequadamente. A matéria a seguir, ajuda a levar luz sobre o tema. Meu posicionamento, equanto consultora de carreira está alinhado com o texto de Clarice Pereira*.  Um abraço,

Adriana Gomes995748___network__

 Quem pensa que contatar várias pessoas em redes sociais ou distribuir uma coleção de cartões corporativos são garantias para manter ativo seu networking, está enganado! Qualidade no relacionamento é melhor que quantidade no momento de montar sua rede de contatos.

Na atualidade, com mercado altamente competitivo, manter uma rede de relacionamento pode fazer a diferença no momento de procurar um emprego ou realizar novos negócios. Mas de nada adianta distribuir cartões de apresentação, ter muitos contatos virtuais, se você não mantém o vínculo com seu networking. “O principal objetivo de se relacionar com outras pessoas é a troca de conhecimento, informações e cooperação”, justifica a jornalista e especialista em marketing Clarice Pereira, da Link Portal da Comunicação. Para a profissional não é de bom grado procurar as pessoas apenas quando precisa de um favor. “Ao invés de passar uma imagem positiva, a atitude pode causar uma impressão contrária”, avalia. “Ganhar a confiança do outro leva tempo e investimento pessoal”, acredita. Por isso fica difícil cultivar um relacionamento verdadeiro com centenas e milhares de pessoas simultaneamente. Nesses casos, as relações serão superficiais e no momento necessário, esses contatos não se motivarão por sua causa.

A internet pode ser um meio de contato com novas pessoas, as redes sociais provam isso. Porém, se achar que adicionar simplesmente contatos sem nenhum critério aumenta seu poder de relacionar-se no mundo analógico, você pode sofrer alguma decepção. Fazer networking é mais que isso. Redes como Linkedin e Facebook podem ser úteis quando são bem utilizadas. Elas ajudam encontrar pessoas que tenham interesses parecidos e isto pode contribuir na troca de experiências.

A Web pulverizou o networking. Saber como utilizá-la a seu favor é fundamental para aprofundar, difundir, trocar conhecimentos e saber o que acontece na sua área. Mas, o contato on-line, com sua facilidade de uso, rapidez e instantaneidade, não pode substituir o convívio presencial.

Reuniões, palestras, cursos, eventos, conferências, atividades de lazer, entre outras formas de aproximação, continuam os melhores caminhos para se construir relacionamentos duradouros. “Mesmo com as vantagens que a internet nos trouxe, o contato pessoal é imprescindível”, afirma Clarice. “Devemos nos lembrar que as decisões são tomadas fora do ambiente virtual”, completa.

O networking é uma ferramenta, que se bem utilizada, pode trazer vários ganhos: oportunidade de trabalho, informações relevantes, divulgação do seu trabalho, ganhar novos clientes, enriquecimento pessoal, além de proporcionar novas oportunidades, seja nos negócios ou na vida pessoal.

Algumas dicas são essenciais para não cometer erros no momento de fazer seu marketing pessoal:

 • Planejar é fundamental;

• Defina uma área que lhe interesse;

• Monte uma lista das pessoas relacionadas ao assunto;

• Saiba quais os eventos que acontecem sobre o tema, e se possível, esteja presente;

• Faça o contato personalizado com cada um das pessoas;

• Estude o assunto para não cometer gafes;

• Tenha à mão seus cartões pessoais;

• Introduza conversas, troque ideias;

• Quando abordar uma determinada matéria, seja claro e natural;

• No caso de precisar de um favor, perceba se a pessoa entendeu suas intenções.

• Marque presença junto à sua rede de relacionamentos;

• Esteja aberto para novos contatos;

• Avalie se o novo contato vai lhe acrescentar algo, lembre-se que a relação é de troca.

• Não fale mal dos outros;

• Mantenha atualizada sua rede de relacionamentos.

 *Clarice Pereira é jornalista, formada pela USP – universidade de São Paulo e especialista em marketing, pela ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing. Atualmente comanda a Link Portal da Comunicação, assessoria de comunicação integrada, fundada há mais de dez anos. E-mail: linkcomunicacao@linkportal.com.br

Tempo de Escolher

Julho 1st, 2010

 

Ne87126ste artigo, Tom Coelho trata a questão das escolhas sob uma perspectiva bem interessante. Todos nós fazemos escolhas diáriamente, algumas com maior impacto em nossas vidas outras triviais. O que escolher e como fazemos nossas escolhas? Quais os critérios, crenças e valores por trás daquilo que efetivamente fazemos. Eis a questão

* por Tom Coelho

Muitos amigos leitores têm solicitado minha opinião acerca de qual rumo dar às suas carreiras. Alguns apreciam seu trabalho, mas não a empresa onde estão. Outros admiram a harmonia conquistada, mas não têm qualquer prazer no exercício de suas atividades. Uns recebem propostas para mudar de emprego, financeiramente desfavoráveis, porém desafiadoras. Outros têm diante de si um vasto leque de opções, muitas coisas por fazer, mas não conseguem abraçar a tudo.

 Todas estas pessoas têm algo em comum: a necessidade premente de escolhas. Lembro-me de Clarice Lispector: “Entre o sim e o não, só existe um caminho: escolher”.

 Acredito que quase todas as pessoas passam ao longo de sua trajetória pelo “dilema da virada”. Um momento especial em que uma decisão específica e irrevogável tem que ser tomada apenas porque a vida não pode continuar como está. Algumas pessoas passam por isso aos 15 anos, outras, aos 50. Algumas talvez nunca tomem esta decisão, e outras o façam várias vezes no decorrer de sua existência.

 Fazer escolhas implica renunciar a alguns desejos para viabilizar outros. Você troca segurança por desafio, dinheiro por satisfação, o pouco certo ao muito duvidoso. Assim, uma companhia que lhe oferece estabilidade com apatia pode dar lugar a uma dotada de instabilidade com ousadia. Analogamente, a aventura de uma vida de solteiro pode ceder espaço ao conforto de um casamento.

