A importância de manter o networking ativo

Julho 21st, 2010

 Nunca as redes de relacionamento foram tão movimentadas, acessadas, comentadas e até estudadas, porém, ninguém ensina como desenvolver e cuidar das redes de contato. Isso costuma ser feito intuitivamente. Ouve-se apenas o conselho, “desenvolva e ou cuida de sua rede de contatos”, porém, como fazr isso, adequadamente. A matéria a seguir, ajuda a levar luz sobre o tema. Meu posicionamento, equanto consultora de carreira está alinhado com o texto de Clarice Pereira*.  Um abraço,

Adriana Gomes995748___network__

 Quem pensa que contatar várias pessoas em redes sociais ou distribuir uma coleção de cartões corporativos são garantias para manter ativo seu networking, está enganado! Qualidade no relacionamento é melhor que quantidade no momento de montar sua rede de contatos.

Na atualidade, com mercado altamente competitivo, manter uma rede de relacionamento pode fazer a diferença no momento de procurar um emprego ou realizar novos negócios. Mas de nada adianta distribuir cartões de apresentação, ter muitos contatos virtuais, se você não mantém o vínculo com seu networking. “O principal objetivo de se relacionar com outras pessoas é a troca de conhecimento, informações e cooperação”, justifica a jornalista e especialista em marketing Clarice Pereira, da Link Portal da Comunicação. Para a profissional não é de bom grado procurar as pessoas apenas quando precisa de um favor. “Ao invés de passar uma imagem positiva, a atitude pode causar uma impressão contrária”, avalia. “Ganhar a confiança do outro leva tempo e investimento pessoal”, acredita. Por isso fica difícil cultivar um relacionamento verdadeiro com centenas e milhares de pessoas simultaneamente. Nesses casos, as relações serão superficiais e no momento necessário, esses contatos não se motivarão por sua causa.

A internet pode ser um meio de contato com novas pessoas, as redes sociais provam isso. Porém, se achar que adicionar simplesmente contatos sem nenhum critério aumenta seu poder de relacionar-se no mundo analógico, você pode sofrer alguma decepção. Fazer networking é mais que isso. Redes como Linkedin e Facebook podem ser úteis quando são bem utilizadas. Elas ajudam encontrar pessoas que tenham interesses parecidos e isto pode contribuir na troca de experiências.

A Web pulverizou o networking. Saber como utilizá-la a seu favor é fundamental para aprofundar, difundir, trocar conhecimentos e saber o que acontece na sua área. Mas, o contato on-line, com sua facilidade de uso, rapidez e instantaneidade, não pode substituir o convívio presencial.

Reuniões, palestras, cursos, eventos, conferências, atividades de lazer, entre outras formas de aproximação, continuam os melhores caminhos para se construir relacionamentos duradouros. “Mesmo com as vantagens que a internet nos trouxe, o contato pessoal é imprescindível”, afirma Clarice. “Devemos nos lembrar que as decisões são tomadas fora do ambiente virtual”, completa.

O networking é uma ferramenta, que se bem utilizada, pode trazer vários ganhos: oportunidade de trabalho, informações relevantes, divulgação do seu trabalho, ganhar novos clientes, enriquecimento pessoal, além de proporcionar novas oportunidades, seja nos negócios ou na vida pessoal.

Algumas dicas são essenciais para não cometer erros no momento de fazer seu marketing pessoal:

 • Planejar é fundamental;

• Defina uma área que lhe interesse;

• Monte uma lista das pessoas relacionadas ao assunto;

• Saiba quais os eventos que acontecem sobre o tema, e se possível, esteja presente;

• Faça o contato personalizado com cada um das pessoas;

• Estude o assunto para não cometer gafes;

• Tenha à mão seus cartões pessoais;

• Introduza conversas, troque ideias;

• Quando abordar uma determinada matéria, seja claro e natural;

• No caso de precisar de um favor, perceba se a pessoa entendeu suas intenções.

• Marque presença junto à sua rede de relacionamentos;

• Esteja aberto para novos contatos;

• Avalie se o novo contato vai lhe acrescentar algo, lembre-se que a relação é de troca.

• Não fale mal dos outros;

• Mantenha atualizada sua rede de relacionamentos.

 *Clarice Pereira é jornalista, formada pela USP – universidade de São Paulo e especialista em marketing, pela ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing. Atualmente comanda a Link Portal da Comunicação, assessoria de comunicação integrada, fundada há mais de dez anos. E-mail: linkcomunicacao@linkportal.com.br

Tempo de Escolher

Julho 1st, 2010

 

Ne87126ste artigo, Tom Coelho trata a questão das escolhas sob uma perspectiva bem interessante. Todos nós fazemos escolhas diáriamente, algumas com maior impacto em nossas vidas outras triviais. O que escolher e como fazemos nossas escolhas? Quais os critérios, crenças e valores por trás daquilo que efetivamente fazemos. Eis a questão

* por Tom Coelho

Muitos amigos leitores têm solicitado minha opinião acerca de qual rumo dar às suas carreiras. Alguns apreciam seu trabalho, mas não a empresa onde estão. Outros admiram a harmonia conquistada, mas não têm qualquer prazer no exercício de suas atividades. Uns recebem propostas para mudar de emprego, financeiramente desfavoráveis, porém desafiadoras. Outros têm diante de si um vasto leque de opções, muitas coisas por fazer, mas não conseguem abraçar a tudo.

 Todas estas pessoas têm algo em comum: a necessidade premente de escolhas. Lembro-me de Clarice Lispector: “Entre o sim e o não, só existe um caminho: escolher”.

 Acredito que quase todas as pessoas passam ao longo de sua trajetória pelo “dilema da virada”. Um momento especial em que uma decisão específica e irrevogável tem que ser tomada apenas porque a vida não pode continuar como está. Algumas pessoas passam por isso aos 15 anos, outras, aos 50. Algumas talvez nunca tomem esta decisão, e outras o façam várias vezes no decorrer de sua existência.

 Fazer escolhas implica renunciar a alguns desejos para viabilizar outros. Você troca segurança por desafio, dinheiro por satisfação, o pouco certo ao muito duvidoso. Assim, uma companhia que lhe oferece estabilidade com apatia pode dar lugar a uma dotada de instabilidade com ousadia. Analogamente, a aventura de uma vida de solteiro pode ceder espaço ao conforto de um casamento.

