As armadilhas de procurar emprego quando está empregado
Setembro 1st, 2010
Ter coragem de mudar, dar novos rumos para a carreira é sempre importante para o profissional, e aquela velha afirmação de que o melhor momento para procurar um novo emprego é quando está empregado continua valendo. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados para que esse momento de transição aconteça de forma estruturada e sem impactos negativos.
“O primeiro ponto, talvez o mais importante, é não descuidar da produtividade na empresa atual. Não é certo voltar todas as atenções para as buscas de um novo emprego e deixar cair a produtividade na função que exerce. É importante ter isso muito claro e saber separar as coisas”, aponta Adriana Gomes, professora do Núcleo de Estudos de Gestão de Pessoas da ESPM.
Para Adriana, quando o profissional começa a procurar um novo emprego, geralmente, já está desmotivado com a atividade ou com a empresa, daí a necessidade de um cuidado ainda maior para não deixar a desejar no fechamento deste ciclo na organização. “Não pode descuidar do desempenho, para sair da empresa deixando as portas abertas, com bom relacionamento e referências profissionais”, aconselha.
Outro aspecto importante é levantado por Priscila de Azevedo Costa Martins, coordenadora da Veris Carreiras – do Grupo Ibmec Educacional – a divulgação da disponibilidade para o mercado. Ela explica que o networking é, sim, relevante para conseguir novas oportunidades na carreira, no entanto, é preciso cautela e discernimento para saber como utilizá-lo. “Temos de pensar que numa rede de contatos conhecemos uma pessoa, que conhece alguém, que conhece outro, que pode conhecer nosso chefe. Então, todo cuidado é pouco. Saber como falar e com quem falar deve ser uma preocupação do profissional neste momento de transição”, diz Priscila.
As entrevistas no horário comercial
As consequências de envio de currículos e exposição para o mercado são entrevistas de emprego. Natural que elas comecem a surgir a partir do momento em que o profissional se apresenta disponível ou interessado em novas oportunidades. Mais um aspecto delicado. Sair no meio do expediente para fazer entrevistas não é uma boa opção. Inventar mentiras, consultas médicas ou coisas do tipo, também não é aconselhável.
“Tente negociar para o horário de almoço, antes ou após o expediente. Normalmente as consultorias já estão acostumadas com essa negociação, elas sabem que a pessoa está trabalhando e não pode sair no meio do horário de trabalho”, alerta Priscila. “Isso acaba sendo bem visto, porque transparece que é um profissional que se compromete com a empresa e que não vai sair e deixar ninguém na mão”, completa.
Segundo Adriana, essa possibilidade de negociação sempre existe, basta que o candidato se posicione e deixe claro o compromisso que ainda tem de cumprir com empresa atual. “O profissional tem de mostrar para a organização que está interessada nele que vai agir com profissionalismo até o último minuto. Que da mesma forma que não faria isso na empresa em que vir a trabalhar, não fará na atual”. A professora afirma que os entrevistadores costumam valorizar atitudes como essa.
Não faça leilão
Decidiu que quer um novo emprego? Ótimo, mas não faça da sua carreira ou de seu passe um leilão. “Ser convidado para uma entrevista e chegar no gestor ameaçando, definitivamente, não é a escolha certa: fui convidado para fazer uma entrevista e a vaga paga mais, você quer fazer uma contraproposta para eu ficar?”, exemplifica Priscila. Situações assim acontecem mais do que imaginamos.
Esse leilão pode custar muito caro para o profissional. “Caso esteja avaliando outra proposta, a pessoa tem de ser ética, e mais, ela pode muito bem receber um convite para fazer uma entrevista e não ser escolhida para a vaga, aí mais um motivo para não entrar num jogo com a empresa atual”, garante Adriana.
Veja mais dicas das especialistas:
- Cuidado com quem comenta sobre o seu interesse em mudar de emprego e saiba a melhor forma de falar isso. Evite falar com colaboradores da mesma empresa.
- Nunca use e-mail ou telefones corporativos nos dados para contato dispostos no currículo. Use informações pessoais.
- Sempre tente negociar o horário das entrevistas e evite ao máximo sair no meio do expediente para tratar desses assuntos.
- Não deixe a sua produtividade cair, mantenha uma imagem positiva na empresa.
- Cumpra as suas responsabilidades até o último dia na empresa, seja ético e profissional.
- Nunca fale mal da empresa ou gestor atual.
por Viviane Macedo _ UOL Em São Paulo 25/08/2010 – 16h02


Por Fernando Silveira
Normalmente, a discussão sobre salário começa bem antes de você ser chamado para a vaga. Tudo começa na primeira conversa que você tem com o selecionador, que na maior parte dos casos é feita por telefone. É nesta “pré-entrevista” que o profissional de RH vai querer saber, entre outras coisas, quanto você quer ganhar e quanto ganhou – ou está ganhando – no último ou atual emprego. Se o seu perfil e sua pretensão salarial estiverem de acordo com a vaga pretendida, o selecionador vai marcar a primeira entrevista pessoal com você – onde a questão salarial será tratada novamente.
Há algumas armadilhas que pegam desavisados aqueles mais ansiosos ou desinformados. O artigo abaixo oferece algumas dicas para evitar ciladas na hora de buscar um lugar ao sol no mercado de trabalho.
ste artigo, Tom Coelho trata a questão das escolhas sob uma perspectiva bem interessante. Todos nós fazemos escolhas diáriamente, algumas com maior impacto em nossas vidas outras triviais. O que escolher e como fazemos nossas escolhas? Quais os critérios, crenças e valores por trás daquilo que efetivamente fazemos. Eis a questão
Um RH atento aos desejos dos colaboradores é positivo, o problema é quando os profissionais adotam comportamentos excessivamente exigentes, infantis e até megalomaníacos na empresa por acreditarem que podem ou sabem mais dos que os colegas. 


gadores em 36 países, a escassez de mão-de-obra qualificada no Brasil só não é maior do que a no Japão. Entre os empresários brasileiros, 64% disseram ter dificuldades para preencher suas vagas com profissionais qualificados. No Japão, esse percentual foi de 76%. Na média dos 36 países pesquisados, 31% dos empregadores disseram ter dificuldades em encontrar profissionais qualificados.
reiras estava no controle das empresas, que tendo como objetivo o desenvolvimento organizacional, preparavam e encaminhavam os profissionais para as posições nas quais seriam mais úteis.
DELPHI PROFUTURO PROSPECTA CARREIRAS DO FUTURO E TENDÊNCIAS DO EMPREENDEDORISMO PARA 2020
o, psicólogo e professor da Harvard Medical School/McLean Hospital, em Boston, e diretor do programa Harvard International Negotiation Initiative.
Aos 36 anos não me sentia realizada profissionalmente. Será que o trabalho é simplesmente isso: Rotina e dissabores? É utópico desejar fazer o que se gosta?
lho realizado pela Dra Adriana me ajudou muito num momento muito confuso da minha carreira.
, seja ela em qualquer fase da vida, é sempre um desafio a ser enfrentado. Conseguir lidar com os próprios medos e inseguranças, além do medo de não dar certo, de fracassar, é uma barreira grande a ser vencida e ficamos a todo o momento nos questionando se realmente estamos no caminho certo, se seria melhor voltarmos para nossa zona de conforto.