Prazer e Vocação

 Os anos ensinaram-me algumas lições. A primeira delas vem de Leonardo da Vinci que dizia: “A sabedoria da vida não está em fazer aquilo que se gosta, mas em gostar daquilo que se faz”. Sempre imaginei que fosse o contrário. Porém, refletindo, passei a compreender que quando estimamos aquilo que fazemos, podemos nos sentir completos, satisfeitos e plenos, ao passo que se apenas procurarmos fazer o que gostamos, sempre estaremos numa busca insaciável, porque o que gostamos hoje não será o mesmo que prezaremos amanhã.

 Todavia, é indiscutível a importância de alinhar o prazer às nossas aptidões. Encontrar o talento que reside dentro de cada um de nós ao que chamamos vocação. Oriunda do latim vocatione, e traduzida literalmente por “chamado”, simboliza uma espécie de predestinação imanente a cada pessoa, algo revestido de certa magia e divindade. Uma voz imaginária que soa latente, capaz de converter advogados em músicos, fazer engenheiros virarem suco. É um lugar no tempo e no espaço onde a felicidade tem sua morada.

 Escolhas são feitas com base em nossas preferências. E aí torno a recorrer à etimologia para descobrir que o verbo “preferir” vem do latim praeferere e significa “levar à frente”. Parece-me uma indicação clara de que nossas escolhas devem ser feitas com os olhos no futuro, no uso de nosso livre-arbítrio.

 O mundo corporativo nos reserva muitas armadilhas. Trocar de empresa ou mudar de atribuição, por exemplo, são convites permanentes. O problema de recusá-los é passar o resto da vida se perguntando: “O que teria acontecido se eu tivesse aceitado?”. Prefiro não carregar comigo o benefício da dúvida. Por isso, opto por assumir riscos calculados e seguir adiante. Somos livres para escolher, porém prisioneiros das consequências.

 Para aqueles insatisfeitos com seu ambiente de trabalho, uma alternativa à mudança de empresa é postular a melhoria do ambiente interno atual. Dialogar e apresentar propostas são um bom caminho. De nada adianta assumir uma postura defensiva e crítica. Lembre-se de que as pessoas não estão contra você, mas a favor delas.

 Por fim, combata a mediocridade em todas as suas vertentes. A mediocridade de trabalhos desconectados com sua vocação, de empresas que não lhe valorizam, de relacionamentos falidos. Sob este aspecto, como diria Tolstoi, “Não se pode ser bom pela metade”. Meias-palavras, meias-verdades, mentiras inteiras, meio caminho para o fim.

 Os gregos não escreviam obituários. Quando um homem morria, faziam uma pergunta: “Ele viveu com paixão?”.

 Qual seria a resposta para você?

 * Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br.

Administrar um time de estrelas requer habilidade, cuidado e sensibilidade por parte dos gestores

Junho 21st, 2010

Por Márcio Jardim

 Desde que anunciou a escalação da seleção brasileira, o técnico Dunga tem sido alvo de críticas. O motivo: falta de craques na equipe. Dunga deixou de fora os atacantes Adriano, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Ganso e Neymar, todos reconhecidos por seu brilho raro em campo e alguns pela indisciplina decorrente de certo excesso de estrelismo. As motivações do técnico para excluí-los são um mistério, mas a escolha de profissionais especialmente talentosos, seguros de seu valor e com comportamentos controversos pode ser um desafio para diversas corporações. Afinal, administrar talentos fora de série, motivá-los e enquadrá-los em trabalhos de equipe requer habilidade, cuidado e sensibilidade por parte dos gestores.

 O diretor de Recursos Humanos da Google para América Latina, Deli Matsuo, conhece bem a realidade de administrar profissionais brilhantes. A Google é uma empresa que só contrata colaboradores com formação de primeira linha, altamente capazes e com um perfil extremamente realizador. Para mantê-los, portanto, precisa oferecer condições de trabalho condizentes com seus talentos, perspectivas de crescimento e uma série de outros benefícios que suportem as exigências desses profissionais. “Administrar um time de estrelas é como namorar uma garota linda: é preciso fazer de tudo para agradá-la”, resume.

 A afirmação é delicada, mas a diferença é que a namorada é apenas uma e a Google tem 250 colaboradores no Brasil e 23 mil no mundo. Haja paixão! Mas é isso mesmo o que se precisa. Matsuo diz que os gestores precisam ter um amor incondicional por suas equipes, perceber o que cada membro necessita e procurar atender ao máximo seus desejos. “Quando uma empresa tem profissionais de peso, a organização precisa suportar esse grupo, ela tem que saber dar oportunidades e propor desafios interessantes, atrair a participação e oferecer benefícios adequados para cada um”, afirma.

 Segundo Matsuo, o gestor tem a responsabilidade de saber o que os profissionais almejam para se sentirem felizes e o RH precisa dar apoio para ações que visem a proporcionar essa felicidade. É por isso que ele defende a existência de Departamentos de RH adequados aos objetivos da corporação. “Se a empresa tem um profissional de RH para cada 500 colaboradores, não dá para atender bem.”

 Durante o Congresso de RH promovido pela Febraban, no dia 25 de maio, ele comentou, ainda, que embora a geração Y, dos nascidos depois dos anos 1990, seja caracterizada por sua avidez por uma ascensão rápida na carreira, salários e promoções não são os únicos instrumentos de motivação. “Tem gente que quer ser promovido, mas há outros que gostariam de ter experiências internacionais, outros preferem ter mais qualidade de vida e querem horários flexíveis para administrarem melhor seu tempo e há, ainda, os que não querem mudar de cargo porque sabem que deixariam de realizar as tarefas técnicas que desenvolvem”, observa. Para ele, o importante é compreender essas dinâmicas.