Prazer e Vocação

 Os anos ensinaram-me algumas lições. A primeira delas vem de Leonardo da Vinci que dizia: “A sabedoria da vida não está em fazer aquilo que se gosta, mas em gostar daquilo que se faz”. Sempre imaginei que fosse o contrário. Porém, refletindo, passei a compreender que quando estimamos aquilo que fazemos, podemos nos sentir completos, satisfeitos e plenos, ao passo que se apenas procurarmos fazer o que gostamos, sempre estaremos numa busca insaciável, porque o que gostamos hoje não será o mesmo que prezaremos amanhã.

 Todavia, é indiscutível a importância de alinhar o prazer às nossas aptidões. Encontrar o talento que reside dentro de cada um de nós ao que chamamos vocação. Oriunda do latim vocatione, e traduzida literalmente por “chamado”, simboliza uma espécie de predestinação imanente a cada pessoa, algo revestido de certa magia e divindade. Uma voz imaginária que soa latente, capaz de converter advogados em músicos, fazer engenheiros virarem suco. É um lugar no tempo e no espaço onde a felicidade tem sua morada.

 Escolhas são feitas com base em nossas preferências. E aí torno a recorrer à etimologia para descobrir que o verbo “preferir” vem do latim praeferere e significa “levar à frente”. Parece-me uma indicação clara de que nossas escolhas devem ser feitas com os olhos no futuro, no uso de nosso livre-arbítrio.

 O mundo corporativo nos reserva muitas armadilhas. Trocar de empresa ou mudar de atribuição, por exemplo, são convites permanentes. O problema de recusá-los é passar o resto da vida se perguntando: “O que teria acontecido se eu tivesse aceitado?”. Prefiro não carregar comigo o benefício da dúvida. Por isso, opto por assumir riscos calculados e seguir adiante. Somos livres para escolher, porém prisioneiros das consequências.

 Para aqueles insatisfeitos com seu ambiente de trabalho, uma alternativa à mudança de empresa é postular a melhoria do ambiente interno atual. Dialogar e apresentar propostas são um bom caminho. De nada adianta assumir uma postura defensiva e crítica. Lembre-se de que as pessoas não estão contra você, mas a favor delas.

 Por fim, combata a mediocridade em todas as suas vertentes. A mediocridade de trabalhos desconectados com sua vocação, de empresas que não lhe valorizam, de relacionamentos falidos. Sob este aspecto, como diria Tolstoi, “Não se pode ser bom pela metade”. Meias-palavras, meias-verdades, mentiras inteiras, meio caminho para o fim.

 Os gregos não escreviam obituários. Quando um homem morria, faziam uma pergunta: “Ele viveu com paixão?”.

 Qual seria a resposta para você?

 * Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br.

Administrar um time de estrelas requer habilidade, cuidado e sensibilidade por parte dos gestores

Junho 21st, 2010

Por Márcio Jardim

 Desde que anunciou a escalação da seleção brasileira, o técnico Dunga tem sido alvo de críticas. O motivo: falta de craques na equipe. Dunga deixou de fora os atacantes Adriano, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Ganso e Neymar, todos reconhecidos por seu brilho raro em campo e alguns pela indisciplina decorrente de certo excesso de estrelismo. As motivações do técnico para excluí-los são um mistério, mas a escolha de profissionais especialmente talentosos, seguros de seu valor e com comportamentos controversos pode ser um desafio para diversas corporações. Afinal, administrar talentos fora de série, motivá-los e enquadrá-los em trabalhos de equipe requer habilidade, cuidado e sensibilidade por parte dos gestores.

 O diretor de Recursos Humanos da Google para América Latina, Deli Matsuo, conhece bem a realidade de administrar profissionais brilhantes. A Google é uma empresa que só contrata colaboradores com formação de primeira linha, altamente capazes e com um perfil extremamente realizador. Para mantê-los, portanto, precisa oferecer condições de trabalho condizentes com seus talentos, perspectivas de crescimento e uma série de outros benefícios que suportem as exigências desses profissionais. “Administrar um time de estrelas é como namorar uma garota linda: é preciso fazer de tudo para agradá-la”, resume.

 A afirmação é delicada, mas a diferença é que a namorada é apenas uma e a Google tem 250 colaboradores no Brasil e 23 mil no mundo. Haja paixão! Mas é isso mesmo o que se precisa. Matsuo diz que os gestores precisam ter um amor incondicional por suas equipes, perceber o que cada membro necessita e procurar atender ao máximo seus desejos. “Quando uma empresa tem profissionais de peso, a organização precisa suportar esse grupo, ela tem que saber dar oportunidades e propor desafios interessantes, atrair a participação e oferecer benefícios adequados para cada um”, afirma.

 Segundo Matsuo, o gestor tem a responsabilidade de saber o que os profissionais almejam para se sentirem felizes e o RH precisa dar apoio para ações que visem a proporcionar essa felicidade. É por isso que ele defende a existência de Departamentos de RH adequados aos objetivos da corporação. “Se a empresa tem um profissional de RH para cada 500 colaboradores, não dá para atender bem.”

 Durante o Congresso de RH promovido pela Febraban, no dia 25 de maio, ele comentou, ainda, que embora a geração Y, dos nascidos depois dos anos 1990, seja caracterizada por sua avidez por uma ascensão rápida na carreira, salários e promoções não são os únicos instrumentos de motivação. “Tem gente que quer ser promovido, mas há outros que gostariam de ter experiências internacionais, outros preferem ter mais qualidade de vida e querem horários flexíveis para administrarem melhor seu tempo e há, ainda, os que não querem mudar de cargo porque sabem que deixariam de realizar as tarefas técnicas que desenvolvem”, observa. Para ele, o importante é compreender essas dinâmicas.

 Exigências excessivas

 1909adriana032Um RH atento aos desejos dos colaboradores é positivo, o problema é quando os profissionais adotam comportamentos excessivamente exigentes, infantis e até megalomaníacos na empresa por acreditarem que podem ou sabem mais dos que os colegas. A psicóloga Adriana Rodrigues Gomes, da consultoria Vida e Carreira, adverte que esse tipo de atitude é condenada pelos gestores, ainda que a capacidade técnica do profissional seja excelente. “As acompanhias já perceberam que, no médio prazo, colaboradores com essa característica sempre trazem problemas”, comenta. Adriana observa que hoje em dia executivos com habilidades no relacionamento interpessoal são muito mais bem vistos no mercado de trabalho, eventualmente até mais do que outros com melhores qualidades técnicas e humor indomável.

 A psicóloga analisa, ainda, que a egotrip de alguns profissionais, inclusive os que assumem cargos mais elevados, pode estar relacionada com mecanismos de defesa contra críticas. “Adotar uma postura de distanciamento e até agressividade com os demais colegas é uma forma de ficar à margem de contestações”, observa. No entanto, o preço de jamais ser criticado é a solidão e o excesso de tarefas, uma vez que a tendência dos demais colegas é evitar aquele profissional arrogante e cheio de si. “Quando o comportamento da pessoa não é aceito pela maioria, a tendência é de que seus companheiros de trabalho deixem de ser solícitos e não dividam as tarefas”, analisa.

O conselho de Adriana é que as pessoas estejam atentas a seus comportamentos porque muitas vezes as estrelas sequer percebem que são desagradáveis e acabam provocando desgastes que poderiam ser evitado.

Canal RH VR 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Abriu negócio próprio e agora quer voltar ao mercado de trabalho?

Junho 14th, 2010

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Essa é uma dúvida frequente, pois quem teve um negócio próprio acaba se sentindo inseguro para retornar ao mercado de trabalho. Algumas vezes a experiência que não foi tão bem sucedida abala a auto-estina para enfrentar processos seletivos. Cabe ao profissional avaliar suas qualificações, conhecimentos e entender que toda experiência gera aprendizado.

Com desafios diferentes e uma responsabilidade muito maior do que geralmente tem o funcionário de uma empresa, ser o dono do próprio negócio requer atuação mais generalista. Ponto super positivo para o quesito aprendizado, já que o profissional tem a oportunidade de soltar a imaginação, criar e empreender todas as suas ideias. No entanto, nem sempre o negócio engrena de verdade. E, em muitos casos, é preciso saber o momento de voltar ao mercado – como funcionário.

 Problema nenhum nisso, afinal o mercado valoriza muito as experiências e tentativas de um profissional. Se esse é o seu caso, e depois de passar meses ou anos com seu próprio negócio precisa voltar ao mercado de trabalho, saiba como agir e apresentar suas competências. As especialistas ouvidas pelo PROFISSIONAL EM FOCO afirmam que o grande erro de profissionais é não valorizar as próprias experiências e o que aprenderam durante o tempo em que prestaram consultoria ou algum tipo de serviço.

O recrutador pode ter várias dúvidas sobre o desempenho desse profissional, afinal ele não tem um histórico recente de atuação e crescimento em empresas do mercado. Sua atuação numa empresa própria, gerida por ele mesmo, pode ser muito positiva, mas para que seja vista dessa forma é preciso que o profissional apresente pontos que confirmem essa importância. “O que acontece é que muitos profissionais acabam agindo de forma preconceituosa com relação à própria atuação. Isso é percebido facilmente num processo. É preciso ter orgulho do que fez e demonstrar isso”, aponta Adriana Cambiaghi, da Robert Half. Ela afirma que falar de resultados alcançados é a melhor forma de demonstrar a efetividade do trabalho que desenvolveu. “Cite projetos que realizou, os resultados alcançados, o crescimento das empresas a partir do seu apoio.

Enfim, cada caso terá ações diferentes, mas o importante é dar o valor que esse trabalho, de fato, teve”. Ousadia Retornar ao mercado não necessariamente demonstra fracasso, pelo contrário, Adriana Gomes, professora do Núcleo de Estudos de Gestão de Pessoas da ESPM, explica que com a flexibilidade do mercado de hoje, muitos arriscam abrir um negócio próprio, e ter conhecimento de novas alternativas de trabalho é muito positivo. No entanto, segundo ela, a autonomia que um empreendimento dá para o profissional, às vezes, pode preocupar o recrutador. “Numa empresa, a estrutura é outra, há uma hierarquia – algo que não existia antes, onde o que ele falava era o que acontecia”, alerta.

 Por isso mesmo é tão importante demonstrar para a empresa o quanto amadureceu profissionalmente. “O conhecimento da área pode dobrar quando se tem um negócio próprio e tudo depende do profissional, por isso mesmo, demonstrar o conhecimento que tem nos processos sistêmicos, o quanto entende das diversas áreas e o quanto a agilidade adquirida pode ser um fator decisivo pra organização são pontos fundamentais”, aconselha a professora.

 ”Muitas pequenas empresas não vão pra frente, porque a pessoa não tem um perfil e nem as competências para gerenciar um negócio como um todo, mas ela é uma excelente profissional na área em que atua. Então essa atividade vai dar visão de negócio, visão sistêmica e isso enriquece o currículo de qualquer um”, aponta Adriana Gomes. E reitera, “só é preciso convencer o entrevistador disso”.

E o currículo? “No currículo eu entendo que ele deva valorizar as competências técnicas, funcionais e comportamentais adquiridas a partir daí e que não são poucas: Habilidade de negociação, habilidade de relacionamento interpessoal em diversos níveis, iniciativa, criatividade – que um empreendedor deve ter – em menor ou maior grau”, explica a professora. “É importante colocar também os resultados alcançados e o currículo é o lugar apropriado para isso”, afirma Adriana Cambiaghi.

O que não pode nunca é esquecer do desenvolvimento da carreira. “Num negócio próprio ou numa empresa, não importa, o profissional não pode esquecer da sua atualização. Aprender sempre é o mais importante, independe da atuação”, finaliza Adriana Gomes.

Por Viviane Macedo – Emprego certo _ UOL

Pós-graduação: qual o melhor caminho para mim?

Junho 8th, 2010

Uma dúvida muito comum entre os profissionais em relação ao Planejamento da Carreira, está relacionada à continuidade dos estudos. Conhecer as caracteristicas e vantagens de cada um deles é fundamental para fazer uma boa escolha, em termos de aplicabilidade, tempo e investimento financeiro. O artigo de Simão Vieira, é bem útil nesse sentido.

Um abraço,

Adriana Gomes42-20458541

 

Terminar um curso superior já não é mais garantia de competitividade no mercado de trabalho. Está cada vez mais comum a exigência de pelo menos uma pós-graduação, principalmente em empresas de grande porte e alguns setores da administração pública.

Além disso, do ponto de vista da remuneração, pós-graduados recebem, em média, 66% a mais que os graduados. Escolher o tipo de pós-graduação a fazer nem sempre é fácil. Mas essa decisão, indiscutivelmente, deve ser tomada levando em consideração os planos e metas a serem traçados do ponto de vista profissional. Por isso, antes de decidir pela especialização, mestrado ou MBA, é bom ter alguma noção do que quer ser. “Sem dúvida a opção profissional é o principal determinante e, portanto, deve estar definida antes mesmo de se escolher o curso de pós-graduação”, afirma Celina Ramalho, professora de planejamento e análise econômica da FGV-SP.

Os cursos de pós-graduação se dividem em duas vertentes principais, que têm, também, suas subdivisões. Grosso modo, na categoria stricto sensu, estão os mestrados e doutorados, voltados, principalmente, para a Academia, embora alguns profissionais de outras áreas busquem essas alternativas para formação continuada.