 Exigências excessivas

 1909adriana032Um RH atento aos desejos dos colaboradores é positivo, o problema é quando os profissionais adotam comportamentos excessivamente exigentes, infantis e até megalomaníacos na empresa por acreditarem que podem ou sabem mais dos que os colegas. A psicóloga Adriana Rodrigues Gomes, da consultoria Vida e Carreira, adverte que esse tipo de atitude é condenada pelos gestores, ainda que a capacidade técnica do profissional seja excelente. “As acompanhias já perceberam que, no médio prazo, colaboradores com essa característica sempre trazem problemas”, comenta. Adriana observa que hoje em dia executivos com habilidades no relacionamento interpessoal são muito mais bem vistos no mercado de trabalho, eventualmente até mais do que outros com melhores qualidades técnicas e humor indomável.

 A psicóloga analisa, ainda, que a egotrip de alguns profissionais, inclusive os que assumem cargos mais elevados, pode estar relacionada com mecanismos de defesa contra críticas. “Adotar uma postura de distanciamento e até agressividade com os demais colegas é uma forma de ficar à margem de contestações”, observa. No entanto, o preço de jamais ser criticado é a solidão e o excesso de tarefas, uma vez que a tendência dos demais colegas é evitar aquele profissional arrogante e cheio de si. “Quando o comportamento da pessoa não é aceito pela maioria, a tendência é de que seus companheiros de trabalho deixem de ser solícitos e não dividam as tarefas”, analisa.

O conselho de Adriana é que as pessoas estejam atentas a seus comportamentos porque muitas vezes as estrelas sequer percebem que são desagradáveis e acabam provocando desgastes que poderiam ser evitado.

Canal RH VR 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Abriu negócio próprio e agora quer voltar ao mercado de trabalho?

Junho 14th, 2010

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Essa é uma dúvida frequente, pois quem teve um negócio próprio acaba se sentindo inseguro para retornar ao mercado de trabalho. Algumas vezes a experiência que não foi tão bem sucedida abala a auto-estina para enfrentar processos seletivos. Cabe ao profissional avaliar suas qualificações, conhecimentos e entender que toda experiência gera aprendizado.

Com desafios diferentes e uma responsabilidade muito maior do que geralmente tem o funcionário de uma empresa, ser o dono do próprio negócio requer atuação mais generalista. Ponto super positivo para o quesito aprendizado, já que o profissional tem a oportunidade de soltar a imaginação, criar e empreender todas as suas ideias. No entanto, nem sempre o negócio engrena de verdade. E, em muitos casos, é preciso saber o momento de voltar ao mercado – como funcionário.

 Problema nenhum nisso, afinal o mercado valoriza muito as experiências e tentativas de um profissional. Se esse é o seu caso, e depois de passar meses ou anos com seu próprio negócio precisa voltar ao mercado de trabalho, saiba como agir e apresentar suas competências. As especialistas ouvidas pelo PROFISSIONAL EM FOCO afirmam que o grande erro de profissionais é não valorizar as próprias experiências e o que aprenderam durante o tempo em que prestaram consultoria ou algum tipo de serviço.

O recrutador pode ter várias dúvidas sobre o desempenho desse profissional, afinal ele não tem um histórico recente de atuação e crescimento em empresas do mercado. Sua atuação numa empresa própria, gerida por ele mesmo, pode ser muito positiva, mas para que seja vista dessa forma é preciso que o profissional apresente pontos que confirmem essa importância. “O que acontece é que muitos profissionais acabam agindo de forma preconceituosa com relação à própria atuação. Isso é percebido facilmente num processo. É preciso ter orgulho do que fez e demonstrar isso”, aponta Adriana Cambiaghi, da Robert Half. Ela afirma que falar de resultados alcançados é a melhor forma de demonstrar a efetividade do trabalho que desenvolveu. “Cite projetos que realizou, os resultados alcançados, o crescimento das empresas a partir do seu apoio.

Enfim, cada caso terá ações diferentes, mas o importante é dar o valor que esse trabalho, de fato, teve”. Ousadia Retornar ao mercado não necessariamente demonstra fracasso, pelo contrário, Adriana Gomes, professora do Núcleo de Estudos de Gestão de Pessoas da ESPM, explica que com a flexibilidade do mercado de hoje, muitos arriscam abrir um negócio próprio, e ter conhecimento de novas alternativas de trabalho é muito positivo. No entanto, segundo ela, a autonomia que um empreendimento dá para o profissional, às vezes, pode preocupar o recrutador. “Numa empresa, a estrutura é outra, há uma hierarquia – algo que não existia antes, onde o que ele falava era o que acontecia”, alerta.

 Por isso mesmo é tão importante demonstrar para a empresa o quanto amadureceu profissionalmente. “O conhecimento da área pode dobrar quando se tem um negócio próprio e tudo depende do profissional, por isso mesmo, demonstrar o conhecimento que tem nos processos sistêmicos, o quanto entende das diversas áreas e o quanto a agilidade adquirida pode ser um fator decisivo pra organização são pontos fundamentais”, aconselha a professora.

 ”Muitas pequenas empresas não vão pra frente, porque a pessoa não tem um perfil e nem as competências para gerenciar um negócio como um todo, mas ela é uma excelente profissional na área em que atua. Então essa atividade vai dar visão de negócio, visão sistêmica e isso enriquece o currículo de qualquer um”, aponta Adriana Gomes. E reitera, “só é preciso convencer o entrevistador disso”.

E o currículo? “No currículo eu entendo que ele deva valorizar as competências técnicas, funcionais e comportamentais adquiridas a partir daí e que não são poucas: Habilidade de negociação, habilidade de relacionamento interpessoal em diversos níveis, iniciativa, criatividade – que um empreendedor deve ter – em menor ou maior grau”, explica a professora. “É importante colocar também os resultados alcançados e o currículo é o lugar apropriado para isso”, afirma Adriana Cambiaghi.

O que não pode nunca é esquecer do desenvolvimento da carreira. “Num negócio próprio ou numa empresa, não importa, o profissional não pode esquecer da sua atualização. Aprender sempre é o mais importante, independe da atuação”, finaliza Adriana Gomes.

Por Viviane Macedo – Emprego certo _ UOL

Pós-graduação: qual o melhor caminho para mim?