Já as especializações e MBAs se encaixam na definição lato sensu, que têm foco no mercado de trabalho, e são procurados por quem pretende seguir carreira em empresas. “Os cursos lato senso levam à formação do aluno uma visão mais abrangente das empresas em que atuam e dos seus processos”, afirma Ramalho. A professora complementa: “Já o profissional (recém-formado) que pretende desenvolver-se academicamente deve buscar a seleção em um programa de mestrado”. Com as crescentes exigências do mercado por formação continuada dos seus profissionais, é recomendado estar em constante atualização e melhoramento.

A ideia é nunca parar, cursar outras especializações, participar de eventos na área etc. “Esta modalidade (a educação continuada), a mais moderna, é aplicada esperando-se que o profissional nunca pare de estudar e assim esteja sistematicamente e ininterruptamente se atualizando das novas aplicações de conceitos e tecnologias em seu meio profissional”, afirma Ramalho. Por outro lado, a professor não aconselha que o profissional curse mais de uma pós-graduação ao mesmo tempo. “Conciliar duas ao mesmo tempo não se recomenda, grosso modo, até pela necessidade de gestão do tempo a ser dedicado às atividades requeridas em qualquer um dos programas de pós-graduação”, afirma.

 Veja abaixo qual tipo de pós-graduação melhor se encaixa no seu perfil.

Mestrado Acadêmico Para quem pretende fazer carreira dentro da Academia, como professor e/ou pesquisador, o mestrado stricto sensu ou Acadêmico é a melhor opção. O tempo para conclusão desse tipo de curso é, em média, de 2 anos, com duração mínima de um e máxima de 4. Em instituições privadas, o investimento pode chegar a R$ 1500,00, mas a maioria dos mestrados é oferecida gratuitamente por universidades públicas, com preenchimento de vagas através de seleção.

 Mestrado Profissional Também stricto sensu, esse tipo de mestrado tem foco no melhoramento profissional, com prioridade no mercado de trabalho. Com a mesma validade do mestrado acadêmico, confere ao formado o título de mestre e dá-lhe aptidão para ensinar em universidades, também.

Doutorado Embora indicado, principalmente, para professores e pesquisadores com mestrado que já atuam no setor, algumas universidades permitem o ingresso de não mestres. Mas, via de regra, é uma opção para quem está na carreira acadêmica e se dedica a uma área de conhecimento muito específica. A duração é, em média, de 4 anos, apesar de a exigência mínima do Ministério da Educação ser de 1 ano.

 Especialização Pós-graduação lato sensu, especializa o profissional em uma área do conhecimento. Muito comum, esse tipo de pós é indicado tanto para profissionais que procuram aprofundar-se no setor em que atuam quanto para aqueles que querem um rumo diferente do dado à graduação. A duração mínima para a especialização é de 360 horas, e é importante ficar atento às muito curtas, pois podem não ser reconhecidas pela Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – órgão do Ministério da Educação responsável pela regulamentação da pós-graduação no Brasil.

MBA – Master in Business Administration (Mestre em Administração de Negócios) Também do tipo lato sensu, o MBA é, como já diz o próprio nome, voltado para a gestão de negócios, com aprofundamento em disciplinas como administração, marketing e economia. Embora na designação haja o termo Master, o MBA não é equivalente a um mestrado. A duração segue a mesma regra das especializações. O curso é voltado para quem trabalha ou quer trabalhar em empresas, independente de serem públicas ou privadas.

Por Simão Vieira, www.administradores.com.br

Sete dicas para se sair bem em negociações

Junho 8th, 2010

Negociar é uma competência importantíssima para qualquer profissional.  Como dou aulas sobre técnicas de negociação percebo o quanto as pessoas são pouco preparadas para enfrentar essa situação, mesmo que tenham que negociar diáriamente.  As negociações tendem a ser intuitivas e com pouca técnica.

Segue um artigo que achei interessante para compartilhar com os leitores, visando oferecer subsídio para o desenvolvimento desta competência. É preciso, entretanto aplicar os conceitos na prática.

Um abraço,aperto de mão

 

 Especialistas ensinam como os profissionais podem tirar vantagem das interações, em especial se conseguirem ser excelentes ouvintes CSO/EUA Publicada em 02 de junho de 2010 às 09h45 Quem tem hoje uma função de gestão nas empresas precisa negociar o tempo todo com outras pessoas – sejam fornecedores, parceiros, membros da equipe, outras áreas da empresas e superiores. Se isso representa um desafio, por outro lado, pode ser uma excelente oportunidade para se destacar na organização e no mercado. No livro “Crisis Intervention: Using Active Listening Skills in Negotiations” (Intervenção em momentos de crise: Como usar as habilidades de ouvinte em situações de negociação – em tradução livre), escrito por Gary Noesner e Mike Webster, especialistas em negociação do FBI (agência de inteligência dos Estados Unidos) apontam que a habilidade de ouvir é um dos requisitos-chave nesse processo de negociação. A seguir, leia as sete dicas imprescindíveis para um bom ouvinte e para garantir um lugar de destaque:

 1. Demonstre interesse: O corpo fala. Assim, é importante demonstrar ao interlocutor que está envolvido na questão, inclusive com a postura corporal e respostas que denotem preocupação e empenho. Frases curtas, tais como “sim”, “ok” ou “entendo” são sinais claros de que o ouvinte não está prestando atenção no que é dito

2. Parafraseie. Em outras palavras, dê a entender que está acompanhando a mensagem com breves confirmações e até repetições do que foi dito.

 3. Defina as emoções do outro: Ou seja, tente atribuir ao que é dito certa emoção. Além de, novamente, demonstrar que está prestando atenção de corpo e alma, atitudes assim mostram que há empatia por sua parte e ajudam a definir quais as motivações que embasam atitudes e ações.

 4. Reflita sobre o que é dito: Repetir as últimas palavras é um indicativo de interesse na questão. Alguém diz, por exemplo, “estou cansado de ser pressionado o tempo todo”, ao que você responde: “a pressão está grande, é? Sei.” Essa resposta é especialmente eficaz em estágios iniciais de negociação, quando o negociador procura estabelecer uma presença livre de confronto, coletar informações, e precisa ter uma perspectiva da situação.

 5. Incentive o outro a falar: Como? Com perguntas que não sejam do tipo “por quê”. Usar questões desse tipo confere à negociação um ar de interrogatório. Se você falar mais que o outro, diminui a oportunidade de conhecer seu oponente. Use recursos como “fale-me mais sobre isso” ou “não compreendo, você poderia ser mais específico?” e “Pode me contar mais sobre o que aconteceu com você hoje?”