Junho 8th, 2010

Uma dúvida muito comum entre os profissionais em relação ao Planejamento da Carreira, está relacionada à continuidade dos estudos. Conhecer as caracteristicas e vantagens de cada um deles é fundamental para fazer uma boa escolha, em termos de aplicabilidade, tempo e investimento financeiro. O artigo de Simão Vieira, é bem útil nesse sentido.

Um abraço,

Adriana Gomes42-20458541

 

Terminar um curso superior já não é mais garantia de competitividade no mercado de trabalho. Está cada vez mais comum a exigência de pelo menos uma pós-graduação, principalmente em empresas de grande porte e alguns setores da administração pública.

Além disso, do ponto de vista da remuneração, pós-graduados recebem, em média, 66% a mais que os graduados. Escolher o tipo de pós-graduação a fazer nem sempre é fácil. Mas essa decisão, indiscutivelmente, deve ser tomada levando em consideração os planos e metas a serem traçados do ponto de vista profissional. Por isso, antes de decidir pela especialização, mestrado ou MBA, é bom ter alguma noção do que quer ser. “Sem dúvida a opção profissional é o principal determinante e, portanto, deve estar definida antes mesmo de se escolher o curso de pós-graduação”, afirma Celina Ramalho, professora de planejamento e análise econômica da FGV-SP.

Os cursos de pós-graduação se dividem em duas vertentes principais, que têm, também, suas subdivisões. Grosso modo, na categoria stricto sensu, estão os mestrados e doutorados, voltados, principalmente, para a Academia, embora alguns profissionais de outras áreas busquem essas alternativas para formação continuada.

Já as especializações e MBAs se encaixam na definição lato sensu, que têm foco no mercado de trabalho, e são procurados por quem pretende seguir carreira em empresas. “Os cursos lato senso levam à formação do aluno uma visão mais abrangente das empresas em que atuam e dos seus processos”, afirma Ramalho. A professora complementa: “Já o profissional (recém-formado) que pretende desenvolver-se academicamente deve buscar a seleção em um programa de mestrado”. Com as crescentes exigências do mercado por formação continuada dos seus profissionais, é recomendado estar em constante atualização e melhoramento.

A ideia é nunca parar, cursar outras especializações, participar de eventos na área etc. “Esta modalidade (a educação continuada), a mais moderna, é aplicada esperando-se que o profissional nunca pare de estudar e assim esteja sistematicamente e ininterruptamente se atualizando das novas aplicações de conceitos e tecnologias em seu meio profissional”, afirma Ramalho. Por outro lado, a professor não aconselha que o profissional curse mais de uma pós-graduação ao mesmo tempo. “Conciliar duas ao mesmo tempo não se recomenda, grosso modo, até pela necessidade de gestão do tempo a ser dedicado às atividades requeridas em qualquer um dos programas de pós-graduação”, afirma.

 Veja abaixo qual tipo de pós-graduação melhor se encaixa no seu perfil.

Mestrado Acadêmico Para quem pretende fazer carreira dentro da Academia, como professor e/ou pesquisador, o mestrado stricto sensu ou Acadêmico é a melhor opção. O tempo para conclusão desse tipo de curso é, em média, de 2 anos, com duração mínima de um e máxima de 4. Em instituições privadas, o investimento pode chegar a R$ 1500,00, mas a maioria dos mestrados é oferecida gratuitamente por universidades públicas, com preenchimento de vagas através de seleção.

 Mestrado Profissional Também stricto sensu, esse tipo de mestrado tem foco no melhoramento profissional, com prioridade no mercado de trabalho. Com a mesma validade do mestrado acadêmico, confere ao formado o título de mestre e dá-lhe aptidão para ensinar em universidades, também.

Doutorado Embora indicado, principalmente, para professores e pesquisadores com mestrado que já atuam no setor, algumas universidades permitem o ingresso de não mestres. Mas, via de regra, é uma opção para quem está na carreira acadêmica e se dedica a uma área de conhecimento muito específica. A duração é, em média, de 4 anos, apesar de a exigência mínima do Ministério da Educação ser de 1 ano.

 Especialização Pós-graduação lato sensu, especializa o profissional em uma área do conhecimento. Muito comum, esse tipo de pós é indicado tanto para profissionais que procuram aprofundar-se no setor em que atuam quanto para aqueles que querem um rumo diferente do dado à graduação. A duração mínima para a especialização é de 360 horas, e é importante ficar atento às muito curtas, pois podem não ser reconhecidas pela Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – órgão do Ministério da Educação responsável pela regulamentação da pós-graduação no Brasil.

MBA – Master in Business Administration (Mestre em Administração de Negócios) Também do tipo lato sensu, o MBA é, como já diz o próprio nome, voltado para a gestão de negócios, com aprofundamento em disciplinas como administração, marketing e economia. Embora na designação haja o termo Master, o MBA não é equivalente a um mestrado. A duração segue a mesma regra das especializações. O curso é voltado para quem trabalha ou quer trabalhar em empresas, independente de serem públicas ou privadas.

Por Simão Vieira, www.administradores.com.br

Sete dicas para se sair bem em negociações

Junho 8th, 2010

Negociar é uma competência importantíssima para qualquer profissional.  Como dou aulas sobre técnicas de negociação percebo o quanto as pessoas são pouco preparadas para enfrentar essa situação, mesmo que tenham que negociar diáriamente.  As negociações tendem a ser intuitivas e com pouca técnica.

Segue um artigo que achei interessante para compartilhar com os leitores, visando oferecer subsídio para o desenvolvimento desta competência. É preciso, entretanto aplicar os conceitos na prática.