 6. Seja “Você”. Negociadores devem evitar a todo custo parecer provocativos ao expressar como se sentem a respeito do que é dito. A dica é a de usar a palavrinha “eu” nas frases e respostas, deixando de lado a imagem institucional que paira sobre sua cabeça e atribuir um tom pessoal à conversa.

 7. Silêncio ajuda: Qualquer bom entrevistador sabe do poder que uma boa e duradoura pausa tem em uma situação de negociação. As pessoas têm tendência a preencher os espaços, e, para tal, falam. Fique atento a isso e crie situações propositalmente, em que o outro é tentado a falar e acaba por fornecer informações valiosas. (Constantine von Hoffman)

Falta de mão-de-obra qualificada atinge 2/3 dos empregadores no Brasil, diz pesquisa

Maio 31st, 2010

Quase dois terços dos empregadores brasileiros encontram dificuldades de encontrar pessoas qualificadas para preencher cargos disponíveis, segundo indica uma pesquisa realizada pela consultoria internacional de recursos humanos Manpower.

Segundo a pesquisa, que ouviu mais de 35 mil empre87002gadores em 36 países, a escassez de mão-de-obra qualificada no Brasil só não é maior do que a no Japão.  Entre os empresários brasileiros, 64% disseram ter dificuldades para preencher suas vagas com profissionais qualificados. No Japão, esse percentual foi de 76%. Na média dos 36 países pesquisados, 31% dos empregadores disseram ter dificuldades em encontrar profissionais qualificados.

A crise econômica mundial a partir de 2008 ajudou a reduzir o problema na maioria dos países. Em 2006, a média de empregadores que não conseguia encontrar profissionais qualificados em quantidade suficiente era de 40% nos países pesquisados.

Nos Estados Unidos, esse percentual caiu de 44% para 14% entre 2006 e 2010. Na Irlanda, país com menor escassez declarada de mão-de-obra qualificada, com 4%, tinha 32% em 2006. Na Grã-Bretanha, o percentual caiu de 42% em 2006 para 9% em 2010. A Espanha, outro país fortemente atingido pela crise, teve o percentual reduzido de 57% em 2006 para 15% neste ano.

Em movimento inverso, muitos países em desenvolvimento, que foram menos atingidos pela crise mundial, viram a escassez de mão-de-obra qualificada aumentar.

Na Argentina, 41% dos empregadores diziam ter dificuldade de preencher seus cargos com gente qualificada em 2007, primeiro ano em que o país aparece na pesquisa. Neste ano, esse percentual aumentou para 53%.

Na China, o percentual era de 24% em 2006, caiu para 15% em 2008, mas subiu a 40% em 2010. Na Índia, houve um aumento menos acentuado: de 13% em 2006 para 16%, depois de chegar a 20% em 2009

21/5/2010 – (Fonte: BBC Brasil.com)

O que é Consultor de Carreira

Maio 19th, 2010

A idéia de gerenciar a própria carreira é relativamente nova para os profissionais do nosso tempo. Até o final dos anos 80 o direcionamento das car1265657970TQBMB4reiras estava no controle das empresas, que tendo como objetivo o desenvolvimento organizacional, preparavam e encaminhavam os profissionais para as posições nas quais seriam mais úteis.

 As pessoas até então eram vistas como mais um ‘recurso’ para as empresas. Só mais tarde, quando empresas de vanguarda começam a inovar e transcender os velhos chavões de mercado, surpreendendo clientes e concorrentes, ficou evidente a importância de atrair e manter nas empresas um tipo de profissional mais autônomo, com atitude empreendedora, visão sistêmica do negócio e alta capacidade de relacionamento com os stakholders. Mais que um recurso, o profissional passou a ser visto e tratado como parceiro.

 Neste novo panorama as carreiras deixam de ser administradas exclusivamente pelas empresas e os profissionais começam a ser instigados a assumir a condução de sua trajetória profissional. O problema é que a maioria não foi preparada para fazê-lo, em nenhum momento de sua vida pessoal ou profissional.

Para os mais velhos, suas histórias nas corporações foram escritas sempre a partir das oportunidades oferecidas pela empresa. Seguir carreira sempre foi, para muitos, permanecer por uma vida inteira na mesma organização, não raro seguindo os passos de pais e avós.

 Se antigamente, a transição de carreira acontecia somente por ocasião da aposentadoria, hoje em dia são vários os momentos de mudança. Fusões, aquisições, reengenharias e downsizings são frequentes e, muitas vezes, frustram o seguimento das carreiras. São eventos críticos, que demandam grande capacidade de adaptação dos profissionais, para administrar as transições pelas quais passará dentro ou fora das empresas.

 Os profissionais mais novos, que já iniciaram a vida profissional em um mercado muito mais ágil e volátil, inclusive no que diz respeito à longevidade das empresas, aparentemente são mais desprendidos, mas quando questionados, admitem, em sua maioria, que não sabem como se planejar para o futuro, também não têm sido preparados para isso.

 A dificuldade, em qualquer das gerações, está em lidar com o desconhecido: uma carreira que nunca foi pensada, da qual o profissional ainda não se apropriou verdadeiramente. É neste cenário de complexidade que surge a figura do Consultor de Carreira, uma profissão contemporânea, alinhada às necessidades de um mercado em transformação.

O Consultor de Carreira é um especialista, que adquiriu conhecimento sobre o mercado de trabalho e tem competência para analisar carreiras, mas sobretudo desenvolveu sensibilidade para ouvir integralmente, sem julgar, a pessoa que está aconselhando e ajudá-la a reconhecer-se e organizar-se diante de sua história de vida e carreira.

Embora se encontrem muitos profissionais com formação em Psicologia, o Consultor de Carreira não é um terapeuta e grande parte de sua competência está em saber diferenciar e administrar corretamente seu papel. O Consultor de Carreira compreende que aconselhar não é interpretar a história do profissional que busca orientação, fazer inferências ou ditar regras, mas antes, espelhar o que ele está trazendo em seu discurso e apresentar dados da realidade, que serão balizadores de suas decisões.

 O Consultor de Carreira não faz ‘pelo cliente’, faz ‘com o cliente’. Ouve as demandas e propõe alternativas, que incluem informação, orientação, análise, dentro de uma metodologia que é norteadora, mas não diretiva.

 A base do trabalho está no vínculo que se estabelece entre o profissional e o Consultor, que atua como um facilitador do processo de auto-exploração e posicionamento do primeiro, diante de sua carreira e orienta seu planejamento a curto, médio e longo prazos.

Quando o objetivo do profissional é de curto prazo, como no caso de busca de recolocação no mercado de trabalho, acompanha-o ‘ombro-a-ombro’ na preparação para a busca solução de carreira adequada. Examina cuidadosamente o repertório do profissional, sua experiência, habilidades adquiridas e seus interesses e motivações e o apóia na definição dos objetivos de carreira. Em seguida, auxilia- o na análise das tendências e oportunidades do mercado e atua como coach, preparando-o para ações pragmáticas como a correta abordagem da rede de relacionamento e a apresentação em situações de entrevista de seleção. Da mesma forma, orientará o profissional na busca de alternativas de carreira como negócio próprio ou consultoria, dentre outras.

 Entretanto, jamais toma decisões pelo profissional. Tem flexibilidade suficiente para acolher as diferenças de pensar e agir de cada aconselhando e respeitar seu modo de ver e lidar com a realidade.

Sua missão é dar o apoio necessário ao profissional para que possa desenhar e trilhar o próprio caminho.

O texto da Sueli, não poderia ter sido mais fiél. Os negritos são de Adriana Gomes

Sueli Aznar  _ publicado originalmente em admnistradores.com.br 

 

Tendências de Carreiras para 2020

Abril 30th, 2010

87004DELPHI PROFUTURO PROSPECTA CARREIRAS DO FUTURO E TENDÊNCIAS DO EMPREENDEDORISMO PARA 2020

 Tendências que podem ser identificadas hoje moldarão o trabalho do futuro, criando oportunidades para diversas carreiras, com nomes que muitas vezes ainda nem existem.

 Associado às mudanças no mercado de trabalho, outro fenômeno pode ser identificado: o crescimento do empreendedorismo. De acordo com o GlobalEIntrepreneurship Monitor, o Brasil apresenta um taxa média de atividade empreendedora de 12,8% da população economicamente ativa, uma das mais altas do mundo. Ainda que grande parte seja de empreendedorismo por necessidade, e não por oportunidade, a ação empreendedora é muito importante para a criação de riqueza, tanto a partir de novos negócios em empresas já estabelecidas e como também a partir da criação de novas empresas.

 Nesse contexto, esta pesquisa Delphi1 procurou responder quais serão as carreiras do futuro e onde estarão as oportunidades de negócios para no horizonte de tempo até 2020. Para tanto, foram realizadas duas rodadas de consulta a especialistas, com 112 respondentes.

 Os resultados finais apontaram que a ênfase crescente na inovação, a busca por qualidade de vida e a preocupação com o meio ambiente serão importantes impulsionadores na determinação das carreiras mais promissoras nos próximos anos. É vislumbrado um futuro no qual será possível interagir com profissionais como Gerentes de Eco-Relações, Chief Innovation Officer e Bioinformationists, conforme mostra abaixo o Quadro de Carreiras.

 QUADRO DAS 6 CARREIRAS EMERGENTES MAIS PROMISSORAS ATÉ 2020

 Carreiras                                          % de respondentes  que indicaram a carreira

 1 Gerente de Eco- Relações                                          72

Profissional que irá se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.

 2 Chief Innovation Officer                                              67

Interagirá com os funcionários em diferentes áreas da organização para pesquisar, projetar e aplicar inovações.

 3 Gerente de Marketing e-Commerce                         46

Gerencia o desenvolvimento e implementação de estratégias de web sites para vender produtos e serviços.

 4 Conselheiros de Aposentadoria                               39

Profissionais responsáveis por ajudar a planejar a aposentadoria.

 5 Coordenador de Desenvolvimento                         35

da Força de Trabalho e Educação Continuada

 Coordenador responsável por gerenciar programas para ajudar funcionários qualificados a atingir níveis avançados em suas áreas de especialização.

 6 Bioinformationists                                                        34

 Cientistas que trabalharão com informação genética, servindo como uma ponte para cientistas que trabalham com o desenvolvimento de medicamentos e técnicas clínicas.

 Para 38% dos respondentes, a inovação será um fator cada vez mais crítico para a competitividade das empresas, colocando ênfase em no desenvolvimento tecnológico, na educação continuada e no desenvolvimento de novos conhecimentos. Haverá maior consciência quanto à manutenção da capacidade produtiva e intelectual das pessoas, ampliando a longevidade profissional e, portanto estendendo o período de formação. Isto promoverá soluções em educação para outras faixas etárias.

 1 O DELPHI consiste em um questionário circulado repetidas vezes a um grupo de especialistas. Após cada rodada são apresentadas as respostas e é efetuado um tratamento estatístico simples, buscando identificar a tendência central das respostas (mediana) e a região onde se encontram as respostas da maioria dos painelistas, obtida por exclusão das respostas extremas (faixa entre o primeiro e terceiro quartis).

 O conjunto de respostas é devolvido aos painelistas para nova apreciação, agora feita em face da opinião coletiva dos outros participantes. Tal processo permite intercâmbio de idéias de forma anônima e estruturada, evitando pressões de grupo e o efeito da capacidade de argumentação de um debatedor. Geralmente, após duas rodadas, é formado um consenso em torno da maioria das questões, sendo que o Delphi estabelece a troca de opiniões e leva a uma compreensão melhor e convergência das opiniões.

 Nesta pesquisa, 88 especialistas participaram das duas rodadas. As áreas de Biotecnologia, Nanotecnologia, Saúde e Medicina serão especialmente promissoras. O desenvolvimento tecnológico exigirá cada vez mais profissionais capacitados para transformar as novidades tecnológicas em negócios e em aplicações rentáveis.

Já para 26% dos respondentes, as pessoas buscarão mais qualidade de vida,

demandando serviços que facilitem as suas vidas e tragam comodidade. O crescimento da Internet, com maior acesso, mais pessoas fazendo compras e pesquisas pela rededevem alavancar os serviços de Internet. A empresa que desejar permanecer no mercado terá cada vez mais que desenvolver site, SAC e atendimento on-line eficientes.

 Para 18% dos painelistas o conceito de Sustentabilidade ganhará força, justificando a atuação de profissionais nas áreas ambientais. Haverá pressão pela busca de alternativas de baixo impacto ambiental, seja na fase de desenvolvimento, produção/processo ou mesmo na fase de descarte ou, no limite, na redução da poluição resultante.

 Tais tendências, conforme indicado nas justificativas, não atuarão de forma isolada e sim interdependente. Isto significa que a ação de uma pode ter efeito sobre as outras, como, por exemplo, a busca de qualidade de vida e preocupação com o meio ambiente pressionando por inovações em diversas áreas.