Um abraço,aperto de mão

 

 Especialistas ensinam como os profissionais podem tirar vantagem das interações, em especial se conseguirem ser excelentes ouvintes CSO/EUA Publicada em 02 de junho de 2010 às 09h45 Quem tem hoje uma função de gestão nas empresas precisa negociar o tempo todo com outras pessoas – sejam fornecedores, parceiros, membros da equipe, outras áreas da empresas e superiores. Se isso representa um desafio, por outro lado, pode ser uma excelente oportunidade para se destacar na organização e no mercado. No livro “Crisis Intervention: Using Active Listening Skills in Negotiations” (Intervenção em momentos de crise: Como usar as habilidades de ouvinte em situações de negociação – em tradução livre), escrito por Gary Noesner e Mike Webster, especialistas em negociação do FBI (agência de inteligência dos Estados Unidos) apontam que a habilidade de ouvir é um dos requisitos-chave nesse processo de negociação. A seguir, leia as sete dicas imprescindíveis para um bom ouvinte e para garantir um lugar de destaque:

 1. Demonstre interesse: O corpo fala. Assim, é importante demonstrar ao interlocutor que está envolvido na questão, inclusive com a postura corporal e respostas que denotem preocupação e empenho. Frases curtas, tais como “sim”, “ok” ou “entendo” são sinais claros de que o ouvinte não está prestando atenção no que é dito

2. Parafraseie. Em outras palavras, dê a entender que está acompanhando a mensagem com breves confirmações e até repetições do que foi dito.

 3. Defina as emoções do outro: Ou seja, tente atribuir ao que é dito certa emoção. Além de, novamente, demonstrar que está prestando atenção de corpo e alma, atitudes assim mostram que há empatia por sua parte e ajudam a definir quais as motivações que embasam atitudes e ações.

 4. Reflita sobre o que é dito: Repetir as últimas palavras é um indicativo de interesse na questão. Alguém diz, por exemplo, “estou cansado de ser pressionado o tempo todo”, ao que você responde: “a pressão está grande, é? Sei.” Essa resposta é especialmente eficaz em estágios iniciais de negociação, quando o negociador procura estabelecer uma presença livre de confronto, coletar informações, e precisa ter uma perspectiva da situação.

 5. Incentive o outro a falar: Como? Com perguntas que não sejam do tipo “por quê”. Usar questões desse tipo confere à negociação um ar de interrogatório. Se você falar mais que o outro, diminui a oportunidade de conhecer seu oponente. Use recursos como “fale-me mais sobre isso” ou “não compreendo, você poderia ser mais específico?” e “Pode me contar mais sobre o que aconteceu com você hoje?”

 6. Seja “Você”. Negociadores devem evitar a todo custo parecer provocativos ao expressar como se sentem a respeito do que é dito. A dica é a de usar a palavrinha “eu” nas frases e respostas, deixando de lado a imagem institucional que paira sobre sua cabeça e atribuir um tom pessoal à conversa.

 7. Silêncio ajuda: Qualquer bom entrevistador sabe do poder que uma boa e duradoura pausa tem em uma situação de negociação. As pessoas têm tendência a preencher os espaços, e, para tal, falam. Fique atento a isso e crie situações propositalmente, em que o outro é tentado a falar e acaba por fornecer informações valiosas. (Constantine von Hoffman)

Falta de mão-de-obra qualificada atinge 2/3 dos empregadores no Brasil, diz pesquisa

Maio 31st, 2010

Quase dois terços dos empregadores brasileiros encontram dificuldades de encontrar pessoas qualificadas para preencher cargos disponíveis, segundo indica uma pesquisa realizada pela consultoria internacional de recursos humanos Manpower.

Segundo a pesquisa, que ouviu mais de 35 mil empre87002gadores em 36 países, a escassez de mão-de-obra qualificada no Brasil só não é maior do que a no Japão.  Entre os empresários brasileiros, 64% disseram ter dificuldades para preencher suas vagas com profissionais qualificados. No Japão, esse percentual foi de 76%. Na média dos 36 países pesquisados, 31% dos empregadores disseram ter dificuldades em encontrar profissionais qualificados.

A crise econômica mundial a partir de 2008 ajudou a reduzir o problema na maioria dos países. Em 2006, a média de empregadores que não conseguia encontrar profissionais qualificados em quantidade suficiente era de 40% nos países pesquisados.

Nos Estados Unidos, esse percentual caiu de 44% para 14% entre 2006 e 2010. Na Irlanda, país com menor escassez declarada de mão-de-obra qualificada, com 4%, tinha 32% em 2006. Na Grã-Bretanha, o percentual caiu de 42% em 2006 para 9% em 2010. A Espanha, outro país fortemente atingido pela crise, teve o percentual reduzido de 57% em 2006 para 15% neste ano.

Em movimento inverso, muitos países em desenvolvimento, que foram menos atingidos pela crise mundial, viram a escassez de mão-de-obra qualificada aumentar.

Na Argentina, 41% dos empregadores diziam ter dificuldade de preencher seus cargos com gente qualificada em 2007, primeiro ano em que o país aparece na pesquisa. Neste ano, esse percentual aumentou para 53%.

Na China, o percentual era de 24% em 2006, caiu para 15% em 2008, mas subiu a 40% em 2010. Na Índia, houve um aumento menos acentuado: de 13% em 2006 para 16%, depois de chegar a 20% em 2009

21/5/2010 – (Fonte: BBC Brasil.com)

O que é Consultor de Carreira

Maio 19th, 2010

A idéia de gerenciar a própria carreira é relativamente nova para os profissionais do nosso tempo. Até o final dos anos 80 o direcionamento das car1265657970TQBMB4reiras estava no controle das empresas, que tendo como objetivo o desenvolvimento organizacional, preparavam e encaminhavam os profissionais para as posições nas quais seriam mais úteis.

 As pessoas até então eram vistas como mais um ‘recurso’ para as empresas. Só mais tarde, quando empresas de vanguarda começam a inovar e transcender os velhos chavões de mercado, surpreendendo clientes e concorrentes, ficou evidente a importância de atrair e manter nas empresas um tipo de profissional mais autônomo, com atitude empreendedora, visão sistêmica do negócio e alta capacidade de relacionamento com os stakholders. Mais que um recurso, o profissional passou a ser visto e tratado como parceiro.

 Neste novo panorama as carreiras deixam de ser administradas exclusivamente pelas empresas e os profissionais começam a ser instigados a assumir a condução de sua trajetória profissional. O problema é que a maioria não foi preparada para fazê-lo, em nenhum momento de sua vida pessoal ou profissional.

Para os mais velhos, suas histórias nas corporações foram escritas sempre a partir das oportunidades oferecidas pela empresa. Seguir carreira sempre foi, para muitos, permanecer por uma vida inteira na mesma organização, não raro seguindo os passos de pais e avós.

 Se antigamente, a transição de carreira acontecia somente por ocasião da aposentadoria, hoje em dia são vários os momentos de mudança. Fusões, aquisições, reengenharias e downsizings são frequentes e, muitas vezes, frustram o seguimento das carreiras. São eventos críticos, que demandam grande capacidade de adaptação dos profissionais, para administrar as transições pelas quais passará dentro ou fora das empresas.

 Os profissionais mais novos, que já iniciaram a vida profissional em um mercado muito mais ágil e volátil, inclusive no que diz respeito à longevidade das empresas, aparentemente são mais desprendidos, mas quando questionados, admitem, em sua maioria, que não sabem como se planejar para o futuro, também não têm sido preparados para isso.

 A dificuldade, em qualquer das gerações, está em lidar com o desconhecido: uma carreira que nunca foi pensada, da qual o profissional ainda não se apropriou verdadeiramente. É neste cenário de complexidade que surge a figura do Consultor de Carreira, uma profissão contemporânea, alinhada às necessidades de um mercado em transformação.

O Consultor de Carreira é um especialista, que adquiriu conhecimento sobre o mercado de trabalho e tem competência para analisar carreiras, mas sobretudo desenvolveu sensibilidade para ouvir integralmente, sem julgar, a pessoa que está aconselhando e ajudá-la a reconhecer-se e organizar-se diante de sua história de vida e carreira.

Embora se encontrem muitos profissionais com formação em Psicologia, o Consultor de Carreira não é um terapeuta e grande parte de sua competência está em saber diferenciar e administrar corretamente seu papel. O Consultor de Carreira compreende que aconselhar não é interpretar a história do profissional que busca orientação, fazer inferências ou ditar regras, mas antes, espelhar o que ele está trazendo em seu discurso e apresentar dados da realidade, que serão balizadores de suas decisões.

 O Consultor de Carreira não faz ‘pelo cliente’, faz ‘com o cliente’. Ouve as demandas e propõe alternativas, que incluem informação, orientação, análise, dentro de uma metodologia que é norteadora, mas não diretiva.

 A base do trabalho está no vínculo que se estabelece entre o profissional e o Consultor, que atua como um facilitador do processo de auto-exploração e posicionamento do primeiro, diante de sua carreira e orienta seu planejamento a curto, médio e longo prazos.

Quando o objetivo do profissional é de curto prazo, como no caso de busca de recolocação no mercado de trabalho, acompanha-o ‘ombro-a-ombro’ na preparação para a busca solução de carreira adequada. Examina cuidadosamente o repertório do profissional, sua experiência, habilidades adquiridas e seus interesses e motivações e o apóia na definição dos objetivos de carreira. Em seguida, auxilia- o na análise das tendências e oportunidades do mercado e atua como coach, preparando-o para ações pragmáticas como a correta abordagem da rede de relacionamento e a apresentação em situações de entrevista de seleção. Da mesma forma, orientará o profissional na busca de alternativas de carreira como negócio próprio ou consultoria, dentre outras.

 Entretanto, jamais toma decisões pelo profissional. Tem flexibilidade suficiente para acolher as diferenças de pensar e agir de cada aconselhando e respeitar seu modo de ver e lidar com a realidade.

Sua missão é dar o apoio necessário ao profissional para que possa desenhar e trilhar o próprio caminho.

O texto da Sueli, não poderia ter sido mais fiél. Os negritos são de Adriana Gomes

Sueli Aznar  _ publicado originalmente em admnistradores.com.br 

 

Tendências de Carreiras para 2020

Abril 30th, 2010

87004DELPHI PROFUTURO PROSPECTA CARREIRAS DO FUTURO E TENDÊNCIAS DO EMPREENDEDORISMO PARA 2020

 Tendências que podem ser identificadas hoje moldarão o trabalho do futuro, criando oportunidades para diversas carreiras, com nomes que muitas vezes ainda nem existem.

 Associado às mudanças no mercado de trabalho, outro fenômeno pode ser identificado: o crescimento do empreendedorismo. De acordo com o GlobalEIntrepreneurship Monitor, o Brasil apresenta um taxa média de atividade empreendedora de 12,8% da população economicamente ativa, uma das mais altas do mundo. Ainda que grande parte seja de empreendedorismo por necessidade, e não por oportunidade, a ação empreendedora é muito importante para a criação de riqueza, tanto a partir de novos negócios em empresas já estabelecidas e como também a partir da criação de novas empresas.

 Nesse contexto, esta pesquisa Delphi1 procurou responder quais serão as carreiras do futuro e onde estarão as oportunidades de negócios para no horizonte de tempo até 2020. Para tanto, foram realizadas duas rodadas de consulta a especialistas, com 112 respondentes.

 Os resultados finais apontaram que a ênfase crescente na inovação, a busca por qualidade de vida e a preocupação com o meio ambiente serão importantes impulsionadores na determinação das carreiras mais promissoras nos próximos anos. É vislumbrado um futuro no qual será possível interagir com profissionais como Gerentes de Eco-Relações, Chief Innovation Officer e Bioinformationists, conforme mostra abaixo o Quadro de Carreiras.

 QUADRO DAS 6 CARREIRAS EMERGENTES MAIS PROMISSORAS ATÉ 2020

 Carreiras                                          % de respondentes  que indicaram a carreira

 1 Gerente de Eco- Relações                                          72

Profissional que irá se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.