 Quanto ao empreendedorismo, os respondentes projetaram a sua participação no mercado de trabalho como de 15% a 20% ( mediana = 17%) da População Economicamente Ativa em 2020, representando uma elevação significativa em relação aos atuais 12,8%.

 Há uma expectativa geral de aumento da participação das atividades empreendedoras no mundo do trabalho, uma vez que todos os cortes analíticos do grupo de respondentes apontam uma Taxa de Atividade Empreendedora maior que a atual. As seguintes tendências justificam as projeções :

 Nova configuração nas relações de trabalho (com 54% dos respondentes, esta é a justificativa preponderante)

As relações de trabalho sofrerão alterações significativas. Haverá uma diminuição dos postos de trabalho formais implicando que muitos profissionais terão que criar seu próprio emprego. Novas formas de venda das habilidades individuais surgirão e estarão cada vez mais direcionadas às formas autônomas.

 Melhoria da Educação e Ênfase na Formação de Empreendedores (21% dos respondentes)

Com a melhora da educação e dos índices sociais, além do incentivo e orientação do governo e de órgãos como o Sebrae haverá uma tendência de aumento da atividade empreendedora no Brasil. Até 2020 teremos um número maior de profissionais com ensino superior no Brasil e há um crescimento de palestras, seminários, revistas e livros sobre o assunto.

Empresas, Universidades e cursos de MBA enfatizam a necessidade de empreender, preparando profissionais e aguçando os talentos.

 Motivações pessoais (7% dos respondentes)

 Uma série de motivações relacionadas diretamente aos indivíduos foi apontada pelos especialistas consultados, dentre elas: busca por satisfação pessoal e independência, aumento da renda familiar e busca de alternativa de trabalho após a aposentadoria.

Nos comentários apresentados pelos respondentes da pesquisa, foram apontados fatores que podem limitar o crescimento da Taxa de Atividade Empreendedora. Há uma relação de dependência entre o aumento da TAE e a taxa de juros, o acesso ao capital de risco e a redução nos entraves legais e tributários.

 As oportunidades de negócios estarão no setor de Serviços, apontado por 95% dos respondentes, em áreas como Saúde e Qualidade de Vida, Turismo e Lazer, Alimentação, Serviços para a Terceira Idade e Consultorias Especializadas (Sustentabilidade, Desenvolvimento de Carreira, Consultoria Pessoal, Planejamento Financeiro e Consultoria Empresarial).

Programa de Estudos do Futuro

www.fia.com.br/profuturo

Negociação – Dê o tom na negociação

Abril 27th, 2010

As dicas são de Daniel Shapiro, psicólogo e professor da Harvard Medical School/McLean Hospital, em Boston, e diretor do programa Harvard International Negotiation Initiative. 

 Veja uma estrutura que pode ser usada de imediato para tornar mais construtivas as emoções numa negociação

Usar as emoções para obter valor em uma negociação pode se tornar um desafio para estabelecer relacionamentos duráveis e promover ganhos mútuos numa negociação. Você pode dar o tom emocional numa negociação e estimular emoções positivas para que todos saiam ganhando. Confira abaixo cinco considerações para chegar neste caminho:

1. Apreço ou reconhecimento – Normalmente, as pessoas não gostam de sentir-se pouco apreciadas, incompreendidas, desvalorizadas ou desconsideradas. O apreço tem grande impacto nas emoções. Por isso, compreender o ponto de vista alheio, achar mérito no que os outros pensam, sentem ou fazem, e comunicar o nosso entendimento são três elementos que ajudam a ter apreço por alguém. Quando a valorização é mútua, a cooperação aumenta. Dentro das organizações, uma das principais razões para o fracasso nas negociações, é que as pessoas não se sentem reconhecidas. É preciso saber extrair o valor do apreço, e o caminho está em saber escutar a outra parte, perceber a resposta emocional do outro, e passar sua mensagem de modo claro.

2. Autonomia - Quando a sua autonomia é cerceada, você para de ouvir o outro e passa a falar com você mesmo. E isso dificulta o sim do outro lado. Este é um ponto muito poderoso e as partes devem estar em pé de igualdade na tomada de decisão. A falta de autonomia é a principal fonte de fortes emoções negativas para muitas pessoas nas empresas. Sempre respeite e consulte antes de decidir. 

3. Filiação – É conexão emocional estabelecida entre você e o outro. A filiação tem forte impacto nas emoções. Quando você sente qualquer tipo de sentimento de exclusão ou rejeição, ativa a mesma região do cérebro que é responsável pela dor. O impacto é semelhante a um soco no estômago. E neste momento você fica incapacitado de tomar uma boa decisão. Até que ponto você e o outro lado se sentem incluídos em uma negociação? Transforme o adversário num colega, estabelecendo conexões estruturais e diminuindo a distância pessoal. Ao se identificar uma conexão, o outro é humanizado e então você constrói uma ponte.

4. Status – Qual a sua posição em relação ao outro? Esta posição pode ser social ou particular. Ela está conosco o tempo todo e tem muito impacto para se alcançar a cooperação ou os malefícios das emoções negativas. Se você firmar o seu status sem firmar o status dos outros, você pode perdê-lo de repente. Reconheça o status da outra parte antes de falar do seu próprio. As pessoas querem que seu status seja reconhecido e emoções negativas surgem, se houver competição por status.

5. Papel – Transforme o seu papel em algo realizador. O problema é que representamos papéis preestabelecidos. A estratégia, neste caso, é moldar os seus papéis e os de seus oponentes. Você deve escolher um papel na negociação que preencha suas necessidades e seus padrões de apreciação, afiliação, autonomia e status, isto é, que descreva quem você é. Shapiro explicou que um papel deve ter um propósito claro que oriente o comportamento, ser pessoalmente significativo e incorporar habilidades, interesses e valores ao desafio de negociar.

HSM Online
26/04/2010

Depoimento Vanessa

Abril 22nd, 2010

CB008164Aos 36 anos não me sentia realizada profissionalmente. Será que o trabalho é simplesmente isso: Rotina e dissabores? É utópico desejar fazer o que se gosta?

Mas o quê? E como se não bastasse, esse questionamento vem seguido de vários outros: Como? Onde? Quando?

Não conseguia identificar meu potencial e muito menos como utilizá-lo de maneira prazerosa e eficaz.

Posso afirmar com convicção que todo o processo de AUTOCONHECIMENTO nos liberta! Nos mostra um mundo de novas POSSIBILIDADES! Ao nos compreendermos melhor, podemos ser mais ASSERTIVOS em nossas escolhas e decisões.