 2 Chief Innovation Officer                                              67

Interagirá com os funcionários em diferentes áreas da organização para pesquisar, projetar e aplicar inovações.

 3 Gerente de Marketing e-Commerce                         46

Gerencia o desenvolvimento e implementação de estratégias de web sites para vender produtos e serviços.

 4 Conselheiros de Aposentadoria                               39

Profissionais responsáveis por ajudar a planejar a aposentadoria.

 5 Coordenador de Desenvolvimento                         35

da Força de Trabalho e Educação Continuada

 Coordenador responsável por gerenciar programas para ajudar funcionários qualificados a atingir níveis avançados em suas áreas de especialização.

 6 Bioinformationists                                                        34

 Cientistas que trabalharão com informação genética, servindo como uma ponte para cientistas que trabalham com o desenvolvimento de medicamentos e técnicas clínicas.

 Para 38% dos respondentes, a inovação será um fator cada vez mais crítico para a competitividade das empresas, colocando ênfase em no desenvolvimento tecnológico, na educação continuada e no desenvolvimento de novos conhecimentos. Haverá maior consciência quanto à manutenção da capacidade produtiva e intelectual das pessoas, ampliando a longevidade profissional e, portanto estendendo o período de formação. Isto promoverá soluções em educação para outras faixas etárias.

 1 O DELPHI consiste em um questionário circulado repetidas vezes a um grupo de especialistas. Após cada rodada são apresentadas as respostas e é efetuado um tratamento estatístico simples, buscando identificar a tendência central das respostas (mediana) e a região onde se encontram as respostas da maioria dos painelistas, obtida por exclusão das respostas extremas (faixa entre o primeiro e terceiro quartis).

 O conjunto de respostas é devolvido aos painelistas para nova apreciação, agora feita em face da opinião coletiva dos outros participantes. Tal processo permite intercâmbio de idéias de forma anônima e estruturada, evitando pressões de grupo e o efeito da capacidade de argumentação de um debatedor. Geralmente, após duas rodadas, é formado um consenso em torno da maioria das questões, sendo que o Delphi estabelece a troca de opiniões e leva a uma compreensão melhor e convergência das opiniões.

 Nesta pesquisa, 88 especialistas participaram das duas rodadas. As áreas de Biotecnologia, Nanotecnologia, Saúde e Medicina serão especialmente promissoras. O desenvolvimento tecnológico exigirá cada vez mais profissionais capacitados para transformar as novidades tecnológicas em negócios e em aplicações rentáveis.

Já para 26% dos respondentes, as pessoas buscarão mais qualidade de vida,

demandando serviços que facilitem as suas vidas e tragam comodidade. O crescimento da Internet, com maior acesso, mais pessoas fazendo compras e pesquisas pela rededevem alavancar os serviços de Internet. A empresa que desejar permanecer no mercado terá cada vez mais que desenvolver site, SAC e atendimento on-line eficientes.

 Para 18% dos painelistas o conceito de Sustentabilidade ganhará força, justificando a atuação de profissionais nas áreas ambientais. Haverá pressão pela busca de alternativas de baixo impacto ambiental, seja na fase de desenvolvimento, produção/processo ou mesmo na fase de descarte ou, no limite, na redução da poluição resultante.

 Tais tendências, conforme indicado nas justificativas, não atuarão de forma isolada e sim interdependente. Isto significa que a ação de uma pode ter efeito sobre as outras, como, por exemplo, a busca de qualidade de vida e preocupação com o meio ambiente pressionando por inovações em diversas áreas.

 Quanto ao empreendedorismo, os respondentes projetaram a sua participação no mercado de trabalho como de 15% a 20% ( mediana = 17%) da População Economicamente Ativa em 2020, representando uma elevação significativa em relação aos atuais 12,8%.

 Há uma expectativa geral de aumento da participação das atividades empreendedoras no mundo do trabalho, uma vez que todos os cortes analíticos do grupo de respondentes apontam uma Taxa de Atividade Empreendedora maior que a atual. As seguintes tendências justificam as projeções :

 Nova configuração nas relações de trabalho (com 54% dos respondentes, esta é a justificativa preponderante)

As relações de trabalho sofrerão alterações significativas. Haverá uma diminuição dos postos de trabalho formais implicando que muitos profissionais terão que criar seu próprio emprego. Novas formas de venda das habilidades individuais surgirão e estarão cada vez mais direcionadas às formas autônomas.

 Melhoria da Educação e Ênfase na Formação de Empreendedores (21% dos respondentes)

Com a melhora da educação e dos índices sociais, além do incentivo e orientação do governo e de órgãos como o Sebrae haverá uma tendência de aumento da atividade empreendedora no Brasil. Até 2020 teremos um número maior de profissionais com ensino superior no Brasil e há um crescimento de palestras, seminários, revistas e livros sobre o assunto.

Empresas, Universidades e cursos de MBA enfatizam a necessidade de empreender, preparando profissionais e aguçando os talentos.

 Motivações pessoais (7% dos respondentes)

 Uma série de motivações relacionadas diretamente aos indivíduos foi apontada pelos especialistas consultados, dentre elas: busca por satisfação pessoal e independência, aumento da renda familiar e busca de alternativa de trabalho após a aposentadoria.

Nos comentários apresentados pelos respondentes da pesquisa, foram apontados fatores que podem limitar o crescimento da Taxa de Atividade Empreendedora. Há uma relação de dependência entre o aumento da TAE e a taxa de juros, o acesso ao capital de risco e a redução nos entraves legais e tributários.

 As oportunidades de negócios estarão no setor de Serviços, apontado por 95% dos respondentes, em áreas como Saúde e Qualidade de Vida, Turismo e Lazer, Alimentação, Serviços para a Terceira Idade e Consultorias Especializadas (Sustentabilidade, Desenvolvimento de Carreira, Consultoria Pessoal, Planejamento Financeiro e Consultoria Empresarial).

Programa de Estudos do Futuro

www.fia.com.br/profuturo

Negociação – Dê o tom na negociação

Abril 27th, 2010
As dicas são de Daniel Shapiro, psicólogo e professor da Harvard Medical School/McLean Hospital, em Boston, e diretor do programa Harvard International Negotiation Initiative. 

 Veja uma estrutura que pode ser usada de imediato para tornar mais construtivas as emoções numa negociação

 

Usar as emoções para obter valor em uma negociação pode se tornar um desafio para estabelecer relacionamentos duráveis e promover ganhos mútuos numa negociação. Você pode dar o tom emocional numa negociação e estimular emoções positivas para que todos saiam ganhando. Confira abaixo cinco considerações para chegar neste caminho:

1. Apreço ou reconhecimento – Normalmente, as pessoas não gostam de sentir-se pouco apreciadas, incompreendidas, desvalorizadas ou desconsideradas. O apreço tem grande impacto nas emoções. Por isso, compreender o ponto de vista alheio, achar mérito no que os outros pensam, sentem ou fazem, e comunicar o nosso entendimento são três elementos que ajudam a ter apreço por alguém. Quando a valorização é mútua, a cooperação aumenta. Dentro das organizações, uma das principais razões para o fracasso nas negociações, é que as pessoas não se sentem reconhecidas. É preciso saber extrair o valor do apreço, e o caminho está em saber escutar a outra parte, perceber a resposta emocional do outro, e passar sua mensagem de modo claro.

2. Autonomia - Quando a sua autonomia é cerceada, você para de ouvir o outro e passa a falar com você mesmo. E isso dificulta o sim do outro lado. Este é um ponto muito poderoso e as partes devem estar em pé de igualdade na tomada de decisão. A falta de autonomia é a principal fonte de fortes emoções negativas para muitas pessoas nas empresas. Sempre respeite e consulte antes de decidir. 

3. Filiação – É conexão emocional estabelecida entre você e o outro. A filiação tem forte impacto nas emoções. Quando você sente qualquer tipo de sentimento de exclusão ou rejeição, ativa a mesma região do cérebro que é responsável pela dor. O impacto é semelhante a um soco no estômago. E neste momento você fica incapacitado de tomar uma boa decisão. Até que ponto você e o outro lado se sentem incluídos em uma negociação? Transforme o adversário num colega, estabelecendo conexões estruturais e diminuindo a distância pessoal. Ao se identificar uma conexão, o outro é humanizado e então você constrói uma ponte.

4. Status – Qual a sua posição em relação ao outro? Esta posição pode ser social ou particular. Ela está conosco o tempo todo e tem muito impacto para se alcançar a cooperação ou os malefícios das emoções negativas. Se você firmar o seu status sem firmar o status dos outros, você pode perdê-lo de repente. Reconheça o status da outra parte antes de falar do seu próprio. As pessoas querem que seu status seja reconhecido e emoções negativas surgem, se houver competição por status.

5. Papel – Transforme o seu papel em algo realizador. O problema é que representamos papéis preestabelecidos. A estratégia, neste caso, é moldar os seus papéis e os de seus oponentes. Você deve escolher um papel na negociação que preencha suas necessidades e seus padrões de apreciação, afiliação, autonomia e status, isto é, que descreva quem você é. Shapiro explicou que um papel deve ter um propósito claro que oriente o comportamento, ser pessoalmente significativo e incorporar habilidades, interesses e valores ao desafio de negociar.

HSM Online
26/04/2010

Depoimento Vanessa

Abril 22nd, 2010

CB008164Aos 36 anos não me sentia realizada profissionalmente. Será que o trabalho é simplesmente isso: Rotina e dissabores? É utópico desejar fazer o que se gosta?

Mas o quê? E como se não bastasse, esse questionamento vem seguido de vários outros: Como? Onde? Quando?

Não conseguia identificar meu potencial e muito menos como utilizá-lo de maneira prazerosa e eficaz.

Posso afirmar com convicção que todo o processo de AUTOCONHECIMENTO nos liberta! Nos mostra um mundo de novas POSSIBILIDADES! Ao nos compreendermos melhor, podemos ser mais ASSERTIVOS em nossas escolhas e decisões.

Retomar as rédeas da minha vida foi uma grande CONQUISTA! O restante vem como conseqüência de nossos posicionamentos diante dos enfrentamentos e OPORTUNIDADES que vida nos oferece.

 Vanessa Frutuoso – Gestora de Negócios

Depoimento Flávia Amado

Abril 20th, 2010

                                                     “O trabasorrisolho realizado pela Dra Adriana me ajudou muito num momento muito confuso da minha carreira.

Estava desempregada havia 6 meses e colocando em cheque minhas escolhas profissionais. Através do trabalho que desenvolvemos pude perceber o quão importante é estar feliz dentro da nossa vida profissional.

Pode parecer óbvio mas a Dra Adriana me ajudou a perceber que vida e carreira são uma única coisa e que precisamos acima de tudo achar a nossa vocação, habilidades e amar aquilo que fazemos.

 Sua paixão pelo trabalho, sua energia e otimismo aliados a sua experiencia profissional foram essenciais no meu processo de autoconhecimento e busca da realização profissional.”

Flávia _ Entretenimento – Cinema

Depoimento Camila

Abril 13th, 2010

Uma mudança de carreiralogo Vida e Carreira, seja ela em qualquer fase da vida, é sempre um desafio a ser enfrentado.  Conseguir lidar com os próprios medos e inseguranças, além do medo de não dar certo, de fracassar, é uma barreira grande a ser vencida e ficamos a todo o momento nos questionando se realmente estamos no caminho certo, se seria melhor voltarmos para nossa zona de conforto.

O apoio de uma profissional como a Adriana foi fundamental para cada momento de questionamento, me ajudar a voltar ao foco, aos motivos que me levaram a querer mudar de carreira e a enxergar que realmente valeria a pena. O trabalho de aconselhamento de carreira foi essencial para que eu pudesse me conhecer mais profundamente como profissional e conseguir conciliar carreira com satisfação pessoal.

Camila Guello _ Gerente dee Marketing,