Retomar as rédeas da minha vida foi uma grande CONQUISTA! O restante vem como conseqüência de nossos posicionamentos diante dos enfrentamentos e OPORTUNIDADES que vida nos oferece.

 Vanessa Frutuoso – Gestora de Negócios

Depoimento Flávia Amado

Abril 20th, 2010

                                                     “O trabasorrisolho realizado pela Dra Adriana me ajudou muito num momento muito confuso da minha carreira.

Estava desempregada havia 6 meses e colocando em cheque minhas escolhas profissionais. Através do trabalho que desenvolvemos pude perceber o quão importante é estar feliz dentro da nossa vida profissional.

Pode parecer óbvio mas a Dra Adriana me ajudou a perceber que vida e carreira são uma única coisa e que precisamos acima de tudo achar a nossa vocação, habilidades e amar aquilo que fazemos.

 Sua paixão pelo trabalho, sua energia e otimismo aliados a sua experiencia profissional foram essenciais no meu processo de autoconhecimento e busca da realização profissional.”

Flávia _ Entretenimento – Cinema

Depoimento Camila

Abril 13th, 2010

Uma mudança de carreiralogo Vida e Carreira, seja ela em qualquer fase da vida, é sempre um desafio a ser enfrentado.  Conseguir lidar com os próprios medos e inseguranças, além do medo de não dar certo, de fracassar, é uma barreira grande a ser vencida e ficamos a todo o momento nos questionando se realmente estamos no caminho certo, se seria melhor voltarmos para nossa zona de conforto.

O apoio de uma profissional como a Adriana foi fundamental para cada momento de questionamento, me ajudar a voltar ao foco, aos motivos que me levaram a querer mudar de carreira e a enxergar que realmente valeria a pena. O trabalho de aconselhamento de carreira foi essencial para que eu pudesse me conhecer mais profundamente como profissional e conseguir conciliar carreira com satisfação pessoal.

Camila Guello _ Gerente dee Marketing,

Depoimento Fernando Yoshimura

Abril 13th, 2010

87024“A Adriana Gomes teve importância fundamental numa importante transição da minha vida profissional. Com seu suporte de larga experiência, muita objetividade e grande foco, consegui sintetizar minhas metas, meus conhecimentos e minhas habilidades. A execução do trabalho com ela é recompensador não só por gerar resultados sólidos mas também por propiciar uma reflexão clara e dirigida.”

Fernando Yoshimura – Technical Director

Depoimento Tati Simões

Abril 13th, 2010

Bússola1O trabalho que fizemos juntas foi essencial para me dar mais segurança na decisão que tomei de deixar para trás um emprego estável e muito bom, depois de 9 anos na empresa, para abrir a minha própria empresa. A vontade já existia, principalmente depois da maternidade, mas tudo parece muito complicado sem um direcionamento. O trabalho com a Adriana foi excelente, me ajudou a organizar os “timings” de cada passo, a cada sessão tudo ficava mais claro e o que no início parecia confuso, se tornou fácil.

Tatiana Simões – Empresária

 

Depoimento Gustavo

Abril 13th, 2010

87017“Fiquei muito satisfeito com o trabalho de orientação e realmente bastante surpreso com o resultado alcançado em tão pouco tempo. Quando começaram os nossos encontros eu me sentia completamente desmotivado e com falta de confiança na minha capacidade. Quando comecei a me conhecer um pouco melhor através do trabalho de autoconhecimento e autopercepção, a confiança e a motivação foram voltando aos poucos e me senti mais seguro em buscar algo que tenha a ver com o meu perfil e estilo de vida. Na primeira oportunidade que surgiu eu já consegui me recolocar e mais importante de tudo isso foi que eu finalmente consegui aceitar que esta conquista foi através do meu próprio mérito.”

Gustavo Galhato

Depoimento Marcia Ottoni

Abril 13th, 2010

Tulips” A Adriana me guiou no caminho para o encontro com a minha verdade, minhas necessidades e capacidades. Tenho muito trabalho pela frente mas já estou colhendo os frutos da minha busca pela satisfação profissional brilhantemente conduzida pela Adriana.”

Marcia Ottoni _ Empresária

Depoimento Adriana Camargo

Abril 13th, 2010

 

” Chega um momento em nossas vidas profissionais que nos perguntamos….Para onde devo seguir??? Fico na mesma empresa ou logo_cor_baixa01mudo? 

Busco novas oportunidades? Onde buscar? Que caminho trilhar?

As vezes não percebemos todas as possibilidades e precisamos da ajuda de pessoas especialidades, que tenham uma visão de fora do contexto em que estamos inseridos.

Comigo não foi diferente, esta situação aconteceu a 3 anos atrás, recebi a indicação do trabalho e competência da profissional Adriana Gomes, que me ajudou a vislumbrar as possibilidades dos caminhos, escolher um, planejá-lo e principalmente estar aberta para ajustes e mudanças de rota.

Para a execução deste planejamento, sempre vale a pena ter comprometimento consigo e “um pouquinho” de motivação, com certeza você verá os resultados aparecerem.”

Adriana Camargo _ Diretora de Marketing

Depoimento Fabiana

Abril 13th, 2010

A Adriana entrou na minha vida num momento difícil da minha carreira. Eu tinha uma chefe horrível, que possuía inteligência emocional “zero” e dificuldades imensas no relacionamento interpessoal e que, ao longo do tempo, me fez acreditar que eu não gostava e não queria mais ser advogada, coisa que hoje eu tenho certeza absoluta de que amo.

A Adriana me ajudou a enxergar isso e resgatar a auto-estima profissional que perdi em algum momento nefasto dos inúmeros que experimentei naqueles tempos. É claro que, no decorrer das nossas sessões, fomos também abordando questões da minha vida pessoal, e foi aí que eu pude perceber a profissional completa e sensível que é a Adriana.

Não preciso dizer que passei a gostar muito dela e sinto que ela também de mim. Referendo e recomendo sinceramente o trabalho que ela tão competentemente desenvolve.

Fabiana _ Executiva da área Juridica

Depoimento Ana Carolina

Abril 13th, 2010

Estou super satisfeita com os resultados que estou experimentando através do trabalho junto à Adriana! Posso dizer, poucos meses após ter iniciado o programa, que já estou colhendo frutos muito concretos do projeto que desenhamos juntas. Tenho certeza de a habilidade da Adriana para Potencialconduzir o processo de autoconhecimento e a clareza e objetividade de suas orientações fizeram toda a diferença.

Parabéns, Adriana, por seu trabalho e, acima de tudo, por sua dedicação às “causas” de vida e carreira de cada um de nós.

Ana Carolina Itzaina